Ministro do Turismo do Turismo, flagrado usando laranjas para desviar de dinheiro de fundo partidário, é mais um marcado para cair no governo Bolsonaro

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, flagrado em esquema de desvio de verbas de fundo partidário do PSL em Minas Gerais, é mais um marcado para cair.

Após pouco mais de 35 dias de governo Bolsonario, o número de ministros citados em situações escabrosas é incrivelmente alto. Ao longo do mês de janeiro se destacaram por suas declarações bizarras e contraproducentes para o Brasil, os ministros das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), da Educação (Rafael Vélez Rodriguez), da Agricultura (Tereza Cristina) e a da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Damares Alves).  Até aqui esses ministros e ministras compunham o grupo que eu considerava marcados para cair, tamanho era o número de situações estapafúrdias em que haviam se metido em tão pouco tempo de governo.

Pois bem, agora se soma a este nada lustroso grupo o ministro do Turismo, Marcelo  Álvaro Antonio,  que, segundo ampla reporagem do jornal Folha de São de Paulo, teria usado candidaturas laranja para desviar recursos do fundo partidário nas eleições de 2018.  A citada reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou que o diretório do Partido Social Liberal (PSL) em Minas Gerais, o mesmo do presidente Jair Bolsonaro, então presidido por Marcelo Álvaro Antonio,  teria empregado dinheiro de candidaturas da cota feminina para empresas ligadas ao agora ministro do Turismo.

Como a reportagem é repleta de dados e documentos, a situação do ministro do Turismo é particularmente grave, na medida em que a denúncia atinge o partido político a que está filiado o presidente Jair Bolsonaro e seus três filhos que possuem mandato parlamentar.  E isto agrava ainda mais a situação de desgaste de um presidente que foi eleito sob a égide de promessas de combate à corrupção no Brasil. 

Assim, vamos ver quanto tempo durará no cargo o senhor Marcelo Álvaro Antonio. De minha parte, estou aguardando o soar das panelas dos eleitores de Jair Bolsonaro. Por via das dúvidas, aguardarei sentado.

 

O Rio de Janeiro poderá viver um banho de sangue inédito sob Witzel e Bolsonaro

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Eu, assim como praticamente a totalidade da população do Rio de Janeiro, nunca tinha ouvido falar do tal Witzel antes dessas eleições, candidato com mais de 40% dos votos para governador do estado. Então, fui pesquisar seu programa de governo, disponibilizado pelo site do TSE, e compartilho aqui alguns dos pontos mais absurdos que integram suas propostas, dentre eles:

segurança pública tem que ser caso de polícia e não de política

plano habitacional que garanta o fácil acesso da polícia nas favelas

autorização para abate de criminosos

privatização de presídios

programa de demissão voluntária de servidores públicos

apoio financeiro à rede privada de saúde

militarização da educação

criação da disciplina obrigatória de “Constituição e Cidadania” (alô ditadura!, alô “Moral e Cívica”!)

chamar a iniciativa privada para a UERJ

-destinar as bolsas de pesquisa da FAPERJ para “projetos de interesse do Estado”

Quem ainda tiver dúvida sobre o caráter dessas propostas, sugiro assistir ao vídeo abaixo.

É importante frisar que esse pacote  mistura um receituário ultraneoliberal e uma ação ainda mais truculentas das forças policiais tem o potencial de criar um banho de sangue inédito no Rio de Janeiro se houver a vitória combinada de Witzel  e Jair Bolsonaro, especialmente em face da presença expressiva de membros do PSL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Assim, impedir a vitória dessa dupla passa a ser uma obrigação democrática, independente das críticas que se possa ter a Fernando Haddad e Eduardo Paes. É que o povo pobre do Rio de Janeiro não merece passar por essa agenda combinada de extermínio dos pobres.