Com Luciana Genro candidata a presidente, PSOL sai da armadilha em que se colocou

Não tenho me entusiasmado muito com toda a discussão pré-definição de candidaturas presidenciais, mas a providencial retirada de Randolfe Rodrigues e a entrada de Luciana Genro na cabeça de chapa do PSOL me dá algum ânimo de que os que são contra a manutenção das políticas neoliberais implantadas por Fernando Collor terão alguém que possa expressar uma alternativa da esquerda brasileira ao modelo dominante. No mínimo, pela trajetória e firmeza ideológica, Luciana Genro habilitará o PSOL a dialogar com as centenas de milhares de brasileiros que saíram às ruas a partir de junho de 2013 para protestar contra os efeitos malévolos do atual modelo econômico que a aliança conservadora liderada pelo PT vem impondo sobre a juventude e a classe trabalhadora do Brasil.

Agora, espero que haja também um diálogo genuíno com outras forças de esquerda que resulte na formação de uma aliança eleitoral que consiga dialogar com os descontentes e marginalizados, de modo a preparar o caminho para a necessária reorganização política que a crise sistêmica do capitalismo requer. Afinal, não há nada a esperar das candidaturas de Dilma, Aécio e Campos. Aliás, há sim. Mais arrocho e repressão, variando apenas a intensidade.

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