Bandejão da UENF: por fora, amianto; por dentro, comida que é bom, nada!

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A obra do restaurante universitário (bandejão) da UENF é o mais flagrante símbolo de uma forma de dirigir que se encontra em processo falimentar.  Iniciada no final de 2008, a obra já consumiu alguns milhões, sem que se tenha a mínima noção de quando e como começará a funcionar.

Entretanto, afora a demora e o alto custo que marcam a vida dessa que promete entrar no livro de recordes do Guiness no quesito longevidade possui um problema ambiental que poderia ter sido evitado, especialmente quando se considera o custo estimado da mesma (algo em torno de 3 milhões de reais): o uso de placas de amianto no revestimento da fachada e no telhado (como indicado pela seta na imagem abaixo).

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O amianto que está sendo banido na maioria dos países do mundo é uma opção barata, mas que não deveria ter sido incluída já que os efeitos sobre a saúde humana são cada vez mais conhecidos.

Mas como o que está ruim sempre pode piorar, o orçamento da UENF enviado pelo (des) governo de Sérgio Cabral e aprovado pela ALERJ não possui a dotação necessária para a finalização da obra, incluindo-se ai o mobiliário necessário para o pleno funcionamento. Dai é que se nada mudar, o que continuaremos tendo é uma obra inacabada e não continuará servindo a um propósito fundamental que é o de garantir comida barata e de qualidade aos membros da comunidade universitária.

Enquanto isso, a direção da UENF continua se refugiando nos rankings do MEC e da CAPES para negar o óbvio que é a sua falência política e administrativa. E o problema só tenderá a aumentar ao longo de 2014.

UENF: sucesso na pós-graduação, salários corroídos

A divulgação dos resultados da avaliação trienal que a CAPES promoveu dos cursos de pós-graduação existentes no Brasil mereceu uma ligeira nota de celebração por parte da reitoria da UENF (Aqui!). Mas como já era de se esperar primeiro puxou a sardinha para a sua brasa, para depois lembrar dos que realmente constroem a pós-graduação no seu duro cotidiano de crescente sucateamento por parte do (des) governo de Sérgio Cabral.

Agora o que a reitoria da UENF “esqueceu” de explicar em sua nota é porque está tentando desmanchar o modelo acadêmico que continua dando tanto exemplo de vitalidade, mesmo numa condição em que os docentes da instituição recebem os piores salários do Brasil. Como já foi informado aqui neste blog, a reitoria da UENF está tentando, junto com o (des) governo estadual, desmanchar o modelo acadêmico quebrando o regime de Dedicação Exclusiva e, de quebra, criando a estapafúrdia figura do professor titular 20 horas.

Chega a ser patético ver uma nota que celebra o sucesso de um esforço mal remunerado sem que haja qualquer cobrança junto ao (des) governo de Sérgio Cabral para que pague salários melhores para professores e servidores, e sem mexer no regime de Dedicação Exclusiva que é pedra basilar sobre a qual se apoiam os programas de graduação e pós-graduação para os quais a reitoria tanto gosta de mostrar orgulho.

Mas que ninguém se engane. Os professores da UENF estão com sua paciência chegando ao limite frente a tanto descaso e desrespeito por parte do (des) governo de Sérgio Cabral que paga com descaso todo o sucesso que a UENF mostra avaliação após avaliação. Assim não será surpresa se 2014 começar com mais uma greve na instituição. E a culpa será de Cabral e seus aliados dentro da reitoria da UENF.

A reitoria da UENF celebra aquilo que quer desmanchar

Os atuais ocupantes da reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) parecem viver num eterno “Alice no País das Maravilhas”. É que só isso explica a celebração que estão promovendo da manutenção da UENF no Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC como sendo a melhor universidade do Rio de Janeiro e a décima-segunda do Brasil.

Para quem não entendeu eu explico. É que em julho de 2013, a reitoria da UENF fez aprovar de forma açodada a minuta de um projeto de lei que visa desmantelar o regime de Dedicação Exclusiva que atualmente todos os professores cumprem desde a criação da instituição em 1993. De quebra, os “iluminados” gestores da UENF criaram uma estapafúrdia categoria de professores titulares horistas que inexiste no Brasil, mesmo nas instituições particulares.

O problema é que um dos fatores incluídos no cálculo do IGC é justamente o regime de trabalho no qual a UENF obtém atualmente o grau máximo, coisa que mudaria imediatamente se a UENF passasse a precarizar o seu quadro docente. Os únicos que parecem não ter entendido esse impacto negativo foram os ocupantes da reitoria.

Assim, mais do que nunca, urge pressionar o (des) governo de Sérgio Cabral para que não encaminhe essa proposta descabida para a aprovação da ALERJ.

Paradoxo da UENF: melhor universidade do Rio, piores salários do Brasil

A divulgação dos resultados da avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério de Educação e Cultura (MEC) que coloca a Universidade Estadual do Norte Fluminense como a melhor universidade do Rio de Janeiro e a décima-segunda do Brasil não poderia vir num momento mais paradoxal, pois os seus professores estão terminando o ano sem que o (des) governo de Sérgio Cabral tenha cumprido a promessa de resolver a grave crise salarial instalada na instituição.

Para quem não se lembra, os professores suspenderam uma greve no final de 2012 sob o compromisso do (des) governo Cabral que neste ano haveria uma resposta positiva para o problema salarial que aflige todos os servidores da UENF. Mas nada de positivo aconteceu, apesar das dezenas de viagens e manifestações da Associação de Docentes da UENF (ADUENF).

Aliás, o que houve por parte desse (des) governo, sob a batuta do Sr. Sérgio Ruy, (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, de destruir o modelo de universidade criado por Darcy Ribeiro, que se baseia no regime de Dedicação Exclusiva para todos os seus professores-doutores. Para isso, o (des) governo estadual contou com a valorosa ajuda da reitoria da UENF que fez aprovar a toque de caixa uma minuta de lei no Conselho Universitário que não apenas quebrou a espinha dorsal do modelo institucional, mas instituiu uma escabrosa figura do professor titular 20 horas.

Agora, voltando ao ranking do MEC, há que se dizer que não sou um desses fãs ardosos deste tipo de classificação, pois se nivelam maças com batatas sob um viés normalizador que certamente causa distorções graves. Mas mesmo assim, não deixa de ser interessante que, ao menos neste ranking, a UENF se mantenha consistentemente bem posicionada desde 2008, enquanto os salários dos seus servidores vão morro abaixo. A conta simplesmente não fecha, e as consequências já são vistas dentro do campus, pois está cada vez mais difícil trabalhar.

E se cedo ou tarde a UENF implodir pela evasão incontrolável de seus professores-doutores, o principal culpado disso  será o (des) governador Sérgio Cabral e seus (des) secretários, tendo o Sr. Sérgio Ruy à frente. Por outro lado, que ninguém reclame se os professores voltarem à greve no início de 2014. Pois paciência tem limite, até a de professores-doutores que precisam pagar contas e criar seus filhos como qualquer outro trabalhador.

Ururau: Servidores técnicos da Uenf paralisam atividades por 24h

Categoria reivindica proposta de reajuste salarial aprovada pelo conselho

 Carlos Grevi

Categoria reivindica proposta de reajuste salarial aprovada pelo conselho

 Cerca de 30 profissionais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) realizaram uma paralisação de 24h em frente ao Hospital Veterinário nesta quarta-feira (04/12) por conta da proposta de reajustes salariais aprovada pelo Conselho Universitário.

Segundo a Associação de Técnicos de Nível Superior (ATNS), a proposta não abrange os técnicos de nível superior.

 De acordo com a ATNS, a paralisação foi decidida antecipadamente após uma assembleia e o motivo é que se aprovada a proposta, os técnicos de nível superior, não receberão reajustes. Diferente dos docentes que irão receber um adicional de dedicação exclusiva (DE) com percentual de 65% e dos técnicos de nível elementar, reajustes superiores a 60%.

O porta-voz da associação, Peccelli Sarmet, disse não entender o motivo da categoria ter ficado de fora proposta salarial. “Nós ficamos de fora dos reajustes e não entendemos o porquê disso”, protesta o engenheiro agrônomo.

Também faz parte da proposta aprovada pela reitoria um reajuste para todos os servidores da universidade de 32,5%, mas a ATNS não acredita que o governo do estado irá aprovar. A universidade conta com 120 servidores técnicos de nível superior e segundo a ATNS o último reajuste foi feito em 2010.

Para os técnicos, a proposta está apenas servindo os interesses de algumas categorias. “É impossível que uma universidade ao mesmo tempo em que investe na criação de novos cursos de graduação, desqualifica o seu próprio corpo técnico-administrativo de nível superior”, disse o presidente da associação Paulo Roberto Moreira.

Com a paralisação, diversos setores ficaram comprometidos. No hospital, os atendimentos clínicos não funcionaram.

NOTA
O reitor da Uenf, Silvério de Paiva Freitas, se pronunciou através de uma nota emitida pela assessoria de imprensa, afirmando que a universidade defende todas as categorias.

O reitor Silvério de Paiva Freitas informa que a Reitoria da UENF tem defendido todas as categorias da comunidade universitária em suas negociações com o governo do estado. Também tem se pautado pelas diretrizes aprovadas pelo Conselho Universitário, que incluem o reajuste geral de 32,5% para os servidores da Universidade. A Reitoria informa ainda que não se nega a receber nenhuma representação da comunidade universitária.

UENF: técnicos de nível superior fazem greve

A reivindicação é do grupo de técnicos de nível superior que não aceitam mais o pouco caso com que a categoria é tratada

 

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A Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) sofrerá mais uma paralisação, desta vez a reivindicação é do grupo de técnicos de nível superior (TNS), que não aceitam mais o pouco caso com que a categoria é tratada.

A manifestação teve início às 8h desta quarta-feira, na entrada do Hospital Veterinário, e segundo os manifestantes, outra causa é o não-encaminhamento de uma proposta dos TNS ao Conselho Universitário (CONSUNI). Ainda segundo os manifestantes, o não-encaminhamento causa um dano irreparável ao Plano de Cargos e Vencimentos (PCV).

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O que os TNS pleiteiam hoje é o reconhecimento e valorização da carreira de nível superior. A desqualificação da carreira superior é incompreensível para uma universidade que forma pessoal de nível superior. Os TNS esperam que, com este ato público, possam ser ouvidos pela Reitoria.

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FONTE: http://campos24horas.com.br/portal/uenf-tecnicos-de-nivel-superior-fazem-greve-de-24h/

Câmara de Vereadores de Campos aprova documento apoiando reivindicações salariais dos docentes da UENF

A sessão da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes teve hoje um daqueles momentos de rara unidade entre situação e oposição. È que hoje foi dada a palavra à Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) para que seu presidente, Luis Passoni, pudesse explicar em mínimos detalhes a situação de profunda corrosão salarial que ameaça o projeto acadêmico idealizado por Darcy Ribeiro.

Ao final desta participação, a Câmara Municipal entregou um documento que será remetido ao (des) governador Sérgio Cabral apoiando as reivindicações salariais dos docentes e defendendo a manutenção do regime de Dedicação Exclusiva que todos os membros desta categoria cumprem na UENF.

Carta de Apoio Câmara de Campos

E como sempre, não havia nenhum representante da reitoria da UENF para se manifestar e defender os interesses da instituição. Apesar disso ser um fato constante chega a ser ultrajante ver que uma Câmara de Vereadores parece compreender mais a importância do regime de Dedicação Exclusiva para  a consolidação da UENF do que os que os atuais gestores da instituição.

Quiosque que custou R$ 4.100,00 o metro quadrado continua fechado na UENF

Um dos casos mais peculiares que marcou a coleção de obras da gestão do ex-reitor Almy Junior foi a construção de dois quiosques dentro do campus Leonel Brizola, principalmente por causa da diferença de preços que resultou da fragmentação do processo licitatório (um quiosque foi licitado de manhã e outro de tarde), ainda que a mesma empresa (a PFMP Construtora Ltda) tenha vencido os dois certames!

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Agora, um dos quiosques cuja placa da obra se encontra logo acima, encontra-se abandonado, condição em que esteve ao longo de todo o ano de 2013, como mostram as imagens abaixo.

20131122_155329[1] 20131122_155406[1] 20131122_155449[1] 20131122_155526[1]O pior é que esse tipo de investimento furado se deu em meio à demora interminável da construção do restaurante universitário (bandejão) cuja obra se arrasta desde o final de 2008. Na época em que os quiosques foram construídos, ainda havia gente que jocosamente dizia que a comunidade poderia ir comendo coxinhas até a comida chegar. Agora, se vê que neste quiosque nem coxinha, em que pese a instalação de TV e aparelhos de ar condicionado que deveriam estar nas salas de aula.

Mas uma coisa é certa: este quiosque caro é um belo exemplo de uma forma de gerir a UENF de costas para as reais necessidades de sua comunidade universitária. O pior é que usando muito mal os parcos recursos que o (des) governo de Sérgio Cabral nos envia em quantidades cada vez menores a cada ano que passa.