Vendendo fumaça em nome da floresta

Estudo internacional mostra que maioria dos projetos de créditos de carbono gera certificados negociáveis para o mercado, mas produz poucos resultados concretos para a conservação da biodiversidade e da integridade dos ecossistemas

O artigo Ecological integrity of avoided deforestation projects, publicado hoje na revista científica Nature Climate Change e assinado por Kelly Ong, Tao Chen, Zhimin Chen, Carlos T. Pérez-Brito e Yiwen Zeng, chega como mais um golpe devastador contra a narrativa cuidadosamente construída pela indústria dos créditos de carbono de que seria possível continuar emitindo gases de efeito estufa enquanto se financia a conservação florestal em outro lugar.

O que torna este estudo particularmente incômodo para os defensores do mercado de carbono é que ele não se limita à velha discussão sobre a validade das toneladas de CO₂ supostamente evitadas. Essa batalha já vinha sendo travada há anos, com sucessivos estudos mostrando problemas de adicionalidade, superestimação de benefícios climáticos e créditos fantasmas. O que Ong e colegas fizeram foi algo ainda mais constrangedor: perguntaram se os projetos de REDD+ e de “desmatamento evitado” estariam ao menos cumprindo a promessa de conservar ecossistemas saudáveis. A resposta, após a análise de 133 projetos distribuídos por vários continentes, é um sonoro e embaraçoso “na maioria das vezes, não”.

Ong e seus colaboradores avaliaram cinco indicadores de integridade ecológica — biodiversidade, integridade da paisagem florestal, fragmentação, altura do dossel e balanço líquido de carbono — comparando áreas dos projetos com áreas-controle cuidadosamente selecionadas. O resultado central é devastador: a maioria dos projetos apresentou impactos mistos, insignificantes ou mesmo negativos em relação às áreas de comparação. Apenas uma fração mínima mostrou ganhos consistentes em todos os indicadores analisados.

Traduzindo para uma linguagem menos diplomática do que a utilizada pelo artigo publicado na Nature Climate Change: grande parte da indústria dos créditos de carbono vende ao mundo a imagem de florestas protegidas, biodiversidade preservada e clima estabilizado, mas os resultados observados no terreno frequentemente não correspondem ao material promocional distribuído em conferências climáticas, relatórios ESG e campanhas corporativas de marketing verde.

Talvez o aspecto mais perturbador do artigo seja a constatação de que cerca de 16% dos projetos avaliados apresentaram condições ecológicas piores do que as áreas florestais vizinhas não protegidas. Em outras palavras, existem projetos que geram créditos de carbono ao mesmo tempo em que fracassam em manter a integridade ecológica que supostamente justificaria sua existência.

Os autores sugerem uma explicação particularmente reveladora: muitos desenvolvedores podem estar escolhendo áreas já degradadas para maximizar a aparência de adicionalidade. Afinal, quanto pior a condição inicial da floresta, mais fácil parece demonstrar melhorias futuras e gerar créditos negociáveis. O problema é que essa lógica transforma a conservação em um exercício contábil, não em uma estratégia ecológica. O que importa deixa de ser a saúde do ecossistema e passa a ser a produção de ativos financeiros negociáveis em bolsas e plataformas especializadas.

Para quem acompanha criticamente o avanço dos mercados ambientais, o estudo confirma algo que muitos pesquisadores da ecologia política vêm denunciando há anos: os créditos de carbono não foram concebidos prioritariamente para proteger florestas, mas para criar mecanismos de compensação que permitam a continuidade das emissões por parte de grandes poluidores. A floresta torna-se uma espécie de certificado de indulgência climática. O poluidor compra créditos, melhora sua imagem corporativa e segue operando dentro de um modelo econômico baseado na expansão contínua da exploração de combustíveis fósseis.

A ironia é difícil de ignorar. Durante décadas, corporações petrolíferas, mineradoras, gigantes do agronegócio e fundos financeiros apresentaram os créditos de carbono como um exemplo de solução baseada no mercado. O argumento era simples: bastaria atribuir um preço à natureza para que o capitalismo resolvesse a crise climática que ele próprio ajudou a criar. O artigo de Ong e colaboradores sugere exatamente o contrário. Quando a conservação passa a ser subordinada à lógica da rentabilidade financeira, a integridade ecológica tende a se tornar uma variável secundária.

Há também uma mensagem especialmente relevante para países do Sul Global, como o Brasil. Grande parte dos projetos de carbono florestal está localizada em territórios habitados por povos indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores. O estudo mostra que os resultados dependem fortemente de fatores como governança local, segurança fundiária e capacidade regulatória. Em contextos marcados por conflitos fundiários, corrupção ou fragilidade institucional, os projetos frequentemente apresentam desempenho inferior.

Isso deveria soar como um alerta particularmente importante para a Amazônia brasileira. A corrida atual para transformar a floresta em uma gigantesca fábrica de créditos de carbono corre o risco de repetir o mesmo padrão observado em outros ciclos de mercantilização da natureza: abundância de promessas, enorme fluxo de recursos financeiros para intermediários e consultorias, mas benefícios ecológicos e sociais muito mais modestos do que os anunciados.

O mérito deste artigo não está em afirmar que todos os projetos fracassam, pois nele são identificados alguns casos bem-sucedidos. O problema é justamente o oposto: os sucessos são exceções e não a regra. Quando um mecanismo é vendido globalmente como solução climática e seus resultados positivos aparecem apenas de forma esporádica, estamos diante de um sério problema estrutural, não de falhas pontuais.

Ao final da leitura, fica difícil escapar de uma conclusão incômoda. O mercado de carbono continua sendo tratado por governos, corporações e organismos multilaterais como um instrumento central da ação climática. Entretanto, cada novo estudo independente parece remover mais uma camada da maquiagem verde que sustenta essa narrativa. Depois das dúvidas sobre a real redução de emissões, agora surge uma evidência robusta de que muitos projetos também falham em conservar adequadamente os ecossistemas que alegam proteger.

Se o objetivo é enfrentar a emergência climática e a crise da biodiversidade, talvez esteja chegando a hora de abandonar a confortável fantasia de que mercados financeiros podem substituir políticas públicas robustas, fiscalização ambiental efetiva e a redução direta do uso de combustíveis fósseis. O artigo publicado hoje na Nature Climate Change sugere que os créditos de carbono estão cada vez mais parecidos com aquilo que seus críticos vêm denunciando há anos: menos uma solução climática e mais um sofisticado mecanismo de greenwashing global.

Créditos de carbono são ‘um passe livre para poluidores’

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, participa do painel de discussão “Implementando o Balanço Global: Transições Energéticas” no segundo dia da PRÉ-COP30. Rogério Cassimiro / MMA / Creative Commons 4.0. @Rogério Cassimiro 

Por Monica Piccinini para “The Ecologist”

Os mercados de carbono estão de volta aos holofotes enquanto os líderes mundiais se reúnem em Belém, Brasil, para a COP30 este mês. Os críticos estão questionando se eles fornecem benefícios climáticos genuínos ou simplesmente dão aos poluidores um passe livre.

Durante anos, fomos informados de que a compra de créditos de carbono poderia cancelar nossa poluição e ajudar a proteger o planeta. Pague um pouco mais pelo seu voo, compense as emissões do seu negócio e, em algum lugar, uma floresta tropical permaneceria de pé. Parece uma solução simples para um problema complicado, uma maneira de continuar como de costume enquanto outra pessoa plantava ou protegia árvores para nós.

Mas uma nova pesquisa, liderada pelo Dr. Thales AP West, professor assistente titular do Instituto de Estudos Ambientais (IVM) da Vrije Universiteit Amsterdam, destruiu essa ideia.

Desvio

O documento afirma que muitos esquemas voluntários de compensação de carbono de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) são construídos “com base na esperança, não na prova”.

Publicada na revista Global Change Biology e escrita por cientistas líderes de toda a Europa, Américas e Ásia, a pesquisa descobriu que a maioria das compensações de carbono não funciona.

Na verdade, muitos são baseados em suposições instáveis, dados exagerados e um tipo conveniente de pensamento positivo.

Outro artigo publicado recentemente na Nature afirma que “as compensações prejudicam a descarbonização, permitindo que empresas e países afirmem que as emissões foram reduzidas quando não foram.

Isso resulta em mais emissões, atrasa a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e desvia recursos escassos para falsas soluções.”

Benefício

O mercado voluntário de carbono (VCM) foi projetado para ajudar pessoas e empresas a compensar suas emissões pagando por projetos que evitem o desmatamento e a degradação florestal. Cada crédito, no valor de uma tonelada de dióxido de carbono evitado, poderia ser negociado, comprado e vendido como uma ação.

No cerne do problema está a linha de base“, o cenário imaginado do que teria acontecido sem o projeto, quanta floresta teria sido destruída. Quanto pior o futuro imaginado, mais créditos um projeto pode vender.

E é aí que começa o problema. Alguns projetos exageraram essas ameaças, alegando que estavam salvando florestas que nunca estiveram realmente em perigo.

Alguns construíram modelos de computador tão fracos que “não eram melhores do que adivinhar”, revela a pesquisa. Outros foram colocados em áreas remotas onde ninguém planejava cortar árvores em primeiro lugar.

Portanto, embora as empresas se gabem de serem “neutras em carbono”, alguns desses créditos podem não representar nenhum benefício climático real.

A verdade incômoda é que a precisão pode não ser lucrativa.

Certificação

O Dr. West diz que, embora alguns desenvolvedores ajam de boa fé, o próprio sistema está configurado para falhar: “Nem todo desenvolvedor de projeto está inflando as linhas de base.

“Alguns realmente querem fazer a coisa certa, mas são forçados a seguir as metodologias aprovadas pela Verra. Mesmo com as melhores intenções, se você seguir a “receita errada”, provavelmente não obterá o resultado certo.

“Essas estruturas simplesmente não são adequadas para medir o desempenho ou o impacto do projeto. As ferramentas existem para fazer isso corretamente, mas adicionam incerteza e risco, e isso é ruim para os negócios. A verdade incômoda é que a precisão pode não ser lucrativa.”

De companhias aéreas a gigantes da tecnologia e marcas de luxo, as compensações se tornaram uma licença moral para continuar poluindo, com uma auréola verde anexada.

As pessoas que certificam e vendem os créditos geralmente têm um interesse financeiro em manter o sistema vivo. Todos se beneficiam de grandes números, exceto o planeta.

Incentivos

O artigo expõe como esse sistema, que deveria canalizar dinheiro para a conservação, está repleto de conflitos de interesse.

Os organismos de certificação, pagos pelos próprios projetos que auditam, têm todos os incentivos para manter os créditos fluindo. As agências de notação competem pelos negócios oferecendo avaliações favoráveis.

Os desenvolvedores geralmente retêm dados cruciais escondidos atrás do sigilo comercial. Mesmo alguns auditores, revela a pesquisa, “confiaram no auto-relato da equipe do projeto” em vez de verificação independente.

O Dr. West argumenta que, sem independência estrutural, a integridade é impossível: “Algumas pessoas acreditam que a supervisão do governo poderia ajudar, mas olhe para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) sob o Protocolo de Kyoto – há muitos casos bem conhecidos em que a corrupção era desenfreada.

“Trazer mais organizações não resolverá se os incentivos permanecerem os mesmos. Um passo simples seria os desenvolvedores pagarem ao órgão certificador, que então designa aleatoriamente um auditor. Também deve haver padrões firmes para a competência do auditor e o tamanho da equipe.

Consultoria

“No momento, uma pessoa pode inspecionar um projeto em dois dias, enquanto outra equipe passa uma semana. Esse tipo de inconsistência pode comprometer a qualidade da certificação.”

Os pesquisadores revisitam o projeto Suruí no Brasil, outrora celebrado como um modelo de conservação liderada por indígenas. Foi construído com base em ciência sólida, usou conhecimento local e até ganhou reconhecimento internacional.

Apesar de sua promessa, o projeto entrou em colapso sob pressão de mineradores ilegais e criadores de gado. A lição, revela o artigo, é clara: mesmo a compensação mais bem projetada não pode impedir o desmatamento se o sistema mais amplo – política, aplicação da lei e direitos à terra – for quebrado.

Este mês, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação pedindo a interrupção imediata de um projeto de crédito de carbono em áreas protegidas do Amazonas onde vivem comunidades indígenas e tradicionais.

O MPF diz que o projeto, lançado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), está avançando sem consultar as comunidades locais, violando as regras da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Negociar

Estas não são histórias isoladas. Do Camboja ao Quênia, os projetos foram prejudicados pela corrupção, disputas de terras ou decisões do governo de construir barragens e estradas em zonas “protegidas”. Outros restringiram o acesso da população local às florestas, cortando os meios de subsistência.

Muitas vezes, as comunidades veem pouco do dinheiro que flui por meio desses esquemas. Por exemplo, no Zimbábue, o governo decretou que metade de toda a receita de carbono deve ir para o Estado, com apenas uma fração chegando às aldeias locais. Os “benefícios” são geralmente capturados pelas “elites” da comunidade.

O Dr. West diz que o sistema recompensa consultorias com fins lucrativos, em vez de grupos de base com laços genuínos com a terra.

“Algumas ONGs trabalham com comunidades locais há décadas, muito antes de existirem créditos de carbono, mas muitos desenvolvedores são empresas de consultoria internacionais em busca de lucro. Se eles puderem fechar um acordo para manter 90% da receita e entregar 10% à comunidade, provavelmente o farão.

“Os governos devem intervir com regras claras para garantir ações justas. Sem isso, as comunidades são deixadas para negociar a partir de uma posição de fraqueza, sem o conhecimento ou representação para proteger seus interesses.

Salvaguardas

Os pesquisadores também destacam o que chamam de “vazamento”. Proteger uma floresta simplesmente empurra o desmatamento para outro lugar. Uma proibição de extração de madeira em uma área, por exemplo, pode simplesmente transferir a extração de madeira para o próximo vale.

A maioria dos projetos assume que o vazamento é pequeno, geralmente apenas um por cento, mas estudos sugerem que pode ser dez vezes maior.

Depois, há o problema da “não permanência”, quando as florestas queimam, apodrecem ou são cortadas após o término de um projeto. Incêndios na Califórnia e na Amazônia já destruíram vastas extensões de terra cujos créditos de carbono ainda circulam nos mercados globais.

De acordo com as regras atuais, muitos compradores estão essencialmente “alugando” reduções temporárias que podem desaparecer amanhã. Depois que um projeto termina, muitas vezes não há responsabilidade legal para ninguém substituir esses créditos perdidos.

O Dr. West diz que as salvaguardas do mercado são muito fracas: “Se as empresas compram créditos de projetos florestais, a floresta deve estar lá.

Escorregadio

“Se desaparecer, os créditos também desaparecem. O problema é que mesmo os cálculos certificados e auditados ainda podem não ter credibilidade – a certificação por si só não garante necessariamente nada.

“O buffer de seguro da Verra foi feito para cobrir perdas, mas a pesquisa mostra que é muito pequeno e baseado em modelos de risco instáveis.

“A maioria dos projetos dura apenas algumas décadas; Uma vez que eles expiram, seus créditos podem eventualmente expirar também. No entanto, ninguém quer falar sobre isso porque é inconveniente. O mercado voluntário simplesmente optou por não levar a sério a questão da permanência.

O mercado de carbono anterior da ONU sob o Protocolo de Kyoto rejeitou os créditos de proteção florestal precisamente porque eram muito difíceis de medir e muito fáceis de manipular.

Duas décadas depois, o mercado voluntário os reviveu, mas desta vez com uma marca melhor e um marketing habilidoso.

Floresta

Agora, enquanto os governos consideram incluir esses projetos no Acordo de Paris, os pesquisadores alertam contra a repetição dos mesmos erros.

As empresas querem respostas fáceis, os consumidores gostam do conforto de produtos “neutros em carbono” e os créditos de carbono tornam a história possível, mesmo que não seja verdade.

Os cientistas por trás da pesquisa não são contra a proteção das florestas, eles só querem honestidade sobre o que esses projetos podem e não podem fazer. A conservação real é vital para a biodiversidade, a estabilidade climática e os meios de subsistência de milhões.

Mas fingir que a venda de créditos de carbono para esses esforços pode “cancelar” as emissões de combustíveis fósseis é perigoso e delirante. A verdadeira ação climática significa reduzir as emissões na fonte, não terceirizar a culpa para uma floresta a milhares de quilômetros de distância.

Queimando

Alguns projetos podem fazer uma diferença genuína, como manejo florestal, extração de madeira de impacto reduzido ou restauração de ecossistemas nativos em vez de plantar fazendas de monoculturas de árvores. Mas estes são mais lentos e menos lucrativos, o que significa que o mercado os ignora em sua maioria.

Os autores pedem verdadeira transparência, dados públicos e auditorias independentes que não sejam pagas pelas próprias pessoas que estão sendo auditadas. Eles alertam que, sem uma grande reforma, o REDD+ corre o risco de repetir as injustiças que afirma resolver.

Até então, cada dólar gasto em créditos ruins é dinheiro não gasto em soluções reais.

À medida que as promessas climáticas aumentam e a pressão aumenta, as empresas estão correndo para comprar compensações, mas alguns tribunais agora estão decidindo que chamar um produto de “carbono neutro” com base em tais créditos é enganoso.

Durante anos, os créditos de carbono ofereceram uma história fácil, que poderíamos continuar queimando, voando e gastando como se não houvesse amanhã, enquanto as florestas limpavam silenciosamente nossa bagunça, mas essa história está terminando.

Priorização

À medida que a COP30 se prepara para colocar os mercados de carbono no centro do palco, o debate sobre seu futuro está se intensificando.

O Dr. West diz que é hora de um acerto de contas honesto, consertar o sistema ou enfrentar a verdade sobre seus limites: “Alguns dos meus co-autores acham que o mercado está além do reparo; outros acreditam que pode ser corrigido se finalmente enfrentarmos suas falhas.

“Nós nunca tentamos fazer isso funcionar corretamente. Somente admitindo o que está errado e aplicando ciência rigorosa podemos descobrir se é recuperável.

“Mas o sistema atual funciona com conflitos de interesse. As pessoas que o defendem não o entendem ou lucram em mantê-lo quebrado. A menos que haja uma mudança de atitude entre empresas, governos e organizações como a ONU, é provável que o mercado continue priorizando a conveniência em detrimento da integridade.”

Esta autora

Monica Piccinini é colaboradora regular do The Ecologist e escritora freelancer focada em questões ambientais, de saúde e direitos humanos.


Fonte: The Ecologist