Jornal do Brasil faz ampla matéria sobre greve na UENF

Professores, funcionários e alunos da UENF pedem melhorias

Jornal do Brasil
Professores e estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizaram nesta terça-feira (27) um protesto nas cidades de São Fidélis e Itaocara, no Norte fluminense. Nesta quarta (28) aconteceu uma audiência na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), encerrando as discussões sobre o Plano estadual de educação.

O presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, disse que a principal questão discutida foram os 6% obrigatórios da receita estadual investida no ensino superior “O grande debate foi o financiamento das universidades que passa pela constituição do estado e o governo vem desrespeitando os 6%. O estado mal aplica 1%, por isso que falta infraestrutura, existe má remuneração, impossibilidade de contratar novos profissionais , não tem nem candidato para os concursos”, denuncia Passoni.

Segundo a assessoria da Alerj, as reivindicações dos professores serão encaminhadas para o governador e será convocada uma nova reunião, onde será pedida a presença das reitorias, sindicatos e do executivo. Foi mencionada a questão das reivindicações estudantis que também entrarão na pauta.

Os professores da UENF estão em greve há mais de dois meses, e buscam especialmente corrigir perdas salariais e resolver a questão da dedicação exclusiva. A Uenf tem 100% de seus doutores dedicados exclusivamente a função de professor, porém, eles não ganham a porcentagem relativa a isso que profissionais de outras universidades estaduais ganham.

Os professores querem o pagamento dos 65% que correspondem ao regime exclusivo e reposição de 86,7% das perdas salariais que acontece desde 1999. Segundo o assessor da Aduenf, as negociações estão acontecendo há três anos mas nenhum acordo foi cumprido. “O governo até agora, finalizou uma pequena reposição de 35 a 39%, mas não apresentou um documento oficial, tudo é negociação informal. Os professores chegaram a suspender a greve por 15 dias a para formalizar isso e enviar para a Alerj a proposta, mas nada aconteceu”, comentou.

“O nosso principal problema é o governo não repassar essas propostas para a Alerj votar. Em junho do ano passado, o governo prometia para setembro repassar a proposta e foram mudando os prazos, até que em março entramos em greve. Depois disso, o Secretario de Ciência e Tecnologia [Tande Vieira] disse que se encerrássemos  a greve, iria repassar a proposta. Mas não fez isso. Isso mostra a completa incapacidade do governo em cumprir seus próprios prazos, e aí retomamos a paralisação”, comenta Passoni.

Além dos professores, os técnicos administrativos  aderiram à greve. Os alunos também tem suas próprias reivindicações. Num vídeo postado no Youtube, o estudante Braullio Fontes da coordenação do DCE/UENF, explica a situação dos estudantes e suas propostas. Eles querem aumento das bolsas auxílio, um restaurante universitário e alojamento estudantil. Os estudantes estão ocupando diversas áreas da Universidade, como forma de pressionar a direção, que como Braullio diz no vídeo, se recusa a receber os estudantes. “Nós conseguimos só promessas da reitoria. Promessas de aumento das bolsas e de funcionamento do restaurante universitário. A reitoria ignorou a nossa demanda por moradia, então começamos um processo de ocupação.

Os estudantes estão acampando em diversos locais da universidade e reclamam que a reitoria não cumpre sua parte em aceitar os projetos e direcioná-lo para o governo do estado. Estamos ocupando o um pavilhão de sala de aula, que não tem função, está inaugurado a oito meses mas ainda não está sendo utilizado. Comporta 90 estudantes, e quando fomos ocupar esse espaço ocupamos ameaça da reitoria,de jubilamento de sindicância interna, e reintegração de posse”, denuncia Braullio.

A Reitoria respondeu que considera justos todos os pleitos dos estudantes (auxílio-moradia, funcionamento do restaurante universitário e aumento das bolsas auxílio-cota) e está dando encaminhamento a todos eles. “A proposta de auxílio-moradia, discutida com a participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi aprovada ontem no Colegiado Executivo (COLEX) e neste momento está sendo analisada pela Assessoria Jurídica da Universidade. Em seguida, deverá ser encaminhada ao Conselho Universitário (CONSUNI). Se aprovada, deverá ser encaminhada ao Governo para que seja feita a dotação orçamentária”, esclareceu em nota a assessoria da universidade.

Ainda segundo a nota, o Restaurante Universitário será colocado em funcionamento a partir do 2º semestre letivo de 2014 e os valores das bolsas de auxílio-cota serão aumentados para R$ 400 a partir do retorno das aulas.

Sobre as ocupações dos estudantes dentro do campus, a reitoria disse  que viu com surpresa a decisão dos estudantes, porque os encaminhamentos para melhorias estão sendo feitos. “Sobre o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10), há que se observar que a construção foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento” consta numa nota no site da instituição.

*Do programa de estágio do JB

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/28/professores-funcionarios-e-alunos-da-uenf-pedem-melhorias/

Na UENF entre o sonho e o pesadelo, a raiz dos problemas é o autismo institucional da reitoria

Hoje no melhor estilo “Martin Luther King” amanheci querendo dizer que eu tive um sonho. Nesse sonho eu abria minha conta de correio eletrônico no servidor da UENF e todas as costumeiras dezenas de spams teriam sumido, e eu já podia novamente enviar e-mails para dezenas (ou seriam centenas?) de endereços para o qual não posso fazer por muito tempo. Nesse sonho também chegaria na UENF acessaria a rede wireless automaticamente, e a velocidade da rede seria 10 vezes superior ao que eu tenho em casa, e não o contrário.  Também teve uma parte nesse sonho para a interligação em rede daquelas fabulosas TVs de custo questionável e, sim, eu poderia finalmente assistir ao CANAL UENF que nos foi prometido pelos que venceram as eleições para a reitoria em 2011.
Bom, agora que eu acordei e a avassaladora realidade se impõe, eis que eu me ponho a perguntar porque os critérios para questionar as ações decididas democraticamente nas assembleias da ADUENF são tão duramente questionadas por próceres neste reitoria que, no entanto, não se dão ao trabalho para apresentar soluções para problemas básicos como os delineados no parágrafo acima. Um dos problemas é que o fenômeno que eu denomino de “autismo institucional” serve como um isolante da realidade, e tudo que acontece de ruim é jogada nas costas de um fictícia “oposição”. Aliás, tivesse essa universidade uma oposição real, muitas das coisas que hoje funcionam aquém do minimamente aceitável talvez já tivessem tido um tratamento compatível por parte de quem ganha gratificações para resolvê-las. Outro problema é que tem gente que acha que a UENF começou quando elas chegaram na instituição, e que tudo o que existiu antes sequer aconteceu. Ai temos o resultado que ai está, onde coisas que até funcionavam precariamente (mas funcionavam) agora estão no ponto da insolvência. E tudo isso é culpa da “oposição”, é claro!
No que tange aos encaminhamentos dados pelo Comando de Greve, ai se vê justamente a outra face, aquela onde aqueles que não dão respostas mínimas ao que são gratificados para fazer, aparecem para apontar o dedo acusador, sem se dar ao trabalho de sequer comparecer a uma mísera reunião ou de se engajar numa mísera atividade das muitas que estão sendo realizadas. E, pior, não se dão ao trabalho de sequer ler os múltiplos informes que são disponibilizados pelo Comando de Greve para informar o que está sendo feito para levar a cabo as decisões que são tomadas no fórum máximo do nosso sindicato que são as assembleias. Assim se em vez de aparecerem só naqueles dias em que pensam poderão votar o final da greve, essas pessoas se dessem ao trabalho de contribuir com a consolidação das ações coletivas, talvez entendessem um pouco qual é o significado do que está sendo feito.
Mas eu pessoalmente compartilho a opinião de muitos professores de que determinadas figuras estão aqui para implantar o lema do Abelardo Chacrinha Barbosa do “não vim aqui para explicar, mas para confundir”, creio que temos mais é que nos concentrar nas ações em que podemos nos inserir para aumentar a pressão sobre o (des) governo Pezão. Amanhã estará nos visitando  deputado Comte Bittencourt e na segunda, a deputada Janira Rocha. Ambos os deputados são nossos aliados dentro da Alerj e é importante recebê-los bem. Depois disso ainda teremos novas idas até o Rio de Janeiro para participar das negociações em curso na Alerj para garantir o máximo de ganho que possamos conseguir lá, especialmente no chamado Colégio de Líderes.
Finalmente, aos que acusam a ADUENF como eventual causadora de um ganho de 0% na atual greve, gostaria de lembrar que ao longo dos últimos anos incontáveis informes via a ASCOM de que a reitoria estava em negociações avançadas com o (des) governo do Rio de Janeiro para conseguir ganhos salariais. E agora eu pergunto: onde estão os frutos dessas promessas? Tomaram DORIL? Mas como bem disse um colega ontem…. devem ter tomado REITORIL! Aliás, além de REITORIL, devem ter tomado PROREITORIL, DIRETORIL e PREFEITORIL. Afinal, ganhos salariais que seria bom, o que a reitoria fez foi atrapalhar e dividir.
E deixe-me voltar ao webmail da UENF e deletar mais alguns SPAMs que devem ter se acumulado na minha caixa de entrada desde  momento que eu comecei a escrever esta singela postagem.

Dirigente do DCE/UENF explica rumos da ocupação estudantil e pressões feitas pela reitoria da UENF

O estudante de Engenharia Civil, Braullio Fontes, é uma das figuras mais destacas no processo de luta realizado pelo Diretório Central de Estudantes da UENF dentro da greve que ocorre na universidade. No vídeo abaixo, Braullio explica o que vem sendo feito pelo movimento de ocupação estudantil e da postura adotada pela reitoria da UENF em relação ao processo de luta adotado pelo DCE.

 

Movimento estudantil responde nota do reitor da UENF

Carta Aberta sobre a Ocupação Estudantil na UENF

Uma Resposta à Nota Assinada pelo Reitor

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Primeiramente, gostaríamos de esclarecer que foi instituído um Coletivo de Ocupação que é representativo do Movimento de Ocupação Estudantil pelo qual a Universidade vem passando.

É importante lembrar que a Greve Estudantil se iniciou em 17 de março, tendo a Reitoria da UENF conhecimento desta situação e das demandas estudantis. As manifestações de descontentamento dos estudantes em relação ao tratamento dado pela Reitoria e Governo às demandas estudantis foram iniciadas desde então. No entanto, foram necessárias 76 horas de greve de fome (feita independentemente por dois estudantes) para que a Reitoria nos recebesse, estabelecendo-se um diálogo com o coletivo de ocupação a partir de 10 de abril (quase um mês após o início da greve).

Nessa primeira reunião, a reitoria fez a promessa de atendimento de duas das demandas estudantis (Funcionamento do Restaurante Universitário a partir do segundo semestre letivo de 2014 e Aumento das Bolsas de Assistência Estudantil, equiparando-as ao valor hoje praticado pela UERJ e UEZO – R$400,00 – a partir do fim da greve), ignorando a demanda por Moradia Estudantil.

Apenas em 28 de abril (após o crescimento do movimento de ocupação), o canal de diálogo foi retomado diante da apresentação de uma proposta feita pelo coletivo de ocupação. Na reunião, foi criado um Grupo de Trabalho que deveria desenvolver um projeto de Programa de Auxílio Moradia para ser enviado ao Governo do Estado com o objetivo de instituir o programa. Nesse GT, os estudantes cumpriram integralmente a sua função, apresentando um projeto à Reitoria nos moldes discutidos pelo coletivo de ocupação. A Reitoria, por sua vez, foi quem, verdadeiramente, descumpriu o acordo, não tendo finalizado o projeto e tampouco enviado qualquer informação ao Governo do Estado.

Diante dessa inércia, os estudantes decidiram ocupar outros espaços da Universidade. A Reitoria precisa entender que esse Processo de Ocupação é absolutamente natural e legítimo, fazendo parte de uma conquista de espaçoe fortalecimento do Movimento Estudantil de qualquer Universidade. Vale ressaltar que os espaços ocupados pelos estudantes eram ociosos e não cumpriam devidamente a sua função.

O primeiro espaço (ocioso há quase dois anos) ocupado pelos estudantes foi a Área de Convivência 1 (um dos metros quadrados mais caros já construídos no espaço público universitário – R$4100,00 / m²), onde funcionava anteriormente uma lanchonete administrada por uma empresa privada. O movimento decidiu ocupar tal espaço diante da necessidade de se estabelecer em um local menos precário, uma vez que estávamos acampados no pátio do Prédio da Reitoria, há 37 dias, expostos a condições insalubres. Entretanto, este espaço ainda não tem estrutura suficiente para proporcionar o estabelecimento de uma moradia estudantil.

Diante disso, usando o mesmo critério (não-utilização do espaço), o movimento decidiu pela ocupação de um Pavilhão de Salas de Aula (prédio P10), cuja obra foi finalizada há oito meses, sem perspectiva de início de sua utilização efetiva, funcionando apenas como depósito de material. Alguns estudantes observaram que o prédio necessita apenas de poucas adaptações para servir como alojamento para aproximadamente 90 estudantes.

Enquanto estes estudantes analisavam o novo espaço a ser ocupado, foram abordados por vigilantes e representantes da Administração universitária, tendo sido inclusive ameaçados com processos de sindicância interna e reintegração de posse que poderiam gerar penalidades aos estudantes, chegando até à expulsão da Universidade.

Diante das ameaças recebidas, os estudantes procuraram auxílio jurídico a respeito da situação enfrentada. Eles receberam informações de que o processo de Reintegração de Posse seria inefetivo, já que as atitudes fazem parte de manifestações legítimas inerentes ao processo de reivindicação de direitos estudantis que deveriam ser garantidos pela Universidade.

Coletivo de Ocupação Estudantil – Movimento Estudantil da UENF

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
 

UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, DEMOCRÁTICA, POPULAR E DE QUALIDADE

DIREITO DO CIDADÃO, DEVER DO ESTADO

Inacessibilidade no campus: a degradação do patrimônio que a reitoria da UENF não vê (ou finge que não vê)

Tocando mais uma vez no assunto da carta lançada pela reitoria da UENF onde foi dito que ações serão tomadas para “proteger o patrimônio público da universidade”, outro leitor deste blog me lembrou do problema da falta de acessibilidade que persiste no campus, e me enviou as imagens abaixo que demonstram quão difícil é circular no campus, seja a pessoa portadora de algum tipo de deficiência física ou não.

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Ai eu me coloquei a pensar e lembrei que no cada vez mais distante ano de 2011, a UENF contratou os serviços de uma empresa chamada SERV NORTE para refazer as calçadas e melhorar as condições de acesso dentro do campus, ao custo de R$ 1.257.305,04  como mostra a placa abaixo.

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Ai eu pergunto à reitoria da UENF: onde anda o mesmo senso de urgência para proteger o patrimônio público e os membros da comunidade universitária da UENF que têm de circular por essas vias internas tão impróprias e que, inclusive, já causaram quedas e contusões? 

Pelo jeito, estamos diante de um caso explícito de preocupação seletiva por parte da reitoria da UENF. Enquanto isso, salve-se quem puder!

Blog da Aduenf: Jornal da Ciência da SBPC publica carta da ADUENF ao governo do Rio de Janeiro

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O Jornal da Ciência que é um veículo da comunicação da Sociedade Brasileira o Progresso da Ciência (SBPC) publicou hoje uma carta aberta da ADUENF ao governo do Rio de Janeiro onde são solicitadas providências concretas para resolver imediatamente os problemas que hoje afligem a UENF.

Abaixo segue o texto como publicado pelo Jornal da Ciência.

Carta Aberta às Autoridades Governamentais do Estado do Rio de Janeiro

Documento é de autoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense e manifesta preocupação com momento delicado da UENF

Íntegra da Carta:

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) vem por meio desta. Manifestar sua preocupação e solicitar a atenção das autoridades do Estado do Rio de Janeiro em relação ao momento delicado pelo qual passa a nossa UENF. Não obstante os expressivos resultados da UENF em consecutivas avaliações realizadas pelo MEC e outros órgãos, que apontam como a Melhor universidade do Estado do Rio de Janeiro e uma das 15 melhores Universidades do País, os docentes da UENF têm visto suas remunerações serem corroídas a ponto de atualmente receberem o pior salário do Brasil entre docentes de instituição de ensino superior. Após três anos de tentativas frustradas de negociação com o governo do Estado, os docentes da UENF se encontram em greve desde 12/03/2014, reivindicando justas melhorias salariais, inclusive pagamento do regime de Dedicação Exclusiva, que abrange a totalidade do quadro docente.

Em 21 anos de existência, a UENF se consolidou como uma instituição de destaque no cenário acadêmico fato que pode ser comprovado pelos sucessivos êxitos na obtenção de apoios junto a agências de fomento de âmbito estadual (FAPERJ) e Federal (CNPq, CAPES, FINEP), bem como órgãos internacionais, através de convênios e acordos diversos com Universidades e outras Instituições estrangeiras. A pesquisa e a pós-graduação da UENF encontram-se bastante consolidadas, com Programas de Pós-Graduação bem avaliados junto a CAPES, apoiados na existência de 77 bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq – o que representa cerca de 27% dos docentes da instituição. Produtos gerados pela UENF vão muito além das divisas do Estado do Rio de Janeiro, e a parceria com instituições privadas também contribuem para a sólida trajetória de sucesso da nossa Universidade. A UENF é, pois, motivo de orgulho, sobretudo para o povo fluminense, e merece ser tratada com todo o respeito por seus governantes. A manutenção de seu corpo docente altamente qualificado, com 100% de Doutores em Regime de Dedicação Exclusiva – tendo sido a UENF a primeira instituição no país com este perfil desde a sua criação em 1993 – deve ser encarada como prioridade pelo Estado, incluindo o pagamento de salários dignos compatíveis com a atividade que exercem.

Para que possamos continuar o nosso trabalho, em prol do ensino, da pesquisa e do desenvolvimento da ciência e de tecnologias, precisamos do apoio das lideranças do Estado do Rio de Janeiro e também do país, para que o Governo do Estado reconheça a importância e valorize a nossa UENF, abandonem o discurso e as promessas vãs e tomem atitudes concretas para que a normalidade institucional seja retomada o mais breve possível.

 (ADUENF)

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=93361

Reitor reaparece para avisar que vai tomar medidas judiciais (contra estudantes?) para “proteger patrimônio” da UENF

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O reitor da UENF, Silvério Freitas, que estava meio que “missing in action” (desaparecido) desde o início da greve geral que abala a universidade por mais de 2 meses, acaba de reaparecer para assinar uma nota em que basicamente se libera de maiores responsabilidades sobre a grave questão da moradia estudantil na universidade da qual é o dirigente maior. De quebra, Silvério Freitas avisa que sua administração “está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade”.

A questão que me parece no mínimo curiosa nessa situação é que quase todo uenfiano sabe que a empresa que hoje presta serviços de proteção patrimonial, a Hopevig, colocou todos os seguranças que protegem o patrimônio da UENF em aviso prévio que deverá se concretizar até meados de junho, e até agora não se ouviu de nenhuma medida para impedir isso!

Entretanto, quando se trata de estudantes que lutam por um direito básico para permanecerem dentro da UENF, ai saímos de velocidade de tartaruga de pata quebrada para lebre corredora. Não é nada, não é nada, é nada.

Eu queria ver tanta disposição para enfrentar o descaso do (des) governo do Rio de Janeiro para a UENF. Mas pelo que se tira dessa carta, desse mato não sai coelho (ou seria lebre?). 

Nota da Reitoria sobre ocupação de prédios

Em 12/05, em reunião na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) com a participação de representantes da Reitoria e do DCE, o secretário Alexandre Vieira reafirmou o compromisso do Governo com a compra dos equipamentos e recursos para operacionalizar o Restaurante Universitário da UENF, bem como com o aumento das bolsas de auxílio-cota, garantindo ainda que a proposta de auxílio-moradia deverá ser avaliada pela Sect . Na UENF, foi criado um grupo de discussão, formado por representantes da Reitoria e do DCE, com a função de elaborar um projeto com o objetivo de conceder o auxílio-moradia aos estudantes em situação de carência.  Este projeto está praticamente finalizado, mas os estudantes não deram continuidade à negociação e partiram para invasão dos prédios da universidade.

Desta forma, a Reitoria vê com surpresa a ocupação pelos estudantes de prédios públicos com destinação específica localizados no campus da UENF, como é o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10). Há que se observar que a construção do P-10 foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento. Já o Centro de Convivência foi alvo de ação judicial até pouco tempo e aguarda os preparativos para nova licitação.

Tendo em vista a alegação dos estudantes de que não têm local para morar, a Reitoria destaca que não tratará desta questão pontualmente. Em toda a Universidade, há mais de mil alunos em situação de carência. Sendo assim, deverão ser estabelecidos critérios claros para a concessão do auxílio-moradia, visando atender a todos os estudantes que necessitam. Informamos que a Reitoria está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade.

Finalmente, gostaríamos de destacar que a UENF sempre se pautou pela preocupação com a inclusão e permanência de seus estudantes. Trata-se de uma das universidades com maior oferta proporcional de bolsas para estudantes de graduação em todo o Brasil. No valor de R$ 300 (R$ 400 a partir do início das aulas), o auxílio-cota — destinado a todos os estudantes que ingressam na Universidade através da reserva de vagas — pode ser acumulado com bolsas concedidas por mérito acadêmico, como é o caso das bolsas de Iniciação Científica, Extensão e Monitoria, no valor de R$ 420. Se tiver um bom desempenho, portanto, o aluno cotista pode obter atualmente uma renda mensal no valor de R$ 820 (a partir do início das aulas).

Silvério de Paiva Freitas

Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2014/05/21/nota-da-reitoria-sobre-ocupacao-de-predios/

Reitoria da UENF responde demandas por moradia estudantil com promessa de sindicância e pedido de reintegração de posse

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A reitoria da UENF não é conhecida por ser agressiva e contundente nas tratativas com os representantes do (des) governo do Rio de Janeiro, e a greve geral que sacode a instituição criada por Darcy Ribeiro é um exemplo disso. Tivesse sido a reitoria um pouco mais positiva é provável que não estivéssemos em meio a uma greve que ameaça completar três meses. Aliás, ao longo desse tempo todo, a reitoria não se deu ao trabalho de sequer convocar uma reunião extraordinária do Conselho Universitário para adotar respostas institucionais para um movimento que mobiliza todas as categorias que formam a comunidade universitária.

Mas bastou os estudantes organizados em torno do Diretório Central dos Estudantes entrarem num prédio que está sendo usado como depósito para a reitoria agir rápido para prometer respostas contundentes contra aqueles que reclamam a solução do grave problema causado pela falta de uma moradia estudantil no campus da UENF em Campos. Segundo me informou um dos estudantes que esteve reunido com a reitoria na noite de ontem (19/05), o vice-reitor Edson Correa da Silva teria informado que se os estudantes não saíssem das dependências do prédio “P-10”, a universidade entraria na justiça com um pedido de reintegração de posse. De quebra, os estudantes foram avisados que saindo ou não, os estudantes envolvidos na ocupação do “P-10” deverão ser submetidos a uma “comissão especial de sindicância” por supostos danos causados a 3 portas dentro do prédio.

Ai é que eu digo, se tanta destreza e contundência fossem usadas nas tratativas com os representantes do (des) governo do Rio de Janeiro, talvez não estivéssemos passando por uma crise tão profunda. Mas a mesma reitoria que ameaça estudantes que lutam por seus direitos é aquela que se comporta de forma para lá de conformada quando se trata de falar com o (des) governo estadual. É aquela coisa, aqui rosna como um leão, lá ronrona com um filhote de gato.

Mas pelo que eu conversei com os estudantes, a resposta a esse quadro de ameaças é de continuar lutando pela pauta estudantil. Pelo jeito, os estudantes ainda vão dar muitas aulas de política aos que hoje dirigem a UENF. Vamos ver se eles aprendem alguma coisa ou vão insistir na judicialização do processo político.