(Des)governador Sérgio Cabral anuncia demissão de 700 petistas por e-mail

Ação é manobra para unidade no segundo turno ou é só destempero mesmo?

O (des) governador do Rio de Janeiro comunicou ontem a direção regional do PT via correio eletrônico que vai demitir os mais de 700 petistas que ocupam cargos no seu (des) governo (Aqui!) por causa da decisão do partido de lançar candidato próprio para o governo do estado nas eleições de 2014.  Uma coisa há que se reconhecer: Cabral inovou ao demitir por e-mail companheiros de quase oito ano de (des) governo, incluindo ai o seu grande amigo, o ex-ambientalista e atual (des) secretário de ambiente, Carlos Minc.

Esse tipo de manobra pode refletir duas coisas: a) que Cabral está se preparando para vender mais caro seu apoio num eventual segundo turno ou b) que Cabral teve mais um daqueles destemperos que ocorrem toda vez que ele é contrariado.

De qualquer forma, essa ação relativamente abrupta cai como uma luva nas mãos do senador Lindbergh Farias que há muito tempo pressionava a direção estadual a abandonar o barco de Cabral que, aliás, já faz água desde a revelação do escândalo da Farra dos Guardanapos em Paris e das manifestações de junho de 2013.

Por outro lado, o deputado federal Anthony Garotinho, não tem nada a ver com a briga de Cabral com o PT, lançou ontem a sua candidatura ao governador do Rio de Janeiro (Aqui!).

Essas eleições poderão ser tudo, menos monótonas!

Ampla? Só ser for a ampla falta de respeito aos usuários

Os áulicos das privatizações feitas pelo PSDB e mantidas pelo NeoPT não se cansam de tecer loas ao processo de venda das empresas estatais à grandes corporações estrangeiras. Até mesmo amplos segmentos da população desenvolveram a crença, fruto de muita propaganda dessas mesmas corporações, de que vivemos melhor por causa da gerência privada de áreas estratégicas como o fornecimento de água e eletricidade e da telefonia

Mas essa sensação falsa de melhora não é apenas apagada pelas contas salgadas que nos chegam todos os meses. Nós somos lembrados todos os dias de que passamos de cidadãos de uma nação para prisioneiros dessas empresas que não se cansam de, além de prestar péssimos serviços, nos oferecer as mais amplas formas de desrespeito. Para completar toda essa situação dantesca, as agências que foram criadas para garantir que um serviço minimamente de qualidade seria fornecido por essas corporações só servem mesmo para a divisão partidária de um Estado cada vez mais privatizado. Nem mesmo os serviços de proteção ao consumidor servem para amenizar o problema, pois apesar das concessionárias de serviços públicos serem as campeãs de reclamações é raro o caso onde elas perdem, mesmo quando se sabe que os cidadãos transmutados em consumidores estão com a razão do seu lado.

Esse preâmbulo decorre da minha experiência de poucos minutos atrás onde fiquei tentando acessar o 0800 da empresa AMPLA, cujo controle acionário pertence à corporação espanholsa ENDESA, por causa da falta de eletricidade que repentinamente se abateu na vizinhança onde eu moro em Campos dos Goytacazes. No total perdi exatos 35 minutos tentando falar com algum atendente e, claro, sem nenhum sucesso. Tive nesse tempo que aturar uma sequência de gravações que demonstram que todo aquele que ousar ligar para a AMPLA terá que ter nervos de aço para resistir à agonia que a empresa impõe aos que precisam de algum tipo de assistência. O mínimo que eu posso dizer é que a sequência de anúncios que são repetidos à exaustão são uma prova inequívoca de que não somos vistos como cidadãos com direitos, mas como crianças desprovidas de direitos essenciais.

Durante essa espera eu fiquei pensando em muitos vizinhos idosos que certamente estavam em casa sem nenhuma possibilidade de sequer tentar acessar a AMPLA. E se tivessem tentando é provável que estariam neste momento à beira de uma síncope nervosa ou um ataque cardíaco. Afinal, para resistir a tanto desrespeito, o coração e a mente têm que estar muito fortes. Só assim para resistir!

Cansados de serem esquecidos, técnicos de nível superior da UENF decidem paralisar atividades por 24 horas

 

 

Um dos setores mais prejudicados pela tática de “dividir para governar” adotada pela reitoria da UENF, os técnicos de nível superior (TNS) parecem estar dispostos a reverter o quadro de marginalização em que foram colocados. Para tanto, os técnicos de nível superior (que congrega servidores que possuem desde cursos de graduação até títulos de doutorado) resolveram paralisar suas atividades amanhã (04/12) para pressionar a reitoria da UENF a ouvir suas demandas salariais, conforme o documento abaixo.

 

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Durante a sessão da Câmara de Vereadores em que a ADUENF se manifestou, os TNS receberam uma manifestação de apoio do vereador Marco (PT) que considerou absurda a situação a que esse setor dos servidores da UENF está sendo submetido pela reitoria. Eis um raro momento de acordo meu com algum parlamentar do PT!

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Latuff solta o verbo sobre o Mensalão.

Um dos mais ácidos cartunistas de esquerda do mundo, Carlos Latuff solta o verbo sobre o mensalão contrariando as expectativas golpistas da grande imprensa

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 ” Um estrangeiro que visse Genoino e Dirceu adentrando as dependências da polícia federal pode até imaginar de que se tratam de presos políticos, de punhos erguidos num gesto desafiador. Mesmo levando em consideração que ambos pegaram em armas contra a ditadura militar, atitude que merece meu respeito, não foi a guerrilha que os leva agora para a prisão. Foi um esquema de compra de votos conhecido popularmente como “mensalão”. O maior da história do Brasil? Nem de longe!

O PT nunca foi um partido revolucionário, nunca quis de fato derrubar o sistema capitalista, mas antes de ser governo, não fazia parte do jogo sujo da governabilidade, e portanto, tinha ficha limpa para criticar a corrupção. No momento em que decidiu chegar ao governo (e não ao poder), aceitou as regras, se misturou aos porcos, e agora come os farelos. É lamentável ver um partido que, no passado, esteve presente nas lutas do movimento social, e que agora é jogado na vala comum dos partidecos que sustentam a oligarquia brasileira. Mas, a cupula do PT fez essa opção, que enfrente as consequências de ter jogado sua história na lixeira.

Concluída a longa novela do mensalão do PT, resta saber agora se os outros tantos esquemas de corrupção que já passaram pela república terão a mesma atenção do judiciário e da imprensa. O “mensalão do DEM”, o “mensalão mineiro”, a “pasta rosa”, o “tremsalão”, só pra citar alguns. Ora, a conclusão que se chega é que a corrupção não é uma questão partidária mas sistêmica. Daí um partido que se entenda realmente como de esquerda, não deve aceitar ser gestor de uma máquina corrupta e sim lutar para destruí-la e construir um sistema político e econômico sobre novas bases.”

FONTE: http://falandoverdadesbr.wordpress.com/2013/11/16/latuff-solta-o-verbo-sobre-o-mensalao/

José Eduardo Cardozo e sua dolorosa Via Ápia de tentar regras as manifestações políticas no Brasil

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Nesse exato momento, o ministro da (in) Justiça de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, está dando uma coletiva sobre as medidas que serão adotadas para estabelecer regras para garantir (sic!) que não ocorram atos violentos em manifestações públicas.  O irônico é que ele acaba de enfatizar (ladeado pelos impolutos secretários de segurança de São Paulo e Rio de Janeiro, Fernando Grella e José Mariano Beltrame, respectivamente) que as polícias paulista e fluminense já trabalham sob regras quando vão acompanhar manifestações.  Como sei que o ilustre ministro  não está falando de algum outro universo paralelo, essa declaração só é explicável pelo cinismo mesmo.

O essencial nessa coletiva é que está se dizendo de forma aberta que vem mais repressão por ai, endurecimento como bem frisou um jornalista presente na coletiva, ainda que de uma forma obtusa, já que supostamente também será garantida a liberdade d e manifestação. O problema é que o ministro petista está querendo impor regras para que os movimentos informem previamente a realização de manifestações. Eu sempre fico pensando se ainda não estaríamos sob o regime feudal se os revolucionários franceses tivessem seguido essa regra à risca.  Aliás, sob essa ótica do capitalismo sem conflitos de classe, nem a Revolução Bolchevique teria ocorrido em 1917, e provavelmente a família imperial russa ainda estaria no poder.

Por essas e outras é que o Brasil, sob o governo do neoPT, cada vez mais se parece com aquela fazenda inglesa da obra “Revolução dos Bichos” de George Orwell, principalmente nas páginas finais quando descobrimos que não é mais possível separar os humanos dos porcos (no caso em tela o neopetistas dos tucanos).

Agora dizer que vai apurar todos os crimes sendo cometidos pelas forças policiais dentro das manifestações que vem ocorrendo desde junho que é bom, nada!