Plínio, presente  

Partiu, nessa terça-feira (08/07), Plínio de Arruda Sampaio, símbolo histórico da esquerda brasileira.

 Por Rob Batista para Guerrilha GRR

Plínio de Arruda durante os protestos de junho de 2013. Foto: Mídia NINJA
Plínio de Arruda durante os protestos de junho de 2013. Foto: Mídia NINJA

Nascido em 1930, o militante político viu a II Guerra Mundial, a ascensão e queda de figuras importantes da história brasileira, teve seus direitos políticos cassados pelo Golpe Militar e viveu no exílio por 12 anos, nunca abandonando a luta contra a desigualdade e por justiça social. Um socialista incansável de 83 anos, e que nunca deixou de ser jovem.

Plínio, promotor público aposentado e mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA), foi, nos anos 60, o relator do projeto de Reforma Agrária do ex-presidente João Goulart e, por esse motivo, foi um dos primeiros parlamentares a ter seu mandato cassado pelo regime militar em abril de 1964, partindo para o exílio no Chile, onde desenvolveu projetos de reforma agrária para a FAO/ONU (Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas), em 1970, sendo enviado para os Estados Unidos posteriormente.

Volta ao Brasil em 1976, participando da fundação do PT, e se torna deputado federal pelo mesmo partido em 1985, tornando-se, três anos mais tarde, membro da Constituinte e responsável pela redação de emenda ao regimento interno da Assembleia, que permitia a apresentação de emendas populares e incluia, na Constituição, a participação popular através de referendos e plebiscitos.

O ex-deputado federal deixa o PT em 2005, por uma série de discordâncias internas, e se filia ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), pelo qual disputou a Presidência da República em 2010. Incansável, nos debates eleitorais, Plínio chamava a atenção por seu jeito espontâneo, tocando o dedo na ferida de temas dos quais os outros candidatos (Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva), faziam de tudo para fugir. Suas provocações, piadas e ironias nos debates fizeram seu nome ser um dos assuntos mais comentados do mundo no Twitter. Encarnava da melhor forma  o que é ser um verdadeiro fanfarrão.

Apesar da idade avançada, Plínio era muito ativo nas redes sociais, sempre chamando as pessoas a discutirem com ele os temas que achassem interessantes, principalmente através de sua conta no Twitter. O fato de ter militado na política durante toda sua vida não tirava dele a capacidade de fazer piadas e rir, inclusive de si mesmo (por exemplo, em sua participação hilária no quadro “O Povo Quer Saber”, do CQC, e em entrevista à repórter Mônica Iozzi, no mesmo programa).

Ter 83 anos também não lhe impediu de comparecer às manifestações de Junho de 2013, que ele considerava as maiores da história brasileira (já que viu, com os próprios olhos, levantes em massa desde a época de Getúlio Vargas). Assista aqui sua mensagem histórica encerrando a campanha de 2010, na qual levantou temas que, segundo ele, apenas os jovens podiam compreender.

O ex-deputado federal estava internado desde maio, fazendo tratamento de um câncer ósseo, mas não resistiu à doença. Deixa esposa, filhos e uma militância de esquerda que sempre encontrou nele inspiração para aprender a superar os obstáculos que se impõem e nunca deixar de seguir em frente.

Deixa para nós um legado de lutas incontestável. Continuaremos a aprender muito com sua bela história. Grande e sempre querido Plínio, muito obrigado.

Plínio, presente!

FONTE: https://ninja.oximity.com/article/Pl%C3%ADnio-presente-1

O PSTU e os ataques ao Black Bloc: exemplo clássico de tiro no alvo errado

Venho acompanhando faz algum tempo a insistência da direção do PSTU em gastar tempo com os praticantes da tática “Black Bloc”. Afora, as caracterizações equivocadas do que vem a ser este fenômeno, passei a notar uma ação deliberada de perder mais tempo com críticas aos Black Bloc do que à ação repressiva dos agentes do Estado, como foi o caso recente de prisões arbitrárias de jornalistas em manifestações ocorridas no Rio de Janeiro.

Ainda que eu pressinta que a questão de fundo tem a ver com a organização horizontal dos participantes do Black Bloc que, em muitos casos reclamam para si a condição de anarquistas, penso que o PSTU causa um profundo prejuízo à luta dos trabalhadores e da juventude ao mirar numa tática, em vez de se concentrar no combate ao Estado e suas ações repressivas. E, por isto, implica num grave erro de avaliação que hoje torna o PSTU tão impopular e combatido entre grandes parcelas da juventude.

E não posso deixar de achar curioso que o PSOL e o PCB tenham uma posição mais equilibrada em relação aos “Black Bloc” ao manter um viés crítico em suas respectivas análises, sem que isto implique num ataque frontal. Eu digo curioso porque no passado não seria assim, especialmente no caso do PCB. Aparentemente, o PCB e o PSOL entenderam melhor as mudanças em curso na organização da luta de classes no Brasil.

Com Luciana Genro candidata a presidente, PSOL sai da armadilha em que se colocou

Não tenho me entusiasmado muito com toda a discussão pré-definição de candidaturas presidenciais, mas a providencial retirada de Randolfe Rodrigues e a entrada de Luciana Genro na cabeça de chapa do PSOL me dá algum ânimo de que os que são contra a manutenção das políticas neoliberais implantadas por Fernando Collor terão alguém que possa expressar uma alternativa da esquerda brasileira ao modelo dominante. No mínimo, pela trajetória e firmeza ideológica, Luciana Genro habilitará o PSOL a dialogar com as centenas de milhares de brasileiros que saíram às ruas a partir de junho de 2013 para protestar contra os efeitos malévolos do atual modelo econômico que a aliança conservadora liderada pelo PT vem impondo sobre a juventude e a classe trabalhadora do Brasil.

Agora, espero que haja também um diálogo genuíno com outras forças de esquerda que resulte na formação de uma aliança eleitoral que consiga dialogar com os descontentes e marginalizados, de modo a preparar o caminho para a necessária reorganização política que a crise sistêmica do capitalismo requer. Afinal, não há nada a esperar das candidaturas de Dilma, Aécio e Campos. Aliás, há sim. Mais arrocho e repressão, variando apenas a intensidade.

Desafios

ESCRITO POR PAULO PASSARINHO* 

O Brasil encontra-se em um momento extremamente delicado. Após vinte anos da experiência da abertura liberal, estamos vivendo um quadro que combina incerteza econômica, descrença com a institucionalidade vigente e crescente tensão social, por conta da incapacidade da sociedade de encontrar respostas para gravíssimos e diversos problemas sociais que, sem soluções, apenas se agravam.

As manifestações que surpreenderam o país no ano passado não foram raios em céu azul. Refletiram o descontentamento reprimido e iludido por uma era de imposturas, em que o controle da inflação, a redução da miséria, a recuperação do poder de compra dos salários mais baixos – puxada pelos reajustes reais do salário-mínimo – e a expansão do emprego de baixa qualificação foram apresentados como indicadores insofismáveis de uma nova era, de desenvolvimento e combate às desigualdades.

Rigorosamente, essas mudanças, que de fato ocorreram e beneficiaram os “de baixo”, infelizmente tiveram o efeito de legitimar o modelo econômico introduzido no país com a eleição de Collor, com a sua pregação pela abertura econômica e a redução do papel do Estado, e consolidado com as reformas patrocinadas especialmente por FHC.

Lula, com muita habilidade e faro político, construiu um pacto social em torno justamente desse modelo. Garantiu ganhos aos mais pobres e manteve o arcabouço jurídico, político e econômico que interessa aos bancos, multinacionais e agronegócio – setores dominantes e estratégicos de um modelo que aprofunda a dependência produtiva, tecnológica e científica do país e, consequentemente, o nosso subdesenvolvimento.

Uma das consequências mais graves desse processo foi a transformação que o lulismo provocou no bloco de forças – de esquerda – que desde a segunda metade dos anos 1970 havia iniciado um percurso que acabou por levá-lo ao governo federal. A metamorfose política e ideológica do PT, do PCdoB e do PSB – combinada com a crise do trabalhismo brizolista – deixou um vazio à esquerda no cenário político.

O momento atual reflete em boa medida este vazio. As contestações aos partidos e sindicatos, observadas nas jornadas de junho do ano passado, são um exemplo desse fenômeno. A verdadeira rebelião de muitas bases de trabalhadores, conforme temos visto com frequência, atropelando direções sindicais pouco combativas, mostram, igualmente, a insatisfação dos que querem lutar por uma nova ordem e acabam por não encontrar canais de representação à altura da disposição de luta presente.

Contudo, há no Brasil uma esquerda partidária que não se rendeu, procura manter os seus vínculos com os movimentos sociais e, em especial, com os trabalhadores em luta. Entretanto, carece hoje de maior representatividade. O lulismo continua absolutamente hegemônico no movimento sindical e apenas o PSOL, dentre os partidos realmente de esquerda, dispõe de representação parlamentar no Senado e na Câmara Federal, ainda que extremamente minoritária.

Além disso, essa esquerda partidária, é forçoso reconhecer, em boa medida guarda uma grande dificuldade em compreender e dialogar com os movimentos sociais que vêm tomando as ruas do país, embalando uma juventude com pautas de reivindicações as mais variadas, formas de luta e manifestação inovadoras, muita disposição e energia, mas em sua maioria desvinculada e até mesmo refratária à política partidária.

Mas, talvez, a maior dificuldade que essa esquerda legítima apresenta – e que reforça a sua incapacidade em aproveitar o atual momento para se fortalecer – seja a sua incapacidade em formular um programa adequado às condições que a realidade brasileira apresenta, com suas imensas contradições e as exigências que cotidianamente reforçam a luta popular. Bandeiras como a defesa de um “governo dos trabalhadores”, do “poder popular” ou de um genérico “socialismo” são por demais abstratas, propagandísticas e distantes do atual nível de consciência, organização e estágio em que se encontram as lutas concretas dos trabalhadores.

Na maior parte das vezes, aprisionadas a uma visão doutrinária e academicista, as direções desses partidos resistem em apresentar propostas objetivas de reformas da atual institucionalidade, em especial, no campo da economia. Possivelmente, em função do temor de um posicionamento desse tipo vir a ser confundido com o vulgar revisionismo – tão caro e desastroso na história da esquerda –, esses partidos se mostram tão pouco ousados em avançar objetivamente na defesa, por exemplo, de um novo modelo macroeconômico, que dê respaldo a um conjunto de outras reformas estruturais que os brasileiros em luta vêm exigindo.

A próxima disputa presidencial abre, potencialmente, uma enorme possibilidade de se apresentarem propostas sistêmicas, para se enfrentar a atual crise brasileira, que se manifesta da esfera econômica até o âmbito da representação política dos cidadãos, passando pelo conjunto das políticas sociais e de responsabilidade do Estado.

Por que, portanto, não se avançar com propostas que, a partir de uma mudança substantiva da política econômica da abertura financeira, dos juros altos e do câmbio valorizado – que nos amarra e nos atrasa desde os anos 1990 –, abra de fato uma nova conjuntura no país?

A partir de uma nova política macroeconômica, abrir-se-ia a oportunidade de enfrentarmos as graves deformações que temos observado do atual modelo de desenvolvimento – calcado nos interesses das grandes corporações financeiras – e que têm nos condenado ao subdesenvolvimento.

Nosso atual subdesenvolvimento se traduz, por exemplo, na desnacionalização e regressão tecnológica do nosso parque industrial e na dependência a um modelo de política agrícola voltado às exportações e sustentado por um padrão tecnológico atrasado, baseado em pesada carga de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Modelo que – além de inviabilizar uma reforma agrária popular, baseada na agroecologia – envenena nossas terras, rios e a saúde de milhões de brasileiros.

A necessária mudança da política econômica terá de nos permitir enfrentar – com recursos orçamentários – uma urgente revolução no padrão de prestação de serviços sociais pelo Estado, com políticas universais e de alta qualidade, conforme reivindicam milhões que se manifestam a favor de um “padrão FIFA” para as políticas de saúde, de educação ou de mobilidade urbana.

Mas, acima de tudo, a própria campanha eleitoral desse ano, mais do que nunca, nos permitirá denunciar o domínio econômico do processo eleitoral e a defesa de um novo modelo de financiamento das eleições e de eleição dos chamados representantes do povo, para os poderes Legislativo e Executivo. As propostas elaboradas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, e já incorporadas por um conjunto significativo de entidades da sociedade civil e movimentos sociais, nos permitiriam avançar para um novo modelo de eleições, onde a vontade popular, e não a força do dinheiro, fosse o seu vetor determinante.

Por tudo isso, me parece essencial que esses partidos realmente da esquerda, uma esquerda que não se rendeu ao lulismo, procurassem um caminho de unidade tática. Não se trata de pretender que cada uma dessas organizações políticas abandone os seus respectivos programas e suas formas próprias de organização. Apenas constato que estamos diante de dramáticos desafios.

Considerando o paupérrimo quadro partidário a que estamos reduzidos, apenas essas esquerdas, com sensibilidade e sintonia às aspirações populares que surgem nas ruas e locais de trabalho os mais variados, poderão evitar o acelerado processo de crise de legitimidade política que vivemos.

*PAULO PASSARINHO é economista

FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9636:submanchete230514&catid=72:imagens-rolantes

Nem precisa torturar que eu confesso: tenho ligações com Marcelo Freixo!

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As organizações Globo estão tentando utilizar o episódio ainda mal explicado da morte do cinegrafista Santiago da Band TV para atacar sem nenhum pudor o deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL/RJ.  Como conheço o Freixo desde antes de que ele assumisse o cargo de deputado, sei que ele não apoia ou tolera o uso de métodos violentos para fazer política. Assim, se alguém mais precisa ser ligado a ele pelo respeito que ele adquiriu na prática política, na defesa dos interesses trabalhadores e dos direitos dos que ninguém defende, por favor, me coloquem na fila.

E como eu disse, nem é preciso prender e arrebentar. Eu entro na fila de forma voluntária!

Diretório do PSOL de Itaocara responde à matéria da Revista Veja

Neste domingo 12 de janeiro, o site da revista Veja publicou uma extensa nota sobre a administração popular do PSOL no município de Itaocara/RJ. Da longa entrevista efetuada ao Prefeito, companheiro Gelsimar Gonzaga, praticamente não reproduz nada. Se utilizando de inverdades e deturpando os fatos, o jornalista aproveita o espaço para deflagrar um virulento ataque ao partido e especialmente à esquerda que não aceita ser domesticada.

Não poderia ser diferente. A linha editorial da Veja representa o que há de mais atrasado no espectro ideológico e político do Brasil. Acostumados a ser governo, estão em decadência, pois a velha direita – da qual Veja faz parte -, foi substituída por uma nova direita muito mais hábil e com verniz vermelhinho e popular (os governos do PT). Pior do que ser de direita, é ter seu lugar roubado pelos antigos inimigos de esquerda e depender deles para ter contratos milionários assinados com o Estado brasileiro.

Daí que os ataques da Veja são verdadeiros elogios, pois nos indicam que estamos no caminho certo. Não que vamos resolver todos os problemas, pois o PSOL não governa o país, nem o estado do Rio de Janeiro e ninguém pode acreditar que é possível fazer a Revolução ou construir o socialismo a partir de um pequeno município. Mas o ataque desproporcional desta matéria contra a administração de Itaocara demonstra um ódio de classe e o desconforto que nosso governo traz para os interesses da velha prática política. Para nós foi a “prova dos nove”, a prova de que o Governo do Povo de Itaocara está indo muito bem!

Sucupira?

Destilando ódio na tentativa de ridicularizar nossa administração, a Veja compara Itaocara à Sucupira, a cidade do carismático e corrupto Prefeito Odorico Paraguaçu. Nela se passam as histórias onde o genial Dias Gomes fez uma caricatura perfeita do que é a política em nosso país. Criticando e ironizando as obras superfaturadas, as negociatas, a política de troca-troca, e, porque não (?), o recebimento de verbas públicas por grandes jornais e REVISTAS, esses tipos de coisas que nossos detratores conhecem muito melhor que nós.

Gelsimar não é Odorico e Itaocara não é Sucupira. Longe disso. Gelsimar Gonzaga é um trabalhador, um sindicalista, um lutador do povo, e nos orgulha que tenha chegado à Prefeitura depois de muitos anos de batalhas políticas e eleitorais sem mudar de lado. Odorico Paraguaçu representa a atual classe dominante, inescrupulosa e corrupta, e nesse sentido pode ser assemelhado a muitos dos ex-presidentes ou governadores de Estado pelos quais Veja nutriu paixão servil. A História não pode ser apagada.

Itaocara é a anti Sucupira brasileira e este talvez seja o maior legado até aqui: demonstrar que a velha política pode e deve ser superada! O que destaca Itaocara não é o caos como tenta passar a Veja. É a participação popular nas decisões do governo. É o ineditismo das assembleias populares escolhendo secretários, ou recebendo prestação de contas do governo. O que para nós é um dever, governar junto à população, para a Veja é um “caos”.

Sucupira hoje é o Brasil do Mensalão, tanto o do PT que Veja se escala para ser denunciante número 1, quanto o do DEM de Brasília e o Tucanato Mineiro, que Veja faz questão de não comentar. Sucupira é a entrega do patrimônio público como o Pré-Sal, os portos e aeroportos em troca de financiamento de campanha ou de polpudas comissões; é o financiamento da Copa com dinheiro público em detrimento da saúde e da educação. Sucupira é o Estado do Rio de Janeiro, que apesar dos demagógicos discursos, depois de três ou quatro anos, tem a construção de casas para as tragédias de Niterói e da Região Serrana avançando a passos de cágado. Sucupira é o Maranhão, onde impera a barbárie e o crime enquanto os Sarney compartilham com Lula e o PT a farta mesa de lagostas, caviar e champanhe.

Nada disso acontece em Itaocara. O passe-livre para os estudantes do município que parece incomodar a Veja é bancado com o que nossa administração conseguiu poupar acabando com licitações duvidosas e terceirizações desnecessárias, na prática, pagamos o passe livre porque acabamos com a corrupção. Diferente do que publica a revista, Itaocara tem avançado muito na área de saúde. Bem que o jornalista Daniel Haidar tentou insistir no hospital para escrever que não tinham médicos, mas infelizmente para Veja o número de médicos do município dobrou. Tivessem pesquisado os medicamentos, teriam percebido também que em um ano de governo, dobramos o número de pacientes atendidos com medicação gratuita fornecida pela Prefeitura; Veja também não quis registrar, embora tenhamos mandado por escrito e falado pessoalmente, a compra de novos veículos para o transporte de pacientes para outros municípios. O aparelho de ultrassonografia, comprado com muito esforço e que chegara uma semana antes, é apresentado por Veja de nariz torcido mas, por sorte, será de grande utilidade para a população e nada do que Veja escrever irá mudar este fato; e a cartada final de Veja na saúde foi tentar colocar em nossa conta o fato do Hospital estar numa área de risco, ao invés de ressaltar que desde o início do mandato essa tem sido a principal luta da administração em construir um novo hospital em um local seguro.

Também em obras públicas avançamos e muito. A Veja se regozija informando que o Programa “Somando Forças” do governo Sérgio Cabral, seguindo a velha prática de beneficiar só aliados, não destinou recursos para Itaocara, mas apesar disso asfaltamos diversas ruas com recursos próprios, compramos um caminhão compactador de lixo e conseguimos recuperar cerca de 07 máquinas pesadas que estavam virando sucata nas administrações anteriores, tudo isso no bojo de ir rejeitando a sanha e as cantadas privatistas, que também se enraízam nas pequenas cidades brasileiras.

Marcelo Freixo, Chico Alencar, Jean Wyllys…

A administração do PSOL em Itaocara tem muito orgulho de contar com o apoio efetivo e concreto dos destacados parlamentares psolistas. Apoio técnico, político, com emendas parlamentares e interlocução. O PSOL no Estado do Rio é a força política que mais cresce, em cada manifestação, nas lutas, greves e também nas eleições. Esse é um dos motivos pelos quais somos atacados pela revista Veja.

Como não tem nada a dizer contra nossos parlamentares e da relação destes com a prefeitura de Itaocara a Veja “denuncia” que Chico e Jean Wyllys apresentaram emendas no valor de 3 milhões de reais cada um “para tirar o poder público da imobilidade”. Perguntamos: qual é o problema dos parlamentares do PSOL ao exercer seu direito de destinar recursos públicos para obras públicas num município de seu estado? Mas o que é uma mentira deslavada é que a Prefeitura esteja imobilizada. Nem a difícil relação com a Câmara de Vereadores, nem a falta de apoio do governo estadual e federal, conseguiram impedir avanços para a população de Itaocara, que como reflexo das jornadas de junho tem se manifestado nas ruas contra a velha política.

Mas o “relato” da Veja não para por aí. Querendo, sem conseguir, dar uma de Dias Gomes, o jornalista escreve sua própria novela: para “evitar o vexame”, salvar o Gelsimar e ter os votos do PR em favor da deputada Janira Rocha, o deputado Marcelo Freixo teria feito uma “composição” com Antony Garotinho! Quanto delírio! É certo que Marcelo Freixo chamou Garotinho, mas não para fazer composição política e sim para exigir que os vereadores de sua base parassem na sua intenção de dar um golpe no Prefeito eleito democraticamente. O mesmo que foi discutido na reunião posterior com os vereadores e o deputado do PR. Essa é a verdade das coisas.

 Salários atrasados, greve dos médicos e CPI

O ano não terminou com salários atrasados. Aliás, em um ano de mandato, só houve atraso de pagamento de uma categoria que foi a dos médicos, por cerca de 10 dias, em novembro, não por culpa da prefeitura, mas pela demora na aprovação da suplementação de verbas por parte da Câmara de Vereadores, o que motivou a ida do Prefeito Gelsimar até o Calçadão, fato este que está registrado no vídeo que Veja colocou em seu site. Ainda assim, esta greve por um pequeno atraso de salários, foi apoiada pelo Prefeito e pela Prefeitura. Além disso, não houve sequer um dia de atraso no pagamento dos servidores durante o ano inteiro. Será que Veja está se referindo ao fato de o pagamento de dezembro ter saído no dia 24/12? Se for, nos cabe informar que o salário saiu cerca de 15 dias antes do seu prazo legal, que é sempre o 5º dia útil do mês seguinte ao que foi trabalhado. Infelizmente, quem lê a matéria da Veja e não ler nossa nota vai ficar pensando que em dezembro ninguém recebeu salário por aqui… Lamentável, Veja.

Sobre a CPI, Veja curiosamente esqueceu-se de informar qual o motivo e a justificativa da mesma. Talvez porque nem Veja pudesse defender o absurdo que é ter uma CPI aberta por supostos ofícios não respondidos. Não informou também que a CPI foi derrubada na justiça comum por iniciativa do único vereador do PSOL na cidade – Fernando Arcênio – e que agora há uma Comissão Processante, sob o mesmo tema, com os mesmos argumentos, mesmo com todos os ofícios respondidos. É um absurdo tentar passar a imagem para o país que Gelsimar esteja sendo acusado de algum ilícito ou falta moral, coisa que nem a oposição de direita da cidade ousa fazer.

Uma nova forma de governar

Na sua intenção de demonstrar o caos, a Veja diz que “a falta de disposição para negociar” é a que causa “paralisia” na cidade e teria produzido o rompimento do Vice Juninho com Gelsimar. Mais uma mentira. Como já demonstramos anteriormente, a Prefeitura não está paralisada, pelo contrário, convocou importantes mobilizações para incorporar a população no debate aberto da cidade, avança na saúde, avança na educação, onde em 2014 teremos diminuído a média inaceitável de 40 alunos por sala de aula para 25, nos serviços básicos da cidade, nos direitos dos servidores concursados que neste mês de janeiro irão estrear o vale alimentação no valor de R$107,00. A concepção de crise e caos da Veja é muito peculiar mesmo. Também não é verdade que não queremos negociar. Mas negociar o que, e como? O Prefeito aceita negociar, mas sob a condição que já transmitimos publicamente: de forma pública e transparente. Veja confunde negociação com negociata. Infelizmente, o que a oposição de direita quer é partilhar as verbas do município em beneficio próprio e isso não vamos aceitar. Querem perpetuar as velhas práticas e manter fatias da administração sob seu comando para utilizar eleitoralmente.

O diferencial de nossa administração que tanto horroriza a Veja é a total honestidade, transparência e participação popular. Por isso instalamos o Portal da Transparência, por isso nosso Prefeito continua se comunicando com a população de forma direta através dos alto falantes montados no seu fusca, por isso iremos fortalecer as assembleias por bairros, por setores, por categorias como já vínhamos fazendo durante 2013.

Finalmente

As críticas da Veja são músicas para nossos ouvidos. Para quem está governando para o povo pobre e trabalhador, respeitando os compromissos de campanha e enfrentando os métodos de “toma-lá-dá-cá” da velha política, as calúnias de quem foi cúmplice e colaborador da ditadura militar, como ela teima em não reconhecer, são elogios. Depois de rifarem Mino Carta, seu idealizador e Editor Chefe, escancarou-se a linha pró-militares sob o comando geral de Roberto Civita. Veja vive nessa época, desses tempos até 2002, sentindo saudades de FHC e outros. Dos tempos atuais, a editora Abril gosta apenas dos contratos milionários, como o que acaba de assinar com o Ministério da Educação. Definitivamente, o que Veja mais odeia desses tempos são as milhões de pessoas nas ruas, como estamos fazendo agora. Nosso caminho continuará a ser do lado da população que quer mudanças e longe, bem longe dos velhos métodos e das historias dos políticos da ordem e de publicações como a Revista Veja.

Itaocara, 14 de janeiro de 2014

Diretório Municipal PSOL

Ato do PSOL em Itaocara para defender Gelsimar Gonzaga

O final da tarde desta 5a. feira deverá ser agitado na cidade de Itaocara, onde o PSOL está preparando a realização de um grande ato público contra a tentativa da Câmara de Vereadores de impedir a continuidade do governo do prefeito Gelsimar Gonzaga.

Esse conflito que foi ganhando corpo na medida em que Gelsimar fechou determinadas torneiras e colocou o dinheiro para funcionar em áreas essenciais da sua administração teve recentemente um momento mais agudo. Isso se deu com a aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para lá de peculiar: apurar as razões da demora de Gelsimar em responder ofícios dos vereadores.

Aqui de Campos, a minha curiosidade é porque de uma CPI com este motivo. Provavelmente é porque faltou assunto realmente importante, o que é uma demonstração de probidade administrativa da administração de Gelsimar Gonzaga. Em suma, uma CPI dessas não pode ser coisa séria, mas é perfeitamente esperável numa correlação de forças onde apenas 1 em 11 vereadores está alinhado com o governo. Coisa bem diferente do que vemos no resto do Brasil.

gelsimar