Greve continua no Porto do Açu

greve porto 1

Trabalhadores do Porto do Açu prosseguem com manifestação nesta sexta-feira (8)

Por Isis Rodrigues para o Portal OZK

Trabalhadores de duas empresas do Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra, realizam uma nova manifestação na manhã desta sexta-feira (8), na altura da localidade de Rua Nova – 5º Distrito. Hoje é o terceiro dia consecutivo de protesto.

De acordo com informações obtidas pelo Portalozk.com , duas empresas do Porto estariam realizando demissões em massa sem pagar os direitos dos colaboradores. Além disso, eles reivindicaram a falta de plano de saúde. A Andrade Gutierrez informou que “os acessos ao Porto Açu estão liberados”. Os ônibus foram parados na altura de Rua Nova. 

Nesta quinta houve uma reunião das duas empresas para tentar avançar nas negociações. Já que os trabalhadores querem que o final de ano seja pago trabalhando aos sábados até fevereiro e nem todos  tem previsão de quando serão demitidos.

Confira as reivindicações:  equiparações de salário, auxílio moradia, Ticket alimentação, folga de campo, forma de pagamento de dias em relação ao final de ano.

Nesta quarta, por volta das 08h, após não ter acordo, os trabalhadores foram liberados para suas casas.

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Esta nota foi originalmente publicada pelo Portal OZK New [Aqui!].

As elites brasileiras adoram a França. Deviam ver o que anda acontecendo por lá!

As elites brasileiras adoram gastar suas fortunas na França. Muitos vão para lá em seus jatinhos particulares, alugam limusines e saem pelo país gastando partes de suas fortunas. Aliás, isso também se estende a parlamentares como Eduardo Cunha e a governadores como Sérgio Cabral. Em suma, a França aguça o que há de “melhor” nas elites brasileiras.

Pois bem, com a iminente tomada do poder por Michel Temer, uma série de medidas estão sendo anunciadas para dilapidar direitos sociais e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Pois bem, o presidente francês François Hollande vive nesse momento uma profunda revolta social por ter proposta coisas muito semelhantes ao que Michel Temer vem anunciando que adotará.

Bom, como eles adoram tanto a França, as imagens abaixo deviam ver como os trabalhadores e a juventude estão respondendo à tentativa de precarização de seus direitos.  É que acontece na França, poderá bem acontecer por aqui. E Vive le France!

Porto do Açu: trabalhadores reclamam de revistas humilhantes

Recentemente alguém me perguntou sobre como andavam as coisas dentro do Porto do Açu no tocante ao respeito aos direitos dos trabalhadores. Respondi, na medida do meu conhecimento, que após várias crises durante a fase mais intensa das obras, a coisa andava quieta, provavelmente por causa da diminuição do número de trabalhadores dentro do empreendimento.

Eis que hoje recebi um contato via o endereço eletrônico deste blog, com a seguinte mensagem:

Bom dia professor, muitos (trabalhadores) reclamam da “fiscalização” no Porto do Açu, onde todos são revistados na saída do trabalho, bem como seus pertences e carros. E em alguns momentos isso gera demora na saída.”

A mensagem também disponibilizou o link de um vídeo que teria sido produzido numa das portarias do Porto do Açu. As cenas que são mostradas são realmente muito peculiares, e posto o vídeo abaixo para que os interessados possam assisti-lo e tirar suas próprias conclusões.

Como as imagens parecem genuínas, eu fico me perguntando qual seria a razão desse controle todo. O que será que os seguranças acham que os trabalhadores podem estar retirando do interior do Porto do Açu?

Na crise da Vale, os trabalhadores é que pagam a conta

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Como já apontei aqui neste blog, a Vale está sangrando em seus lucros por causa da queda dos preços do minério de ferro e também por causa do TsuLama da Mineradora Samarco (Vale +_BHP Billiton). Agora o que não tinha aparecido claramente é nas mãos de quem a Vale está colocando a parte salgada das contas. Mas a matéria abaixo assinada pelo jornalista Mariana Durão nos mostra algo que não é surpreendente, mas mesmo assim é esclarecedor. 

É que colocada contra um momento desfavorável, a Vale não hesita em deixar seus trabalhadores sem um reajuste anual dos salários em face das perdas inflacionárias.  Assim, prevalece a lógica de jogar nas costas dos trabalhadores o peso principal do momento ruim, já que certamente as pressões que estão ocorrendo do tipo “ou dá ou desce” são comuns quando se trata da relação capital X trabalho, especialmente em tempos de crise.

O pior é que a matéria anuncia que a ausência de reajustes de salários pode ser apenas uma fase inicial da oneração dos trabalhadores, já que a Vale estaria em um período de “cortes de custos, vendas de ativos e redução do orçamento”.  Em outras palavras, depois de congelar salários, a Vale vai começar a demitir. A ver!

Trabalhadores da Vale ficarão sem reajuste

Dado Galdieri/Bloomberg
Caminhões da Vale transportando minérios de ferro na Mina de Brucutu, em Barão de Cocais, no Brasil

Mina de ferro da Vale: “o trabalhador aprovou não por concordar com a proposta, mas por não ver alternativa”, diz sindicato

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – Os trabalhadores da Vale devem ficar sem reajuste salarial em 2015. As negociações travadas desde agosto não avançaram e a proposta da companhia de pagar apenas o abono tende a prevalecer.

Os sindicatos pediam a recomposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais um ganho real de 5% e aumento do vale alimentação. Para enfrentar o atual cenário de queda do preço do minério de ferro – cotado a US$ 37 por tonelada, piso dos últimos dez anos -, a Vale passa por um período de corte de custos, venda de ativos e redução do orçamento.

O Sindicato Metabase de Itabira e Região, em Minas Gerais, aprovou a proposta da Vale em assembleia anteontem. Ela prevê o pagamento de um abono de R$ 4,6 mil, além de pagamento de R$ 1,2 mil relativos a alterações no plano de assistência médica. Outros sindicatos ainda deverão votar ao longo da próxima semana. A Vale não comenta as negociações em andamento.

“O trabalhador aprovou não por concordar com a proposta, mas por não ver alternativa. Fizemos quatro rodadas de negociações e resistimos ao máximo, mas a Vale diz que chegou ao seu limite”, diz o diretor de comunicação do sindicato, Marcos dos Santos Oliveira.

Resultado

No terceiro trimestre, a mineradora brasileira registrou um prejuízo de R$ 6,6 bilhões – praticamente o dobro do que foi registrado no mesmo período de 2014. No segundo trimestre, a empresa tinha lucrado R$ 5,1 bilhões.

A variação cambial fez com que a receita da Vale crescesse 8,8% do segundo para o terceiro trimestre, alcançando a cifra de R$ 23,7 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/trabalhadores-da-vale-ficarao-sem-reajuste

ONG Repórter Brasil e Secretaria Nacional de Direitos Humanos produzem brochura sobre condições de trabalha na cana

O programa Escravo, nem pensar! é coordenado pela ONG Repórter Brasil e teve início em 2004, graças a uma parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Sua fundação se deu em resposta às demandas do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, documento elaborado por representantes do poder público, da sociedade civil e de organismos internacionais e lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2003. No 2º Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, de setembro de 2008, o Escravo, nem pensar! foi incluído nominalmente, por decisão unânime dos membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). A meta de número 41 do Plano estabelece: “Promover o desenvolvimento do programa ‘Escravo, nem pensar!’ de capacitação de professores e lideranças populares para o combate ao trabalho escravo, nos estados em que ele é ação do Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo”. Atualmente, é também meta de planos estaduais do Mato Grosso, Pará, Tocantins e Maranhão.

Abaixo disponibilizo uma interessante brochura produzida pelo programa “Escravo nem pensar!” sobre a realidade no trabalho da cana. O conteúdo me parece muito importante e merecedor de ser estudado por todos os que se interessam sobre as discussões em torno da situação do trabalho no campo, especialmente nas áreas dominadas pelas monoculturas agroexportadoras.

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Portal OZK: mais de 500 trabalhadores param no Porto do Açu por falta de pagamento

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 Por  Leonardo Ferreira

Mais de 500 trabalhadores cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (11) no Complexo Portuário do Açu, 5º Distrito de São João da Barra, alegando falta de pagamento.

De acordo com apuração da reportagem do Portalozk.com , os funcionários cobram salário atrasado a empresa Engesique.Estamos trabalhando há uma semana já sem salário e ontem foi a gota d’água, eles mentiram pra gente dizendo que o dinheiro estava na conta, mas fomos ver e não estava. Hoje nós paramos e só vamos voltar quando o dinheiro estiver na conta“, disse um funcionário a reportagem do Portalozk.com .Além do salário atrasado há uma semana, há também atraso PLR de dois meses.

ATUALIZAÇÃO – A empresa reconheceu que o pagamento não estava na conta dos funcionários e liberou todos, informando que o banco havia dito que creditaria os salários ainda hoje.

FONTE: http://www.portalozk.com/vaf/noticias/economia/mais-de-500-trabalhadores-param-no-porto-do-acu-por-falta-de-pagamento/1601/

Manifestação denuncia salário abaixo do mínimo e fraudes no MC Donald’s  

Em São Paulo, mais de duas mil pessoas ocuparam o vão do livre do Masp e, com um caixão de Ronald MC Donald’s, máscaras e figurantes identificados com o personagem, saíram em passeata até a frente de duas franquias da empresa

Por Leonardo Severo, De São Paulo (SP)

Os trabalhadores do MC Donald’s realizaram nesta quarta-feira (15) o Dia de Ação Global “Sem direitos não é legal”, denunciando atropelos e abusos promovidos pela rede de fast-food estadunidense em mais de 40 países. Em São Paulo, mais de duas mil pessoas ocuparam o vão do livre do Masp e, com um caixão de Ronald MC Donald’s, máscaras e figurantes identificados com o personagem, saíram em passeata até a frente de duas franquias da empresa.

mc donalds - jornalistas livres

O descumprimento dos acordos coletivos e agressões às condições de saúde e segurança da categoria, reiterou Alci, têm sido práticas rotineiras que, embora denunciadas pelas entidades sindicais, muitas vezes não vêm tendo a devida atenção da Justiça.“No Brasil, os trabalhadores do MC Donald’s recebem menos de um salário mínimo, tem jornada móvel variada, acúmulo de função sem a devida remuneração, a empresa não reconhece a insalubridade de várias funções, não remunera horas extras, retira intervalo de descanso e refeição, frauda holerites e ainda utiliza mão de obra de adolescentes em repugnantes atividades insalubres”, denunciou Alci Matos Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comércio e Serviços (Contracs/CUT).

“A realidade é que há um grande número de trabalhadores jovens, de 16, 17 anos, que pela própria pressão do primeiro emprego acaba sofrendo com o enorme assédio. São colocados num sistema de rodízio em que se multiplicam os cortes e queimaduras na chapa quente e nas fritadeiras”, denunciou.

Arroucho salarial

O presidente da Contracs lembra que apenas quatro hambúrgueres vendidos pagam um trabalhador, tamanho o arrocho salarial a que os trabalhadores são submetidos. “Para piorar, como os companheiros não tem vale-refeição ou subsídio, muitas vezes sua alimentação é feita com base em refrigerantes e lanches da própria empresa”, enfatizou Alci.

A jornada de trabalho da categoria é de 44 horas semanais, mas, nos momentos em que a demanda é menor, os funcionários são encaminhados para uma “sala de espera”, e o tempo que passam ali não é contado como horário de trabalho, denunciou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Lanchonetes e Restaurantes de São Paulo e Região, Francisco Calasans. “A CLT prevê, no artigo 4º, que o trabalhador é remunerado enquanto aguarda ordem para entrar em serviço”, enfatizou, alertando para a ilegalidade.

De acordo com o presidente da Federação Regional dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes e Fast-Foods do Estado de São Paulo (Ferthoresp), Cícero Lourenço Pereira, “a jornada móvel variável é um dos maiores abusos aplicados pela rede estadunidense, pois o trabalhador fica parado numa sala ao lado, esperando para ser chamado e ficando sem ganhar”.

“Já ganhamos uma ação civil no Ministério Público de Pernambuco, mas mesmo assim a empresa continua descumprindo a legislação brasileira. Em São Paulo, o MC Donald’s chegou a fundar um sindicato para burlar a convenção coletiva e rebaixar salário”, denunciou.

  Concentração no vão livre do MASP, em São Paulo. Foto: Jornalistas Livres.

Segundo Cícero, a ação movida pelo Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo – que é quem representa a categoria e foi uma das entidades que comandou a mobilização desta quarta-feira – já supera os R$ 200 milhões. “Para não ter de pagar o que é devido aos trabalhadores a empresa formou outra entidade”, condenou.

Mobilização internacional

Lançada no final de fevereiro no Brasil, a Campanha Internacional do Trabalho Decente no McDonald’s conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), que exigem respeito à legislação e o fim da impunidade.

Maior rede de fast-food do Brasil, onde controla 60% do mercado de comida rápida, a multinacional estadunidense é uma das maiores empregadoras, com cerca de 50 mil trabalhadores, grande parte deles submetidos a condições degradantes. Na América Latina, a rede está presente em mais de 20 países, com mais de duas mil lanchonetes e 90 mil trabalhadores, onde especialistas projetam receita de US$ 2 bilhões anuais – metade dela no Brasil.

“Ao mesmo tempo em que estamos aqui para engrossar o ato pelo trabalho decente no MC Donald’s, fortalecemos a mobilização contra o Projeto de Lei 4330, da terceirização, e as Medidas Provisórias 664 e 665, que mudam para pior as regras para concessão do auxílio-doença e pensão por morte, além de dificultarem o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial”, declarou Luiz Gonçalves, presidente estadual da NCST.

Na avaliação do presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Antonio Felicio, “as centrais sindicais brasileiras estão de parabéns pela unidade demonstrada em defesa dos direitos dos trabalhadores”. “Como deixou claro o nosso Congresso de Berlim, jamais vamos abrir mão de direitos, precisamos fortalecer nossa organização e a mobilização para ampliar avanços”, sublinhou.

As entidades sindicais entraram com uma ação civil pública contra o McDonald’s, denunciando que a agressão à legislação trabalhista é uma prática de concorrência desleal por meio de “dumping social”. A ação reivindica que a multinacional fique impedida de abrir novas lojas no país até que cumpra a lei. No mesmo sentido, foi enviada ação ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para que sejam apuradas as denúncias.

FONTE: http://www.brasildefato.com.br/node/31832