Jornal Terceira faz matéria sobre crise na UENF

Alunos da Uenf fazem paralisação nesta segunda por atraso de bolsas

Estudantes afirmam que todas as bolsas da universidade estão com atraso no repasse

Alunos participaram de uma reunião no início desta tarde (Foto: Priscilla Alves)

Bolsistas da Universidade Estadual Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) fizeram uma paralisação nesta segunda-feira (11) por causa do atraso no repasse de verbas. Segundo eles, todas as bolsas estão com os repasses atrasados. Os alunos se reuniram na porta do restaurante universitário no início desta tarde para discutir os rumos da paralisação. Segundo eles, a partir de hoje as atividades na Uenf estão paralisadas e a partir das 6h desta terça-feira (12), eles vão ocupar a entrada da instituição de ensino para impedir a entrada e o funcionamento.

Além do ato nesta segunda, os 18 bolsistas do programa de residência veterinária do Hospital Veterinário da Uenf já haviam paralisado as atividades desde a última sexta-feira (8). Eles trabalham 60 horas por semana e atendem mais de mil animais por mês. Atualmente, o hospital funciona com professores e técnicos, mas o número de atendimentos foi reduzido.

“Os nove bolsistas mais antigos estão sem receber há três meses e quem entrou agora, há dois meses, ainda não recebeu também. Optamos pela paralisação e vamos ficar até sexta sem realizar nossas atividades ou até que saia a bolsa ou alguma notícia”, contou a veterinária Milene Botelho Bartolasi.

Segundo informações do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a paralisação já havia sendo tema de discussão entre os alunos por causa dos atrasos, mas uma possível interrupção dos serviços de funcionários do restaurante universitário, nesta segunda, agravou a situação.

“Funcionários do bandejão ameaçaram parar porque também estão sem receber, mas desistiram depois de uma negociação com a reitoria. Estudantes estão passando necessidades por causa do atraso das bolsas e aqui na Uenf tivemos um corte de cerca de R$ 35 milhões sem nenhuma justificativa. Temos estudantes que a única refeição do dia que fazem é aqui no bandejão”, desabafou Gilberto Gomes, um dos diretores do DCE.

Estudantes de doutorado, que recebem bolsas de R$ 2.300 também estão sem receber e com atividades acadêmicas prejudicadas.

“São cerca de R$ 7 mil atrasados no somatório para cada aluno de doutorado. Precisamos prestar conta das nossas atividades e não podemos ficar sem verbas. É complicado porque não temos uma posição e a reitoria não diz nada. A situação está insustentável. A maioria dos alunos não é da cidade e tem muitos gastos para ficar aqui. Não estamos conseguindo honrar nossos compromissos”, comentou o doutorando Gabriel Taveira.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a reitoria da Uenf e com a secretaria Estadual de Fazenda, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.

Fonte: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/69327/alunos-da-uenf-fazem-paralisacao-nesta-segunda-por-atraso-de-bolsas

Terceira Via: Moradores do 5º Distrito de SJB querem a anulação de desapropriações

Comunidade fez uma reunião e vai cobrar dos candidatos ao governo do estado um posicionamento sobre o caso

A ASPRIM, organização social que organiza a resistência dos agricultores do 5º Distrito contra as desapropriações promovidas pelo governo para beneficiar a construção do Superporto do Açu, realizou uma reunião no domingo (7 de setembro), para discutir os próximos passos.

A reunião teve como objetivo a apresentação de novas denúncias contra a ação de servidores da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN), que estariam pressionando agricultores com propriedades próximas da localidade de Campo da Praia a se retirarem de suas propriedades, mesmo antes que a justiça do município decida pela desapropriação.

Os moradores estariam sendo pressionados a aceitarem a remoção para unidades habitacionais que seriam construídas pela Prumo Logística na Vila da Terra. Agricultores afetados não querem sair de suas propriedades. Outro problema é que a ida para a Vila não seria garantida pela entrega de uma escritura, mas por um documento de posse.

Após discutir os passos a serem tomados para continuar o processo de resistência, especialmente em face das novas denúncias apresentadas contra a Codin, os moradores decidiram preparar um documento que será apresentado aos candidatos ao governo do estado do Rio, exigindo a anulação dos decretos de desapropriação.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste_fluminense/55169/#prettyPhoto