Estudantes mostram o caminho para defender a UENF: organizando a luta!

Enquanto a reitoria da UENF se mantém em completa passividade frente à ameaça de caos financeiro que paira sobre a instituição deixando centenas de bolsistas sem pagamento por tempo indeterminado, o movimento estudantil mostra que o caminho para impedir o desmanche e o sucateamento promovidos pelo (des) governo Pezão será feito por meio da luta organizada!

Para estruturar as respostas que serão dados pelos estudantes, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) está convocando uma assembleia para esta terça-feira (03/03) onde deverão ser estabelecidas as estratégias para um enfrentamento que se mostra inevitável, visto que o atraso no pagamento das bolsas é apenas o primeiro sintoma mais evidente do caos que deve se estabelecer na UENF caso os cortes orçamentários feitos por Pezão não sejam imediatamente revertidos.

Abaixo a convocatória que está sendo circulada pelo DCE-UENF.

DCE panfleto

Crise na UENF: Diretório Central dos Estudantes convoca assembléia extraordinária para organizar a luta

 

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Assembleia Geral dos Estudantes – URGENTE

Terça às 17:00 Restaurante Universitário Cícero Guedes

O Conselho Representativo do DCE-UENF vem por meio deste comunicado convocar Assembleia Geral Extraordinária em caráter de URGÊNCIA para discutir as seguintes pautas:

1 – Atraso no pagamento das Bolsas;

2 – Discussão/organização de futuros atos;

3 – Representações das câmaras de graduação;

4 – Outros assuntos.

Vale ressaltar a necessidade de todos os estudantes estarem presentes, as assembleias convocadas pelo DCE são de suma importância por ser o espaço de deliberações dos estudantes e onde decidimos e encaminhamos as propostas de mobilizações, atos e atividades. Essa luta é de todos! Participem, Uenfianos!

FONTE: https://www.facebook.com/events/426772627489608

A política da avestruz. Essa é a fórmula da reitoria para enfrentar a crise financeira causada pelo governo Pezão na UENF

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As bolsas dos estudantes estão atrasadas? As contas de água e luz estão vencidas? Os direitos trabalhistas dos servidores estão ameaçados? O que fazer frente essa situação aflitiva que decorre da asfixia financeira imposto pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, sobre as universidades estaduais do Rio de Janeiro?

Bom, se depender do que foi dito pelo vice-reitor da UENF na reunião do Conselho Universitário desta sexta-feira (27/02), a saída é adotar a política da avestruz de enterrar a cabeça na areia toda vez que se sente ameaçada.  

É que segundo o que me foi narrado por um membro desse conselho superior, o vice-reitor, Edson Corrêa da Silva,  indicou que, como o pessoal do Palácio Guanabara não gosta de ser cobrado, a saída para os múltiplos problemas ocorrendo na UENF neste momento é esperar até que a instituição seja lembrada pelos (des) governantes do Rio de Janeiro.

Mas a sugestão oferecida pelo vice-reitor  vai mais longe ainda no uso da tática “avestruz”. É que segundo o que narrado, a sugestão do vice-reitor é que a comunidade universitária da UENF deve esperar a boa vontade dos (des) governantes, preferencialmente calada e sem fazer ruídos!

O problema, como disse um dia Garrincha ao técnico Vicente Feola na Copa de 1958, é que alguém precisa combinar o uso da tática avestruz com os russos que, no caso da UENF, são seus estudantes, professores e servidores!

 

Pezão coloca programas de extensão da UENF em compasso de crise: bolsistas continuam sem pagamento

Estive hoje com um estudante da UENF que está engajado num dos muitos projetos de extensão que são mantidos pela instituição, e que beneficiam diversos municípios da região Norte Fluminense. Este estudante me relatou das dificuldades que está atravessando por causa da falta de pagamento dos valores referentes ao mês de janeiro de 2015. E o pior é que não há sinalização de quando o pagamento será feito!

Uma das muitas consequências nefastas deste atraso é que muitos estudantes estão tendo que se endividar em restaurantes fora da universidade onde podem usar cartões de crédito, coisa que não é permitida no restaurante universitário mantido pela UENF. 

Se a reitoria da UENF tivesse um mínimo de preocupação com seus estudantes já deveria ter adotado o mecanismo de gratuidade para todos os bolsistas que estejam com bolsas atrasadas. Pelo menos assim, as dívidas que estão sendo acumuladas ficariam menores!

Mas como sensibilidade e respeito pela comunidade universitária não é o forte dos atuais gestores da UENF, bem que o Diretório Central dos Estudantes poderia começar a cobrar a adoção urgente dessa medida. Tenho certeza que essa reivindicação seria prontamente apoiada pela ADUENF e o SINTUPERJ, que vem a ser os sindicatos de professores e servidores cujos salários ainda não estão atrasados.

Nota conjunta de sindicatos denuncia Pezão por assalto à direitos e cortes orçamentários na UENF

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MAU COMEÇO

Governo Pezão inicia com assalto aos direitos trabalhistas.

Para manter a generosa política de isenção fiscal concedida aos amigos do poder, Pezão opta por descontos inéditos nos salários dos servidores, além de cortes orçamentários que prometem criar “dificuldades na manutenção das atividades finalísticas da universidade”.

As entidades representativas da comunidade Universitária, ADUENF, SINTUPERJ e DCE, estão juntas na denúncia e mobilização para reverter a política de arrocho, cortes de direitos, descumprimento de acordos e ações ilegítimas que afetam toda nossa comunidade.

O desconto do auxilio alimentação dos “dias parados” foi um ato autoritário e ilegítimo. Já há acórdão do STF de que o servidor tem direito ao adicional integral inclusive nas férias. Mas não parou por aí, mais maldades estão sendo preparadas pelo governo, ao modificar a definição do cargo, o vínculo empregatício e omitir, do contra cheque, o % do salário a que se refere o adicional de insalubridade. Colegas que foram reenquadrados recentemente relatam que o valor do adicional de insalubridade permaneceu congelado, deixando de representar 20% do salário base.

Também contra os estudantes a desfaçatez se manifesta. Não bastasse o atraso no pagamento das bolsas e o não pagamento de modalidades de bolsa como a “Universidade Aberta”, o acordo firmado no final do ano passado, segundo o qual as bolsas estudantis praticadas na UENF teriam o mesmo valor daquelas da UERJ, não foi cumprido.

PELA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS E CUMPRIMENTO DOS ACORDOS.

Campos dos Goytacazes, 24 de Fevereiro de 2015.

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FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2015/02/dce-sintuperj-e-aduenf-emitem-nota.html

O Diário: Uenf pede socorro para o estado que diminuiu verba

Isaías Fernandes
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Professor Pedlowski afirma que corte no orçamento vai promover um verdadeiro caos

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) passa por dificuldades e será afetada com cortes do governo do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) a Uenf terá em 2015, R$ 190.787.439,00 em caixa. Porém, segundo o Diário Oficial de 26 de janeiro, o orçamento da universidade para 2015 é de pouco mais de R$ 153 milhões, o que representa um corte de quase R$ 38 milhões.

Membro do Conselho de Representantes da Associação de Docentes da Uenf, Marcos Pedlowski disse que o orçamento inicial já era insuficiente e com o corte será um caos. Segundo ele, somente “a folha de salários da Uenf deverá chegar a R$104 milhões, o que deixaria cerca de R$49 milhões para outras despesas, incluindo pagamento de bolsas acadêmicas e serviços básicos”.

A Seplag informou que “o orçamento da Uenf para 2015 é de R$ 190.787.439,00, segundo a Lei do Orçamento Anual. Atualmente, há um Limite de Movimentação de Empenho que, no caso da Uenf, é de R$ 153.063.057,00. Este valor poderá ser revisto em abril, dependendo da evolução da capacidade de receita do Estado, após o primeiro trimestre”. A assessoria de comunicação da Uenf foi contatada, mas até o fechamento da edição não respondeu. No dia 12, a reitoria da Uenf se reuniu com representantes da Seplag para pedir reforço no orçamento.

Crise

Segundo o Extra na edição do último domingo, o corte de gastos do governo do Rio, que até o final do ano pode chegar a R$ 144 milhões, poderá ampliar antigos problemas das universidades estaduais. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro faltam 572 professores concursados sob o risco de disciplinas não serem abertas este ano. Já o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), a obra da sede está paralisada e funciona nos fundos de uma escola estadual.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/uenf-pede-socorro-para-o-estado-que-diminuiu-verba-19078.html

Em nota “Pôncio Pilatos”, reitoria da UENF dá informe sobre atraso no pagamento de bolsas acadêmicas

Em uma bizarra nota apócrifa que segue logo abaixo, a reitoria da UENF informa que finalmente serão pagas diversas modalidades de bolsas referentes ao mês de Dezembro de 2014 (!), e aproveita para comunicar que bolsas ainda não pagas do mês de janeiro continuam sem previsão para pagamento.

Se a vida de centenas de pessoas não estivesse sendo afetada por essa situação esdrúxula, eu diria que a forma como a reitoria da UENF aborda essa situação beira o cômico. Mas como os problemas causados por esses atrasos estão afetando e muito o cotidiano de estudantes e profissionais contratados em condições precárias, eu digo que a nota da reitoria é trágica, com pitadas de lavada de mãos à la Pôncio Pilatos.

È importante notar que enquanto submete a UENF a este arrocho sem precedentes, Pezão esteve no Sambódromo e com um camarote que ficou lacrado para impedir o trabalho da imprensa.

Nota da Reitoria

A Reitoria informa que foram executadas nesta quinta-feira, 19/02/15, as Programações de Desembolso (P.D.s) referentes ao pagamento do restante das bolsas de dezembro/2014 (pré-Vest, Universidade Aberta, Multiplicadores, Pesquisador de Apoio Acadêmico e Professor Visitante).

Sendo assim, o dinheiro deverá entrar na conta dos bolsistas nesta terça-feira, 24/02/15.

Quanto ao pagamento das bolsas de janeiro que ainda não foram pagas, a Reitoria ainda aguarda um posicionamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) autorizando a descentralização dos recursos Faperj.

A Reitoria espera que esta questão seja normalizada o mais breve possível, evitando, assim, maiores transtornos financeiros para os bolsistas e possibilitando o restabelecimento da normalidade das atividades acadêmicas.

Jornal Extra faz Raio-X da crise financeira causada por Pezão nas universidades estaduais

Em universidades do Rio, faltam professores e até tinta para imprimir provas

Bruno Alfano

Falta de professores, baixos salários, obras paradas… O corte de gastos do governo do Rio, que contingenciou o orçamento de praticamente todos os setores da administração pública, amplia problemas antigos das universidades estaduais — que podem chegar, ao fim do ano, com R$ 144 milhões a menos de orçamento.

O cenário atual já é complicado, segundo docentes e estudantes. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) precisa de 572 professores concursados para começar o ano — sob o risco de disciplinas não serem abertas. O Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) funciona nos fundos de uma escola estadual, e, na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), professores alegam que precisam pagar até a tinta para imprimir as provas.

A situação mais grave é a da Uerj. Proibida pela Justiça desde o ano passado de contratar professores substitutos, a instituição precisa realizar concursos. O site da universidade exibe 245 abertos. Os outros 327 estão apenas autorizados.

— O semestre não começa sem estes professores. Várias disciplinas obrigatórias estão sem docentes — denuncia o presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Bruno Deusdará.

A universidade foi procurada, mas afirmou que, com a proximidade do carnaval, todos os funcionários estariam indisponíveis para dar explicações. Enquanto isso, os cerca de 23 mil alunos da instituição sofrem — e a falta de professores é só uma das faces da crise.

Maria Bubna, de 21 anos, está no terceiro período de Direito e recebe Bolsa Permanência de R$ 400. O benefício, no entanto, tem atrasado até 20 dias.

— Tem bolsista que mora na Baixada Fluminense e gasta os R$ 400 em passagem. Se ficar sem, não vem para a aula. A minha sorte é que moro aqui em frente — diz a jovem.

Para a equipe do EXTRA sair do sétimo andar da universidade, foi preciso gritar no vão do elevador. É que o botão não está funcionando, e só assim os ascensoristas sabem que há gente esperando.

A previsão de menos R$ 15 milhões no orçamento de 2015 já causou problemas para a Uezo. O reitor Alex da Silva afirmou que a construção do campus precisou ser interrompida. Hoje, a universidade funciona nas dependências do Instituto Educacional Sarah Kubitschek, um colégio estadual.

— Só devemos retomar as obras em maio. Por enquanto, está parada — afirma.

A obra, que custa R$ 18 milhões, começou em maio do ano passado, e, segundo o reitor, está em fase de terraplanagem.

Na Uenf, professores afirmam que o orçamento já está curto e a conta não deve fechar até o fim do ano. Marcos Pedlowski, membro do Conselho de Representantes da Associação de Docentes da Uenf, conta que já precisou até pagar tinta para a impressão das provas.

— O orçamento deste ano não deve dar — alerta.

De acordo com a pró-reitora de Graduação, Ana Beatriz Garcia, a contratação de mais 60 professores resolveria o quadro docente.

O Ministério Público do Trabalho vai investigar a falta de pagamento dos funcionários terceirizados da Uerj. A procuradora Valdenice Amalia Furtado já pediu esclarecimentos por escrito aos investigados.

Os funcionários da empresa Construir, responsável pela manutenção da universidade, ficaram até três meses sem receber o pagamento. Alunos de cursos como Direito e Serviço Social fizeram arrecadação de alimentos para ajudar os funcionários, já que alguns estavam sem dinheiro até para comprar comida e pagar contas.

Em uma reunião interna, o reitor Ricardo Vieiralves afirmou que vai romper o contrato com a Construir.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/rio/em-universidades-do-rio-faltam-professores-ate-tinta-para-imprimir-provas-15338514.html#ixzz3RoCWdvQw

Estudantes da Uenf denunciam falta de segurança em ponto de ônibus

Segundo eles, um aluno foi assaltado na noite de quinta-feira (12 de fevereiro)

Estudante Larissa Simão. (Foto: JTV)

Estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), que contam com o serviço de transporte público em Campos, estão inseguros nos pontos de ônibus e questionam a falta de policiamento próximo a universidade. Segundo eles, um aluno foi assaltado na noite de quinta-feira (12 de fevereiro).

Larissa Simão, de 24 anos, cursa o 8º período do curso de engenharia metalúrgica e de materiais, e contou que estava no ponto de ônibus minutos antes do crime acontecer. “Poderia ter acontecido comigo. Mesmo sabendo dos riscos, não tenho escolha, esse é o meio de transporte que tenho. Acho que deveria ter segurança ao redor como tem dentro da universidade”, disse.

O estudante de agronomia Márcio Chaves, que cursa o 10º período, disse que há falta de iluminação no local, o que contribui para a ação dos bandidos. “Nunca fui vítima de assalto, mas já desconfiei de atitudes enquanto esperava o ônibus. Muitos estudam à noite e segurança só dentro dos Centros da Uenf”, disse.

O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, o tenente-coronel Marcelo Freiman, informou que na manhã desta sexta-feira tomou conhecimento do assalto ocorrido na noite de quinta-feira e o assunto foi discutido no próprio batalhão. “Vamos nos reunir com a Secretaria Municipal de Paz e Defesa Social e reitores de universidades, logo após o carnaval, a fim de promover uma ação integrada, que garanta melhorias na segurança desses jovens. Vamos fazer um levantamento dos pontos que se tornaram alvos certos dos bandidos e neles colocar sistema de monitoramento de câmeras que facilitam as investigações. Outra medida é garantir a iluminação pública nesses locais”, disse o comandante.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/64962/estudantes-da-uenf-denunciam-falta-de-seguranca-em-ponto-de-onibus

Reitor da UERJ envia carta pedindo retirada de projeto legislativo que mutila a FAPERJ

Deputado Edson Albertassi (PMDB), autor da emenda que ameaça a autonomia da produção científica no Rio de Janeiro

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Vieiralves de Castro, enviou ontem uma carta ao deputado Edson Albertassi (PMDB) pedindo a retirada do Projeto de Lei  Nº 3282/2014 que sob a desculpa de estabelecer critérios  para a concessão de bolsas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), acaba por objetivamente quebrar a autonomia da produção cientifica fluminense.

Abaixo segue a correspondência assinada pelo reitor da UERJ. Estranhamente outros reitores, a começar pelo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), ainda continua calados sobre esse novo ataque à FAPERJ e, por extensão, à ciência do Rio de Janeiro.

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