A greve é o único remédio que pode retirar a Uenf do coma em que foi colocada pelo (des) governo do RJ

Em Medicina a definição de coma seria o de um estado caracterizado por perda total ou parcial da consciência, da motricidade voluntária e da sensibilidade, gerado devido a lesões cerebrais, intoxicações, problemas metabólicos e endócrinos, no qual, dependendo da gravidade, as funções vitais são mantidas em maior ou menos grau.

Pois bem, se olharmos a situação por que passa a Universidade Estadual do Norte (Uenf), e por extensão a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo), eu diria que experimentamos um estado de coma institucional após anos de sucateamento promovido pelos (des) governo do Rio de Janeiro. Como em um organismo vivo, a Uenf vive um processo comatoso que impede a sua morte a partir de um esforço coletivo de manter as funções vitais funcionando, ainda que numa velocidade mais baixa.

Ainda que já tenha sido noticiado, é importante frisar que o (des) governo comandado por Pezão/Dornelles não paga nenhuma conta devida pela Uenf desde o longínquo mês de Outubro de 2015, o que resulta numa dívida acumulada de mais de R$ 15 milhões. Com isso, os serviços telefônicos foram cortados, e o mesmo pode ocorrer a qualquer momento com outros serviços essenciais como água e luz, e com o fornecimento de gases. Também por conta da falta de pagamentos, professores e estudantes estão dependendo de doações para alimentar animais usados em pesquisas, além de terem de usar recursos pessoais para evitar o colapso total de suas pesquisas.

Para mim que estou na Uenf desde janeiro de 1998, o que mais impressiona nessa situação toda é o completo cinismo por parte dos membros do (des) governo estadual com o que está ocorrendo numa das principais universidades brasileiras. A completa indisposição para qualquer medida elementar que tire a Uenf (e a Uerj e a Uezo) do coma é algo inédito. E note-se que desde 1998 já experimentei as políticas de Marcelo Alencar, Anthony e Rosinha Garotinho, e de Sérgio Cabral  Mas de longe, o governo Pezão/Dornelles é o que tem tido a posição mais antagônica e indiferente com as universidades estaduais.

Em função disso é que considero as greves em curso nas universidades estaduais a única saída para enfrentarmos de forma efetiva a política de sucateamento que é a ponta de lança da privatização das universidades estaduais. Ainda que as greves causem problemas para o andamento das universidades, não há como negar que sem elas a Uenf já teria passado de um estado comatoso para a morte.  É que as greves, com todos os defeitos que tenham, possibilitam que a verdadeira situação que vivemos não seja camuflada em fotos de ocasião e em compromissos vazios de políticos que efetivamente são mais parte do problema do que da solução.

Mas para que o movimento de greve possa vencer a indiferença do (des) governo estadual é fundamental que a população entendo que o ataque às universidades estaduais é, na verdade, contra o futuro do Rio de Janeiro.  Mas não será ocultando a gravidade do problema que vamos conseguir fazer esse convencimento. Assim, temos que continuar explicando incansavelmente o coma induzido pelo (des) governo do Rio de Janeiro e o papel da greve na cura.

# SOS UENF!

Corte de luz na Pesagro ameaça pesquisas da Uenf

pesagro

Quando se pensa que o que está ruim não pode piorar, a realidade vem demonstrar o contrário. Esse é o caso das pesquisas realizadas por professores e estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)  que chega ao sexto mês de 2016 sem qualquer aporte de recursos do (des) governo do Rio de Janeiro. 

Entretanto, há um certo engano quando se pensa que os problemas enfrentados pela comunidade da Uenf se restringem apenas ao que é feito e existe dentro dos dois campi da instituição. O depoimento abaixo é do Prof. José Carlos Mendonça, do Laboratório de Engenharia Agrícola (LEAG) e mostra as graves consequências do corte do serviço de eletricidade realizado pela concessionária de energia Ampla nas dependências da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) em Campos dos Goytacazes.

É que a Pesagro é uma parceira da Uenf desde 1996 e a suspensão da energia naquele importante órgão de pesquisa agropecuária está comprometendo diversas pesquisas s cuja interrupção terá efeitos dramáticos, sejam cientíticos ou econômicos. 

Desta forma faço coro com a demanda apresentada pelo Prof. José Carlos Mendonça no sentido de que a Uenf atua junto à Pesagro para obter na justiça a religação da eletricidade, garantindo assim a sobrevivência dos experimentos ali realizados.

Corte de eletricidade na Pesagro compromete pesquisas da Uenf

Por José Carlos Mendonça*

mendonça

A Uenf tem seu primeiro campo experimental nas dependências da Pesagro Campos, onde cerca de 60 % da área física é ocupada pela Uenf.  A estação evapotranspirométrica da Uenf foi instalada lá em 1996 gerando informações ininterruptas desde então. Laboratórios como o de Engenharia Agrícola (LEAG), Fitotecnia (LFIT), Melhoramento Genético Vegetal (LMGV), Entomologia e Fitopatologia (LEF), Zootecnia (LZO) desenvolvem suas pesquisas na área da estação experimental. Pesquisas na área de Irrigação, Agrometeorologia, Energia Vegetal, Produção de Grãos e Sementes estão comprometidas e outras foram interrompidas em função do corte de energia elétrica.

Recentemente o Prof. Geraldo Gravina recebeu recursos da Embrapa para o ensaio nacional de feijão caupi. A área para dois experimentos foi preparada, mas a pesquisa parou por não haver como realizar o processo de irrigação.

Eu mesmo estou em plena pesquisa de café irrigado, e tive que comprar uma motobomba a gasolina para não perder o experimento, que envolve o desenvolvimento de duas teses de Mestrado. Além disso, o banco de bambus que possui mais de 40 variedades ( em projeto financiado pela Faperj) está sendo comprometido pela falta de irrigação.

A energia foi cortada em 29/04 mas a assessoria jurídica da Uenf se esqueceu de incluir o convênio com a Pesagro e sua importância para a Uenf na petição que requereu a religação da eletricidade na Villa Maria e o não corte das demais dependências da Uenf.  Isso precisa ser revertido imediatamente.

*José Carlos Mendonça é professor associado do Laboratório de Engenharia Agrícola do CCTA da  Uenf

Para enfrentar a indiferença do (des) governo estadual, pesquisadores da Uenf partem para o “crowdfunding” para salvar emas e emus australianos

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Com a suspensão do fornecimento de rações para os animais que são utilizados em diversos tipos de pesquisas na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a perspectiva é de que haja a necessidade de realizar um amplo processo de eutanásia. Além dos problemas éticos envolvidos, a consequência disso será a interrupção abrupta de um número de estudos de graduação e pós-graduação envolvendo as áreas de Zootecnia, Sanidade Animal, Parasitologia, entre outras.

Para fazer frente a essa situação extrema, pesquisadores responsáveis pelo Criatório de Ratitas da Uenf  decidiram recorrer ao mecanismo conhecido como “crowdfunding” que está se difundindo rapidamente como uma forma de obter recursos via contribuições pessoais para pesquisadores sem recursos  por meio de uma campanha denominada de “SOS  Emas e Emus da UENF” (ver imagem abaixo)

crowdfunding

O fato é que neste caso o uso do “crowdfunding” é uma solução extrema já que se destina a salvar um plantel de mais de 88 animais cujo sacrifício implicaria, como já expliquei acima, numa perda científica inestimável.  

Entretanto, o uso do “crowdfunding” por parte de pesquisadores de uma instituição que foi criada para alavancar o processo de desenvolvimento regional do Norte Fluminense não deixa de ser vexatório para o (des) governo do Rio de Janeiro e sua indiferença olímpica com as instituições de Estado como a Uenf. 

O vídeo abaixo, produzido no dia 31.03.2016 pela Associação de Docentes da Uenf com a professora Karoll Andrea Alfonso Torres Cordido, uma das responsáveis pelo Criatório de Ratitas da Uenf. Este vídeo dá uma boa ideia das dificuldades que estão sendo enfrentadas ao longo de 2016 em função da falta de aporte de verbas aprovadas pela ALERJ e não executadas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

De toda forma, os que tiverem interesse em participar deste “crowfunding“, basta clicar (Aqui!)

Reitor expõe situação dramática da Uenf. Uerj e Uezo vivem situações semelhantes

O reitor da Uenf, Luis Passoni usou seu espaço semanal no jornal Folha da Manhã (ver imagem abaixo) para expor a situação dramática em que se encontra a instituição que é considerada uma das melhores do Brasil.

passoni artigo

A falta de qualquer tipo de liberação financeira nos primeiros cinco meses de 2016 aumenta uma dívida que foi herdada de 2015. A ameaça que paira sobre a Uenf neste momento já ultrapassa a mera falta de serviços de água e eletricidade, alcançando áreas sensíveis como o fornecimento de gases e de ração para os diferentes tipos de animais que são usados em pesquisas. 

A permanecer essa situação, a perspectiva é de que ocorra um prejuízo milionário com a perda de equipamentos e o sacrifício de animais. Em ambos os casos, os impactos para um número significativo de pesquisas que, por sua vez,  implicarão em atrasos e a até a inviabilização de mestrados e doutoramentos.

Mas a situação extrema que é descrita pelo reitor da Uenf não é nada diferente do que está ocorrendo na Uerj e na Uezo. A imagem mostrada abaixo faz parte de uma campanha que está ocorrendo na Uerj que tem muitos dos seus espaços acadêmicos tomados pelo lixo que começou a ser acumulado pela cessação dos serviços terceirizados de limpeza.

uerj lixo

Contraditoriamente, como venho mostrando aqui neste blog, a situação de penúria completa a que as universidades estaduais estão sendo submetidas pelo (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles é muito diferente daquela em que se encontram as empresas beneficiadas por bilhões de reais em controvertidas isenções fiscais.

A mensagem neste caso é claro: as universidades estaduais têm importância zero para esse (des) governo que na prática se tornou um despachante dos interesses privados que se apoderam a cada dia de parte substancial da renda gerada pelo recolhimento de impostos. É essa a verdade que precisamos encarar de frente para que não a cantilena fajuta da crise dos royalties do petróleo continue a ser aceita como verdade absoluta.

A verdade nua e crua é que este é um (des) governo antipopular que não possui o menor compromisso com um processo de desenvolvimento sustentável do ponto de vista social e ambiental. Simples, mas ainda assim muito trágico. 

Enquanto sobram as benesses dadas pela farra das isenções, universidades estaduais continuam sua agonia

No Rio de Janeiro sobram isenções fiscais controversas para todo tipo de empresa graças a uma verdadeira panaceia em prol de um suposto desenvolvimento econômico. Enquanto isso as três universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) continuam sendo empurradas para um processo de asfixia financeira sem precedentes.

Como mostrei em minha postagem anterior, o mecenato do (des) governo do Rio de Janeiro liberou mais R$ 8 milhões em isenções fiscais para projetos supostamente da área cultural, como o Rock in Rio 2015 e o Rio Open 2016 (mais de R$ 1.5 milhão apenas nesses dois casos). Entretanto, quase ao final do mês de maio, as universidades estaduais ainda não viram a cor do dinheiro para pagar as contas acumuladas de serviços essenciais como água e eletricidade.

Uma alma ingênua poderia perguntar como é que as universidades ainda não fecharam completamente. A resposta é simples: o funcionamento está sendo garantido de forma muito precária, muitas vezes com o sacrifício pessoal de professores, servidores e estudantes.  

Mas por quanto tempo será possível manter as universidades numa espécie de condição comatosa, sem que grandes danos sejam causados ao funcionamento de estruturas essenciais? Eu me arrisco a dizer que já estamos alcançando o limiar do colapso. Apenas na Uenf, várias pesquisas estão sob grave ameaça de serem descontinuadas, com prejuízos incalculáveis do ponto científico, mas também econômico. É que muitas dessas pesquisas possuem aplicação na melhoria de sistemas produtivos e sua interrupção comprometerá de forma inevitável a contribuição que as mesmas poderiam ter na economia.

Mas qual seria a lógica deste tipo de massacre financeiro que o (des) governo do Rio de Janeiro está impondo às nossas universidades? A explicação mais básica é que estamos na antevéspera de um processo de privatização cuja desculpa será que o estado perdeu sua capacidade de financiar as universidades. Esta mensagem tem sido ecoada por diferentes secretários do (des) governo comandado por Pezão e Dornelles.

Entretanto, basta examinar as isenções fiscais bilionárias que estão sendo concedidas por diversas secretarias que veremos que esse argumento é falacioso. O que está em jogo mesmo é a completa privatização do estado no Rio de Janeiro. E por ocuparem um papel tão relevante no imaginário social, as universidades, escolas e hospitais públicos são o meio pela qual a privatização do estado está sendo materializada. 

Defensoria pede na Justiça repasse de verbas para UENF, de Campos

UENF

A Defensoria Pública do Rio deu entrada, nesta quinta-feira (19), em ação civil pública para obrigar o governo do Estado a regularizar a transferência de recursos indispensáveis ao funcionamento mínimo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos dos Goytacazes. 

O pedido à Justiça, em caráter de urgência,  é de que o Estado venha a liberar, até o dia 27 de cada mês, pouco mais de R$ 2,8 milhões, para pagamento das despesas de custeio e manutenção das atividades básicas da instituição. Ainda de acordo com o pedido da Defensoria, no dia 30 de cada mês o Estado deve apresentar documentos que comprovem a efetiva transferência de valores. 

As dívidas da UENF, acumuladas desde agosto do  ano passado, quando foi interrompido o repasse de recursos previstos no orçamento, chegam a quase R$ 17 milhões.  Os estudantes bolsistas receberam o último pagamento em janeiro, contas de água e telefone estão em débito, os serviços de vigilância foram reduzidos drasticamente e até mesmo a ração dos animais, utilizados nas atividades de pesquisas da instituição, vem de doações ou sai do bolso dos próprios professores. A instituição também tem registrado evasão escolar acentuada, que é contraditória com a excelência do ensino oferecido, pela falta do pagamento das bolsas.

 – A UENF foi a primeira universidade  brasileira onde todos os professores têm doutorado.  A ênfase na pesquisa e na  pós-graduação é sem paralelo na história da universidade brasileira. A instituição representa o sonho de várias gerações, que contribuíram para sua criação, não podendo ser esquecido o relevante papel que desempenha para o Estado do Rio de Janeiro, por ser centro de excelência científica e tecnológica, objetivando a redução das desigualdades sociais e melhora geral nos índices educacionais da região Norte Fluminense  – destaca o defensor público Tiago Abud, autor da ação civil pública. 

A iniciativa em favor da Universidade Estadual do Norte Fluminense é similar à outra, vitoriosa e também ajuizada pela Defensoria Pública, em favor do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), ligado à UERJ, 

 No início de maio, a Coordenadoria de Justiça e Tutela Coletiva da Defensoria Pública obteve na  Justiça liminar determinado que o Estado repasse ao hospital, sempre até o dia 27 de cada mês, o valor de R$ 7 milhões.  O diretor do HUPE,  Edmar José, anunciou na segunda-feira (15), que a garantia dos recursos permitirá a reabertura de uma centena de leitos e o funcionamento de salas de cirurgia e do serviço de radiologia. 

FONTE: http://www.defensoria.rj.def.br/noticia/detalhes/2627-Defensoria-pede-na-Justica-repasse-de-verbas-para-UENF-de-Campos

Ampla escolhe Villa Maria para começar a colocar a Uenf nas trevas

Poucos sabem, mas a Ampla Energia é propriedade do grupo italiano Enel SpA,  e não deixa de ser irônico que a colocação da Uenf num período de trevas comece justamente por um centro cultural. É que isso revela não apenas descaso e indiferença, mas uma certa crueldade já que sob a administração da Profa. Simonne Teixeira, a Villa Maria estava retomando suas melhores tradições de ser um centro cultural à serviço da população de Campos dos Goytacazes.

Com o corte da energia na Villa Maria, a Ampla parece estar anunciando que o próximo alvo será o campus Leonel Brizola. E se isto se consumar efetivamente, o que teremos é a definitiva implantação das trevas na universidade que atende de forma eficiente e capaz toda a região Norte e Noroeste Fluminense, e cuja influência positiva se estende não apenas à região dos Lagos, mas também o sul do Espírito Santo.

Enquanto as trevas se instalam na Uenf, a Ampla Energia certamente poderá continuar mandando seus lucros para a Itália. Simples, mas ainda assim muito trágico.

Com Uenf ameaçada de fechar, Aduenf convida para audiência pública

A falta de compromisso do (des) governo do Rio de Janeiro comandado por Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles com a manutenção das universidades estaduais está causando uma crise sem precedentes.

No caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), além da ameaça do corte dos serviços de água e luz, agora também existe o perigo real de que deixem de ser prestados os de limpeza e segurança.  Com isso,  duas décadas de esforço acumulado estão sob ameaça de serem jogadas fora.

Para procurar respostas a esta crise, a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está convidando a todos os interessados na situação da universidade para que compareçam a uma audiência pública da Comissão de Educação da Alerj que ocorrerá no campus Leonel Brizola na próxima segunda-feira (ver convite abaixo) no Centro de Convenções Oscar Niemeyr a partir das 10 horas..  

aduenf

O destino da Uenf não é importante apenas para os que integram a sua comunidade universitária, mas à todos os que querem um futuro melhor para a nossa região!

Trabalhadores terceirizados sofrem o peso da crise financeira da Uenf

greve

No campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) funcionários terceirizados que prestam serviços no Restaurante Universitário (bandejão) cruzaram os braços durante todo o dia.  Alguns desses funcionários informaram que já são, dois meses de atraso de salários, nove meses sem receberem vale alimentação e que, sem a minima condição de pagarem o transporte, não tem mais como comparecer ao seu local de trabalho. Segundo eles apenas são feitas promessas de que os problemas trabalhistas serão resolvidos, mas que promessas não pagam contas, e nem sustentam suas famílias

O detalhe é que as outras empresas terceirizadas que prestam serviços para Uenf também estão nessa mesma situação: sem receberem o que lhes é devido pelo (des) governo do Rio de Janeiro, não estão honrando seus compromissos com os funcionários. 

O mais trágico dessa situação é que a Uenf ainda será acionada na justiça trabalhista para honrar essas dívidas trabalhistas, já que existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal que torna os contratantes de servidores terceirizados co-responsáveis no pagamento dos direitos que eventualmente sejam negados pela empresa prestadora de serviços.