Eduardo Paes conseguiu o que parecia impossível: tornou ainda mais caótico o trânsito do Rio de Janeiro

rj

Após duas breves visitas à cidade do Rio de Janeiro nas últimas duas semanas me convenci de que algum motivo muito grave, talvez um de natureza inconfessável, levou ao alcaide do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a apressar a demolição da Perimetral sem que houvesse uma substituição à altura. O resultado é que trafegar pelas ruas centrais da cidade do Rio de Janeiro se tornou um exercício semelhante à andar numa floresta tropical fechada. Ouvi dos vários taxistas que me ajudaram a andar pela cidade que eles estão perdidos com tantas mudanças sem informação prévia.

Um desses motoristas me lembrou que a chave do mistério desta pressa pode estar nas aquisições imobiliárias que estão ocorrendo na região por onde a Perimetral passava. Do alto do seu sotaque carioca, esse motorista me disse que se acharem quem andou comprando imóveis não deverá ser surpresa se lá também se encontrarem doadores das campanhas não só de Eduardo Paes, mas também do seu irmão siamês, o (des) governador fluminense, Sérgio Cabral.

O mais trágico dessa situação é que Eduardo Paes agora anda pedindo encarecidamente para que a população carioca ande de transporte público, o que certamente alegra as corporações privadas que hoje detém os serviços de transporte público. O único problema é que a lotação de trens, metrô, barcas e ônibus já se encontram no limite, sem que haja como aumentar o número de unidades disponíveis.

Como o caos instaurado não se resolverá até a Copa do Mundo, o que se antecipa é provavelmente o aumento do número de feriados oficiais. É isso ou o Rio de Janeiro se tornar inviável também para os turistas que virão para a cidade para assistir os jogos. Agora, como já foi antecipado por vários especialistas, o caos criado por Eduardo Paes e Sérgio Cabral não acabará antes dos Jogos Olímpicos de 2016. E em função disso é que eu reafirmo: deve haver bilhões de razões para tanta improvisação e tanto caos.

Pobre povo carioca!

Audiência da ALERJ sobre Porto do Açu escancara diminuição do projeto

 

De mega complexo industrial-portuário a porto de apoio ao pré-sal

Audiência açu 1702

Abaixo segue matéria publicada pelo site “sjbonline” sobre a audiência comandada pelo deputado estadual Roberto Henriques na manhã de hoje sobre a situação do Porto do Açu. Afora o fato de que nem as presenças do (des) secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN), Maria da Conceição Ribeiro, serviram para ocultar o esvaziamento causado por diversas ausências significativas (incluindo a da ASPRIM e a do prefeito de São João da Barra). 

Além disso, uma pessoa que esteve presente na referida audiência me disse que o Sr. Júlio Bueno parecia muito distante daquela pessoa radiante que adorava propagandear a grandeza do empreendimento de Eike Batista. Aliás, essa mesma pessoa me informou que Júlio Bueno parecia estar bastante abalado. É que mesmo sem a presença de dirigentes da ASPRIM, alguns membros da platéia questionaram a versão fantasiosa que Bueno sustentou por um bom tempo de que não ocorreram violações dos direitos dos desapropriados. 

Por outro lado, essa audiência serviu para deixar claro que o próprio (des) governo Cabral já não consegue sustentar a idéia de que um distrito industrial será construído na retroárea do Porto do Açu, já que as sinalizações  cada vez mais fortes é de que esta área servirá, quando muito, como ponto de apoio para as atividades do pré-sal. E como o filé mignon do pré-sal está até agora em áreas mais distantes do litoral norte fluminense, nem isso está garantido.

Ai é que se coloca a questão chave: por que então manter os decretos de desapropriação de 7.500 hectares de terras agrícolas do V Distrito de São João da Barra?

Audiência debate Porto do Açu

 Foto: Paulo Pinheiro

São João da Barra recebeu mais uma audiência pública realizada pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que apura a real situação do Porto do Açu. Os investimentos no Complexo Logístico Portuário e a situação dos trabalhadores e colaboradores do empreendimento, além do impacto na economia local, estiveram na pauta da reunião presidida pelo deputado estadual Roberto Henriques.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno; a presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), Maria da Conceição Ribeiro; o presidente e o diretor engenheiro da Pruma (antiga LLX), Eugênio Figueiredo e Luis Baroni. O prefeito Neco, que havia confirmado presença, foi representado pelo chefe de Gabinete, Antônio Neves. O legislativo municipal foi representado pela vice-presidente da Câmara, Sônia Pereira, e pelos vereadores Jonas e Elísio.

A participação da sociedade civil teve início com a pescadora Elezir Santos, que questionou a Prumo sobre os planos de compensação que teriam sido prometidos pela LLX, no início do empreendimento. “Vai dar continuidade aos planos de compensação pra pesca? Precisamos saber o que realmente será feito”, questionou. O diretor da empresa, Luis Baroni, afirmou que “todos os compromissos assumidos anteriormente pela LLX serão honrados pela Prumo”.

José Eulálio, presidente do Sindicato da Construção Civil, falou sobre a dificuldade de acesso a informação das empresas que operam no Porto. De acordo com Eulálio, há dificuldade até para fiscalização do Ministério do Trabalho. O presidente do Sindicato destacou ainda que não apoia a movimentos grevistas, mas entende quando os operários se organizam dessa forma. “A insatisfação do pescador é tão grande que eles precisam se manifestar”.

O Porto do Açu é fundamental para o projeto do Pré-Sal no Brasil

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, destacou a importância do Porto do Açu para o desenvolvimento da economia nacional. Para Bueno, “o projeto é uma realidade e não tem volta”.

Júlio destacou o crescimento do Porto durante o ano, afirmando que o número de trabalhadores diretos aumentou se comparados os números de dezembro de 2012 com dezembro de 2013. Para o secretário, o que houve foi uma crise do Grupo X, atingindo principalmente a OSX, mas isso nunca comprometeu o projeto do Porto.

—Até novembro de 2014 já teremos minério sendo exportado no Porto. Só isso já justificaria o projeto. Todos os indicadores mostram que o Porto do Açu será uma âncora fundamental para o desenvolvimento do Pré-Sal no país — explicou Júlio Bueno.

FONTE: http://www.sjbonline.com.br/noticias/audiencia-debate-porto-do-acu

Direto do blog da Aduenf: (des) governo Cabral atropela direitos e força greve na UENF

Governo do Rio de Janeiro protela para março solução do problema da Dedicação Exclusiva

 Essa posição ignora esforços da ADUENF para manter a normalidade nos trabalhos acadêmicos e aumenta chances de greve na UENF
 
 outdoors
A matéria abaixo, publicada pelo Jornal Extra, dá conta que o governo do Rio de Janeiro decidiu protelar a solução da falta de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva dos professores da UENF para o mês de março, contrariando compromissos assumidos com a diretoria da ADUENF ao longo de 2013.
Além disso, o secretário de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, apenas indica que uma proposta deverá ser enviada, sem citar prazos ou o conteúdo da proposta. O secretário de C&T apenas sinaliza a problemática questão da quebra do regime de Dedicação Exclusiva na UENF, uma posição que contraria as posições aprovadas em assembléia da ADUENF.  A posição dos professores de manutenção do modelo de regime de Dedicação Exclusiva vigente desde a fundação da UENF já foi comunicada a diversos níveis de governo e à presidência da ALERJ.
É preciso lembrar que os professores da UENF aprovaram em assembléia um indicativo de greve para ser iniciada no dia 10 de março, caso as questões salariais dos professores ficassem sem solução até aquela data.
Assim, é preciso que fique claro que a protelação que está sendo feita pelo governo Sérgio Cabral aumenta exponencialmente as chances de que o primeiro semestre de 2014 não seja iniciado na UENF.
Esta postura é lamentável, visto que ao longo de 2013 a ADUENF fez múltiplas viagens ao Rio de Janeiro para garantir a aprovação de uma lei que garantisse a remuneração da D.E., de modo a manter a UENF funcionando normalmente.
 

Servidores estaduais da área de Ciência e Tecnologia terão novos planos de carreira

Djalma Oliveira
Gustavo Tutuca: novos planos à vista Foto: / Divulgação
Depois da aprovação dos planos de cargos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e da Uerj, outros mil servidores estaduais da área de Ciência e Tecnologia terão novas estruturas de carreira. Segundo o secretário da pasta, Gustavo Tutuca, será encaminhado para a Alerj, ainda este mês, o projeto de lei do plano de cargos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que vai prever progressões por merecimento a cada dois anos e uma gratificação por aquisição de título acadêmico.
Para março, está prevista uma outra proposta, a fim de mudar as regras da dedicação exclusiva e reajustar o valor da mesma para os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Os gastos perdulários da Copa FIFA exacerbam a luta de classes e mostram o lado mais sombrio da sociedade brasileira

Para atender a sanha por lucros da FIFA, governos aprofundam a segregação social e acirram propositalmente os ânimos 

Não é de hoje que a Copa do Mundo da FIFA vem implicando na submissão de Estados nacionais a uma empresa privada, com requintes de remoções forçadas, greves de trabalhadores e forte repressão policial. Isto já acontecia antes, mas sem a cobertura da mídia virtual como acontece este ano no Brasil. Se tivéssemos tido um mínimo de acesso ao que aconteceu na África do Sul, é possível que já tivéssemos nos tocado que o que estamos vendo nas ruas das cidades-sede não é nada de novo, e apenas reflete o inconformismo das populações pobres com o tipo de gasto perdulário e socialmente segregador que este e outros megaeventos esportivos representam.

No Brasil, contudo, estamos tendo pitadas de puro cinismo que estão dando vazão a várias manifestações violentas não apenas contra os que protestam contra a Copa. A verdade é que essa violência também está sendo dirigida contra os que supostamente não se ajustam a essa visão de mundo endinheirado que os governos querem empurrar goela abaixo dos que não irão desfrutar do festival de gastos bilionários que a FIFA está impondo para tirar o máximo de lucro possível.

O que está emergindo disso tudo é o lado mais sombrio da sociedade brasileira, onde negros e pobres são estigmatizados como representante o mau mais perverso. Para isso prosperar a FIFA conta o beneplácito do (des)governo Dilma Rousseff, de (des) governos estaduais como o de Sérgio Cabral e com a imensa maioria da imprensa corporativa. Essa imprensa que absolve justiceiros e policiais violentas se ocupa à exaustão de rotular todos os que resistem como membros de uma organização que não existe (o tal dos Black Bloc) como se agir violentamente fosse apenas monopólio de justiceiros e policiais.

O objetivo das diversas partes é clara: a FIFA quer o máximo de lucro possível, os (des) governantes querem continuar no leme das políticas neoliberais que privatizam o Estado brasileiro, e a imprensa corporativa quer continuar podendo cobrar muito dinheiro para fazer propaganda do mesmo modelo de sociedade que gera uma das maiores desigualdades sociais do planeta (só na América Latina somos o quarto país socialmente mais desigual!).

E ai me desculpem os que se horrorizam com os que ousam reagir: isto pode só ser o primeiro capítulo de uma longa revolta. Afinal, só nos sonhos do neopetismo foi abolida a luta de classes no Brasil. É que graças ao neoliberalismo social-liberal do neoPT, esta está bem viva e cada vez mais acirrada.

BBC mostra repressão policial e cinegrafista ferido por bomba em protesto contra aumento de passagens no Rio de Janeiro

As previsíveis reações ao aumento de passagens de ônibus determinadas pelo (des) prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), estão sendo reprimidas com a costumeira selvageria pelas tropas da polícia militar. No dia ontem (06/02), a rotina de protesto e repressão selvagem fez uma vítima inesperada: um cinegrafista da Band TV. Felizmente, ainda que ferido gravemente, o cinegrafista não corre risco de vida.

Agora, uma coisa é certa: ainda teremos mortes de manifestantes nas ruas do Rio de Janeiro, caso a PM do (des) governo de Sérgio Cabral não aprenda a se relacionar com a crescente mobilização popular de um jeito menos truculento, visto que as atuais táticas, além de nada corresponder a uma sociedade democrática, coloca a vida de civis (participantes do protesto ou não) em grave risco.

Vídeo da BBC mostra socorro a cinegrafista ferido em protesto

Erro
Este vídeo não existe

Cinegrafista da Band é ferido em protesto no Rio | Crédito: BBCWyre Davies e Chuck Tayman, da BBC inglesa, prestam os primeiros socorros a cinegrafista ferido

Durante uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na tarde de quinta-feira no centro do Rio de Janeiro, a reportagem da BBC flagrou o momento em que um cinegrafista da TV Bandeirantes foi ferido por um explosivo.

O repórter Wyre Davies e o cinegrafista Chuck Tayman, ambos da BBC inglesa, foram os primeiros a socorrer Santiago Ilídio Andrade. Tayman chegou a tirar a camisa para ajudar a estancar o sangue que escorria da cabeça do cinegrafista.

Segundo um comunicado divulgado pela TV Bandeirantes, ainda não é possível saber se Andrade foi atingido por uma bomba caseira ou por uma bomba de gás lacrimogênio.

O confronto começou do lado de dentro da estação e depois se estendeu mais intensamente nas redondezas da Central do Brasil, a principal estação de trem do Rio de Janeiro, provocando um nó no trânsito e pânico entre os que passavam pelo local.

Policiais atiraram bombas de gás e de efeito moral contra cerca de 1 mil manifestantes, que protestavam contra o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3. O reajuste, anunciado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, passa a vigorar a partir de sábado, 8 de fevereiro.

Andrade, da Band, chegou em coma ao Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade, e passou por uma neurocirurgia. Ele teve afundamento do crânio e perdeu parte da orelha esquerda. Segundo o último boletim médico, seu estado de saúde ainda é grave.

Outras seis pessoas também ficaram feridas e 20 foram detidas.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigado (Abraji) divulgou uma nota de repúdio ao ataque sofrido pelo cinegrafista da Band.

Em 2013, 114 profissionais da imprensa foram feridos durante a cobertura de protestos.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/02/140207_cinegrafista_band_atingido_bomba_lgb.shtml

Seguranças de braços cruzados na UENF: empresa alega falta de pagamentos

20140206_103021

Os seguranças privados que prestam serviços na UENF estão reunidos desde manhã na entrada principal do campus, deixando a universidade efetivamente desguarnecida. Aos seguranças a informação que foi dada é que a paciência da empresa estaria chegando ao final, após cinco meses de falta de pagamentos. O limite que teria sido dado para o cumprimento das obrigações já teria sido ultrapassado, o que poderia ocasionar, segundo o que me foi dito por vários seguranças, é o cancelamento do contrato.

Dois pontos que mereceriam o devido esclarecimento por parte da reitoria da UENF e do (des) governo de Sérgio Cabral:

1) a empresa HOPEVIG está mesmo sem receber o que tem a receber da UENF há cinco meses?

2) Qual é o plano de contingência para um eventual abandono da empresa do campus Leonel Brizola?

Essa situação já vinha sendo ventilada de maneira mais subliminar pelos seguranças desde meados de 2013, mas agora parece que a coisa ficou crítica. É que as empresas que possuem contratos com o Estado adoram quando tudo está sendo pago de acordo com o que foi acertado (muitas vezes a preços bem salgados), mas não hesitem em abandonar o barco quando as coisas não vão de acordo com a necessidade básica de qualquer empresa que é ter lucros.

Agora, o fato é que a falta de pagamentos de empresas terceirizadas é apenas a ponta do iceberg da situação em que o (des) governo de Sérgio Cabral colocou as universidades estaduais.  Lamentavelmente isso não fica mais claro por causa da omissão e cumplicidade das reitorias.

Mas o mais preocupante é que a empresa Hopevig teria informado hoje aos seus empregados na UENF para que não contem com seus salários de janeiro! Como assim? A UENF não honra suas obrigações e quem sofre as consequências são os empregados? Essa situação, se confirmada, deverá merecer a mais rigorosa apuração do Ministério Público do Trabalho, Afinal, só relógio trabalha de graça e, até onde eu saiba, as leis trabalhistas ainda não foram abolidas no Brasil.

ASPRIM divulga primeiro ato político de 2014 em defesa dos direitos dos agricultores do Açu

devolvaApós resistir de forma heróica por quase quatro anos de forma praticamente solitária, os membros da Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM) dão mostra que continuam dispostos a defender a agricultura familiar no V Distrito de São João da Barra. As lições que a ASPRIM nos traz sobre como criar uma organização democrática e realmente próxima de seus membros deverá ainda render muita pesquisa acadêmica, visto a singularidade dessa organização e dos grandes desafios que teve de enfrentar, praticamente sem nenhum apoio externo.

Mas o importante neste momento é apoiar de forma ativa os esforços continuados da ASPRIM de defender centenas de famílias que tiveram seus direitos básicos violentados por uma ação truculenta do (des) governo do Rio de Janeiro e do grupo econômico liderado pelo ex-bilionário Eike Batista.

Abaixo segue a convocação da ASPRIM. Divulgar e apoiar esta atividade é uma obrigação de todos que se dizem comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, onde a busca do desenvolvimento econômico não seja desculpa para se passar um cheque em branco para que se cometa violências absurdas contra os agricultores pobres.

ASPRIM convoca ato “POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!”

Na plenária da última reunião mensal da ASPRIM, realizada no dia 02 de Fevereiro de 2014, ficou agendado um ATO PÚBLICO em forma de protesto, por todas as irregularidades ocorridas sobre as COMUINIDADES DESAPROPRIADAS, por conta dos atos irresponsáveis e desumanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

 No dia 21 de FEVEREIRO DE 2014 às 15:00h, ocorrerá o ato “POR UM AÇÚ SEM DESAPROPRIAÇÃO COM MAIS RESPEITO E PRODUÇÃO!”

O local do ato será ao longo da Campos  x São João da Barra.

 Contamos com o apoio dos colegas de luta, para veicular e disseminar tal encontro, que ocorrerá com todos os avisos as autoridades competentes, estes para dar suporte e segurança na decorrência do mesmo, como é do nosso cotidiano.

Quinto Distrito de São João da Barra, 04 de Fevereiro de 2014.

DIRETORIA DA ASPRIM

(Des) governador Sérgio Cabral e suas alianças mirabolantes: o perigo do cavalo de Tróia

Passada a falsa novela do sai-não-sai do PT de seu (des) governo, Sérgio Cabral agora anda exibindo múltiplas adesões na forma de concessões de secretarias a partidos como o PSD e o Solidariedade. Também anunciou a manutenção de um apoio que já tem, o do PDT de Carlos Lupi.

Se fosse no passado, onde o (des) governador fluminense tinha amigos bilionários e a a proteção da imensa maioria da mídia corporativa do Rio de Janeiro, essas adesões poderiam sinalizar fortalecimento. Mas agora que Fernando Cavendish e Eike Batista não são, digamos, impulsionadores das finanças de sua estratégia eleitoral, esses apoios conquistados estão mais para um imenso sinal de fraqueza.

De quebra, periga que Cabral esteja se tornando um troiano que aceita cavalos que trazem dentro as sementes de sua destruição. E como os troianos, Cabral só tem a si mesmo para culpar. Afinal, dinheiro federal para governar bem é que não faltou.

As vozes do Açu nos trazem denúncias e notas de dor e inconformidade com as injustiças cometidas

devolva

Tenho escrito muito sobre o que aconteceu aos agricultores do V Distrito que tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo por causa das desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) para serem entregues à empresa LL(X) (hoje PRUMO) do ex-bilionário Eike Batista.

Pois bem, não há nada que eu possa escrever que descreva tão bem o que aconteceu a muitos desses agricultores quanto o que é escrito por aqueles que vivenciaram tudo de perto. Abaixo segue mais um testemunho da agricultura Elza Toledo sobre o que aconteceu a seu pai e a outros agricultores do V Distrito de São João da Barra.

Para aqueles que acham que eu exagero nas tintas, deixo o convite para que leiam o dramático testemunho de elza Toledo. Talvez ai as pessoas que acham que sou contra o Porto do Açu vão começar a entender que minha contrariedade é com as arbitrariedades que foram cometidas contra centenas de famílias de trabalhadores agrícolas, usando o porto apenas como desculpa para uma forma estatizada de grilagem de terras.

O testemunho de Elza Toledo sobre as arbitrariedades cometidas contra seu pai e outros agricultores do V Distrito

É muito bom saber que as coisas começaram a acontecer e que a justiça está agindo em prol dos agricultores. No meu comentário anterior falei do infarto sofrido pelo meu pai , mas não mencionei o que fizeram na terra quando desapropriada. Tinha uma plantação de 40 mil pés de abacaxi na mesma . Meu pai não colheu nenhum! A terra era cercada e foi totalmente aberta na desapropriação .Isso fez  a lavoura ficar exposta , além do mais não era permitido a nossa entrada. Havia 400 metros de cerca e 5 dúzias de mourão tratado, os mesmos sumiram!

Não foi só a terra do meu pai que a desapropriação foi feita dessa maneira, em outras desapropriações  lavouras inteiras foram totalmente destruídas com os maquinários de quem executou, em alguns casos até uso de violência, pois as pessoas não aceitavam ver  a destruição de lavouras inteiras com tantas pessoas passando fome. Algumas pessoas plantavam para seu próprio sustento e de sua família, pois a lavoura é o único meio de sobrevivência para alguns.

Meu pai tem esperança de  ter da justiça a terra de volta já que sua documentação está em dia e ele não foi indenizado. Eu pergunto será que isso vai acontecer? Onde foi parar o material da cerca? Meu pai vai ser indenizado por tudo isso ? E  o sofrimento , humilhação que não só a minha família sofreu mas todas que moram no V Distrito ?