Exame: MMX demite cerca de 120 funcionários, diz sindicato

A companhia enfrenta dificuldades financeiras em meio à retração dos preços do minério de ferro e em função de restrições operacionais

Mariana Sallowicz, do

Divulgação

Obras do Superporto Sudeste, da MMX, em outubro de 2012

MMX: procurada pela reportagem, a empresa ainda não se pronunciou

Rio – A MMX, mineradora de Eike Batista, começou a demitir na última sexta-feira cerca de 120 funcionários de um total de 420 trabalhadores das minas de Serra Azul (MG), de acordo com o presidente do Sindicato Metabase de Brumadinho, Agostinho José de Sales.

A companhia enfrenta dificuldades financeiras em meio à retração dos preços do minério de ferro e em função de restrições operacionais.

“Já enviamos um ofício para a empresa solicitando o cancelamento das demissões e hoje à tarde vamos encaminhar um pedido de intermediação ao Ministério do Trabalho e Emprego. Queremos uma reunião urgente com a MMX”, afirmou Sales.

Segundo o presidente do sindicato, um diretor da companhia o atendeu na sexta-feira e confirmou as demissões em áreas ligadas à produção.

Os funcionários retornaram naquele dia de férias coletivas, que começaram no início de setembro.

Procurada pela reportagem, a empresa ainda não se pronunciou.

Sales foi informado que haverá uma reunião nesta terça-feira com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) para buscar uma solução para o problema.

Também haverá vistoria do Ministério Público do Trabalho, disse ele. Em fevereiro, a secretaria embargou a mina “Tico Tico” por estar localizada em área próxima a cavidades de relevância ambiental.

Segundo o sindicalista, a posição da empresa sobre os demais trabalhadores será anunciada após os encontros, provavelmente na quarta-feira.

As restrições foram impostas até que se definam as áreas de proteção de determinadas cavidades existentes em alguns setores de lavra, informou a empresa em agosto, quando anunciou as férias coletivas.

A empresa anunciou em comunicado, também em agosto, que planeja apresentar novo modelo de negócios junto com a divulgação dos resultados do segundo trimestre, em 15 de outubro.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mmx-demite-cerca-de-120-funcionarios-diz-sindicato

Mineradora de Eike Batista começa a demitir em Minas Gerais

MMX

 Agência O GLOBO, Glauce Cavalcanti

RIO — A MMX, mineradora de Eike Batista, começou a demitir nesta sexta-feira, afirma Agostinho José de Sales, presidente do Sindicato Metabase de Brumadinho (MG). A companhia, continua ele, anunciou em reunião realizada esta tarde em Belo Horizonte a dispensa de 120 funcionários ligados à operação do complexo minerário de Serra Azul.

Os funcionários voltaram ontem ao trabalho, após um período de 30 dias em férias coletivas. A medida teria sido tomada, segundo a MMX, por conta da retração no preço do minério de ferro no mercado internacional e restrições operacionais da empresa. Com isso, as atividades em Serra Azul foram paralisadas. Em fevereiro último, a lavra foi suspensa em parte da mina por decisão da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

— A empresa está parada. Mas não vão demitir todo mundo. Na terça-feira, o Ministério Público do Trabalho fará uma vistoria na mina — explica Sales. — A posição da MMX sobre os demais funcionários só deve ser anunciada depois disso.

A mineradora trabalhava com a possibilidade de que o embargo à lavra no complexo minerário de Serra Azul pudesse ser suspenso até a data prevista para o retorno dos colaboradores ao trabalho, disse Renato Gonzaga, gerente de Relações com Investidores da MMX, na semana passada. Na ocasião, ele afirmou ainda que caso isso não se confirmasse, a companhia avaliava dar férias remuneradas aos funcionários no mês de outubro, reconhecendo que sem operar o passivo da empresa cresce.

A Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, no entanto, diz que o embargo não será retirado até que todos os questionamentos ambientais sejam esclarecidos. A interdição das operações de lavra foi pedida após a identificação de danos causados a pequenas cavernas subterrâneas na área da mina. O órgão solicitou à mineradora estudo que avaliasse a relevância dessas cavidades. O documento entregue pela MMX não respondeu por completo às questões levantadas, de acordo com a Secretaria. A companhia precisou entregar novo relatório explicativo, detalhando esclarecimentos sobre outros 40 itens. O prazo para análise deste material, que chegou ao órgão ambiental mineiro na semana passada, é de até 120 dias.

A conduta da MMX nas negociações com a Secretaria mineira de Meio Ambiente parece ter mudado, afirma uma fonte próxima: “Antes, eles tinham pressa. Traziam todas as informações rapidamente, pois diziam que não podiam fechar a mina. Agora, o discurso é que não aguentam mais a situação devido à crise do minério de ferro. Estão mais lentos”. Levando em conta o número de trabalhadores e famílias impactadas pelo entrave operacional, continua a fonte, seria viável fechar um acordo para solucionar a questão ambiental. O problema incluiria, porém, outros fatores afetando a saúde financeira da mineradora.

O preço do minério de ferro segue caindo no mercado internacional. Até ontem, a queda acumulada no ano chegava a 39%, valendo US$ 81,40 a tonelada seca. No início de 2014, saía a US$ 133,41. As ações da MMX também perderam mais de 88% em valor desde janeiro. Hoje os papéis estão cotados a R$ 0,48. No mercado, crescem os rumores de que a empresa estaria perto de entrar em recuperação judicial.

O Sindicato Metabase de Brumadinho se esforça para conter as demissões na MMX. Para isso, protocolou documento solicitando o cancelamento das dispensas de trabalhadores. Vai aguardar o posicionamento formal da mineradora para solicitar uma reunião de urgência junto à Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais.

— Não recebemos queixas de trabalhadores demitidos. Muitos pediram para serem incluídos na lista de corte. Eles temem que a empresa quebre, e que eles fiquem sem receber o que têm direito — conta Sales.

Procurada, a companhia ainda não se manifestou.

A divulgação dos resultados da MMX relativos ao segundo trimestre deste ano está marcada para o próximo dia 15. Na data deve ser também anunciado o novo plano de negócios da mineradora. Eike segue como controlador da companhia, com 57,42% do capital.

FONTE: http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/other/mineradora-de-eike-batista-come%C3%A7a-a-demitir-em-minas-gerais/ar-BB8Cc7N

MMX, de Eike Batista, dá férias coletivas e suspende produção em mina em Minas Gerais

MMX vai rever planos para priorizar “iniciativas que geradoras de caixa

Marina Rigueira – Estado de Minas

 

 (Euler Junior/EM/D.A Press)

A mineradora MMX, controlada pelo empresário Eike Batista, divulgou fato relevante ao mercado nesta quarta-feira informando que a controlada, MMX Sudeste Mineração S.A., unidade industrial produtora de minério de ferro localizada na região de Serra Azul, situada nas cidades de Igarapé, Brumadinho e São Joaquim de Bicas, todas em Minas Gerais, vai conceder férias coletivas aos colaboradores envolvidos diretamente na operação, pelo período de 30 dias, iniciando-se a partir da primeira semana de setembro. Os setores responsáveis pela manutenção e conservação da Unidade Serra Azul, além do quadro administrativo, vão permanecer em atividade regular. 

A companhia vai revisar o atual plano de negócios com objetivo de priorizar as iniciativas geradoras de caixa, levando em conta a conjuntura de mercado, as necessidades de caixa de curto e médio prazos e a perspectiva econômico financeira do modelo de negócios da MMX.

De acordo com o comunicado, a concessão de férias coletivas aos colaboradores da Unidade Serra Azul, com a consequente paralisação temporária das atividades produtivas, mostrou-se necessária “em decorrência da prolongada e acentuada retração dos preços do minério de ferro no mercado internacional, bem como em função de restrições operacionais do órgão ambiental do Estado de Minas Gerais, impostas até que se definam as áreas de proteção de determinadas cavidades existentes em alguns setores de lavra”. 

A MMX informou ainda que está engajada em discussões com as autoridades competentes para encontrar uma solução para as mencionadas restrições operacionais e que permita o retorno de suas atividades operacionais no curto prazo. 

Durante o período, a companhia vai atuar na busca de redução de seus custos, otimização de recursos destinados à lavra e modernização das atuais instalações, “o que garantirão melhorias significativas de eficiência no volume e qualidade no retorno da operação, mitigando desta forma o impacto da retração de preços”, segundo informou no comunicado. 

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/08/20/internas_economia,560594/mmx-de-eike-batista-da-ferias-coletiva-e-suspende-producao-em-mina-em-minas-gerais.shtml

Valor: Ministério Público vai apurar danos ambientais da MMX em Serra Azul

serra azul

Por Marcos de Moura e Souza | Valor

BELO HORIZONTE  –  O Ministério Público Estadual de Minas Gerais instaurou um inquérito civil público para apurar danos ambientais que teriam sido cometidos pela MMX no projeto de minério de ferro Serra Azul.

O inquérito é um desdobramento de uma investigação que levou a promotoria a denunciar funcionários do governo de Minas por práticas de crimes que, segundo o órgão, favoreceram a mineradora de Eike Batista.

Em 10 de abril, o Ministério Público denunciou quatro funcionários ligados à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e também o ex-secretário Adriano Magalhães.

A Justiça determinou o afastamento de todos eles de suas funções públicas mesmo antes de decidir se aceita ou não a denúncia. Segundo escreveram os promotores, o grupo se associou “para o fim específico de cometer crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazer interesses pessoais e de terceiros”.

A denúncia foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na edição desta quinta-feira. Adriano Magalhães foi secretário do Meio Ambiente entre janeiro de 2011 e abril de 2014, quando o governador era Antonio Anastasia (PSDB). O secretário foi exonerado em 4 de abril — dias antes, portanto, de os promotores apresentarem a denúncia. Ele saiu no mesmo dia que Anastasia renunciou para poder disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Magalhães também integrava o conselho da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) indicados pel o governo de Minas. Ele estava no conselho desde dezembro de 2009. Seu mandato terminou no último dia 30 e ele não foi reconduzido ao cargo, informou a assessoria de imprensa de empresa.

As investigações do Ministério Público sobre Secretaria de Meio Ambiente rastrearam ações de funcionários em relação ao projeto da MMX desde pelo menos 2012. Na denúncia, consta que em julho daquele ano analistas ambientais da Superintendência Regional de Regularização Ambiental da Central Metropolitana (Supram) determinaram o embargo da operação da Mina Serra Azul, devido à degradação ambiental e os “impactos irreparáveis” que os trabalhos podiam causar numa área de cavernas na região do empreendimento.

O projeto de Serra Azul se estende pelo território de três municípios mineiros: Igarapé, Brumadinho e São Joaquim de Bicas. Em agosto de 2012, segundo o Ministério Público, a determinação do embargo chegou às mãos da subsecretária de Meio Ambiente, Maria Cláudia Pinto, então subsecretária Estadual de Gestão e Regularização Integrada. Ela ordenou que a obra não fosse embargada e, de acordo com a denúncia, ela procurou o secretário Adriano Magalhães. “Este, após alguma indecisão, determinou que não fosse efetivado o embargo devido e que ninguém fosse ao empreendimento da MMX Mineração Sudeste”, escreveram os promotores.

Os promotores incluíram na denúncia trechos de gravações telefônicas como forma de ilustrar o que consideram práticas irregulares na secretaria então comandada por Adriano Magalhães em favor da MMX.

Numa das conversas, Maria Cláudia diz a uma interlocutora: “E outra coisa também Dani, é que a gente fica o tempo inteiro blindando demais o Adriano, blindando demais a imagem do Estado”. E em seguida diz que a MMX  fez “uma lambança nas cavidades lá” e que a recomendação dos técnicos da Supram era “parar a MMX”.

No mesmo diálogo, Maria Cláudia diz que recomendou que esperassem. “Aí, um dia  eu conversava com o Adriano, ele: ‘Não, pode ir lá parar a MMX tem problema não’”. E continua ela: “Aí, no dia estava tudo combinado que eu avisava para ele, ‘Adriano, a gente [vai olhar] a MMX amanhã’. “Não, não, não, vai não!” “Não vai não, porque não sei o quê…” Ele falou isso umas quatro vezes, sabe?”

Os promotores escrevem na denúncia que “sem ter mais como sustentar a falta de fiscalização e embargo em relação à MMX, a associação criminosa teve que adotar alguma providência para mascarar suas omissões e retardamentos injustificados”.

Em dezembro de 2013 — mais de um ano depois da determinação não acatada do embargo — a secretaria ordenou uma fiscalização, que ainda no relato dos promotores, confirmou o impacto ambiental nas cavernas e que este foi agravado pelo fato de as atividades da MMX não terem sido embargadas.

Na denúncia, o Ministério Público não cita se a MMX teria exercido alguma influência sobre os funci onários da secretaria para que estes retardassem a vistoria e o embargo.

Promotores envolvidos no caso disseram ao Valor que somente depois de os denunciados terem prestado depoimentos é que o governo de Minas determinou o embargo de parte de uma área da mineração que fica num raio de proteção das cavernas.

Na quarta-feira da semana passada, dia 28 de abril, os promotores instauraram um inquérito civil público para apurar destruição e outros danos causados pela MMX a cavernas na área do empreendimento. No Ministério Público de Minas, segundo apurou o Valor, a avaliação é que inquérito poderá levar a empresa a ter de pagar uma indenização ou até suspender atividades que se mostraram danosas à estrutura das cavernas.

O Ministério Público abriu outras investigações referentes a questões ambientais no governo de Minas. Leonardo Bandeira, advogado de Magalhães e Maria Claudia, disse que a denúncia é baseada em “suposições” e que “não existe absolutamente nada de concreto que autorize o Ministério Público a chegar às conclusões que chegou”. O advogado disse ainda que a investigação foi arbitrária.

“O Adriano sequer foi intimado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos e a Maria Cláud ia, quando foi ouvida, não foi questionada sobre os fatos que estão na denúncia.” Bandeira disse que já encaminhou a defesa de ambos.

MMX

A MMX, por meio de nota, disse: “A MMX desconhece por completo o teor da denúncia em questão e esclarece que segue com suas operações na Unidade Serra Azul, obedecendo às recomendações determinadas pelo órgão licenciador”. A empresa ainda informou que ano passado produziu 5,4 milhões de toneladas de minério de ferro na Unidade Serra Azul.

O projeto foi formado com a aquisição de minas entre 2006 e 2007. O plano era elevar a produção para 29 milhões de toneladas por ano. A empresa chegou a fazer terraplanagem, comprar equipamentos pesados e a ter uma licença de instalação. Mas a crise no grupo de Eike Batista obrigou a direção da MMX rever o projeto e hoje, se conseguir um novo sócio, planeja ampliar a produção para 15 milhões de toneladas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais afirmou em nota que está reunindo as documentações correlacionados aos fatos para a apuração devida no âmbito administrativo. “Esclarece ainda que, tão logo noticiada a denúncia do Ministério Público, foram procedidas as exonerações dos envolvidos, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.”

(Marcos de Moura e Souza | Valor )

FONTE:http://www.valor.com.br/empresas/3575788/ministerio-publico-vai-apurar-danos-ambientais-da-mmx-em-serra-azul#ixzz33oBSwdiB

Prejuízo da MMX cresce 1.100% em um ano e bate R$ 1,2 bilhão

mmx

SÃO PAULO – O prejuízo da MMX Mineração (M M XM 3 ) cresceu 1.100% entre o terceiro trimestre de 2012 e de 2013, comunicou a empresa nesta sexta-feira (29), atingindo os R$ 1,21 bilhão. A companhia foi a última do Ibovespa a divulgar seu balanço.

A empresa viu uma queda de 30% no patrimônio líquido, que caiu de R$ 2,5 bilhão para R$ 1,75 bilhão. A mineradora atingiu receita líquida de R$ 339 milhões, alta de 38% se comparada com o mesmo período do ano passado.O Ebitda (Lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 69,8 milhões, levando a Margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) para 20,6% negativos.

“Este foi um trimestre de realizações importantes para a MMX, fundamentalmente orientadas para reposicionamento estratégico da Companhia. Diante de um cenário desfavorável de crédito, a diretoria manteve as mesmas diretrizes do trimestre anterior, buscando preservar ao máximo o caixa da empresa sendo obrigada a praticamente parar as obras de implementação do projeto Serra Azul bem como desacelerar as atividades do Superporto Sudeste”, afirmou o management da companhia.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mmxmineracao/noticia/3082849/prejuizo-mmx-cresce-100-ano-bate-bilhao