A prática como critério da verdade ou… porque votarei na chapa 10 para as eleições da reitoria da UENF

passoni & teresa

Ao longo dos últimos quase 18 anos em que estou trabalhando na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), ouvi que certas coisas eram impossíveis de acontecer e depois o que aconteceu de fato quando a comunidade universitária se mobilizou. Seleciono umas poucas para marcar um ponto:

1.     A demissão e cooperativação forçada numa cooperativa existente dentro da Faculdade Filosofia de Campos de um grupo de quase 30 professores da Uenf é a única saída porque o Anthony Garotinho mandou.  NÃO ERA E OS PROFESSORES RETORNADOS À FOLHA DE PAGAMENTO DA UENF POR ORDEM DO GAROTINHO!

2.     A autonomia da UENF em relação à FENORTE nunca vai acontecer porque o Garotinho não quer.   A AUTONOMIA ACONTECEU COM O GAROTINHO COMO GOVERNADOR!

3.    A quebra do regime de Dedicação Exclusiva (DE) é a única forma de se garantir ganhos salariais para os professores da Uenf porque essa é a posição do secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy. NÃO ERA E ISSO FOI DESMENTIDO PELO PRÓPRIO SÉRGIO RUY!

4.    Qualquer ganho salarial virá na forma de um adicional porque o Sérgio Ruy disse que só pode ser assim. O REAJUSTE VEIO NO VENCIMENTO INICIAL DE CADA DOCENTE, APESAR DO SÉRGIO RUY SER CONTRÁRIO!

O elemento comum em todas essas situações é que a posição do governo de plantão foi derrotada por uma reação organizada, combativa e propositiva da comunidade universitária da Uenf!

Agora, vemos um esforço para esconder outro aspecto dessa situação: a de que sempre tivemos que ser perseverantes frente às ameaças de desmanche que este ou aquele governo comprometido com o ensino privado quis impor à Uenf.

Eu também acho interessante notar que a evolução dos argumentos usados contra o candidato a reitor pela chapa, Prof. Luís Passoni, ao longo dessa curta campanha eleitoral. Ainda que não dito publicamente aqui nessa lista, já se questionou a capacidade científica dele. Depois que esse elemento foi superado no debate público, agora rola de forma subliminar o questionamento de que ele é um sindicalista e que seria errado colocar uma pessoa com esse perfil para dirigir a Uenf. Ah, e que ele seria um radical e movido por ideologia partidária.

Pois bem, o que se oculta com esse debate é que todo presidente da Associação de docentes da Uenf (Aduenf) de quem eu tenho memória ocupou sempre um papel dual de ser dirigente sindical e continuar com suas atividades normais dentro da Uenf, inclusive aquelas relacionadas às chefias de laboratório, coordenações de curso, e atividades docentes. 

E em todas as vezes que o Passoni ocupou cargos na diretoria da Aduenf, ele também exercia algum cargo na administração fosse dentro do LCQI ou no CCT.  Aliás, a própria participação dele na sustentação do curso à distância de Química dentro do Cederj tem sido pouco explorada até por ele em suas falas.

E à parte de eventuais momentos em que se irrita o Passoni sempre se mostrou uma pessoa sempre disposta a ouvir exaustivamente todas as posições, e seguir democraticamente as decisões coletivas. E mesmo naquelas que as suas posições foram claramente derrotadas, é preciso que se diga.  Um exemplo é sobre o uso do instrumento da greve, ao qual ele sempre resiste e procura soluções alternativas. Aliás, se ninguém nunca se perguntou a ideia das idas à Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj) para estabelecer mecanismos permanentes de diálogo com governo e oposição foi do Passoni lá pelas bandas de 2003. E de lá para cá se tornou o modelo pelo qual arrancamos sucessivas conquistas, como a verba que foi usada para construir o bandejão.

Quero lembrar que na recente e surpreendente vitória do professor Roberto Leher para a reitoria da UFRJ, a primeira reação que eu notei entre alguns apoiadores da chapa apoiada pela reitoria da Uenf foi de inconformismo com a vitória de um docente que possui uma posição acadêmica e de pesquisador diametralmente oposta ao que se faz hoje na universidade brasileira.   Depois ouvi comentários de que o professor Roberto Leher não seria nomeado pelo MEC porque era muito “radical”. 

E não é que o professor Roberto Leher já tomou posse no MEC e já instalado na cadeira de reitor está tentando tirar a UFRJ do imenso buraco em que a instituição foi colocada por uma forma, digamos “menos combativa” de se relacionar com o governo federal?

Que ousemos ser ousados como a UFRJ foi, e optemos por uma transformação na forma de gerir a Uenf. Essa parece ser a saída mais apropriada não apenas para superar um modelo de gestão fracassado, mas também para  garantir os recursos que precisamos para fazer a Uenf  funcionar num cenário político e econômico completamente adverso.

Nas eleições da Uenf, esse 11 já foi 15 e já foi 20. A hora de mudar! Vote 10!

Nas eleições para a reitoria da UENF não se deixe levar pelas promessas e pela fala mansa: esse 11 já foi 15 (Silvério) e já foi 20 (Almy). Esse modelo de governança ajoelhada aos ditames do (des) governo do estado já se esgotou!

edmilson & amaral

A hora é de mudança! É preciso trazer a criatividade democrática para dentro da Uenf! : vote Passoni e Teresa para mudar a UENF com respeito e transparência! Vote 10!

passoni & teresa

 

 

Eleições para a reitoria da Uenf: banheiros sucateados são a prova da ineficiência administrativa daqueles que querem a todo custo continuar no poder

Acho que passados alguns debates conceituais, podemos passar ao debate eleitoral direto e objetivo. E eu vou no bem básico mesmo da situação em que a UENF se encontra hoje, nas mãos dos que são reitoria e querem continuar reitoria com a chapa 11. 

Para tanto mostro 3 imagens de um banheiro que se encontrava sob jurisdição e cuidados da diretoria do CCT de onde saiu o candidato a reitor pela chapa 11, o Prof. Edmilson Maria. 

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Banheiro do andar térreo do P-5 que serve ao CCT e ao CBB:  portas quebradas, falta de papel higiênico, pias e privadas vazando

Como essa situação se desenrolou ao longo, pelo menos, dos últimos 8 anos, e se agravou agora ao menos no quesito papel higiênico, por que o diretor do CCT não agiu para conter a degradação explicita de uma estrutura básica como um mero banheiro?
 
Aliás, é importante notar que obra na diretoria do CCT foi mais importante para o Prof. Edmilson Maria do que a manutenção dos setores de uso comum do seu centro. Aliás,  por falar em obra, no primeiro debate o Prof. Edmilson Maria informou que foi construído um banheiro com acessibilidade e afirmou que o aluno com deficiência motora do CCT poderia agora ter um banheiro para utilizar.

Mas diante dessa afirmação do candidato a reitor pela chapa 11, a pergunta básica que fica é a seguinte: a diretoria ficará aberta até as 22 horas para que o aluno use o banheiro (afinal trata-se de aluno do curso noturno)? Assim,  não teria sido mais prático a adaptação de um banheiro público onde todos que precisarem possam utiliza-lo?
 
Há ainda que se notar que por mais de 2 anos o aluno em questão deu entrevistas e apareceu em vários jornais falando sobre o assunto, e nada ficou resolvido!  Mas agora em tempos de eleição talvez apareça a promessa de que serão construídos mais 10 banheiros só no CCT!

Eleições para a reitoria da Uenf: a gestão do PROAP/CAPES coloca em xeque a versão de eficiência do Prof. Antonio Amaral

amaral ed

 

Antonio Amaral (à direita na foto), que é candidato a vice-reitor na chapa apoiada por Silvério e Edson (a 11), precisa explicar o que faria de diferente em relação àquilo que fez em oito anos dentro da reitoria da Uenf. Explicar os problemas no desembolso do PROAP/Capes já seria um bom começo.

Já que finalmente entramos numa nova fase do debate eleitoral nas eleições para a próxima reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) com as pessoas começando a declarar de forma justificada os seus votos, creio que também o momento de examinar algumas verdades tidas como absolutas acerca da capacidade dos candidatos da chapa 11 que é apoiada pela reitoria, e é, de fato, uma proposta de continuidade da forma de gerir a Uenf que está instalada há pelo menos 8 anos.

Vejamos o caso do prof. Antonio Amaral que é apresentado pelos apoiadores como uma espécie de prova viva da eficiência e capacidade de ouvir. Pois bem, primeiro vamos ao fato objetivo de que o Prof. Amaral fez parte da “equipe” da reitoria  nas gestões comandadas por Almy Junior e Silvério Freitas. Isso o torna um “insider” com completo conhecimento das formas de gerir os recursos e de implementar um modelo de universidade. Em outras palavras, um participante direto da concretização das mazelas que agora se diz disposto a erradicar. Mas se é assim, por que não erradicou as mazelas nos últimos 8 anos?

Agora para não ficarmos apenas no plano conceitual, quero chamar a atenção para um aspecto muito pouco eficiente, ao menos para nós pobres  mortais, da administração comandada pelo prof. Amaral dos recursos do  Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP) que é custeado pela Capes.  Passamos boa parte de 2014 ouvindo a informação de que não havia recursos disponíveis, ao menos nos programas onde atuo. De quebra, a coisa ficou ainda pior em 2015! Como resultado desse falta de recursos, os problemas para fazer os programas se multiplicaram e acabaram onerando financeiramente orientadores e pós-graduandos.

Eu, por exemplo, ao longo deste semestre tive que arcar pessoalmente com os custos de trazer dois membros externos para uma banca de mestrado e outra de doutorado, pois me foi informado que simplesmente não havia recurso disponível no PROAP/Capes. É provável que outros professores e estudantes da Uenf que acompanham este blog tenham passado por experiências similares.

Eis que ontem (07/07) ouvi uma notícia que me deixou estupefato! É que R$ 200 mil do PROAP/Capes teriam sido retornados aos cofres federais porque a Uenf (leia-se a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPPG) que tinha o Prof. Antonio Amaral à frente até muito recentemente, não foi capaz de gerir corretamente o seu uso). Como quem me informou sobre esse fato é coordenador de pós-graduação na Uenf, confio que a informação seja verdadeira. Em face disso, é que eu pergunto: a administração dos recursos do PROAP/Capes que perdurou na administração do Prof. Amaral á frente da PROPPG será o modelo que toda a Uenf terá, caso a chapa 11 vença? Se for, salve-se quem puder!

Finalmente, o que eu particularmente espero não é que os ocupantes da reitoria sejam gentis e cordatos ou “acessíveis”. O que me importa é que eles deveriam atuar de forma transparente em todas as áreas de sua atuação à frente da instituição. E nesse quesito, o Prof. Antonio Amaral tem muito a explicar!

Cenas uenfianas: momento explícito de desrespeito à segurança no trabalho

Já mostrei aqui a situação de uma obra em curso ao lado do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Uenf. Mas pela imagem abaixo, meus alertas estão caindo em ouvidos moucos!

cenas uenfianas

Além de sintetizar a forma pela qual as empresas cuidam, em que pese a legislação trabalhista existente, da segurança de seus trabalhadores, a cena acima demonstra a ineficiência da atual reitoria da Uenf em cuidar para que cenas de completa insegurança como essa não ocorram dentro de um campus universitário.  E esses são os mesmos que querem se perpetuar no controle da universidade criada por Darcy Ribeiro. E não custa lembrar que existe um setor na prefeitura do campus Leonel Brizola que deveria fiscalizar a condição em que se dão as obras que são contratadas pela Uenf!

A Uenf virou a universidade onde tudo tem que terminar em pizza? Eu, discordo!

Fotos aéreas da Universidade Estadual do Norte Fluminense ( UENF ) e da Casa de Cultura Villa Maria. Foto: Paulo Damasceno / FOTON

Os professores da Uenf possuem uma lista eletrônica de e-mails que faz muitos anos se transformou numa espécie de termômetro do ânimo e disposição reinantes frente a tudo o que se possa imaginar, desde o acadêmico até o futebol de botão.  Como aqui neste blog sempre participo das discussões que ocorrem na lista, pois julgo que a disputa de ideias é da natureza do meio acadêmico.

Por força da forma com que eu manifesto na lista e ajo dentro do cotidiano da Uenf, eu diria que muitos colegas professores não se alinham com que eu penso e faço.  Até ai nada demais, pois não peço permissão ou, tampouco, proíbo as pessoas de seguirem as suas convicções. É parte do processo democrático mais rudimentar que se possibilite a apresentação de visões diferentes, quiçá dentro de uma universidade.

Recentemente um jovem professor enviou uma mensagem após uma intensa troca de mensagens que mantive com um terceiro professor acerca de questões relacionadas ao processo eleitoral em curso na Uenf.  A mensagem do jovem professor, talvez formulada na linha de uma piada, convidava a mim e ao professor para nos reunirmos em torno de uma pizza para resolvermos nossas diferenças.

A minha reação à provocação do meu jovem colega e que compartilho com os leitores deste blog foi de que não vejo minhas diferenças de opinião com outros professores, especialmente aqueles alinhados com o grupo que controla a reitoria da Uenf desde 2003, como algo que se resolve com o consumo de uma pizza.  É que, ao menos para mim, estas diferenças não são pessoais, mas essencialmente políticas.

E quando falo políticas, não reduzo a questões pueris do varejo cotidiano. Eu me refiro a uma disputa de modelos de universidade que se explicita em várias dicotomias, tais como pública x privada, democrática x autoritária, socialmente responsável x regida pelos interesses do mercado. E para isso não há pizza que resolva, e há sim que se optar claramente por qual modelo se deve procurar construir a “Universidade do Terceiro Milênio” exigida em abaixo-assinado público pela população de Campos dos Goytacazes, e desenhada por Darcy Ribeiro.

A Uenf vem sofrendo um processo de definhamento acadêmico, administrativo e científico nas mãos do grupo que controla atualmente a reitoria. Retirar do poder um grupo que controla um orçamento maior que muitas prefeituras brasileiras não será fácil, pois quem tem a máquina nas mãos, sempre tem poder. Mas é justamente por isso que os debates que estão ocorrendo não podem ser reduzidos a questiúnculas pessoais, ainda que apareçam desta forma em alguns momentos.

A hora para a comunidade universitária da Uenf é de se recusar quaisquer convites para que as diferenças de modelo institucional sejam resolvidas com uma pizza. Senão qual será o nosso destino institucional,  senão de ser uma universidade onde tudo começa e termina em pizza!? E até em respeito aos contribuintes que sustentam a Uenf, especialmente os mais pobres e sofridos, eu acredito que a hora é de recusar a pizza e passar a Uenf a limpo.  Antes que seja tarde demais para impedir sua completa falência intelectual e moral.

Debate na Uenf: Luís Passoni mostra o diploma de doutor para desmascarar os caluniadores

O debate desta 3a. feira teve vários momentos interessantes, e um foi discreto mas muito importante. Logo em sua fala inicial, o candidato a reitor pela chapa de oposição à reitoria, professor Luís Passoni, mostrou o seu diploma de doutor pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como mostra a imagem abaixo.

passoni diplona

Esse gesto foi uma forma do professor Passoni responder a uma campanha de calúnia que estava sendo realizada contra ele por pessoas que afirmaram para quem quisesse ouvir que ele não possuía o título de doutor e que teria entrado na Uenf via uma “treta”.  Resolvida essa calúnia, vamos agora nos preparar para a próxima. É que quem tenta caluniar uma vez, certamente tentará caluniar de novo. É que alguns dentro da Uenf não sabem bem como se comportar de forma democrática, respeitosa e transparente. Simples assim!

 

Fotografia de visita da reitoria da UENF ao Porto do Açu: adivinha quem estava lá!

Durante o primeiro debate das eleições para a reitoria da Uenf que ocorreu hoje no Centro de Convenções, a chapa formada pelos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral gastaram algum tempo para negar que são a continuidade da gestão  de Silvério Freitas e Edson Corrêa. O prof. Edmilson Maria chegou inclusive a ensaiar algumas críticas ao que não foi feito nos últimos quatro anos, e lembrou que tenha sido parte da gestão. O problema é que ele fez sim, como parte do Colegiado Executivo. Este órgão que assumiu poderes plenipotenciários é que de fato decidiu todos os encaminhamentos práticos, sempre seguindo o que determinava o (des) governo do Rio de Janeiro.

Mas como a internet estoca informações de todo o tipo, pus-me a procurar uma imagem de uma visita feita pelos membros do Colegiado Executivo às obras do Porto do Açu no dia 20 de Março de 2013, período anterior à crise que acabou com o conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista. E querem, encontrei, e ela vai logo abaixo, já com as marcações do reitor, vice-reitor e, sim, dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral. E todos eles vestindo aquele inconfundível colete que enebria as mentes que o vestem, seja eles políticos ou dirigentes universitários!

uenf no açu

Mas mais revelador que a imagem foi o primeiro parágrafo do press release emitido pela LL(X) Açu para noticiar a visita “O Superporto do Açu recebeu na manhã de hoje (20) a visita do reitor e do vice-reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Na comitiva estavam presentes, além de Silvério de Paiva Freitas e Edson Corrêa, cerca de 20 pessoas que atuam na administração da universidade” (Aqui!).

Então qual é o moral da história? É que não como negar que no caso de Edmilson, ao longo dos últimos quatro anos ele foi membro de fato da equipe da reitoria comandada por Silvério Freitas e Edson Corrêa. Já no caso de Antonio Amaral, o período de atuação direta na reitoria é ainda maior! É que além de ter sido pró-reitor de Pós-Graduação na gestão dos professores Silvério Freitas e Edson Corrêa, ele também foi chefe de gabinete na gestão dos professores Almy Junior e Abel Carrasquilla!

Em suma, melhor seria se eles assumissem logo o que são, qual seja, uma chapa de continuidade do grupo político que controla a reitoria desde 2003. Assim, seria mais respeitosos e transparentes. Mas como já notei antes, essas qualidades estão na chapa de oposição composta pelos professores Luis Passoni e Teresa Peixoto.

Finalmente, há que se notar de que além de péssimos gestores, os atuais ocupantes da reitoria da Uenf são uns tremendos pés frios! É que depois da visita deles, o mundo de Eike Batista nunca mais parou de afundar!

Eleições na UENF: Edmilson e Amaral repetem Pezão e tentam esconder seus mentores políticos

Na atual eleição um detalhe muito peculiar parece repetir a corrida eleitoral vencida pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão quando ele escondeu o quanto pode o apoio político de um desgastado Sérgio Cabral. É que a chapa apoiada pela reitoria da Uenf formada pelos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral assumiram o discurso oficial de que não são continuidade da desastrosa gestão liderada por Silvério Freitas e Edson Corrêa.  É como se Edmilson Maria não tivesse participado diretamente das ações executivas de Silvério e Edson como diretor do Centro de Ciências Tecnológicas ou que Antonio Amaral não tivesse sido o Pró-Reitor de Pós-Graduação durante quase quatro anos. Enquanto se eximem de se reconhecer como continuidade de Edson e Silvério seus apoiadores se ocupam de tentar pregar uma imagem de radicais nos professores Luís Passoni e Teresa Peixoto por ter sido oposição à forma desastrosa pela qual a Uenf foi gerida nos últimos 4 anos.

Felizmente, a internet nos oferece oportunidades múltiplas de verificar a verdade dos fatos. E no caso da chapa que objetivamente representa a continuidade da gestão de Silvério e Edson, é só olhar na página que eles construíram no Facebook que a continuísmo está explícito. Vejamos a imagem abaixo!

edmilson amaral

 

No primeiro boxe marcado em vermelho aparece ma declaração de apoio para lá de explícita do professor Marco Martins que escreve “Seriedade, competência e responsabilidade. Estamos juntos.”. A resposta de Antonio Amaral é ainda mais explícita: “Marco, vc é muito importante para a equipe.” É que para quem não sabe, o professor Martins foi o diretor geral de administração durante os quatro anos da gestão do ex-reitor Almy Junior e em parte da gestão do reitor Silvério Freitas. Assim, a equipe que Antonio Amaral menciona é objetivamente o grupo que  controla a reitoria da Uenf com mão-de-ferro desde 2003!

Mas se o intercâmbio de declarações entre Marco Martins não for suficiente para mostrar o caráter de continuísmo representado por Edmilson e Amaral, a imagem abaixo deve acabar com quaisquer dúvidas. A cena abaixo mostra a assinatura de um convênio entre a Uenf e o Centro Universitário Fluminense (Uniflu). Este convênio permitirá  a participação de um docente da Uenf aulas como professor visitante no mestrado em Direito e Políticas Públicas, a ser implantado pelo Uniflu (Aqui!). Mas o mais interessante, e revelador, é que na imagem abaixo, o docente em questão não está presente!

edmilson silverio -convenio-uniflu

 

Entretanto, se as duas situações retratadas acima ainda não foram suficiente para demonstrar a relação umbilical entre a chapa “11”  com a atual gestão da reitoria da Uenf, eu submeto mais uma imagem reveladora desta conexão direta, e ela vem da cerimônia de assinatura de outro convênio, agora com a Prefeitura Municipal de Macaé para abertura de novos cursos no campus avançado que a universidade possui naquele município (Aqui!). O interessante aqui não é a presença de Edmilson Maria na mesa, mas a ausência dos chefes dos laboratórios de Engenharia e Exploração de Petróleo e Meteorologia que, afinal, serão os responsáveis pela implantação em Macaé dos cursos incluídos no convênio!

silvério edmilson macae

Alguns mais céticos poderiam dizer que Edmilson Maria e Antonio Amaral participaram destas cerimônias em função de seus cargos de diretor e Pró-Reitor de Pós-Graduação. E o meu ponto é exatamente esse! É que como os dois foram membros por quatro anos do Colegiado Executivo, braço executivo da reitoria, eles participaram de todas as decisões das quais eles tentam se eximir ao declararem que representam a continuidade da gestão de Edson e Silvério! Mais respeitoso e transparente seria os dois assumiram o seu papel de continuísmo. Mas o problema para eles é que essas duas qualidades estão depositadas na chapa da oposição! Simples assim!