Portal OZK: mais de 500 trabalhadores param no Porto do Açu por falta de pagamento

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 Por  Leonardo Ferreira

Mais de 500 trabalhadores cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (11) no Complexo Portuário do Açu, 5º Distrito de São João da Barra, alegando falta de pagamento.

De acordo com apuração da reportagem do Portalozk.com , os funcionários cobram salário atrasado a empresa Engesique.Estamos trabalhando há uma semana já sem salário e ontem foi a gota d’água, eles mentiram pra gente dizendo que o dinheiro estava na conta, mas fomos ver e não estava. Hoje nós paramos e só vamos voltar quando o dinheiro estiver na conta“, disse um funcionário a reportagem do Portalozk.com .Além do salário atrasado há uma semana, há também atraso PLR de dois meses.

ATUALIZAÇÃO – A empresa reconheceu que o pagamento não estava na conta dos funcionários e liberou todos, informando que o banco havia dito que creditaria os salários ainda hoje.

FONTE: http://www.portalozk.com/vaf/noticias/economia/mais-de-500-trabalhadores-param-no-porto-do-acu-por-falta-de-pagamento/1601/

Manifestação denuncia salário abaixo do mínimo e fraudes no MC Donald’s  

Em São Paulo, mais de duas mil pessoas ocuparam o vão do livre do Masp e, com um caixão de Ronald MC Donald’s, máscaras e figurantes identificados com o personagem, saíram em passeata até a frente de duas franquias da empresa

Por Leonardo Severo, De São Paulo (SP)

Os trabalhadores do MC Donald’s realizaram nesta quarta-feira (15) o Dia de Ação Global “Sem direitos não é legal”, denunciando atropelos e abusos promovidos pela rede de fast-food estadunidense em mais de 40 países. Em São Paulo, mais de duas mil pessoas ocuparam o vão do livre do Masp e, com um caixão de Ronald MC Donald’s, máscaras e figurantes identificados com o personagem, saíram em passeata até a frente de duas franquias da empresa.

mc donalds - jornalistas livres

O descumprimento dos acordos coletivos e agressões às condições de saúde e segurança da categoria, reiterou Alci, têm sido práticas rotineiras que, embora denunciadas pelas entidades sindicais, muitas vezes não vêm tendo a devida atenção da Justiça.“No Brasil, os trabalhadores do MC Donald’s recebem menos de um salário mínimo, tem jornada móvel variada, acúmulo de função sem a devida remuneração, a empresa não reconhece a insalubridade de várias funções, não remunera horas extras, retira intervalo de descanso e refeição, frauda holerites e ainda utiliza mão de obra de adolescentes em repugnantes atividades insalubres”, denunciou Alci Matos Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comércio e Serviços (Contracs/CUT).

“A realidade é que há um grande número de trabalhadores jovens, de 16, 17 anos, que pela própria pressão do primeiro emprego acaba sofrendo com o enorme assédio. São colocados num sistema de rodízio em que se multiplicam os cortes e queimaduras na chapa quente e nas fritadeiras”, denunciou.

Arroucho salarial

O presidente da Contracs lembra que apenas quatro hambúrgueres vendidos pagam um trabalhador, tamanho o arrocho salarial a que os trabalhadores são submetidos. “Para piorar, como os companheiros não tem vale-refeição ou subsídio, muitas vezes sua alimentação é feita com base em refrigerantes e lanches da própria empresa”, enfatizou Alci.

A jornada de trabalho da categoria é de 44 horas semanais, mas, nos momentos em que a demanda é menor, os funcionários são encaminhados para uma “sala de espera”, e o tempo que passam ali não é contado como horário de trabalho, denunciou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Lanchonetes e Restaurantes de São Paulo e Região, Francisco Calasans. “A CLT prevê, no artigo 4º, que o trabalhador é remunerado enquanto aguarda ordem para entrar em serviço”, enfatizou, alertando para a ilegalidade.

De acordo com o presidente da Federação Regional dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes e Fast-Foods do Estado de São Paulo (Ferthoresp), Cícero Lourenço Pereira, “a jornada móvel variável é um dos maiores abusos aplicados pela rede estadunidense, pois o trabalhador fica parado numa sala ao lado, esperando para ser chamado e ficando sem ganhar”.

“Já ganhamos uma ação civil no Ministério Público de Pernambuco, mas mesmo assim a empresa continua descumprindo a legislação brasileira. Em São Paulo, o MC Donald’s chegou a fundar um sindicato para burlar a convenção coletiva e rebaixar salário”, denunciou.

  Concentração no vão livre do MASP, em São Paulo. Foto: Jornalistas Livres.

Segundo Cícero, a ação movida pelo Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo – que é quem representa a categoria e foi uma das entidades que comandou a mobilização desta quarta-feira – já supera os R$ 200 milhões. “Para não ter de pagar o que é devido aos trabalhadores a empresa formou outra entidade”, condenou.

Mobilização internacional

Lançada no final de fevereiro no Brasil, a Campanha Internacional do Trabalho Decente no McDonald’s conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), que exigem respeito à legislação e o fim da impunidade.

Maior rede de fast-food do Brasil, onde controla 60% do mercado de comida rápida, a multinacional estadunidense é uma das maiores empregadoras, com cerca de 50 mil trabalhadores, grande parte deles submetidos a condições degradantes. Na América Latina, a rede está presente em mais de 20 países, com mais de duas mil lanchonetes e 90 mil trabalhadores, onde especialistas projetam receita de US$ 2 bilhões anuais – metade dela no Brasil.

“Ao mesmo tempo em que estamos aqui para engrossar o ato pelo trabalho decente no MC Donald’s, fortalecemos a mobilização contra o Projeto de Lei 4330, da terceirização, e as Medidas Provisórias 664 e 665, que mudam para pior as regras para concessão do auxílio-doença e pensão por morte, além de dificultarem o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial”, declarou Luiz Gonçalves, presidente estadual da NCST.

Na avaliação do presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Antonio Felicio, “as centrais sindicais brasileiras estão de parabéns pela unidade demonstrada em defesa dos direitos dos trabalhadores”. “Como deixou claro o nosso Congresso de Berlim, jamais vamos abrir mão de direitos, precisamos fortalecer nossa organização e a mobilização para ampliar avanços”, sublinhou.

As entidades sindicais entraram com uma ação civil pública contra o McDonald’s, denunciando que a agressão à legislação trabalhista é uma prática de concorrência desleal por meio de “dumping social”. A ação reivindica que a multinacional fique impedida de abrir novas lojas no país até que cumpra a lei. No mesmo sentido, foi enviada ação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para que sejam apuradas as denúncias.

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/31832

Entrada prinicipal do Porto do Açu “trancada” por protesto de trabalhadores

O site jornalístico Quotidiano baseado em São João da Barra colocou no ar, e eu já verifiquei com fontes locais no V Distrito, o fechamento da entrada principal de acesso ao interior do canteiro de obras do Porto do Açu.

Esse novo protesto de trabalhadores precisa ser mais bem esclarecido, mas é sinal de que como no caso de outros megaempreendimentos, o Porto do Açu está sob o choque da situação real da economia brasileira. No caso do Porto do Açu, o problema é agravado pela baixíssima cotação do minério de ferro cuja exportação seria uma das âncoras econômicas do empreendimento.

Protesto nas imediações do Complexo Portuário do Açu

Segundo informações extraoficiais, o protesto foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos devido às novas leis medidas econômicas do governo Dilma.

 Victor Azevedo
victor.azevedo@quotidiano.com.br

A manifestação que fechou alguns acessos ao Porto do Açu na manhã desta quarta-feira, 28, acabou agora pouco. O protesto foi realizado pela empresa Integra Offshore.Segundo informações extraoficiais, o protesto foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos devido às novas medidas econômicas do governo Dilma.

Mais informações a qualquer momento.

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1931/protesto-nas-imediacoes-do-complexo-portuario-do-acu

 

Pelotão de Choque ataca trabalhadores do estaleiro EISA na Ilha do Governador

Trabalhadores em greve do Estaleiro da Ilha S/A (EISA), que estão mobilizados por causa da falta do pagamento de salários e de outros direitos trabalhistas, foram atacados hoje pela Polícia Militar na Ilha do Governador. Essa ação da PM revela um padrão mais amplo de repressão social do que alguns analistas estavam cinicamente relacionando à prevenção de atos violentos contra a Copa do Mundo da FIFA.

O que transparece é que o (des) governo Pezão está decidido a manter uma aparência de calma que possibilite a sua máquina eleitoral passar por cima da realidade social estabelecido no nosso estado.

O problema para Pezão e seus parceiros eleitorais é que a realidade está sendo maior que a máquina de propaganda. Dai que a PM está sendo então colocada para reprimir a tudo e a todos. Vamos ver até onde vai essa escala de violência, pois todas as evidências apontam para o fato de que nem toda essa repressão está conseguindo arrefecer os ânimos da juventude e dos trabalhadores.

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Indústria farmacêutica é condenada em R$ 1 bi por contaminação de trabalhadores

Reprodução

De 80 ex-funcionários da multinacional Eli Lilly que se submeteram a exames de sangue, apenas três não apresentaram contaminação, embora existam suspeitas

 

Do portal EcoDebate

A multinacional do ramo farmacêutico Eli Lilly e sua subsidiária brasileira Antibióticos do Brasil Ltda (ABL) foram condenadas em R$ 1 bilhão devido à contaminação de trabalhadores a substâncias tóxicas e metais pesados, em uma fábrica no município de Cosmópolis (SP). 

De 80 ex-funcionários que se submeteram a exames de sangue, apenas três não apresentaram contaminação, embora existam suspeitas, segundo o médico toxicologista Igor Vassilieff. 

A sentença da juíza Antonia Rita Bonardo, da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia (SP), em ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT), também obrigou as empresas a custearem o tratamento integral de saúde a todos os empregados, ex-empregados, autônomos e terceirizados que prestaram serviços no período mínimo de seis meses no complexo industrial. A decisão abrange os filhos dos trabalhadores, nascidos no período ou após a prestação de serviços. 

“Tenho na minha corrente sanguínea a presença de metais pesados como chumbo, arsênico, alumínio, titânio e mercúrio. Por conta disso, desenvolvi um câncer renal e tive que remover o rim direito, com perda de funcionalidade do esquerdo e repercussão no fígado. Também tenho problemas nas glândulas suprarrenais e nas artérias”, aponta Elias Soares Vieira, ex-trabalhador da Lilly. 

Processos individuais 

Segundo o trabalhador, cerca de 500 pessoas passaram pela fábrica desde 1977, quando iniciou suas operações em Cosmópolis (SP). De lá pra cá, todas as vítimas estão recebendo tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que a empresa não admite a contaminação de seres humanos na planta e, por isso, não se responsabiliza pelo custeio do tratamento de saúde. Já há ao menos 70 processos individuais contra a Eli Lilly na Justiça do Trabalho. 

De acordo com a decisão, a Eli Lilly e a ABL também estão proibidas de enterrar resíduos tóxicos no solo e de explorarem atividade econômica no parque fabril pelo período de um ano. A medida deve ser tomada por causa da degradação ambiental pela contaminação por produtos químicos no solo, na água e no ar. O MPT acompanhará a delimitação da área a ser isolada. 

Indenizações 

A Justiça determinou a indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 milhões, conforme solicitado pelo MPT. Desse montante, o total de R$ 150 milhões será destinado a uma fundação para prestação de assistência aos trabalhadores expostos a riscos de contaminação, que deve ser criada no prazo de um ano. O objetivo da fundação é o de propiciar “acompanhamento, diagnóstico, medidas preventivas e tratamento” dessas pessoas. 

Outros R$ 100 milhões serão destinados para a aquisição de bens para o Hospital das Clínicas da Unicamp, Hospital Celso Pierro e Centro Infantil Boldrini, necessários para “diagnosticar e tratar os danos decorrentes da exposição a agentes tóxicos”. Os demais R$ 50 milhões serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Há ainda mais R$ 700 milhões como valor estimado de custeio das empresas com o tratamento de saúde dos trabalhadores, totalizando a indenização em R$ 1 bilhão. 

As empresas foram alvo da uma ação civil pública em 2008, movida pelo procurador do Trabalho Guilherme Duarte da Conceição. O processo foi ajuizado após um inquérito que apontou as consequências da exposição de funcionários a produtos nocivos à saúde e a gases e metais pesados decorrentes da queima de lixo tóxico de outras fábricas. 

Ônus 

O MPT solicitou na ação a inversão do ônus da prova, ou seja, que a empresa seja obrigada a apresentar provas de que o meio ambiente do trabalho não contaminou os empregados. 

Os laudos técnicos apontam a presença de substâncias perigosas nas águas subterrâneas no terreno da fábrica, tais como benzeno, xileno (solvente), estireno (usado para a fabricação de veneno contra ratos), naftaleno (também conhecido como naftalina), tolueno (caracteriza a cola de sapateiro), omeno e isopropil benzeno. 

Por conta disso, as próprias empresas realizaram uma autodenúncia à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), admitindo a contaminação da água e do solo da região. Há processos ativos contra as companhias em outros ramos do Judiciário. 

Em caso do descumprimento de qualquer item da sentença, incluindo indenizações e obrigações impostas pelo juízo, as rés pagarão multa de R$ 100 mil por dia, também reversível ao FAT. 

Cabe recurso no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas. Processo nº 0028400-17.2008.5.15.0126.

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/28525

Ururau: Operários amargam não cumprimento de trabalho no Porto do Açu

Vinte e cinco operários e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção Civil e Imobiliária (Sticoncim) foram parar na 134ª Delegacia Legal de Campos na tarde desta terça-feira (14/05), para registrar Boletim de Ocorrência contra a empresa K Mendes Construções por descumprimento de compromisso com os trabalhadores firmado junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Oriundos do Maranhão e da Bahia, os operários chegaram a São João da Barra no dia 05 de abril com a promessa de trabalho da referida empresa, para atuarem no Porto do Açu, como armadores, mas de acordo com o presidente do Sticoncim, José Carlos Eulálio, eles nem chegaram a iniciar o serviço, ficando a disposição da empresa por 30 dias, a qual agora não quer assumir a responsabilidade sobre eles.

No Termo de Ajustamento assinado pelo supervisor administrativo, Luís Carlos de Mendonça, a K Mendes Construções fechou acordo onde se responsabilizou a pagar o salário [pelos 30 dias que ficaram alojados em pousadas por conta da empresa], o equivalente a R$ 30.190.09, e o valor das passagens de vinda e da volta para suas cidades de origem, que foi orçado em R$ 23.668,50, totalizando um crédito dos trabalhadores para com a empresa de R$ 53.858,89. O prazo para o pagamento era até dia 12 deste mês, mas a empresa não cumpriu. A K Mendes é subcontratada pela empresa espanhola FCC, que por sua vez tomou para si a responsabilidade de efetuar o pagamento nesta quarta-feira (14/05), mas também descumpriu o acordo.

“Espero que o Ministério do Trabalho, enquanto órgão defensor, se posicione contra a empresa porque ela diz que não vai pagar e o sindicato não tem como arcar com o custo desses funcionários. O subdelegado do MTE não honrou em acompanhar os trabalhadores”, disparou José Carlos Eulálio.

Ainda de acordo com Eulálio o descumprimento gera multa no valor de um salário mínimo prevista do artigo 477, que é atraso de rescisão contratual. “A empresa alega que não reconhece para pagamento os 25 trabalhadores porque os nomes não constam na lista da contratante, mas também não deu nenhum posicionamento do que vai fazer com eles”, disse acrescentando que ao todo eram 191 trabalhadores, porém 166 receberam seus direitos trabalhistas e já retornaram para seus estados.

Desde que chegaram a São João da Barra, os operários estavam hospedados em pousadas de Grussaí e na sede do município, mas o contrato com esses estabelecimentos, assim como fornecedores de alimentação, também venceram nesta quarta-feira, não tendo os trabalhadores onde dormir e fazer as refeições.

Francisco Carvalho de Jesus, de 36 anos, é natural de São Luís do Maranhão. Ele, que foi contratado para trabalhar como armador, relatou que recebeu um telefonema do supervisor da empresa pedindo que conseguisse 20 operários para fazer o mesmo serviço no Porto do Açu. “Viemos para cá com dinheiro do nosso bolso, mas com a promessa de seremos reembolsados. Chagando aqui, além de fazer o exame admissional, recebemos treinamento, e um funcionário recolheu nossas carteiras de trabalho, mas 12 dias depois as devolveu sem assinar alegando que a empresa estava passando por problemas”, contou Francisco.

O trabalhador explicou ainda que foram orientados a permanecerem nas pousadas aguardando que seriam reembolsados pelo valor da passagem e os dias que ficaram alojados, mas isso não aconteceu. “Estamos todos na mesma situação, com a família esperando lá no Maranhão e na Bahia e sem ter como voltar”, desabafou.

Após saírem da 134ª DL, trabalhadores e representantes do Sticoncim foram para a frente da sede do Ministério Público do Trabalho (MTE), mas até a publicação desta matéria não haviam sido recebidos pelos responsáveis pelo órgão.

A equipe do Site Ururau tentou contato, por telefone, com Clóvis Santarém, mas não obteve êxito. O mesmo procedimento foi adotado com as empresas K Mendes Construções e FCC, mas também não conseguimos resposta.

O Diário: Trabalhadores do Açu prestam queixa-crime

O Diário

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Um grupo de 25 trabalhadores prestou queixa-crime contra a empresa K-Mendes, que presta serviços de Recursos Humanos para FCC Tarrio, do Porto do Açu, nesta quarta-feira (14) na 134ª Delegacia Legal (DL/Centro). Eles alegam que a empresa K-Mendes não pagou os salários, além dos direitos trabalhistas em função de uma rescisão contratual. Os trabalhadores estavam acompanhados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO), José Carlos da Silva Eulálio. 

Na última segunda-feira, uma manifestação já havia sido realizada no Porto do Açu por conta destes salários não pagos. A promessa da empresa era de que o pagamento seria efetuado nesta quarta-feira (14), o que não aconteceu.

Os 25 trabalhadores que estiveram na delegacia nesta quarta estavam hospedados em pousadas em São da Barra à disposição da K-Mendes. A empresa FCC Tarrio havia se comprometido a repassar o dinheiro para a K-Mendes a fim de que a indenização fosse paga. 

Um grupo de trabalhadores da mesma empresa chegou a receber parte dos direitos e esperava receber o restante hoje, assim como os outros.

Segundo José Eulálio, o próximo passo agora será acionar o Ministério do Trabalho para denunciar as empresas.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/trabalhadores-do-acu-prestam-queixa-crime-11580.html

 

 

Câmara de Vereadores de Niterói convoca audiência pública contra demissões no COMPERJ

A Câmara de Vereadores de Niterói decidiu realizar uma audiência pública sobre as demissões ocorridas no COMPERJ após a greve dos trabalhadores. A audiência vai ocorrer no dia 16/05 a partir das 18:00 horas na sede da Câmara em Niterói. 

Esta audiência ocorre num momento em que se estima que 6.000 trabalhadores foram demitidos após a greve, inclusive trabalhadores com estabilidade no trabalho em função de sua participação em Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs).

Abaixo segue a convocação para este importante audiência.

comperj

Audiência pública expõe gravidade das violações decorrentes do Comperj e omissão e desrespeito do Executivo e da Petrobras  

Petrobras, responsável pelas obras do Complexo Petroquímico, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério de Minas e Energia (MME) foram convidados para a audiência, mas não compareceram.

Na última quinta-feira (07) foi apresentado em audiência pública na Câmara dos Deputados o relatório “Indústria do Petróleo e Conflitos Ambientais na Baía de Guanabara: o caso do Comperj”. O documento é resultado da Missão que aconteceu nos meses de dezembro de 2012 e fevereiro de 2013 pela Relatoria do Direito Humano ao Meio Ambiente, da Plataforma de Direitos Humanos (Dhesca Brasil).

A audiência foi realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara e presidida pelo Deputado Federal Chico Alencar (PSOL/RJ).

Ausências

“O MME dizer que considerando as suas atribuições e competências não teria nenhuma contribuição especial para engrandecer o debate e não enviar ninguém é um desrespeito em primeiro lugar à população em geral, à população do Rio de Janeiro em particular, ao parlamento e à sociedade civil e aos movimentos aqui representados”, afirmou Chico Alencar. O MME sugeriu que a Petrobras seria mais apropriada para participar da audiência, levantando questionamentos em torno das responsabilidades para a construção da política nacional de energia e petróleo.

Já a Petrobras alegou que como o Gerente de Relacionamento Comunitário, da Gerência Executiva de Responsabilidade Social, estaria de férias o mesmo não poderia comparecer à audiência e que não haveria tempo para outra pessoa se preparar para substituí-lo. O MMA justificou sua ausência, no dia anterior 
à audiência, afirmando que a questão seria de competência do Estado do Rio de Janeiro. “O MMA é do meio ambiente do Brasil ou do meio ambiente compartimentado?”, questionou o deputado Chico Alencar.

Sendo o Comperj um projeto do PAC e o governo federal acionista majoritário da Petrobras, que é financiada pelo BNDES e envolvida em denúncias de violações de direitos em diversas localidades do Brasil, essa ausência do governo federal foi destacada como representativa do lugar dos direitos humanos e ambientais no Estado: “Uma visão fragmentada que descola importantes órgãos do Estado das suas responsabilidades em torno do cumprimento dos direitos humanos”, afirmou Cristiane Faustino, Relatora do Direito ao Meio Ambiente. Cristiane lembrou que os recentes debates relacionados à questão do petróleo – leilões, distribuição de royalties e privatização – não têm levado em conta os impactos socioambientais da atividade. Verifica-se uma i
nvisibilização destes impactos, o que é perverso para as populações afetadas e para a sociedade em geral.

“Há um profundo e absurdo descolamento entre a perspectiva de desenvolvimento, o argumento econômico e o esforço da garantia dos direitos. As conquistas democráticas das populações são desfeitas para que o projeto seja implementado. Sob esse argumento econômico tudo se justifica”, disse a Relatora.

Cristiane afirma ainda que a Baía de Guanabara é uma das maiores “zonas de sacrifício” da atividade petroleira no país e constata uma baixíssima preocupação do poder público com a situação preexistente das perdas ambientais, territoriais e culturais das comunidades afetadas.

Defensoras e defensores de direitos ameaçados

Para Alexandre Anderson, presidente da Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar), o relatório reflete a realidade do que vem ocorrendo no contexto da Baía da Guanabara. Segundo ele, a região é um verdadeiro “barril de pólvora”. Não existe área onde não haja impactos. “Pescador deixou de pescar por causa das áreas de exclusão da pesca e para criar ferramentas de luta contra a expulsão covarde do nosso território”.

Quase 23 mil pescadores e pescadoras que foram afetados pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de petróleo em 2000 ainda não foram justamente indenizados. O processo, que findou em 2005, vem sendo protelado até hoje pela Petrobras. “O petróleo não é mais nosso”, afirma Alexandre.

Em razão das ameaças de morte sofridas em decorrência dos processos de resistência à invasão da indústria de petróleo na Baia de Guanabara, Alexandre Anderson, Daize Menezes e Maicon Alexandre estão sob a proteção do Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos.

Para Melisanda Trentin, da organização Justiça Global e da coordenação da Plataforma Dhesca, o Programa não consegue garantir a plena atuação e a militância dessas pessoas. Alexandre e Daize estão fora de sua casa há mais de um ano e a Ahomar está fechada. Melisanda denuncia que na madrugada do último dia 6 a casa de Alexandre e Daize foi invadida, assim como a sede da Ahomar, que teve fichas de cadastros de sócios e outros documentos roubados.

Pescadores e pescadoras viajaram do Rio de Janeiro a Brasília para participar da audiência. Maicon é pescador desde os 10 anos, sua esposa está grávida do terceiro filho e ele afirma que eles não serão pescadores. O pescador entrou para o Programa de Proteção este ano. Para ele, o Programa está deixando a desejar. “Eu jamais queria entrar nesse programa”, afirma. “Vai ter que morrer mais gente para vocês tomarem providências? Estamos lidando com vidas, estamos lidando com comunidades tradicionais.”

O vereador e presidente da Comissão de Meio Ambiente de Niterói presente na audiência, lembrou que a Proteção é importante e precisa ser garantida, mas que é necessário tratar das causas das violações, inerente ao modelo de desenvolvimento sendo implementado no país. O vereador lembrou que o próprio relatório apresenta importantes recomendações ao Estado neste sentido.

Ao final da audiência, em nome da Comissão de Meio Ambiente, o deputado Chico Alencar assumiu o compromisso de pautar os órgãos do executivo tanto do Rio de Janeiro, em especial o Instituto Estadual de Ambiente (Inea), quanto do Governo Federal pela sua omissão, e de avaliar e propor ações em torno das recomendações do relatório, conforme solicitado pelos participantes.

Nesta segunda-feira (11), às 18:30, será realizada nova audiência para discutir os impactos sociais do Comperj, promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Niterói (RJ).

>> Faça o download do relatório completo ou de sua versão reduzida.
>> Assista aos vídeos da audiência aqui.

FONTE: http://www.dhescbrasil.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=938%3Aaudiencia-expoe-gravidade-violacoes-comperj&catid=69%3Aantiga-rok-stories