Rio de Janeiro : (Des) governo do PMDB é a vanguarda do atraso

Muito tem sido dito sobre o pacote de maldades que o presidente interino Michel Temer estaria preparando para soltar após a aprovação final do processo de impeachment de Dilma Rousseff.  Os partidos alinhados à presidente Dilma anunciam um mundo draconiano com cortes profundos em direitos sociais e a privatização de grandes partes do aparato estatal federal.  Entretanto, premido pelos seguidos escândalos e a queda em sucessão de ministros, Michel Temer apenas vem ensaiando.

Mas esse viés de política ultraneoliberal que se ensaia no plano federal vai indo de vento em popa no Rio de Janeiro. As medidas anunciadas no dia de hoje pelo (des) governador em exercício, Francisco Dornelles, mostram que no tocante à privatização do Estado, o Rio de Janeiro está de forma inequívoca na vanguarda do atraso (Aqui!). 

O corte profundo em programas sociais é combinado com o sucateamento de serviços essenciais como educação, segurança e saúde. E no horizonte estão vindo as famigeradas privatizações que têm na Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae) a jóia da coroa a ser entregue para as corporações privadas.

Enquanto escolas, hospitais e universidades são colocados em condição comatosa, o dinheiro segue jorrando fácil para empresas privadas nacionais e multinacionais.  Essa lógica de canalizar o dinheiro recolhido em impostos para turbinar as taxas de lucros das empresas privadas está no coração das reformas neoliberais, as quais, pasmemos todos, acabam de ser consideradas contraproducentes pelo próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) e responsáveis pelo aumento da desigualdade social nos países onde foram executadas (Aqui!).

Há horas em que pergunto sobre o que será que esperam os agentes neoliberais do (des) governo do Rio de Janeiro com suas receitas ultraneoliberais? Certamente não é a solução da crise de caixa que se traduz na incapacidade de pagar os salários dos servidores públicos ou nas cenas diárias de terror nos hospitais estaduais. Se resolver a crise fosse a preocupação, as medidas adotadas iriam na suspensão imediata das escandalosas isenções fiscais que só em 2015 custaram mais de R$ 36 bilhões aos cofres fluminenses.  A questão é que os secretários de salários de marajás que comandam pastas estratégicas pouco se importam com o destino da maioria da população pobre do Rio de Janeiro.

Agora uma coisa é certa. Ao cortar programas sociais que servem como colchões para minimizar a miséria, o que os ultraneoliberais do (des) governo do Rio de Janeiro podem estar semeando é um grave conflito social às vésperas dos Jogos Olímpicos. Será que é esse o tipo de vitrine que o PMDB quer mostrar ao mundo? Pelo jeito, parece que sim. 

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