O caldo engrossa na UENF: Estudantes preparam mobilização para defender seus direitos

 

Diante da deflagração de GREVE dos docentes na última quarta-feira foi realizada uma primeira Assembleia dos Estudantes para decidir o posicionamento em relação a atual greve docente.

Na assembleia realizada no dia 13/03, às 16h, na quadra da UENF, os estudantes decidiram por consultar os professores sobre uma possível unificação de pauta.

Na manhã de sexta-feira, 14/03, a Diretoria do DCE-UENF se reuniu com o comando de greve docente e os professores mostraram interesse em unificar as lutas e unir forças para conquistar as demandas docentes e discentes.

Em seguida, foi realizada uma nova assembleia de estudantes para repassar as informações sobre a reunião anterior e tomar novas providências. Discutimos nossas demandas na assembleia e a forma como vamos agir para conquistá-las. Decidimos agregar à pauta de greve dos docentes as seguintes demandas: 1- Aumento no valor pago pelas bolsas de assistência estudantil de cunho social (leia-se: bolsa de apoio acadêmico e auxílio-cotas); 2- Funcionamento imediato do Restaurante Universitário; 3- Moradia Estudantil. Além das pautas supracitadas, a luta dos estudantes tem outras demandas que devem ser pleiteadas junto à Administração da Universidade, quais sejam: funcionamento dos bebedouros e ventiladores, climatização das salas de aula, espaços de convivência, ampliação das bibliotecas e acervos, digitalização do sistema de matrículas, entre outras.

Diante das demandas estudantis elencadas, decidimos por algumas ações: Realização de nova reunião com o comando de greve docente para apresentar as demandas que devem fazer parte da unificação da pauta de luta conjunta; Realização de manifestação no Bandejão na próxima terça-feira; Utilização das Redes Sociais para difundir o Movimento Estudantil; Realização de nova Assembleia Geral dos Estudantes, nesta segunda-feira, às 15h, no Bandejão, 
Com a seguinte pauta: 

1- Deflagração de Greve Estudantil; 
2- Definição da Atividade de Terça-feira;
3- Repasse da reunião com o comando de greve docente;
4- Definição de outras atividades.

FONTE: https://www.facebook.com/events/511727435602842/?ref_newsfeed_story_type=regular

Depois da FENORTE e dos professores agora são os servidores técnicos-administrativos que rumam para a greve

Parece que agora a coisa vai: depois dos servidores da FENORTE e da ADUENF, quem está convocando uma assembléia com pauta única de greve é o sindicato que representa os servidores técnico-administrativos da UENF, SINTUPERJ. Isto, pela via da greve, representaria uma auspiciosa reunificação dentro e fora da UENF.

Por outro lado, não posso deixa de notar mas parece que a longa amizade que ligou diferentes setores da UENF está ruindo. E desconfio, pelo que li de duas faixas penduradas na entrada do campus Leonel Brizola, que a razão do rompimento são promessas eleitorais não cumpridas.

Também quem mandou acreditar em promessa eleitoral de quem só queria continuar controlando a reitoria da UENF! Ainda bem que sempre há o caminho de volta, e este será marcado por uma greve geral. 

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Subject: Assembléia Técnico-administrativo da Uenf.

DIA: 18 DE MARÇO

(Terça-feira)

14:00 HORAS (Auditório 01 do P5)

ASSEMBLEIA SERVIDORES

TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS

PAUTA:

– Deflagração de GREVE.

  

Pezão e Sérgio Ruy estão na raiz da greve dos professores da UENF

As recentes declarações do (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, dizendo que o projeto de lei que regulamentará o regime de Dedicação Exclusiva dos professores da UENF serve aparentemente para tentar tirar a legitimidade do movimento de greve deflagrado justamente por causa da falta de respostas do (des) governo comandado por Sérgio Cabral.

Como sou eu um colecionador de imagens, fui buscar no blog da Aduenf duas imagens que mostram que as declarações de Gustavo Tutuca não são novas, e já foram proferidas por gente mais influente do que ele.

Abaixo vai uma imagem mostrando o vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, em reunião com o presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni, no dia 23.09.2013. Ali Pezão não apenas declarou que considerava justas as reivindicações dos professores, mas que em uma semana daria uma resposta sobre quando o problema seria resolvido.

pezão 23092013

Em reunião com o presidente da ADUENF no dia 23 de setembro de 2013, Pezão promete dar uma resposta sobre as demandas salariais dos professores da UENF em uma semana.

Bom, a resposta do vice (des) governador Pezão nunca foi dada à ADUENF, o que forçou novas idas ao Rio de Janeiro para tentar resolver o problema sem que se tivesse de usar o mecanismo da greve. E eis que no dia 27.11.2013 (mais de dois meses após a reunião com Luiz Fernando, o Pezão) num encontro casual na frente da ALERJ, o poderoso (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy, disse ao presidente da ADUENF que o famoso projeto de lei estava praticamente pronto e brevemente seria enviado para apreciação dos deputados estaduais.

Sérgio Ruy 2711

Em encontro casual em frente da ALERJ no dia 27.11.2013, Sérgio Ruy diz ao presidente da ADUENF que o projeto de lei da Dedicação Exclusiva está praticamente pronto para ser enviado para apreciação dos deputados estaduais.

O mais impressionante nessa enrolação toda, é que em reunião com o presidente da Alerj no mesmo dia 27.11.2013, ouvi dele a declaração de que entendia a justeza das demandas dos professores da UENF e só aguardava que Sérgio Ruy enviasse o projeto de lei para que o plenário pudesse avaliar se a proposta atendia às demandas da ADUENF.

paulo melo

No mesmo dia 27.11.2013, Paulo Melo diz ao presidente da ADUENF que só aguarda o envio da proposta por Sérgio Ruy para submeter à apreciação dos deputados na ALERJ.

Pois bem, quase 120 dias depois do encontro com Sérgio Ruy e da reunião com Paulo Melo, não houve o envio da proposta do (des) governo para a ALERJ!

Assim, se existem culpados pela deflagração da greve na UENF estes são o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, e o (des) secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy. E não adiante o Sr. Gustavo Tutuca enunciar promessas, pois como já disse, outros já fizeram a mesma coisa e até hoje o que tivemos de prática foi ABSOLUTAMENTE NADA!

 

Gustavo Tutuca, o secretário retardatário

tutuca

O secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca, declarou na edição de hoje do Jornal Folha da Manhã que vai enviar nos próximos dias o projeto de lei para atender as reivindicações dos professores da UENF.

Se isso for verdade, por que Tutuca não enviou isso na semana passada e evitou o início da greve deflagrada no dia ontem na UENF? Das duas uma: 1) isso é papo para acalmar professor em greve ou 2) o digníssimo secretário foi repentinamente tomado pela urgência em função da deflagração de uma greve da qual ele já havia sido avisado que ocorreria se não enviasse o projeto que agora tão rapidamente diz que enviará.

Já que o secretário é Tutuca, eu lembro do personagem Lilico e mando para ele a pergunta: é bonito isso?

Palácio Guanabara: tempos sombrios aguardam Pezão após a saída de Sérgio Cabral

liceu 2 bCara de poucos amigos de Luiz Fernando Pezão na entrega da obra do Liceu de Humanidades de Campos revela tensão de quem sabe que a situação ainda vai piorar mais até as eleições de outubro.

Quem viu imagens da entrega da reforma inconclusa do prédio do Liceu de Humanidade de Campos viu que o vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, estava menos sorridente do que o (des) governador Sérgio Cabral. Ainda que aquela “cerimônia” fosse efetivamente para promover a sua candidatura para as eleições de outubro, Pezão manteve na maior parte do tempo uma face sombria.  Os motivos que podem ter causado aquele estado de ânimo são múltiplos, mas a verdade é que Cabral está saindo do seu (des) governo deixando uma herança tão maldita, que nem a máquina que o PMDB tem nas mãos está sendo suficiente para alavancar a imagem de Pezão que, pasmem, está no posto que ocupa há 7 anos. Se sua candidatura não deslancha não é por causa da sua personalidade flácida ou da sua falta de oratória. O Brasil já elegeu personagens que reconhecidamente eram piores do que Pezão, alguns até em primeiro turno.

Em relação à Pezão, eu diria que no caso das universidades estaduais, ele já andou perdendo chances de ser um contraponto à Sèrgio Cabral em vários momentos. No caso específico da UENF, Pezão chegou a se reunir com a diretoria da ADUENF, prometeu resolver o problema em uma semana, e depois sumiu na poeira.  Esse episódio certamente vai pesar na hora em que Pezão vier procurar apoio dos docentes não apenas da UENF, mas também da UERJ e da UEZO. E o problema é que ao longo do tempo em que Sérgio Cabral e Pezão comandam o (des) governo no Rio de Janeiro, as universidades estaduais foram sendo paulatinamente massacradas a partir de uma política de asfixia financeira que deixa (des) governantes ainda menos queridos parecendo, por comparação, exemplos de tempos que já foram melhores.

Mas esqueçamos as universidades estaduais por um minuto. Se olharmos a situação dos serviços públicos de transporte, a situação é incrivelmente ainda mais trágica. A coisa anda tão ruim sob a batuta de Cabral e Pezão que especialistas da área estimam que o Rio de Janeiro está à beira de um colapso. Sinais disso não faltam nas barcas, metrô e trens urbanos, o que é complementado pela política “arrasa quarteirão” que o (des) prefeito Eduardo Paes adotou na cidade do Rio de Janeiro. Ir ao Rio de Janeiro hoje é quase como padecer no paraíso, caso o destino seja a zona sul. Se for do centro para outras regiões da cidade, a coisa está mesmo para inferno.

Para aprofundar os problemas de Pezão até a decantada políticas das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) está visivelmente fazendo água e parecendo o que realmente é: uma intervenção policial militar em regiões pobres com o objetivo de promover e/ou facilitar a remoção de milhares de famílias para regiões mais distantes, normalmente para o interior de unidades habitacionais de tão exíguo e qualidade duvidosa. Aliás, os cubículos para onde estão sendo empurrados no Rio de Janeiro só servem mesmo para enriquecer ainda mais os donos das grandes construtoras que, surpresa das surpresas, têm sido as principais financiadoras das campanhas do PMDB fluminense.

Diante desse quadro, posso até entender porquê Pezão parecia tão abatido na visita ao Liceu de Humanidades de Campos. O problema para ele é que a partir de 04 de Abril, a herança maldita de Sérgio Cabral será toda dele, e ai quero ver sobrar tempo para fazer campanha eleitoral.

(Des) governo Cabral tanto aprontou que conseguiu algo inédito: UENF e FENORTE em greve ao mesmo tempo!

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Descaso e intransigência: receita fatídica de Sérgio Cabral para gerar mais um movimento que vai paralisar a UENF por tempo indeterminado

Eu já havia escrito que o (des) governo de Sérgio Cabral estava para conseguir algo inédito, qual seja, unir pela greve a UENF e a FENORTE. Pois bem, conseguiu! É que hoje numa assembleia que contou com a presença de quase metade do corpo docente da UENF, a decisão de entregar em greve foi aprovada, pela primeira na história da universidade, de forma unânime, sem um voto contrário ou abstenção.

Esta façanha do (des) governo Cabral sintetiza uma forma truculenta e descabida de tratar as justas demandas dos servidores públicos fluminenses que hoje suportam um impressionante arrocho salarial que tem como consequência o fato de que o Rio de Janeiro é hoje o estado que menos gasta com a folha de pagamento de servidores entre todos os 27 que compõem a federação brasileira.

A pauta de reivindicações que foi ratificada na assembleia dos professores inclui a reposição de 86,7% de perdas salariais e o pagamento de 65% pelo cumprimento do regime de Dedicação Exclusiva. Há que se lembrar que esta pauta já foi enviada para os representantes da SECT e da SEPLAG em julho de 2013. De lá para cá, o (des) governo Cabral vem efetivamente ignorando não só os pleitos dos professores, mas também dos servidores da UENF e, sim, da FENORTE.

Uma decisão que simboliza a sensação de que a educação superior está sendo tratada como lixo por Sérgio Cabral foi a adoção da cor laranja como símbolo da greve dos professores da UENF. Essa escolha pelo laranja é também uma homenagem ao vitorioso movimento dos garis da COMLURB, que tão demonstraram que só a ação direta dos trabalhadores é capaz de dobrar o descaso dos (des) governos comandados pelo PMDB na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

Agora vamos ver o que respondem os impolutos representantes do (des) governo Cabral. Só não vai colar mais o argumento que só negociam se a greve for suspensa. É que os professores passaram todo o ano de 2013 sem fazer greve e acabaram recebendo absolutamente nada em retorno.

Greve na FENORTE: Comissão de Greve lança “Carta Aberta à Sociedade”

Carta Aberta à Sociedade

Decretação DE GREVE FENORTE

Os membros da Comissão de GREVE dos Servidores da Fundação Estadual Norte Fluminense – FENORTE e TECNORTE – Parque de Alta Tecnologia, veem, respeitosamente comunicar a sociedade, que no dia 11/03/2014 foi decidido, em Assembleia Geral Extraordinária, que a partir do dia 17/03/2014 iniciaremos uma Greve Geral por prazo indeterminado pelos fatos e fundamentos expostos no presente ofício. Informamos e lembramos que nos encontramos abertos à negociação desde 14/08/2013 quando foi decretado o ESTADO DE GREVE, passamos aos fundamentos da GREVE:

A Fundação Estadual Norte Fluminense – FENORTE foi criada com o objetivo principal de ser a mantenedora da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, à época em que referida universidade não possuía autonomia administrativa, e de gestão financeira e patrimonial.

Com a edição da Lei Complementar n° 99, de 23 de outubro de 2001, a UENF obteve sua autonomia universitária, passando a ser uma fundação pública de direito público. Para viabilizar o funcionamento da UENF, no mesmo dia 23 de outubro de 2001, a Lei 3.684/2001 permitiu que os funcionários da FENORTE optassem pela transferência para a UENF e o artigo 5°, §2°, desta mesma a lei previu a possibilidade de futura transferência de outros servidores da FENORTE para a UENF, mediante simples autorização de Vossa Excelência, sobretudo por se tratar do mesmo concurso com os mesmos cargos e atribuições.

Ocorre que, após a autonomia universitária obtida pela UENF, a FENORTE perdeu sua principal missão institucional e ao longo destes mais de 12 anos vem sendo subutilizada e os servidores encontram-se desestimulados e desvalorizados em virtude de estarem numa instituição que visivelmente perdeu sua razão de existir, com poucas e descontínuas ações de Governo.

A FENORTE passou a atender os interesses políticos dos aliados do Governador do Estado em exercício, compondo seus cargos em comissão e executando atividades esporádicas e limitadas à vontade daquele que assume a gestão da FENORTE, sem que haja em suas atividades uma ação permanente e contínua que seja de importância e finalidade significativa à Fundação e a sociedade.

Os servidores da FENORTE se veem desprestigiados e abandonados pelo Governo do Estado, pois a forma como o Governo trata a FENORTE sucateia nossa instituição, desmotiva e desprestigia o servidor;

Os problemas vivenciados pelos servidores da FENORTE e pela própria Instituição possuem a mesma causa, pois se a FENORTE não é valorizada pelo Estado o seu servidor também não o é, e se vê PREJUDICADO POR UM GOVERNO que não é capaz de conceder rumo adequado à nossa FENORTE.

Sem reajuste e sem reposição das perdas inflacionárias dos últimos 8 (oito) anos o servidor vem tendo dificuldade em manter sua família e sua dignidade pois o achatamento salarial sofrido é notório.

O nosso desprestígio no que refere à reposição das perdas inflacionárias se dá, sobretudo, ao fato da posição invisível na qual o Governo do Estado nos colocou.

Sendo assim e a partir do interesse demonstrado pelo Reitor da UENF a que se refere ao aproveitamento da qualificada mão de obra dos servidores da FENORTE, os servidores, já desacreditados com a situação da FENORTE, ao que tudo indica irreversível ou de difícil solução, aderiram maciçamente ao processo nº E-26/006/70/2013 que dispõe sobre a transferência em caráter definitivo dos servidores da FENORTE PARA A UENF.

Atualmente, já existe um novo processo E-12/001/4198/2013 originado na Secretaria da Casa Civil, que trata da transferência dos servidores da FENORTE para a UENF, contudo, ao que tudo indica, a pleiteada transferência não será atendida pelo simples fato dela ir de encontro aos interesses da Presidência da FENORTE.

Acreditamos, pelo histórico de insucessos que vivenciamos nos últimos anos, que não haja solução viável para FENORTE, sobretudo pela intencional incapacidade do Governo em dar rumo adequado à FUNDAÇÂO, e apesar de estarmos convictos que a única solução seja a transferência dos servidores da FENORTE para a UENF estamos cientes de que essa decisão, por ser mérito administrativo do poder executivo, cabe exclusivamente ao Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Acontece que o Governo do Estado tem por obrigação dar uma resposta à sociedade e aos servidores da FENORTE, sendo assim se deseja que os servidores permaneçam na FENORTE que atenda os pleitos abaixo:

1. Reposição salarial de 63,3% pelas Perdas inflacionárias dos últimos 8(oito) anos 
2. Redefinição do estatuto da FENORTE, concedendo a mesma uma missão e visão concretas, alcançando as necessidades da sociedade e o caráter continuativo de suas ações;
3. Revitalização da FENORTE;
4. Reajuste do Auxílio-creche e Auxílio-alimentação dos servidores da FENORTE (esse último foi concedido num valor infinitamente inferior ao requerido).

Todos os pleitos acima devem ser atendidos na sua integra ou o Governo do Estado pode escolher transferir os servidores da FENORTE para a UENF e assim solucionar as reivindicações do movimento de Greve.

A Greve permanecerá até que todos os pleitos sejam devidamente atendidos.

Atenciosamente,
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Comissão de Greve da ASFETEC

Com professores à beira da greve, UENF compra mais televisores!

 O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz nesta 4a. feira (12/03) uma publicação que me deixou para lá de confuso. Como poderá ser verificado abaixo, a UENF está neste momento licitando outro lote de televisores e suportes! E ai, eu pergunto: será que já não temos TVs suficientes, muitas desligadas, na instituição? Não há um restaurante universitário em construção desde 2008? Não há falta de moradia estudantil? Não há falta de um pavilhão de aulas?

E mais, não estão os servidores e professores em pé de guerra por causa de um agudo processo de corrosão salarial?

Essa compra de televisores é, no mínimo, um erro crasso no erro de prioridades para uma instituição com tantos problemas e dificuldades!

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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EDITAIS
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – UENF vem notificar a empresa XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, para aduzir, no prazo de 10 (dez) dias,
suas razões pelo não encaminhamento da documentação definida em edital (item 12), conforme requisitado no chat de mensagens da sala de disputa do sistema SIGA, que objetiva a aquisição de televisores e suportes de TV para atender as necessidades da UENF. Processo nº E-26/009/1245/2013.

Rio de Janeiro é o estado que menos gasta com servidores na federação brasileira

O material abaixo publicado no blog do Prof. Roberto Moraes mostra uma piora na condição de desembolso do estado do Rio de Janeiro (segunda economia da federação brasileira) no tocante ao pagamento dos salários dos seus servidores. O fato é que enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal permite que os governos gastem até 49% do orçamento com o pagamento de servidores, o (des) governo Sérgio Cabral gasta apenas 29,55%!

O mais impressionante nestes dados é que o arrocho salarial imposto por Cabral fica ainda mais evidente quando se verifica que o Maranhão (o ocupante do desonroso posto de 26 pior estado no pagamento de salários de servidores, gasta 39,3%, quase 10% a mais do que o Rio de Janeiro.

Para quem acha que a população não tem nada a ver com isso, os salários corroídos dos servidores possuem um impacto direto na qualidade dos serviços prestados, especialmente porque muitos servidores são obrigados a fazer bicos para complementar os salários corroídos que recebem do (des) governo Cabral. 

Mas uma coisa é boa nessa situação: se os professores da UENF entrarem mesmo em greve por causa de suas reivindicações salariais, já saberemos todos que falta de margem dentro da LRF não será um impedimento para o aumento da folha que os eventuais ganhos vão causar.

Rio de Janeiro é o estado com menor % de gastos de pessoal entre os 27 estados da federação

 
Reportagem publicada hoje pelo jornal Valor sobre gastos de pessoal dos 27 estados da federação brasileira em 2013, indicou que o Estado do Rio de Janeiro (ERJ) é o que tem proporcionalmente, o menor gasto com pessoal: 29,55%.

O estudo indica que o “limite prudencial” seria de 46,55%. Ao lado o infográfico do valor mostrando os percentuais de gastos com pessoal nos diversos estados brasileiros.

O limite máximo de gasto com pessoal do Poder Executivo é de 49% da receita corrente líquida. O estado do Tocantins chegou 51,69% ultrapassando este limite.

A situação confortável da conta de pessoal mostra para as categorias profissionais ligadas ao governo estadual que há espaços para pressões e correções salarias substantivas.

A informação junto da histórica conquista dos garis da Prefeitura do Rio tende a ampliar as mobilizações e lutas por reajustes salariais dos servidores do executivo fluminense. A justificativa do caixa e dos limites constitucionais desta vez não funcionará. A conferir!

Parafraseando Romário: a reitoria da UENF calada é uma poeta!

A nota abaixo que acaba de ser lançada pela reitoria da UENF numa tentativa débil de impedir a deflagração de uma greve a partir da assembléia de amanhã é uma expressão mais fina daquilo que o filósofo Romário já disse sobre o Pelé, qual seja, calado é um poeta.

A nota abaixo vai especialmente de encontro à verdade dos fatos. Segundo o que sei de informantes internos do alto poder uenfiano, a última reunião na SEPLAG não ocorreu porque a pessoa responsável por redigir a proposta de lei viajou para o Carnaval e “esqueceu” de voltar no dia combinado. Este tipo de descompromisso com a normalidade institucional deveria merecer era um imenso repúdio pelos dirigentes institucionais, em vez de vir a público tentar colocar panos quentes numa situação que já se tornou intolerável.

Além disso, se algo a greve dos garis da COMLURB nos lembrou é que governantes dizem querer a normalidade para negociar, mas só negociam objetivamente sobre forte pressão. Do contrário, vão empurrando o problema para frente, normalmente para impor condições totalmente pífias para os ganhos eventuais que queiram dar.

Outro aspecto que me intriga é a questão da data limite com que podemos ter ganhos concedidos em ano eleitoral. A reitoria está trabalhando com a data de 04 de Julho, mas o fato é que existem leis que vedam concessões de adicionais acima da reposição das perdas salariais após o dia 05/04.  Assim, já que a reitoria está com uma data dilatada seria de bom tom que também nos oferecessem as bases legais desta data dilatada. Do contrário, nos pedir calma e correr o risco de tudo acabar no dia 04/04, me parece temerário, especialmente para os nossos contra-cheques.

 Enfim, tenho que lembrar que no já distante mês de julho de 2013, a reitoria da UENF impôs uma minuta de lei para quebrar o regime de Dedicação Exclusiva na UENF sob a desculpa de que isto iria acelerar a concessão do Adicional de Dedicação Exclusiva. Então cade o resultado daquela pressa toda? Ah, sim, neste pedido intempestivo de calma para possibilitar uma negociação que mais parece estória de Coelhinho da Páscoa!!

Desde já, por é greve a partir de amanhã. Estou cansado desse conformismo que só tem nos empurrado cada vez mais para a condição de piores salários do Brasil.

Basta de enrolação!!

 Esclarecimentos à comunidade sobre Adicional de Dedicação Exclusiva

Tendo em vista o estágio das negociações com o governo do estado quanto ao pagamento do Adicional de Dedicação Exclusiva (ADE) aos docentes, a Reitoria não acredita que uma eventual greve seja a melhor opção para o bom desfecho do caso neste momento, ao passo que uma interrupção poderia trazer retrocessos no encaminhamento do Projeto de Lei à Assembleia Legislativa (ALERJ). Embora o governo tenha protelado o prazo inicialmente acordado para envio do projeto de lei – a saber, em fevereiro, na reabertura dos trabalhos legislativos -, as negociações para tal estão em andamento, com nova reunião a ser confirmada para esta semana.

Atualmente, a visão da Reitoria é que a manutenção das atividades contribuirá para a solução da questão em prazo hábil. Em decorrência da legislação eleitoral, o governo não poderá tomar qualquer iniciativa relativa ao pagamento do ADE a partir de quatro de julho (04/07).

A Reitoria reafirma todo o seu empenho junto ao governo, incluindo contatos frequentes com o governador para a solução dessa e das outras demandas aprovadas pelo Conselho Universitário, quais sejam: o reajuste salarial e a adequação da tabela de cargos e vencimentos.

Silvério de Paiva Freitas
Reitor da UENF