Mídia internacional reage à calamidade de Dornelles

Em mais um caso, dentre muitos, em que a mídia internacional dá uma cobertura mais digna de ser chamada de jornalística a um fato ocorrendo no Brasil, as primeiras notícias publicadas por alguns dos principais veículos mundiais  (Guardian, CNN, El País, BBC) apontam para o que está de fato ocorrendo no Rio de Janeiro: colapso financeiro pleno e acabado.

E o interessante é que nessas notícias fica evidente o reconhecimento de que não só a manobra do governador em exercício Francisco Dornelles foi previamente acordada com o presidente interino Miche Temer, mas que também se destina apenas a viabilizar os Jogos Olímpicos. 

E o colapso econômico causado por uma política de alto endividamento e isenções fiscais bilionárias? Ah, esse fica apenas “congelado” até o final dos Jogos Olímpicos.

A questão é que essa situação falimentar é provavelmente inédita na história da realização dos Jogos Olímpicos, e claramente poderá ser mais um fato que desencorajará a vinda dos tais sonhados turistas. 

A falácia da crise é desmontada pelos analistas da Fazenda do RJ: arrecadação teve crescimento real em 2016!

Arrecadação 2016 x 2015 – Crescimento Real!

A arrecadação de impostos, taxas e tributos do Estado do Rio está tendo crescimento real em 2016 com relação a 2015.

Apesar do governo apregoar aos 4 ventos que a arrecadação caiu, ela cresce.

O único mês que a arrecadação não apresentou crescimento acima da inflação foi em abril (mês em que, coincidentemente, os Analistas estavam em greve).

No acumulado do ano, o crescimento é de 11% ante uma inflação (IPCA) de 9,28%

Segue o gráfico:

arrecadação1quad2016

FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2016/06/arrecadacao-2016-x-2015-crescimento-real.html?m=1

Rio de Janeiro: (des) governo opera como despachante das corporações. E o povo que se exploda!

A cada notícia de uma nova isenção fiscal bilionária fica mais evidente até para o mais ingênuo dos habitantes do Rio de Janeiro que não vivemos meramente uma crise econômica. Aqui se concentra uma combinação particularmente nefasta de crises: econômica, financeira, fiscal, política e moral.

Como já se desnudou diversas das mentiras alardeadas pelo (des) governo do Rio de Janeiro para explicar a barafunda em que estamos metidos, essa combinação de crises demanda mais do que uma mera denúncia de usos e práticas do grupo que se apossou do controle do estado a partir da entrada de Sérgio Cabral no Palácio Guanabara. É que apenas apontar para os evidentes desvios praticados com a coisa pública, e que emerge de diversas formas nefastas sobre a vida da população, não é suficiente para entendermos porque tudo o que é de ruim parece ser abater sobre o Rio de Janeiro, numa forma muito particular das sete pragas do Egito.

A questão de fundo que merece ser analisada com a devida profundidade se refere à concepção de Estado que está por detrás de tantos malfeitos evidentes. A partir da análise dos discursos e práticas predominantes é possível verificar que há uma evidente inclinação para a aplicação de uma forma particularmente aguda das receitas Neoliberais. Essa receita combina a ação de pilhagem do Estado a partir de contratos superfaturados nas diversas áreas privatizadas com uma generosa política de isenções fiscais para todo tipo de empresa, desde pequenos empreendimentos que incluem termas, restaurantes, cabeleireiros, joalherias até corporações multinacionais como a Jaguar Land Rover, Coca Cola e Nissan.

Enquanto isso acontece como política oficial de (des) governo, a coisa pública vai se desmanchando com uma velocidade impressionante. Nesse terremoto de sucateamento estão sendo engolidos escolas, hospitais e universidades e programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população.  A marcha desse desmanche cirurgicamente programado dos serviços públicos é inclemente, mesmo porque não existe uma oposição forte o suficiente para reverter este processo.   E esse é para mim o maior problema que estamos enfrentando, pois tudo parece prosseguir como nada de anormal estivesse acontecendo, inclusive os arranjos e alianças para as próximas eleições municipais.

Esse é o Rio de Janeiro transformando em pasto das corporações onde o Estado se resume a ser um mero despachante de empresas e grupos privados. Resta apenas saber até quando a população vai assistir a tudo de forma pacífica. E se um vagalhão de violência vier, que não se culpe os que reagem a este processo acintoso de destruição da coisa pública que apenas pune quem já é historicamente marginalizado. 

Mecenas das corporações, (des) governo do Rio de Janeiro não informa quando concluirá pagamento de salários de Maio

Mecenas das corporações multinacionais com concessões de isenções fiscais que vigorarão por até 50 anos, o (des) governo do Rio de Janeiro está se negando a informar quando concluirá o pagamento dos salários dos servidores estaduais e pensionistas e aposentados do RioPrevidência referentes ao mês de Maio (ver imagem abaixo).

salários

Para mim está cada vez mais claro que o (des) governo do Rio de Janeiro conta com a desmoralização e a paralisia dos servidores estaduais que decorrem da incapacidade de pagar as contas mais básicas que os mesmos possuem para continuar empurrando o estado do Rio de Janeiro para a maõs das corporações privadas. 

Um exemplo desta generosidade excessiva do (des) governo estadual se deu com a instalação fábrica da Jaguar Land Rover no polo automotivo em Itatiaia que deverá produzir  24 mil veículos por ano, e gerar até (notem que eu disse até) 400 empregos diretos.  O problema é que para Jaguar Land Rover produzir seus carros luxuosos e gerar minguados 400 empregos diretos, o (des) governo do Rio de Janeiro concedeu 50 anos de isenção fiscal para esta corporação multinacional. E o exemplo da Jaguar Land Rover é apenas um dos incontáveis atos de generosidade com o dinheiro público que este (des) governo praticou. Enquanto isso, servidores, pensionistas e aposentados estão sendo tratados com completo desrespeito.

Esta forma primitiva de implantar uma reforma ultraneoliberal precisa necessariamente desmoralizar não apenas os servidores públicos e suas famílias, mas também a população que depende de seus serviços.

A resposta a este ataque frontal de um governo que todos os dias concede isenções fiscais bilionárias terá que passar pela capacidade dos servidores públicos de organizarem uma reação firme pelos seus direitos e pelo serviço público.

Rio de Janeiro: parcelamento de salários é só um instrumento para privatizar o serviço público

A suposta crise financeira do estado do Rio de Janeiro está servindo como uma bela fachada para um ataque sem precedentes aos serviços públicos que devem ser prestados à população em troca do pagamento de uma grossa malha de impostos. A face mais explícita dessa tentativa de entrega do público às corporações privadas é o atraso, que agora é acompanhado do parcelamento, dos salários, pensões e aposentadorias dos servidores estaduais.

Essa situação é tornada mais evidente pela continuidade de uma politica de benefícios fiscais que favorece o fortalecimento de empresas em detrimento da precarização dos órgãos públicos. Em levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) foi detectado que só em 2015, o (des) governo Pezão/Dornelles concedeu em torno de R$ 35 bilhões em isenções fiscais, o que serviu para beneficiar até uma cervejaria onde o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), é sócio.

Tamanha desenvoltura para precarizar os serviços públicos e turbinar os lucros corporativos só é possível por uma combinação de responsabilidades, a começar pela mídia corporativa e pela ausência de medidas de controle efetivo da sangria dos recursos públicos por diversos atores institucionais que incluem a Alerj, o TCE, o Ministério Público e os próprios sindicatos dos servidores.  Além disso, há que se adicionar ao rol dos culpados a imensa maioria da mídia corporativa que tem chancelado (seja por omissão ou por colaboração ativa) as políticas de desmanche do aparato de estado do Rio de Janeiro.

E que ninguém se engane. Se não houver uma reação clara dos sindicatos e movimentos sociais que defendem os interesses públicos, o Rio de Janeiro chegará ao final de 2016 numa condição de extrema violência social, visto que a manutenção do atual status quo no âmbito do executivo estadual vai significar o alijamento de centenas de milhares de famílias da frágil rede social que impedia o aprofundamento dos connflitos.

Resta saber se haverá disposição real de enfrentamento das políticas que emanam do Palácio Guanabara ou vai se continuar fingindo normalidade até que a coisa toda chegue a proporções catastróficas.

Enquanto isso, o mentor desse caos todo, o ex (des) governador Sérgio Cabral, está em local ignorado tentando se fingir de morto e, muito provavelmente, usufruindo uma vida de bacana. E os servidores estaduais e a população que depende dos serviços públicos que se explodam.

Rio de Janeiro : (Des) governo do PMDB é a vanguarda do atraso

Muito tem sido dito sobre o pacote de maldades que o presidente interino Michel Temer estaria preparando para soltar após a aprovação final do processo de impeachment de Dilma Rousseff.  Os partidos alinhados à presidente Dilma anunciam um mundo draconiano com cortes profundos em direitos sociais e a privatização de grandes partes do aparato estatal federal.  Entretanto, premido pelos seguidos escândalos e a queda em sucessão de ministros, Michel Temer apenas vem ensaiando.

Mas esse viés de política ultraneoliberal que se ensaia no plano federal vai indo de vento em popa no Rio de Janeiro. As medidas anunciadas no dia de hoje pelo (des) governador em exercício, Francisco Dornelles, mostram que no tocante à privatização do Estado, o Rio de Janeiro está de forma inequívoca na vanguarda do atraso (Aqui!). 

O corte profundo em programas sociais é combinado com o sucateamento de serviços essenciais como educação, segurança e saúde. E no horizonte estão vindo as famigeradas privatizações que têm na Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae) a jóia da coroa a ser entregue para as corporações privadas.

Enquanto escolas, hospitais e universidades são colocados em condição comatosa, o dinheiro segue jorrando fácil para empresas privadas nacionais e multinacionais.  Essa lógica de canalizar o dinheiro recolhido em impostos para turbinar as taxas de lucros das empresas privadas está no coração das reformas neoliberais, as quais, pasmemos todos, acabam de ser consideradas contraproducentes pelo próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) e responsáveis pelo aumento da desigualdade social nos países onde foram executadas (Aqui!).

Há horas em que pergunto sobre o que será que esperam os agentes neoliberais do (des) governo do Rio de Janeiro com suas receitas ultraneoliberais? Certamente não é a solução da crise de caixa que se traduz na incapacidade de pagar os salários dos servidores públicos ou nas cenas diárias de terror nos hospitais estaduais. Se resolver a crise fosse a preocupação, as medidas adotadas iriam na suspensão imediata das escandalosas isenções fiscais que só em 2015 custaram mais de R$ 36 bilhões aos cofres fluminenses.  A questão é que os secretários de salários de marajás que comandam pastas estratégicas pouco se importam com o destino da maioria da população pobre do Rio de Janeiro.

Agora uma coisa é certa. Ao cortar programas sociais que servem como colchões para minimizar a miséria, o que os ultraneoliberais do (des) governo do Rio de Janeiro podem estar semeando é um grave conflito social às vésperas dos Jogos Olímpicos. Será que é esse o tipo de vitrine que o PMDB quer mostrar ao mundo? Pelo jeito, parece que sim. 

Saída de Dornelles é punir a população. Sobre as isenções, silêncio!

dornelles

Por Eliomar Coelho*

O governo, cada vez mais covarde, anunciou medidas para o Rio sair da crise (que existe graças aos anos de farra do PMDB e seus aliados com o dinheiro público).
Veja o que ele propõe:

Cortes em salários
Fim de programas sociais para famílias pobres como Renda Melhor e Renda Jovem
Fim do Bilhete Único para boa parte da população
Proibição de concursos públicos por 1 ano
Privatização da Cedae e de outras empresas públicas, provavelmente a preço de banana.

A crise está sendo jogada nas costas da população, principalmente dos mais pobres.

Enquanto isso, grandes empresas do Brasil (e do mundo), continuam sem contribuir um mísero centavo para a crise.
Ao contrário, continuam gozando de bilhões em isenções fiscais.

É bom lembrar que desde 2007, foram R$ 185 BILHÕES.

Só em 2015, com a crise no auge, o governo abriu mão de R$ 36 BILHÕES, sem o mínimo controle e transparência.

*Eliomar Coelho é deputado estadual pelo PSOL.

FONTE: https://www.facebook.com/eliomarcoelho/?fref=nf

Dia da África tem grade de eventos ampliada no RJ

Dia 25 de Maio – Dia da África

Ganha força no Rio, com evento fazendo alusão a temática africana, no  IFCS, no Largo São Francisco de Paula, com shows, quitutes, oficinas, exposição, debates e outros.

 Entrada Franca

A data é lembrada em grande estilo, com evento fazendo alusão a temática africana no sentido de mostrar a África sob a ótica de suas belezas socioculturais, esquecendo os aspectos apenas negativos perpetuados ao longo de décadas. E nada como brindar a data com ações de grande relevância.

Para começar, lançamento da Coordenadoria de Experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-Brasileiras Racismo e Intolerância Religiosa, com diversas atividades, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, no  Largo São Francisco de Paula, no Centro. O dia englobará palestras, apresentação da coordenadoria e dos membros. A grade pontuará com mesa de debate, danças, barracas com iguarias, vestuário, acessórios afros, shows, cinema e outros. O encontro pretende recebe em torno de 1.500 pessoas.

O projeto ganha força e já traz parcerias contundentes, vem apoiada pelo IV Encontro Sociocultural, Econômico e Político. Que esse ano aborda o tema: Questões de África “Uma herança histórica e seus reflexos na sociedade contemporânea”. O encontro traz para o dia: mobilização de alunos e professores. 

A Coordenadoria Experiências religiosas tradicionais africanas, afro-brasileiras, racismo e intolerância religiosa, vinculada ao Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER), foi criada a partir dos trabalhos conjuntos entre o Laboratório e o Centro de Articulação de População Marginalizada (CEAP), frente ao combate à intolerância religiosa no Brasil e os debates em torno da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental, Médio e centros de ensino superior. Tendo como coordenadores Ivanir dos Santos (geral), Elé Semog e Mariana Gino

“A Coordenadoria pretende promover o debate em torno das multiplicidades das experiências religiosas africanas e afro-brasileiras, aliada a temática do racismo e da intolerância religiosa, temas ‘caros’ para compreensão da formação religiosa do Brasil, um país hibrido constituído através dos processos sócios-históricos entre as culturas religiosas afro-luso – americano. Americano, evidentemente, por sua posição geográfica e sua população indígena; lusitano, por ter sido colonizado pelos católicos portugueses; e africano, por ter aqui aportado os negros escravizados, em vários países africanos, que traziam consigo seus costumes, suas tradições e, principalmente suas religiões e suas experiências religiosas”, afirma Ivanir dos Santos. 

Objetivo Específico da coordenadoria – Apontar os trabalhos acadêmicos que estão sendo desenvolvidos sobre. Discutir sobre a inserção e aplicabilidade da lei 10.639. Destacar o dia 25 de Maio não apenas como um marco histórico dentro das histórias do continente africano, mas também uma rememoração da afirmação da identidade negra no Brasil pós diáspora.

Ao longo do dia 25 – Diversos segmentos compõem o evento na praça do Largo de São Francisco de Paula: feira com afro empreendedores de moda, sob a coordenação de Silvana Thebas, com penteados afro, oficina de tranças (tranças rasta e nagô, dreads), arte, literatura, exposição fotográfica, barracas iguarias africanas e shows…

Das 8h30 às 9h – Café da manhã orquestrado pela Vate Produções, produzido por Cátia Cruz, com os consulados dos países africanos no Brasil: Republica de Angola: Dr. Rosário Gustavo de Ceita – Benin: Dr. Cesar Haia – Cabo Verde: Dr. Pedro Antônio dos Santos – República Democrática do Congo: Dr. Fernando Pablo Mitre Muppapa – Senegal: Sr. Amina Ngoal – São Tomé e Príncipe / Republica Democrática Saravi: Dr. Washington Machado.

 Das 9h10 às 10h10 – Abertura com Prof. Dr. André Leonardo Chevitarese (UFRJ) – Prof. Mestrando: Babalawô Ivanir dos Santos (UFRJ) – Consulados de Angola; Benin; Cabo Verde; Senegal e República D. do Congo.

Das 10h15 às 11h30 – Mesa Temática: Religiões Tradicionais Africanas, com Prof. Hipólito Sogbos – UFS/Benin – Profª. Leatitia Abyon -UFRGS/Benin e Prof. Dr. Murilo Sebe Boh Meihy (UFRJ).

Das 11h35 às 12h50 – Mesa Temática: Religiões Afro-Brasileiras, com Dra. Helena Teodoro – Mestrando Elaine Marcelina – Universo e Prof. Alexandre Carvalho dos Santos (UFRJ/Padê).

Das 14h05 às 15h20 – Mesa Temática: Racismo, com Profª. Jaciane Belquiades – Prof. Dr. Alain Pascal Kaly (UFRRJ) e Prof Mestrando Elé Semog – UFRJ

Das 15h25 às 16h40 – Mesa Temática: Intolerância Religiosa, com Prof ª. Mestranda Juliana B. Cavalcanti (PPGHC-LHER-UFRJ) e Socióloga Ediene Sales (Estágio de Sá)

Na Ala Parceria Cultural – No Largo

São Francisco de Paula

Das 9h às 17h – Projeto Odarah Produção Cultural Afirmativa

O projeto se constitui enquanto plataforma de fomento e visibiliza negócios com ênfase na moda, educação, arte e cultura, geridos por pessoas negras. Em atividade desde 2013, fazendo uma ocupação cultural na FEBARJ (Federação dos Blocos Afro do Rio de Janeiro, na Lapa), atuando enquanto feira de negócios com marcas do Brasil inteiro, bem como enquanto espaço para artistas da fotografia, cinema e artes cênicas, com diversas barracas na praça.

 Das 9h às 17h – Projeto Trança Terapia por Gabriela Azevedo – No Largo

 São Francisco de Paula

O projeto Trança Terapia visa em sua atuação trabalhar o aspecto artístico das tranças, entendendo essa prática ancestral como a expressão da criatividade de um povo que é matriz cultural para a cultura brasileira. Através da arte com as tranças, disseminamos a valorização da estética negra e valorizamos as culturalidades africanas no embelezamento de mulheres e homens.

Às 9h30 – Roda de Conversa – no interior do IFCS

A produtora Cátia Cruz, abre roda de conversa com o tema “Como se encontra  a situação das mulheres da África, no Município do Rio de Janeiro”.

Convidados para a Roda de Conversa Pan-africanismo Pan-africanismo

Das 10h às 12h30

Ø  Tema: União Africana, africanismo e antiafricanismo: alguns apontamentos

  • Palestrante: Prof.º Dr.º Hippolyte Brice Sogbossi Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe e Membro do Conselho Deliberativo do NEAB/UFS – CECH, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros

Ø  Tema: Nkrumah, África atual e a nova descolonização.

  • Prof.º Dr.º Pedro Acosta Leya  da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)

Ø  Tema: Construção de Estado senegalês e o Conflito de Casamance

  • Palestrante: Prof. º Drº.  Mamadou Alpha Diallo do Departamento de Relações Internacionais e Integração da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (UNILA) e Doutor em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É pesquisador associado ao Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA), ao Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE).

Ø  Tema: O Cristianismo na África: Uma religião colonial?

  • Palestrante: Prof.º Dr.º ALAIN PASCAL KALY

Das 14h às 16h30

Ø  Tema: Unidade cultural africana

  • Palestrante: Luanda Maat: Cientista social formada pela PUC-Rio, pesquisadora independente de Afrocentricidade, Africologia e Mulherismo Africana, integrante do Grupo de Pesquisa e Pratica de Yoga Kemética (antigo egípcia) – Rio, ex-coordenadora do Fórum Estadual de Juventude Negra do Rio de Janeiro e dos coletivos de estudantes universitários negros Luis Gama e Sankofa . Ex-mestranda do Programa de Políticas Públicas, Estrategias e Desenvolvimento do Institutode Economia da UFRJ (2012-2015)

Ø  Tema A prática da Yoga do Antigo Kemet: ferramenta de luta e libertação atual para a diáspora Africana

  • Palestrante: Emaye Ama Mizani: Fundadora da Mesob Ta-Urt – A Mesa da Terra e representante nacional da Kemetic Yoga Brasil – Maat Flow.

Ø  Tema: Identidade Real Africana

  • Nabby Clifford: Embaixador do Reggae no Brasil
  • Sombra Di Polon

Ø  Tema: Um espaço revolucionário e independentista sociocultural, político e religioso de herança Kaabunke e Afro-porturguesa

  • Tchinho Kaabunke  Sociologo, Arquiteto, Urbanista e Ambientalista, Programa de Pós Graduação em Sociologia UFF, Programa de Pós Graduação em Urbanimo UFRJ, Centro Africano de Estudantes

Às 17h – Apresentação artística Padê – No Largo São Francisco de Paula

Projeto em Africanidade na Dança Educação- PADE/UFRJ, coordenado pelo professor Alexandre Carvalho, desenvolve estudos sobre as questões da memória e identidade afro-brasileira, tendo como foco de pesquisa os cultos de matriz africana. Pautados nas ações afirmativas, sobretudo na lei 10.639/2003, produz trabalhos artísticos acadêmicos, que tratam da luta contra a intolerância religiosa, preconceito e o racismo e destaca a importância da Cultura Afro-brasileira. Com 12 integrantes fazem performance de 10m na praça: Iroko  Cumieira do Mundo.

Na Ala Expo Afro – na Estrada do Salão Nobre do IFCS

Das 9h às 17h – Projeto Crenças por Thabata Castro.

Exposição com 17 fotos e um políptico (que é um conjunto de 12 fotos, funcionam como um conjunto). Em diversos tamanhos que variam entre 70×50 cm e 10x15cm. Realiza esse projeto desde 2007, formada em História da Arte pela UERJ. A exposição concentra em três festejos “O Cortejo”, que sai do Mercadão de Madureira e vai até a orla de Copacabana, o do “Dia 2 de Fevereiro”, que sai da FEBARJ e vai até a Praça XV, onde também sai uma barca que vai até a entrada da Baia de Guanabara e por último os festejos de “São Jorge”, na Igreja da Rua da Alfândega, no Centro.

 Na Ala África na Praça – Largo São Francisco de Paula

Às 9h – A festa ganha parceria da Feira Cultural e Gastronômica Paladares da África – 2ª. Edição. Em torno de 50 barracas compõe a feira na praça doLargo São Francisco. Contará ainda com o DJ Nilson Newboys, entre DJs convidados angolanos, cabo verdianos, congoleses e brasileiros, que se revezam no decorrer do dia. As barracas com acessórios, tecidos, esculturas, turbantes, variam de R$ 3,00 a R$ 150,00.

 Às 12h30 – gastronomia – com iguarias africanas como micondes, paracuca, doce de coco, doce de ginguba, ginguba torrada, banana assada, mufete de peixe frito, fungi de milho de bombo, cachupa, kizaca, entre outros. Os quitutes variam entre R$ 3,00 a R$ 20,00.

 Às 15h – Desfile de moda com trajes africanos de Cabo Verde, Senegal, Congo, entre outros.

 Às 17h – Shows com diversos convidados.  

  • Com Dudu Fagundes, “O ‘Maestro das Ruas” começou trabalhando sentado num banquinho em frente à Escola Nacional de Música, na Lapa, fazendo partituras com papel e caneta na mão. Depois comprou equipamentos de informática, instrumentos, fez parcerias com outros profissionais da área e começou a desenvolver trabalhos no meio artístico. E traz novidades com novo trabalho, com o CD “Uma Nobreza Rara”, no repertório, as músicas “Luanda Ainda”, “Minha Crioula”, “Bem Vindo, Soul África” e “Preto e Branco”.

  • O projeto fecha com participação de Nego Álvaro, de longa trajetória acompanhando grandes músicos. Nego Alvaro faz participação com as músicas “O Canto das 3 Raças”, “Emoriô” e o sucesso gravado na voz de Beth Carvalho “Estanhou O Que?”

Na Ala Cine Áfricas – sessão com filmes africanos, no interior do IFCS, a partir das 10h

Filmes:

Ø  Keita: A herança do Griot: Direção: Dani Kouyaté, Roteiro: Dani Kouyaté,  Gênero: Drama, Origem: Burkina Faso/França, Duração: 94 minutos,  Tipo: Longa-metragem  

Ø  I love Kuduro : Direção: Mário Patrocínio, Produção: Mário Patrocínio, Roteiro: Coréon Dú, Mário Patrocínio.

Ø   Virgem Margarida: Direção: Licinio Azevedo, Gênero Drama, Países cooperadores na produção Nacionalidades França, Portugal, Moçambique.

Ø  Emitaï: Direção Sembène Ousmane, país Senegal, ano1971, duração 35mm, cor, 96’ | Idiomas diola/francês.

Ø  Xala: Direção Sembéne Ousmane, país Senegal, ano 1975, duração35mm, cor, 117’ | Idiomas wolof/francês.

Ø  Ceddo: Direção Sembène Ousmane, país Senegal, ano1976, duração 35mm, cor, 111’ | Idiomas wolof /Legendas em português.

Ø  Mister Johnson: No Coração da África: Direção Bruce Beresford

Entenda: O Dia Internacional da África foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, por reconhecimento ao dia 25 de Maio de 1963, quando chefes de Estado africanos reuniram-se na Etiópia. Nesse dia, fundou-se a Organização da Unidade Africana (OUA), sendo conhecida hoje como União Africana, que tem como objetivos: manter a unidade e a solidariedade africana, eliminar o colonialismo, garantir a soberania dos Estados Africanos e a sua integração econômica, bem como fomentar a cooperação política e cultural no continente.

 

RioPrevidência: o que está péssimo, vai piorar

RioPrevidencia

A imagem acima é uma reprodução parcial de uma longa matéria assinada pelos jornalistas Danilo Fariello e Simone Iglesias e publicada no dia de hoje pelo jornal O GLOBO (Aqui!). Ainda que o objeto da matéria seja expor as raízes da crise agônica que engole hoje o RioPrevidência e ameaça frontalmente a saúde do tesouro estadual fluminense, penso que apenas especialistas mais antenados com a situação vão efetivamente entender a raiz da crise.

É que o principal elemento de agravamento dos problemas enfrentados pelo RioPrevidência passa sem ser nominado, qual seja, a criação de um fundo privado no paraíso fiscal de Delaware e que teve como lastros os royalties do petróleo recebidos pelo estado do Rio de Janeiro e os recursos próprios do fundo de previdência dos servidores estaduais.  Além disso traz uma informação chave e não a explora. É que segundo Danilo Fariello e Simone Iglesias, o (des) governo do Rio de Janeiro está tendo que realizar uma nova negociação com os fundos abutres que detém os títulos do “Rio Oil Finance Trust” , repetindo o que já fez em outubro de 2015. Em outras palavras, o buraco em que o RioPrevidência foi enfiado por Sérgio Cabral e Pezão está para se tornar ainda mais fundo.

Outra informação que é entregue, mas não analisada propriamente em minha opinião, é o fato de que “na origem dessas operações, estava a situação já grave da Rioprevidência em 2013, que havia recebido em seu caixa os direitos sobre as receitas do estado com royalties e participações governamentais. Ao transferir esses recursos a bancos e demais credores, a instituição de previdência dos servidores do estado conseguiu levantar cerca de R$ 10 bilhões à vista”.  Em outras palavras, a informação de que as operações autorizadas pela Lei 2.666/2013 haviam gerado algo em torno de R$ 6.0 bilhões estava incompleta, pois o que teria sido levantado à vista beirou R$ 10 bilhões. Isso agudiza a necessidade da resposta à pergunta: onde foi parar esse dinheiro todo?

Mas a cereja desta matéria em termos de subaproveitamento das informações levantadas está na declaração do deputado estadual Luiz Paulo de que as “antecipações têm indícios (do RioPrevidência, grifo meu) de “gestão temerária” das finanças públicas, porque entregar as participações em 2013 e 2014 para investidores foi como negociar ações na Bolsa quando ela está na alta.” Ora, como não explorar a afirmação de que o caso da criação do “Rio Oil Finance Trust” no paraíso fiscal de Delaware implica em gestão temerária das finanças públicas por Sérgio Cabral e Pezão. É que dadas as evidências levantadas pelos próprios jornalistas que assinam a matéria, não há aspas que salvem essa operação.

Aliás,  outras afirmações atribuídas a Luiz Paulo de que “as negociações foram feitas sem transparência“, e que “nenhum parlamentar teve conhecimento dessas negociações” implica na imediata necessidade de que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar todo o imbróglio envolvendo a captação de recursos via uma lei que aprovada pela própria Alerj.  Entretanto, não me surpreende o fato de que a Lei 2.666/2013 tenha sido aprovada sem que os deputados estaduais cobrassem transparência e pleno conhecimento das negociações envolvendo os recursos do RioPrevidência. É que votações desinformadas e opacas são a regra, e não a exceção dentro da Alerj. Resta apenas saber quem votou a favor da aprovação da Lei 2.666/2013 para que também se cobre dos parlamentares as devidas responsabilidades pelo desastre que ajudaram a construir.

Finalmente, recomendo a leitura atenta dessa matéria. É que tudo indica quea situação do RioPrevidência e das finanças estaduais tem tudo para piorar muito nos próximos meses. E a culpa, evidentemente, não cabe aos servidores estaduais, mas sim aos líderes do (des) governo estadual, começando por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

 

Justiça Global lança minissérie sobre remoções causadas pelos Jogos Olímpicos do Rio

contagem regressiva

É AMANHÃ – Lançamento de “Remoções”, o primeiro episódio da série “Contagem Regressiva” •

O legado de exclusão dos Jogos Olímpicos é colocado em foco pela série Contagem Regressiva, cujo primeiro episódio trata do maior processo de remoções da história do Rio de Janeiro, que ocorre dentro do contexto de realização dos megaeventos na cidade.

A minissérie em quatro episódios é uma realização da Justiça Global e da Couro de Rato. Acompanhe.

FONTE: https://www.facebook.com/justicaglobal/photos/a.297913546906650.78246.168262279871778/1148254001872596/?type=3&theater