Transporte público de qualidade e democrático… só que é na Alemanha

Tendo saído de Campos em meio a pantomina criada para supostamente ocultar a ruindade dos serviços públicos de transporte, não há como não ver uma diferença andando por uma rua na cidade de Hamburgo. Aqui existem ciclovias claramente demarcadas e ônibus para percorrer a cidade a preços razoáveis. De quebra, como mostram as imagens abaixo, o ponto de ônibus é austero, mas limpo e informativo.

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E antes que alguém venha com a desculpa que isso é coisa de país rico e que temos nos acostumar com a bagunça brasileira, eu tenho que lembrar que no caso da cidade de Campos, o problema não é financeiro, mas de qualidade da gestão pública. E o problema é que até aqueles que se dizem de oposição não parecem querer mudar essa situação.

Bandejão da UENF: por fora, amianto; por dentro, comida que é bom, nada!

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A obra do restaurante universitário (bandejão) da UENF é o mais flagrante símbolo de uma forma de dirigir que se encontra em processo falimentar.  Iniciada no final de 2008, a obra já consumiu alguns milhões, sem que se tenha a mínima noção de quando e como começará a funcionar.

Entretanto, afora a demora e o alto custo que marcam a vida dessa que promete entrar no livro de recordes do Guiness no quesito longevidade possui um problema ambiental que poderia ter sido evitado, especialmente quando se considera o custo estimado da mesma (algo em torno de 3 milhões de reais): o uso de placas de amianto no revestimento da fachada e no telhado (como indicado pela seta na imagem abaixo).

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O amianto que está sendo banido na maioria dos países do mundo é uma opção barata, mas que não deveria ter sido incluída já que os efeitos sobre a saúde humana são cada vez mais conhecidos.

Mas como o que está ruim sempre pode piorar, o orçamento da UENF enviado pelo (des) governo de Sérgio Cabral e aprovado pela ALERJ não possui a dotação necessária para a finalização da obra, incluindo-se ai o mobiliário necessário para o pleno funcionamento. Dai é que se nada mudar, o que continuaremos tendo é uma obra inacabada e não continuará servindo a um propósito fundamental que é o de garantir comida barata e de qualidade aos membros da comunidade universitária.

Enquanto isso, a direção da UENF continua se refugiando nos rankings do MEC e da CAPES para negar o óbvio que é a sua falência política e administrativa. E o problema só tenderá a aumentar ao longo de 2014.