Projetos na internet estimulam conscientização de pais e filhos para o futuro do planeta no dia a dia

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Rafael Zarvos, empresário carioca de 44 anos, especialista em assuntos sustentáveis, fundou em junho de 2019 a Oceano Gestão de Resíduos como uma forma de ajudar a população no descarte de lixo poluente, de maneira correta, e também contribuir com a diminuição de agentes poluentes nos mares e rios. No decorrer deste tempo, o carioca percebeu durante a pandemia, como poderia disseminar seus conhecimentos e dados oficiais sobre sustentabilidade para todos.

Sempre preocupado com a saúde do meio ambiente, Rafael é um grande defensor e está sempre atento a políticas em prol do verde, com dados, estudos e novidades que possam ajudar a sociedade a ser cada vez mais apta a mudar sua rotina e hábitos melhores de consumo. A partir daí, passou a compartilhar suas próprias experiências domésticas na internet, através de lives e vídeos educativos, onde sua filha de apenas 2 anos era a protagonista. A pequena Gigi, que já é educada desde que nasceu com princípios ecológicos, passou a ser um estímulo para outros pais em casa, aprenderem métodos e dicas sustentáveis, junto com seus filhos, crianças ou não.

A Oceano é uma empresa de gestão de resíduos e coleta inteligente, responsável pela correta destinação do lixo produzido no nosso dia a dia.

”Nossa gestão é focada, principalmente, nos chamados micropoluentes, substâncias de uso comum em nosso dia a dia que constituem uma ameaça emergente à qualidade de águas, rios, lagos, reservatórios, mares e oceanos, uma vez que inexiste tecnologia para remoção destas substâncias provenientes de esgotos sanitários e hospitais, com coleta domiciliar e planos adequados para cada necessidade”.

Sempre atento a novas formas de disseminar a consciência ambiental, percebeu como era possível ajudar o meio ambiente sem sair de casa, através do despertar das pessoas para este assunto. E assim, entendeu que era preciso compartilhar essa experiência com outros pais interessados em contribuir para um futuro melhor.

A importância da primeira infância

A primeira infância, período do nascimento até os seis anos de vida, é uma etapa extremamente importante no desenvolvimento cerebral. “Nesta fase da infância os conhecimentos vão surgir das experiências, levando a criança a repetir o comportamento dos pais. Por isso, eu faço questão de trazer para o universo da minha filha, dentre tantos temas, a sustentabilidade, a preocupação com o meio ambiente”, conta Zarvos, especialista em Gestão de Resíduos Sólidos.

Repensar hábitos do dia a dia é uma boa forma de dar o primeiro passo. Depois, repare em quais atividades sustentáveis dentro de casa a criança pode experimentar com ajuda de um adulto. “Seja participando no dia a dia ou ensinando através de brincadeiras, é importante criar momentos em que ela possa interagir de fato. Todo dia levo minha filha para mexer na composteira, por exemplo, e também fazemos sabonetes juntos em casa”, lembra o especialista. Ele destaca que uma pequena ação como abrir e fechar a torneira na hora de lavar as mãos já faz diferença.

“Mesmo não tendo ainda noção do significado da compostagem, ela já incluiu esse momento no dia a dia e fala ‘papai, coloca no baldinho’ se referindo à casca da banana ao comer ou ver a gente comendo, por exemplo”, aponta Zarvos. O desenvolvimento das crianças está diretamente relacionado à aprendizagem, às experiências que vivem. Ele reforça que pequenas atitudes cabem única e exclusivamente a cada um no dia a dia, repensando os hábitos e com a vontade de fazer algo considerando a preservação do meio ambiente.

Micropoluentes e seus impactos sobre o meio ambiente

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Os chamados micropoluentes são substâncias de uso comum no dia a dia, que estão presentes em produtos de limpeza e de higiene pessoal, bem como cremes, medicamentos e cosméticos. Mas o que esse uso acarreta para o planeta? Quando os micropoluentes chegam ao meio ambiente, causam a sua degradação e colocam em risco a Saúde Pública, pois contaminam a água para consumo humano.

Rafael Zarvos, especialista em Gestão de Resíduos Domésticos e fundador da Oceano Resíduos, aponta para a necessidade do descarte ambientalmente adequado dos itens que contém tais substâncias entre seus componentes, tamanho é o prejuízo que causam nas águas.

“Os micropoluentes representam uma ameaça emergente à qualidade de nossas águas, rios, lagos, reservatórios, mares e oceanos, pois não existe tecnologia capaz de remover essas substâncias provenientes dos esgotos sanitários”, explica o especialista .

Uma solução para esse problema é o descarte correto dos micropoluentes. Para atender essa demanda, Zarvos criou a Oceano Resíduos. A ideia é que as pessoas possam ter em casa uma coleta inteligente que faça a correta destinação dos resíduos domésticos.

“Queremos que as pessoas, cada vez mais, entendam a importância do descarte responsável. Com pequenas atitudes como essa, podemos proteger o meio ambiente e cuidar do nosso futuro”, finaliza Rafael.

Oceano Resíduos | Rafael Zarvos

Zarvos, 44 anos, empresário carioca e defensor do meio ambiente, fundou em junho de 2019 a Oceano Gestão de Resíduos como uma forma de ajudar a população no descarte de lixo poluente de maneira correta e contribuir com a diminuição de agentes poluentes nos mares e rios. A empresa faz a gestão de resíduos e coleta inteligente, responsável pela correta destinação do lixo produzido no dia a dia. O foco é principalmente nos chamados micropoluentes, substâncias de uso comum em nosso dia a dia que constituem uma ameaça emergente à qualidade de águas, rios, lagos, reservatórios, mares e oceanos, uma vez que inexiste tecnologia para remoção destas substâncias provenientes de esgotos sanitários e hospitais, com coleta domiciliar e planos adequados para cada necessidade.

www.oceanoresiduos.com.br

@oceanoresiduos

@rafaelzarvos

Como o desmatamento da maior floresta tropical do mundo interfere na saúde da população?

Covid-19 e outras doenças chegam até nós como consequência da degradação ambiental

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Quanto mais próximos os humanos estão dos animais, maiores são as oportunidades de contágio zoonótico, em que um patógeno salta do animal para o humano. Zoë van Dijk para NPR

A preservação do meio ambiente nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, o assunto é de extrema importância, não só pela vida dos seres vivos que ali habitam, mas também para a saúde ambiental do planeta e do ser humano.

A degradação ambiental ocorre há anos, e cada vez mais vemos de perto como esse descaso com as florestas interfere diretamente na vida da população. Estudos científicos já atestaram que o desmatamento gera uma cadeia de acontecimentos complexos, criando meios para que diferentes patógenos mortais se espalhem entre os humanos. Doença de Lyme e a malária, por exemplo, surgiram a partir daí.

São 40 mil espécies de plantas, milhões de insetos e 400 mamíferos que estima-se ter na Amazônia, floresta que ocupa sete milhões de quilômetros quadrados e faz parte de nove países da América do Sul. O especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, Rafael Zarvos, alerta a necessidade das pessoas entenderem que desmatamento e doenças estão relacionados.

“Infelizmente, somos a única espécie capaz de destruir e de ameaçar a nossa própria sobrevivência. A forma como a sociedade está transformando o meio ambiente e reduzindo os habitats naturais, faz com que animais silvestres e seres humanos se aproximem. Isso potencializa o risco de transmissão de variados patógenos da espécie deles para a nossa”, explica Zarvos. 

Doenças como a Zika, que somada a Dengue e Chikungunya contabilizaram um aumento de 248% do número de casos no ano de 2019, é exemplo de enfermidade que veio da cena rural para a urbana pelo avanço do desmatamento em áreas florestais. “A destruição da natureza coloca em risco a nossa própria existência. O coronavírus, por exemplo, responsável pela pandemia que vivemos, é fruto do contato de humanos com morcegos”, destaca Rafael.

Uma área queimada da floresta amazônica no estado do Pará, Brasil, em 2019. Um crescente conjunto de evidências mostra que a perda e fragmentação da floresta podem aumentar o risco de doenças infecciosas de origem animal, como o coronavírus. Leo Correa / AP

Em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível ver que a cada quatro meses o ser humano tem uma infecção originária de problemas relacionados ao meio ambiente, e que 75% das doenças são de origem animal. O consumo de carne crua de animais silvestres, o desmatamento, as mudanças climáticas e o tráfico ilegal de animais silvestres são fatores que contribuem para facilitar o contágio de seres humanos por patógenos que vivem na natureza e nas espécies que ali habitam.

“Cientistas especulam que o vírus que desencadeará a próxima pandemia já está em circulação, é só uma questão de tempo até sermos atingidos. Isso prova que está mais do que na hora de prestarmos atenção no consumo de produtos, além de pequenos hábitos do dia a dia que podem ser cruciais para ajudar o meio ambiente e a nós mesmos”, finaliza o especialista.