Estudantes da UENF querem transformar prédio usado como depósito em alojamento

Os estudantes que vem realizando o movimento de ocupação dentro da UENF ocuparam no final da tarde desta segunda-feira (19/05) o prédio conhecido como P-10 que fica localizado nas proximidades do Hospital Veterinário. Este prédio está sendo usado como depósito de bicicletas e de mobiliário. Os estudantes organizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) consideram que o uso mais correto para o P-10 é a sua transformação em alojamento estudantil até que edificações definitivas sejam construídas para servir de moradia estudantil.

A reitoria da UENF foi pega literalmente de surpresa e as informações que me chegaram é que atitudes judiciais já foram cogitadas para supostamente “proteger o patrimônio público”.  Esta reação não me surpreende, pois apesar desta demanda estudantil ser antiga, a mesma nunca foi tratada com seriedade pela reitoria da UENF. Agora que literalmente a casa caiu, a primeira reação foi de reagir judicialmente.

Uma reunião tensa está ocorrendo neste momento na sala de reuniões da reitoria entre membros da reitoria, tendo à frente o vice-reitor Edson Correa da Silva, e do comando de greve dos estudantes. Assim, é provável é que nesta terça-feira já tenhamos desdobramentos práticos de mais este desdobramento da greve geral que ocorre na UENF. Agora, uma coisa é certa, os estudantes estão demonstrando um grau de organização e decisão para o qual a reitoria não está preparada. Vamos esperar apenas que o bom senso prevaleça, especialmente por parte da reitoria da UENF. Afinal, a demanda por moradia estudantil não é apenas justa, mas um direito dos estudantes!

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Greve da UENF é explicada em estilo rápido e direto em vídeo com presidente da associação de docentes

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Vista de fora, a greve geral que assola a UENF desde 12 de março pode parecer difícil de entender. Agora, a ADUENF acaba de produzir um vídeo de 1 minuto e 22 segundos em que seu presidente explica de forma rápida e didática os últimos acontecimentos da greve, e aproveita para exigir que o (des) governo do Rio de Janeiro trate a UENF com respeito, coisa que foi escassa ao longo dos 7 anos e 5 meses em que Cabral e Pezão comandam o leme da nau desgovernada em que se transformou o governo do Rio de Janeiro.

 

A crise da C&T fluminense não é só financeira, mas de falta de projeto

 Os apoiadores do (des) governo Cabral/Pezão vivem alardeando que nunca se investiu tanto em ciência e tecnologia no Rio de Janeiro. Além disso não ser verdade, há que se convir que nada explica o fato de que todo o investimento feito em Ciência e Tecnologia no Rio de Janeiro seja apenas um quarto do que disponível em São Paulo, por exemplo. Afinal, apesar de não sermos tão ricos quanto nossos vizinhos, o Rio de Janeiro é a segunda economia da federação, e não se explica apenas pelo aspecto financeiro tamanha desproporção de investimentos.

Além disso, como alguém que acompanha a situação global do desempenho da C&T, vejo que parte do crescimento do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se deu à custa do encurtamento do orçamento das universidades, o que prejudicou a situação tanto das universidades como da própria fundação. É que nessa política de cobertor curto, ficamos com uma perda de autonomia financeira nas universidades e um desvirtuamento do papel da fundação. Basta notar quanto do montante investido pela FAPERJ se deu na forma de verba descentralizada para as universidades. Assim, vejo que o aparente crescimento do investimento não ocorreu de fato, pois o montante final acabou sendo basicamente o mesmo. Aliás, algo que é preciso ser ressaltado é que não temos nenhuma forma de controle sobre onde é gasto aquilo que se diz ter sido gasto em C&T. De quebra, a capacidade das Instituições de Ensino Superior estaduais de decidir de forma autônoma os seus eixos de pesquisa também se tornou praticamente nula. Além disso, tenho informações seguras de que a UENF está perdendo espaço em determinadas ações de descentralização financeira dentro da FAPERJ, dada a capacidade maior de pressão que o reitor da UERJ possui.

Por outro lado, a profusão de editais lançados pela FAPERJ à guisa de diversificar seu portfólio de áreas gerou uma prática nefasta para os pesquisadores que é de se cortar quase sempre 50% do que é solicitado, o que compromete a qualidade das pesquisas que, porventura, sejam agraciadas com financiamentos. 

Outro aspecto pouco abordado é o uso da FAPERJ para apoiar instituições privadas de ensino que, a grosso modo, não possuem nenhuma tradição de pesquisa, fato que não tem impedido que recursos escassos nas instituições públicas sejam repassados para estas entes privados com um retorno para lá de duvidoso.

Quero lembrar também que nos anos de 1999-2002 (no governo de Anthony Garotinho) tivemos um afluxo impressionante de recursos na UENF via FAPERJ, o que não se repetiu em nenhum outro governo depois, ao menos no que tange nas atividades precípuas da FAPERJ, e não no que se transformou a fundação nos últimos 7 anos e cinco meses. E o interessante é que não vejo esse balanço sendo feito dentro da UENF, provavelmente porque teríamos de fazer uma auto-crítica de como todo aquele dinheiro foi empregado e quais foram resultados objetivos, tanto do ponto de vista de ciência básica como aplicada.

Voltando à minha análise sobre a falta de uma direção capaz à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Aqui!), não me prendi ao elemento financeiro, justamente por todos os itens listados acima. Para mim, o elemento econômico não sobrepõe ou resolve a inexistência de uma verdadeiro política de desenvolvimento científico e tecnológico. E esses três secretários que eu abordei jamais se posicionaram pela formulação de uma política fluminense de C&T. Em minha modesta opinião, e principalmente no primeiro mandato de Sérgio Cabral, o que ocorreu foi a troca dessa formulação por desembolsos financeiros que aliviam mas não resolvem as lacunas existentes no fortalecimento de um sistema fluminense de C&T. E não haveria como com o quilate dos secretários que foram se sucedendo cujo conhecimento da pasta era próximo do nulo. Aliás, o enfraquecimento da SECT está na raiz das dificuldades estruturais que todas as universidades estaduais sofrem neste momento.

Estudantes ocupam quiosque abandonado e fundam a primeira moradia estudantil no campus da UENF

No dia 23 de Novembro de 2013 lembrei neste blog (Aqui!) que um quiosque de custo milionário se encontrava abandonado no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), numa demonstração inaceitável de desperdício do dinheiro do contribuinte fluminense. Pois bem, esse desperdício acaba de ser resolvido pelo comando de greve dos estudantes que resolveu ocupar o quiosque milionário para transformá-lo na primeira moradia estudantil da UENF.

Como se sabe no campus da UENF, menos ao que parece dentro da reitoria, a questão da moradia é um dos elementos cruciais para garantir a permanência de estudantes vindos de famílias pobres dentro da instituição. Agora com essa medida o que se espera é que o (des) governo do Rio de Janeiro comece a entender que o movimento estudantil da UENF não está brincando de fazer greve, e que a ação direta é o principal instrumento que os estudantes estão utilizando para levar suas justas demandas adiante.

E não custa nada lembrar que a pauta dos estudantes inclui, além da moradia, a equiparação do valor auxílio cotista ao que é praticado na UERJ (de R$ 300 para R$ 400) e a abertura imediata do bandejão cuja construção se estende desde novembro de 2008!

Finalmente, há que se lembrar que o atraso do pagamento das bolsas estudantis, que só deverá ocorrer no dia 21/05, motivou o fechamento do campus da UENF no dia 13/05.

Do Blog da Aduenf: Em assembleia lotada, professores da UENF retomam greve por tempo indeterminado

Quebra de compromisso da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro motivou decisão

Na maior assembleia realizada na greve iniciada no dia 12 de Março de 2014, os professores da UENF ouviram atentamente as informações trazidas do Rio de Janeiro pelo presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni.

Segundo informou, o Prof. Passoni, na visita realizada na ALERJ não houve o envio prometido pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, do projeto de lei  para corrigir os salários dos servidores e professores da UENF. Além disso,  outra informação colhida nesta visita foi de que o envio deste projeto deverá ocorrer apenas no início de junho.

Em função desses relatos, a assembleia decidiu de adotar de forma unânime uma série de atividades públicas para divulgar as razões greve, realizar novos contatos com deputados estaduais, e também procurar apoio em entidades científicas como a Academia Brasileira de Ciências.

Um passo importante que também foi acertado foi o aprofundamento da unidades com os servidores técnico-administrativos a partir da pauta da reposição de 86,7% das perdas salariais.

As decisões desta assembleia sinalizam de forma clara que o caminho escolhido pelos professores é o da mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/05/em-assembleia-lotada-professores-da.html

A reitoria da UENF já é a grande derrotada da greve

O dia de hoje promete ser movimentado, e com muita gente esperando (inclusive eu) para ver se o jovem secretário Alexandre Vieira vai tirar um coelho da cartola no último minuto para quebrar a nossa greve com uma proposta financeira lamentável sob todos os pontos de vista.

Em qualquer um dos cenários, chegada ou não de um projeto de lei na ALERJ, vou defender a retomada da greve. Farei isso por entender que só em greve poderemos melhorar essa proposta que se aprovada do jeito que está nos lançaria num ciclo interminável de greves. 

Por outro lado, há que se analisar a situação institucional que se armou com o fracasso e evidente colapso da reitoria da UENF no papel de liderança, seja no plano interno ou no externo. No interno chega a ser ensurdecedor o silêncio do reitor que simplesmente desapareceu de cena, e deixou seu vice-reitor para navegar um barco em águas cada vez mais turbulentas. E aqui falo da situação que se armou com os técnicos que hoje se sentem traídos em relação ao cumprimento de promessas eleitorais que lhes garantiria ganhos que hoje se mostram implausíveis. Além disso, a incapacidade de sequer pagar bolsas estudantis no início de cada mês resultou no fechamento do campus por um dia inteiro, sem que ninguém da reitoria conseguisse vir com uma explicação porque isto está ocorrendo, já que não se ouve falar que esse problema esteja ocorrendo na UERJ ou na UEZO.

Mas se plano interno a situação é essa, no plano externo as informações que chegam é que a UENF nunca esteve tão desmoralizada e sem capacidade de defender seus interesses básicos junto ao (des) governo do Rio de Janeiro. É que acostumados a ter tudo controlado no plano interno, os ocupantes da reitoria apostaram na submissão como método de angariar recursos do estado. E ai, como temos o Ricardo Vieiralves fazendo justamente o oposto na UERJ, adivinhem quem está conseguindo suplementação em cima de suplementação, e conseguindo levar seu barco por águas mais calmas? Sim, Ricardo Vieiralves, é óbvio.

Em função disso tudo, é que vamos ter que nos preparar para sair desse impasse através de ações que consigam unir toda a UENF em torno de uma saída de uma crise sem precedentes na história de nossa jovem universidade. E não pensem que estou falando das eleições do segundo semestre de 2015 onde deveremos escolher um reitor. Essa eleição está longe demais e a crise de que estou falando vai ficar muito pior se na ALERJ for aprovada a tabela que foi apresentada para os servidores técnico-administrativos. Afinal, alguém acha que eles não vão continuar indignados como estão neste momento?

Finalmente, uma coisa que eu acho positivo nessa situação toda é que ficou demonstrada a completa incapacidade dessa reitoria de substituir os sindicatos na tarefa de defender direitos trabalhistas. Só por isso, já temos o grande derrotado desta greve: o ancien régime que domina a reitoria faz mais de uma década. 

Grevistas da UENF fecham novamente portões e expõe crise causada pelo (des) governo Pezão

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Em mais uma ação dos grevistas que demandam respostas positivas para suas reivindicações, os portões de entrada do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes foram lacrados na manhã desta 5a. feira (15/05). Esta é uma forma encontrada pelo movimento de greve para demonstrar a profunda insatisfação que existe neste momento com o descaso do (des) governo agora comandado por Luiz Fernando Pezão.

A greve que já dura mais de dois meses possui pautas variadas, mas as principais são 86,7% de reposição de perdas salariais para todos os servidores (professores e servidores técnico-administrativos), 65% de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva cumprida por todos os professores, e efetivação de uma real política de assistência estudantil (aumento do valor do auxílio cotista, abertura do bandejão, e criação de um auxílio moradia).

Como se vê, a situação criada pelo sucateamento imposto pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão criou um nível de insatisfação nunca visto na história da UENF. E nisso tudo fica completamente atônita e perdida, a reitoria da UENF. Também quem mandou que apostassem na completa submissão às vontades do (des) governo estadual!

De toda forma,  o dia de hoje promete ser de muita mobilização na UENF.

Servidores da UENF decidem manter greve por ampla maioria

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Se ontem os professores da UENF decidiram suspender a sua greve até 6a. feira para dar um voto de confiança ao (des) governo do Rio de Janeiro, hoje numa assembléia lotada os servidores decidiram por manter a sua, numa votação de 187 a 2. Essa decisão reflete uma profunda indignação com a proposta salarial apresentada na segunda-feira (12/05) pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.  

Essa decisão contraria um pedido feito pela reitoria da UENF antes da reunião dos servidores para que estes suspendessem o seu movimento de greve e aceitassem os valores precários e diferenciados que o (des) governo Pezão/Cabral ofereceu.

Por outro lado, essa decisão mantem a UENF num forte impasse e que impede a normalização que exige o (des) governo do Rio de Janeiro, pois é sabido que as suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração não acontecerão se os servidores técnicos-administrativos continuarem em greve.

É importante ressaltar que, ao contrário do que fizeram os cargos comissionados da reitoria na assembleia dos professores, hoje na dos técnicos não havia como enviar ninguém. Talvez isso explique em boa parte a diferença no resultado. É aquela estória de quando Vicente Feola simulou jogadas com Mané Garrincha numa preparação para a Copa de 1958, e Mané perguntou para o técnico da seleção brasileira se ele já havia combinado com os russos. No caso da UENF, a reitoria e o (des) governo Pezão esqueceram de combinar com os servidores técnico-administrativos.

E a reitoria da UENF interferiu na assembléia dos professores para acabar com a greve. Só conseguiu suspensão temporária

Visto de fora, o resultado da assembléia da ADUENF desta 3a. feira (13/05) parece indicar que os professores da UENF entregaram os pontos sem luta de uma greve que se estende por mais de dois meses em troca de uma tabela salarial que os manterá na condição dos recebedores dos piores salários do Brasil. Mas eu, que estive presente e votei com mais 53 professores pela manutenção da greve até o (des) governo do Rio de Janeiro enviasse um projeto de lei para a assembléia legislativa do Rio de Janeiro, atribuo a decisão de suspender a greve até 6a. feira para atender as exigências do (des) secretário de Ciência e Tecnologia, o desconhecido Alexandre Vieira, a uma intervenção direta da reitoria na UENF nas decisões da assembléia da ADUENF.

É que ontem, pela primeira vez em todo esse movimento, apareceram várias pessoas detentoras de cargos comissionados que nunca estiveram em uma atividade de rua, viagem ao Rio de Janeiro, fechamento de BR-101, panfletagens e coisas do gênero, simplesmente para votar pelo fim do movimento. O resultado foi então um total de 61 votos para a suspensão da greve até 6a. feira para ver se o (des) governo do Rio de Janeiro envia a sua proposta salarial (ridícula de passagem) para análise na ALERJ.

Aliás, há que se ressaltar que a proposta de encerrar definitivamente o movimento de greve foi apresentada e rejeitada, contando apenas com os votos de uns poucos apoiadores da reitoria.

Mas o que implica a votação de suspender a greve até 6a. feira? Muitas coisas, e nenhuma delas deverá trazer coisas positivas. A principal dela é que essa suspensão temporária não é o que o (des) governo do Rio de Janeiro exigiu, qual seja, o fim efetivo da greve. Assim, há a possibilidade concreta de que não haja o envio de nenhuma proposta para a ALERJ até a realização da assembleia, o que forçará a continuidade da greve. Ai é que vamos ver qual será a próxima manobra da reitoria da UENF para encerrar um movimento que acordou os professores definitivamente para a situação de extrema penúria em que se encontram não apenas do ponto de vista salarial, mas também da sua liderança institucional.

Ah! Antes que eu me esqueça, para os estudantes e servidores ainda existem assembleias marcadas. Vamos ver como se comportará a reitoria da UENF nesses dois casos.

Finalmente, retomada das aulas que é bom, sabe-se lá quando será possível. E os culpados por isso tem nome e endereço: reitoria da UENF, campus Leonel Brizola, e Luiz Fernando Pezão, Avenida Pinheiro Machado, S/N, Rio de Janeiro, RJ.

Do Blog da Aduenf: Lindbergh Farias vai ao encontro dos grevistas da UENF

Senador Lindbergh Farias terá reunião esta tarde na sede social da ADUENF

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OComando de Greve daADUENF vem informar a comunidade universitária daUENF que o SenadorLindbergh Farias (PT) estará nesta sexta-feira (09/05) na sede cultural a partir das 15:00 horas.

 O objetivo desta visita é dar uma oportunidade de que possamos expor ao Senador Lindbergh a situação por que passa a UENF neste momento, e a necessidade que temos do mais amplo apoio político à nossa luta.

 Todos estão convidados para participar desta importante reunião!

COMANDO DE GREVE

FONTE: http://aduenf.blogspot.de/2014/05/senador-lindberg-farias-tera-reuniao.html