E Eike Batista continua entregando seus anéis. Agora foi a vez da IMX, dona do Rock in Rio

O desmantelamento do império “X” de Eike Batista não está deixando pedra sobre pedra, e agora foi a vez da IM(X) vender um porção significativa da empresa que controla o Rock in Rio. Após mais essa venda, resta a Eike Batista apenas uma pequena fração de sua antiga holding, um processo que pode ainda não ter se encerrado, especialmente porque tampouco se encerraram os problemas judiciais que o ex-bilionário está tendo que responder.

E pensar que havia gente que entoava aos quatro ventos a infalibilidade de Eike Batista. Está agora provado de que infalível ele não tem nada. Pior para quem caiu na sua conversa e perdeu economias acumuladas ao longo de longo anos de trabalho.

Mas ruim mesmo está a situação das centenas do V Distrito de São João da Barra que tiveram suas vidas destroçadas em nome de um suposto processo de desenvolvimento que agora se prova ter sido apenas um tigre de papel que não resistiu ao primeiro teste de durabilidade.

Eike reduz participação no Rock in Rio

IMX reduziu a sua participação de 50% para 20% na Rock World, detentora do festival de música

Mariana Sallowicz, do 

Buda Mendes/Getty Images

Visão geral do público durante o show de Ivete Sangalo na abertura do Rock In Rio 2013Visão geral do público durante o show de Ivete Sangalo na abertura do Rock In Rio 2013: Eike comprou metade da Rock World em 2012

Rio – A organização do Rock in Rio anunciou a venda de 50% de uma nova entidade, que deterá os ativos e operações do evento de música para a produtora americana SFX Entertainment. O negócio foi concluído por R$ 150 milhões.

O empresário Roberto Medina, que criou o evento em 1985, continua com a gestão do Rock in Rio. Já a IMX, empresa de entretenimento de Eike Batista, reduziu a sua participação de 50% para 20% na Rock World, detentora do festival de música Rock in Rio.

Segundo a organização, será constituída uma holding, ainda sem nome, na qual Medina e a SFX terão igualdade de controle sobre a empresa que possui os ativos e operações do Rock in Rio.

Eike comprou metade da Rock World em 2012, mas, diante da crise que atingiu o seu grupo, o empresário está se desfazendo de ativos ou reduzindo participações desde o ano passado. O valor do negócio não foi divulgado na época, mas a operação foi estimada em R$ 120 milhões.

Em outro caso em que Eike se desfez de ativos, o fundo suíço Acron confirmou no início do mês a compra do Hotel Glória, um dos mais tradicionais do País. O Glória foi inaugurado em 1922 e está em reforma desde 2008, quando foi comprado pelo grupo EBX por R$ 80 milhões.

Em nota, a IMX informou que a sua participação na sociedade visava, prioritariamente, expandir os negócios do Rock in Rio para novos mercados. “Através de suas conexões internacionais a IMX colaborou para atingir esta meta, formando novas parcerias, viabilizando novos projetos como o Rock in Rio em Las Vegas e aumentando a visibilidade da marca Rock in Rio no mercado americano”.

Em 28 anos, foram realizadas 13 edições do evento no Rio de Janeiro, Lisboa e Madri. O público alcançou, em 2013, a marca de 7 milhões de pessoas. A última edição ocorreu no ano passado, no Rio. O evento será realizado nos Estados Unidos pela primeira vez em 2015, segundo a organização.

“A parceria com a SFX nos permitirá acelerar o crescimento de nossa marca em novos territórios”, disse em nota Roberto Medina, presidente do Rock in Rio.

FONTE:http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/eike-reduz-participacao-no-rock-in-rio–2