Qual é a sustentabilidade que a Prumo quer?

A simpática assessoria de imprensa me enviou, e coloco abaixo, uma nota sobre a liberação de 50 tartarugas (!!) na Praia de Atafona, e de atividades de educação ambiental sobre a Toninha no Espaço da Ciência que existe em São João da Barra.

Afora a imprecisão temporal de afirmar que a Prumo Logística realiza esse trabalho desde 2008, o que não é verdade já que a empresa nem existia até a crise agônica que consumiu o Grupo EBX de Eike Batista em 2013, tenho que notar a ironia que é, por um lado, disseminar ações de sustentabilidade ambiental e, por outro, contratar um “expert” para produzir um relatório cientificamente questionável para se eximir de qualquer responsabilidade sobre o processo erosivo que hoje abala parte da costa litorânea nas áreas de influência direta e indireta do Porto do Açu.

Essa postura me leva a pensar se há um mínimo de sentido de propagandear essa ação de mitigação usando as simpáticas tartarugas como bandeira para uma suposta responsabilidade ambiental corporativa, enquanto milhares de famílias vivem abandonadas no sobressalto causados pelos vários impactos (erosão, salinização, desapropriação de terras) trazidos pela instalação do Porto do Açu. 

Afinal, o que vem primeiro na sustentabilidade que a Prumo Logística nos vende: as pessoas, as tartarugas ou a necessidade de valorizar suas ações?

Prumo realiza soltura de tartarugas marinhas

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A Prumo realizou nesta quinta-feira (22) a soltura de cerca de 50 filhotes de tartarugas marinhas na praia de Atafona. A ação foi realizada pela equipe da Gerência Socioambiental da Prumo que desenvolve o programa de monitoramento de tartarugas marinhas na região. Cerca de 60 crianças e adolescentes, que integram o projeto Botinho, acompanharam a soltura e receberam informações sobre a forma de vida e preservação desta espécie ameaçada de extinção.

Como parte dessa ação de educação ambiental, o grupo participou ainda de palestra no Espaço da Ciência, em Atafona, sobre a Toninha, uma espécie de golfinho também ameaçada de extinção. Eles receberam dicas de preservação e informações sobre as ameaças a esses animais, como redes de pesca e o lixo no mar. O encontro também informou sobre fotopoluição nas praias e seu impacto às tartarugas.

Desde 2008, a Prumo realiza o programa de monitoramento de tartarugas marinhas com atendimento a diretrizes técnicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – Tamar e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA). Diariamente, 11 moradores locais que participam como monitores percorrem 62 km de praia, entre Atafona e Barra do Furado, registrando qualquer ocorrência relativa às tartarugas marinhas, coletando dados e gerando um conjunto de informações importantes para o manejo e preservação desta espécie.

FONTE: Assessoria de Imprensa da Prumo Logística