Ameaça a jornalista gera tsunami anti-Bolsonaro nas redes sociais

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Até Bart Simpson entrou na onde e quer saber por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro tem até se mostrar disposto a testar todos os limites que se espera de um ocupante do cargo máximo da república, tendo um longo percurso do uso de ofensas e ameaças contra pessoas que pensam diferente dele (ver vídeo abaixo).

Mas o imbróglio criado pela fala de que gostaria de “encher a boca com um murro” a um repórter que lhe perguntou sobre as razões de Fabrício Queiroz para depositar R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, recolocou o presidente Jair Bolsonaro novamente à teste, e em um território onde ele normalmente surfa que são as redes sociais.

É que segundo o professor e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini, a declaração de Jair Bolsonaro causou uma verdadeira Tsunami de mensagens, sendo que apenas no Twitter foram publicados mais de um milhão de tweets perguntando por qual motivo ele não respondeu sobre os 89 mil depositados por Fabricio Queiroz na conta de Michelle Bolsonaro (ver figura abaixo com o fluxo de mensagens no Twitter).

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Mas o professor Fábio Malini, na rede social Facebook, o número de interações com os termos michelle & queiroz, em menos de 24 horas , segundo o sistema oficial de monitoramento do Facebook, o Crowdtangle, teria sido também teria ultrapassado o total de 1 milhão (ver figura abaixo).

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Trocando o problema em miúdos, o que o presidente Bolsonaro parece ter conseguido fazer com sua reação intempestiva e ameaçadora foi de paralisar momentaneamente o momento “paz e amor” que estava lhe rendendo bons dividendos políticos e, pior, reacendeu a disposição dos seus opositores em fazer doer no calo dele em uma área em que ele tem surfado com imensa facilidade, que são as redes sociais.

Tal situação poderá causar uma dor de cabeça, bem vinda em minha opinião, para Jair Bolsonaro em um momento em que ele e Paulo Guedes preparam outra importante onda de ataques contra os direitos dos trabalhadores, a começar com a proposta da famigerada carteira “verde amarela” e a imposição do pagamento com base na hora trabalhada, medidas essas que causarão profundo estrago na capacidade de barganha dos trabalhadores brasileiros.