DCE/UENF convoca assembleia estudantil para discutir próximas atividades

ASSEMBLEIA

Luta que segue!

O Conselho Representativo do DCE-UENF vem por meio deste comunicado convocar Assembleia Geral para discutir as seguintes pautas:

1 – Informes;
2 – Definição das próximas atividades.

Dia: 11 de março de 2015.

Horário: 17:00

Local: Restaurante Universitário Cícero Guedes

Ressaltamos a necessidade de todos os estudantes estarem presentes, as assembleias convocadas pelo DCE são de suma importância por ser o espaço de deliberações dos estudantes e onde decidimos e encaminhamos as propostas de mobilizações, atos e atividades.

Essa luta é de todos! Participem, Uenfianos!

Conselho Representativo do DCE-UENF

FONTE: https://www.facebook.com/events/700235080084797/

Em dia de luta contra cortes do (des) governo Pezão, movimento estudantil lacra a UENF

Em um dia de luta contra o processo de asfixia financeira promovido pelo (des) governo Pezão, o movimento estudantil da UENF promoveu o fechamento de todas as entradas do campus Leonel Brizola na manhã desta 3a. feira (10/03). Os coordenadores do Diretório Central dos Estudantes que não estarão participando na parte da tarde na Comissão de Educação da ALERJ informaram que esta é a primeira atividade das várias que ocorrerão ao longo do dia. O objetivo dessas atividades é apoiar politicamente a delegação formada por membros dos três segmentos da comunidade universitária que hoje estarão na ALERJ.

Nunca é demais lembrar que a falta de liberação financeira por parte da Secretaria de Fazenda vem comprometendo o pagamento de todos os tipos de bolsas acadêmicas oferecidas pela UENF, com um número significativo de estudantes que está sem receber pagamentos referentes a janeiro e fevereiro de 2015. Como as bolsas são a única fonte de sustento destes estudantes, a situação deles é crítica a ponto de inviabilizar a sua permanência na universidade.

É bom que se saiba que até o acesso ao restaurante universitário está sendo inviável para muitos estudantes, pois os mesmos não possuem “dinheiro vivo” para pagar o custo das refeições. Essa situação só não é pior porque o restaurante está funcionando com verbas fornecidas pelo Ministério da Educação! 

Por outro lado, a falta de pagamentos de serviços essenciais como água, eletricidade e telefonia coloca em xeque o próprio funcionamento da UENF que, neste exato momento, está com todos os seus telefones cortados.

Em tempo: a coordenação do DCE/UENF acaba de informar em sua página no Facebook que a paralisação também ocorrerá na parte da tarde, Um dos motivos para essa extensão do protesto é que a empresa que opera o restaurante universitário decidiu aderir ao protesto por falta de pagamentos pelos prestados na UENF (Aqui!).

Abaixo imagens do fechamento do campus.

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O Diário noticia mobilização de amanhã na UENF

Crise na Uenf leva alunos e professores à Alerj

Isaías Fernandes 

Caderno especial do aniversário e Campos  UENF Foto Isaías Fernandes

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira no Estado do Rio de Janeiro, está passando por uma verdadeira crise. Assunto de matéria na edição de domingo (08) do Jornal O Dia, a universidade está com problemas que vão desde verba para pagamento das contas de luz e água até para manter projetos e pagamento atrasado dos bolsistas. Porém, o que mais preocupa é o corte de R$ 19 milhões no orçamento para 2015.

Para tentar resolver a situação, professores e alunos irão à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ainda esta semana.

A secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) informou que todos os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição, mas ainda não há prazos.

Leia a matéria completa sobre este assunto na edição impressa do Jornal O Dário desta terça-feira (10).

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/crise-na-uenf-leva-alunos-e-professores-a-alerj-19557.html

O DIA fala da crise financeira que ameaça fechar a UENF

Uenf sofre com corte de verbas e pode ficar sem água e luz

Sem R$ 19 milhões no orçamento, universidade não tem como pagar bolsistas e manter projetos

EDUARDO FERREIRA

Rio – Considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira do Estado do Rio, segundo estudo recente do Ministério da Educação, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) vive uma situação dramática. O corte de R$ 19 milhões do orçamento da instituição pelo governo estadual — de R$ 172 milhões para R$ 153 milhões este ano — afetou diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança e limpeza terceirizada, além do repasse dos recursos para o restaurante universitário e a contratação de professores auxiliares.

A universidade, considerada pelo MEC a segunda melhor estadual do país, agoniza com a falta de recursos. Foto:  Divulgação

A preocupação do presidente da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, é que a universidade não tenha mais condições de funcionar. “Estamos preocupados. Semana que vem (esta semana) vou ao Rio iniciar contatos com governantes para pedir uma ajuda. Estamos sem telefone por causa do atraso no pagamento. Se cortarem a água e a luz, a Uenf fecha as portas”, afirmou.

Outro problema, segundo Passoni, é que as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses. “Isso prejudica diretamente a manutenção dos estudantes na universidade e os projetos estão paralisados. Os novos terão que ser indefinidamente adiados. Nenhum estudo de extensão está sendo pago. Os alunos carentes e os cotistas encontram dificuldades se as bolsas forem pagas com atraso”, comentou.

Em nota, o reitor da Uenf, Silvério de Paiva Freitas, explicou que as bolsas em atraso são pagas com a chamada “verba descentralizada da Faperj”, concedida a todas as universidades estaduais para que possam conceder bolsas para atuar em projetos vinculados à universidade. Segundo a nota, a reitoria tem tentado uma solução junto às secretarias estaduais e à Faperj para solucionar o problema.

“Todos os procedimentos do pagamento de janeiro deste ano foram concluídos no tempo correto e, desde o dia 9 de fevereiro, encontram-se à disposição da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), aguardando a sua execução. Do mesmo modo, todos os procedimentos referentes ao mês de fevereiro de 2015 foram concluídos na última terça-feira, restando a liberação financeira pela Sefaz”, informou. A Secretaria informou que os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição . “Não há um prazo a ser informado, está em negociação permanente”, informou a assessoria.

Professor fica sem material

O professor Marcos Pedlowski diz que as bolsas são a fonte de renda única para muitos estudantes, que dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação da Uenf são oferecidos. Na última quinta-feira, o movimento estudantil protestou pelo pagamento de bolsas atrasadas. “Os alunos não incendiaram o bandejão porque ele é mantido com dinheiro do MEC”, disse.

Segundo ele, só com despesas de salários e bolsas acadêmicas, a Uenf gasta R$ 120 milhões. “Soma-se luz, água, telefone, insumos para os quatro centros de pesquisa, funcionários terceirizados de limpeza e segurança. A conta não fecha. Houve uma perda de R$ 19 milhões. É muita coisa.”

O professor contou que teve que tirar dinheiro do seu projeto para pagar os testes para os alunos. “O papel almaço das provas que aplico quem compra sou eu. A tinta para impressão também. Antigamente, eu pedia material para o almoxarifado da universidade, agora não tem mais”, destacou.

De acordo com o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Braullio Fontes, apesar desse panorama, os estudantes continuam a tocar os programas. “Mesmo sem o pagamento, os alunos estão mantendo os projetos. Eu, por exemplo, não recebi a bolsa de janeiro e nem de fevereiro, mas continuo o meu curso de extensão em Filosofia”, observou.

Em outra nota, a Gerência de Recursos Humanos da Uenf informou que contestou a decisão do governo de não corrigir os percentuais de pagamento do adicional de insalubridade dos servidores estatutários, reajustados por conta de enquadramento, progressão ou triênio.

FONTE: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-03-08/uenf-sofre-com-corte-de-verbas-e-pode-ficar-sem-agua-e-luz.html

DCE/UENF lança carta aberta à população sobre crise financeira na universidade

Carta Aberta do Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho – DCE UENF

A situação da Universidade Estadual do Norte Fluminense está cada vez pior, iniciamos 2015 à beira do caos. O governo federal vem realizando uma série de ajustes fiscais que têm impactado diretamente as políticas de educação.

Da mesma forma o governo estadual cortou uma importante parcela do orçamento das universidades estaduais, afetando diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança terceirizada, Programa Estadual de Integração na Segurança, inclusive o repasse dos recursos para o Restaurante Universitário e a contratação de professores auxiliares (bolsista de apoio ao ensino).
Além disso, as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses, prejudicando diretamente a manutenção dos estudantes na Universidade.

Outro reflexo do arrocho orçamentário imposto pelo governo do estado é o descumprimento dos acordos firmados com o movimento estudantil ainda em 2014 durante a greve geral, dentre eles o aumento das bolsas de permanência, em equiparação com a UERJ, e a criação do auxílio-moradia.

Não podemos esquecer da corriqueira e constante omissão da reitoria, que covardemente se esconde diante suas responsabilidades e não cumpre a missão de representar a comunidade “uenfiana”, além de não preocupar-se em informar os estudantes quanto a data dos pagamentos das bolsas em atraso.

Na tentativa da resolução destes impasses o movimento estudantil tem se mantido mobilizado, inclusive com a colaboração de outras categorias organizando uma série de atividades para que o governo possa à UENF a atenção merecida.Buscamos o apoio da população, representações sociais, outras entidades estudantis, do meio político e atenção do Governo para regularizar a situação de nossa universidade.
Campos dos Goytacazes, 05 de Março de 2015.
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UENF e as evidências da crise causada pelos cortes financeiros ordenados por Pezão: linhas telefones mudas por falta de pagamento

Acabo de receber a informação de que as linhas telefônicas que existem na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foram cortadas por falta de pagamento. Se esse fato se confirmar, o mesmo vem se somar ao atraso no pagamento de diversas modalidades de bolsas acadêmicas em todas as três áreas “finalísticas” da UENF, quais sejam, ensino, pesquisa e extensão.

Ainda que no ano passado também ocorrido esse “emudecimento” das linhas telefônicas, o problema agora parece ser mais grave, visto que os cortes orçamentários determinados pelo (des) governo Pezão deixam a UENF sem quaisquer perspectivas de poder honrar suas muitas pendências financeiras.  E a dúvida que muitos têm agora é sobre qual será o próximo serviço essencial a ser cortado. Se for a eletricidade, o fechamento das portas será rápido e implacável.

É preciso lembrar que enquanto a UENF e as outras universidades estaduais estão sendo asfixiadas financeiramente e têm suas atividades básicas comprometidas severamente, o (des) governo do Rio de Janeiro mantem generosas isenções fiscais que, estas sim, sangram o tesouro estadual.

Estudantes da UENF trancam entrada do campus para informar população sobre crise financeira causada por Pezão

A manhã desta 5a. feira (05/03) foi usada pelo movimento estudantil da UENF para iniciar uma campanha de denúncia contra o processo de sucateamento e desmanche que está sendo promovido pelo (des) governo do Rio de Janeiro. Desde cedo, dezenas de estudantes se reuniram na entrada do campus Leonel Brizola para uma panfletagem que teve como objetivo principal informar os motoristas que passavam pela Avenida Alberto Lamego e, principalmente, mobilizar a comunidade universitária para a luta em defesa da UENF.

Essa atividade promete a primeira de muitas, e visa criar um movimento que não apenas garanta o pagamento de bolsas atrasadas, mas também a sua equiparação com os valores sendo praticados na UERJ. Além disso, como bem explicitaram os panfletos distribuídos pelos estudantes, essa mobilização visa defender a UENF enquanto uma universidade pública e gratuita frente aos ataques que estão sendo realizados pelo (des) governo comandado por Luiz Fernando, o Pezão.

Abaixo imagens da mobilização realizada pelos estudantes da UENF.

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Estudantes da UENF preparam mobilização e lançam panfleto bastante esclarecedor

O panfleto abaixo está sendo circulado pelo movimento estudantil da UENF para explicitar as razões da mobilização que está em curso dentro da universidade. A leitura do conteúdo deste material mostra que os estudantes entendem perfeitamente as causas do processo de estrangulamento pelo qual a UENF passa neste momento.

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Por outro lado, o panfleto aponta que no próximo dia 10/03 haverá um ato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) para cobrar que os parlamentares se empenhem na resolução dos diversos problemas que estão comprometendo o próprio funcionamento da UENF.

A defesa da UENF passa por apoiar a luta dos seus estudantes

Os estudantes realizaram uma assembléia ontem (03/03) após convocação pelo DCE-UENF. É que confrontados pelo espectro do caos financeiro que implica, entre outras coisas, no atraso do pagamento de todas as modalidades de bolsas que dependam de recursos do tesouro estadual, os estudantes optaram pelo caminho da luta organizada.

Com base nessa disposição é que fui informado que uma série de atividades políticas deverão acontecer no futuro imediato visando responsabilizar o (des) governo do Rio de Janeiro pelos diversos problemas que hoje comprometem o funcionamento da UENF. Nesse sentido, foi definida a publicização da hashtag #Pezão inimigo da educação.  Pode parecer exagero, mas não é!

Neste cenário de precarização que ameaça a UENF, é preciso ficar claro que apoiar a pauta de reivindicações formulada pelos estudantes é essencial para que a universidade possa continuar cumprindo seu papel estratégico no desenvolvimento econômico e social da região Norte Fluminense.

É como bem disse o bispo sul africano Desdmond Tutu, quem fica neutro em situações de injustiça, escolhe o lado do opressor. No caso da UENF,  quem ficar neutro em relação à luta dos estudantes, vai estar fazendo a opção pelo (des) governo Pezão e pelo sucateamento e desmanche que está promovendo na UENF e nas outras universidades estaduais.

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Em nova nota “Pôncio Pilatos”, reitoria dá pistas sobre o tamanho da crise financeira que assola a UENF

Certamente sob pressão da crescente insatisfação estudantil frente ao atraso no pagamento de diversos tipos de bolsas acadêmicas, a reitoria da UENF veio à público no final desta 3a. feira (03/03) com mais um nota no estilo “Pôncio Pìlatos” que, pelo menos dessa vez, foi assinada pelo reitor, Silvério de Paiva Freitas.

Apesar do tom lacônico e conformado, a nota da reitoria da UENF deixa transparecer que todas as atividades da universidade estão sendo prejudicadas pelo atraso das bolsas. O fato é que uma parcela significativa de todas as atividades em qualquer universidade brasileira são realizadas por estudantes que, em contrapartida, recebem bolsas que na maioria das vezes estão com valores completamente defasados.

Agora, o mais grave é que enquanto professores e servidores técnicos podem fazer greve, e rotineiramente o fazem para defender seus direitos, os estudantes não possuem uma estrutura sindical própria, e nem possuem quaisquer direitos assegurados em relação ao cumprimento dos prazos de pagamentos de suas bolsas. Na prática, os bolsistas ficam jogados à mercê da própria sorte, o que acaba sendo agravado pela postura submissa da reitoria da UENF frente ao processo de sucateamento e desmanche que o (des) governo comandado por Luiz Fernando, o Pezão, vem impondo às universidades estaduais.

De toda forma, apesar de todas as dificuldades que eu apontei acima, os sinais que recolho em conversas com os estudantes é que eles não estão dispostos a esperar pela boa vontade de Pezão ou da tomada de uma postura mais pró-ativa da reitoria da UENF. Assim, que ninguém se surpreenda se o caldo entornar não apenas na UENF, mas também na UERJ e na UEZO. É que se os estudantes resolverem suspender suas múltiplas atividades vinculadas às bolsas que não são pagas, a situação que já está ruim, vai ficar ainda pior.

Nota da Reitoria

Ciente dos transtornos que vêm sendo causados à comunidade universitária em decorrência do atraso no pagamento dos bolsistas, a Reitoria esclarece que as bolsas UENF em atraso são todas aquelas pagas com a chamada “verba descentralizada da Faperj”.

Trata-se de uma verba concedida pela Faperj a todas as universidades estaduais, especificamente, para que estas possam conceder bolsas para atuar em projetos vinculados às Pró-Reitorias de Graduação (PROGRAD); Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG); e Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX).

Todos os procedimentos referentes ao pagamento de janeiro/2015 foram concluídos no tempo correto e, desde o dia 09/02/15, encontram-se à disposição da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) aguardando a sua execução. Do mesmo modo, todos os procedimentos referentes ao mês de fevereiro/2015 foram concluídos hoje, 03/03/15, restando a liberação financeira pela Sefaz.

Informamos que a Reitoria tem feito e continuará fazendo gestões cotidianas junto às diversas Secretarias de Governo, principalmente a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), à qual a UENF está vinculada, bem como à Faperj, no sentido de solucionar este problema.

A Reitoria assegura aos bolsistas que as bolsas em atraso estão previstas no orçamento da Universidade e serão saldadas tão logo a liberação financeira seja providenciada pela Sefaz.

A Reitoria aguarda da Sefaz uma previsão de pagamento e, tão logo tenha essa informação, divulgará à comunidade da UENF.

Silvério de Paiva Freitas
Reitor