Notícias da Aduenf: Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho.

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Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-de-professores-na-uerj.html

Aduenf convoca assembleia que poderá deflagar greve para combater projeto de destruição do (des) governo Pezão

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) convocou uma assembleia para a próxima 5a. feira (03/08) para discutir o reinício ou não das atividades acadêmicas (ver cartaz abaixo).

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Mas esta é um assembleia que não deverá se restringir à discussão acerca da oportunidade de se reiniciar as aulas em meio à ausência de pagamento de salários e bolsas, bem como da inexistência de verbas de custeio que possa manter a Uenf funcionando. 

Essa deverá ser uma assembleia que lançará os marcos de um processo ativo de resistência contra o projeto de destruição que está sendo aplicado pelo (des) governo Pezão nas três universidades estaduais fluminenses (Uenf, Uerj e Uezo) e nas escolas técnicas estaduais ligadas à rede Faetec.

O fato é que se os membros do (des) governo Pezão acham que vão aplicar este projeto hediondo sem a devida resistência, eles estão cometendo um enorme erro.

Notícias da Aduenf: ADUENF convoca todos para a resistência contra o projeto de destruição do governo do Rio de Janeiro

Às vésperas do seu 24o. aniversário, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) corre sério perigo de ser inviabilizada por uma política deliberada de destruição por parte do governo liderado pelo Sr. Luiz Fernando Pezão.

É que além de quase 4 meses de salários e bolsas em atraso, a Uenf continua sem qualquer verba de custeio. Essa ação do parte do governo do Rio de Janeiro tem como objetivo deliberado causar apatia frente a um processo que visa claramente privatizar uma das melhores universidades públicas brasileiras.

Mas é preciso que se frise que esse processo de precarização do ensino superior público fluminense não se retringe à Uenf, atingindo também a Uerj e a Uezo, como a rede de escolas técnicas da Faetec.

A diretoria da Aduenf entende que é preciso reagir a este processo de desintegração das universidades estaduais e das escolas técnicas públicas do Rio de Janeiro, e convoca todos a se unirem na defesa desse patrimônio que pertence à todo o povo do Rio de Janeiro.

Abaixo um vídeo produzido pela Aduenf para disseminar essa mensagem de resistência.

 

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/07/aduenf-convoca-resistencia-contra-o.html

Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.

Site “Viomundo” publica entrevista sobre crise das universidades do Rio de Janeiro

A convite do jornalista Luiz Carlos Azenha, do site Viomundo, respondi a uma série de questões relacionadas à crise que assola o Rio de Janeiro e seus efeitos específicos sobre as universidades estaduais (Uenf, Uerj e Uezo) que se encontram à beira da inviabilização por causa da falta de verbas de custeio e pagamento de salários de seus servidores.

Abaixo reproduzo a introdução feita por Luiz Carlos Azenha, e deixa ainda o link para que o conteúdo da entrevista seja acessado no Viomundo.

Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros

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Por Luiz Carlos Azenha

As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.

E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.

São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.

Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.

Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).

Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).

Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).

O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler a íntegra desta entrevista, basta clicar [Aqui!]

UERJ, UENF e UEZO lançam manifesto que denuncia o descaso com a educação superior pública no Estado

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 O reitor Ruy Garcia Marques e a vice-reitora Maria Georgina Muniz Washington, em conjunto com o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Luis Passoni, e a reitora e vice-reitora do Centro Universitário da Zona Oeste (UEZO), respectivamente, Maria Cristina de Assis e Luanda Silva de Moraes, elaboraram um manifesto público em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, dia 28 de junho, no campus Maracanã. Também participaram do encontro os chefes de gabinete Roberto Dória (UERJ) e Raul Palácio (UENF).

O documento cobra soluções para a deterioração progressiva das condições mínimas de funcionamento das três instituições, como a falta de insumos para as aulas práticas, as dívidas com fornecedores e terceirizados e o atraso nos pagamentos dos salários e bolsas. O manifesto também conclama a sociedade a se envolver ativamente na luta em defesa do futuro da educação superior pública de qualidade, gratuita e socialmente referenciada.

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FONTE: http://www.uerj.br/lendo_noticia.php?id=1205

Campanha de defesa da Uenf agora será internacional

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Em meio a quase três meses sem pagamento de salários e sem verbas de custeio desde Outubro de 2015,  a Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) resolveu iniciar uma campanha internacional de denúncia contra o (des) governo Pezão e começou a produzir materiais em diversas línguas, começando pelo inglês (ver cartaz abaixo).

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A intenção desta campanha é sensibilizar a comunidade científica internacional contra o processo de destruição que está sendo realizado pelo (des) governo Pezão contra não apenas a Uenf, mas também contra a Uerj e a Uezo. 

É importante lembrar que tanta a Uenf com a Uerj têm sido bem colocadas em diferentes rankings internacionais, sendo colocadas entre as melhores da América Latina.

 

Notícias da ADUENF dá informe sobre visita de dirigentes do ANDES-sindicato nacional ao campus da UENF

Informe da Diretoria da ADUENF sobre visita de dirigentes do ANDES-SN à UENF e participação em atividade na UERJ

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A diretoria da ADUENF considera que foi exitosa a vinda da diretoria do ANDES a UENF no dia de ontem (10/05). Em primeiro lugar esta visita serviu para aprofundar o conhecimento do ANDES-SN quanto à gravidade da situação imposta pelo governo do Rio de Janeiro às universidades estaduais, Faetec e Cecierj.  Em segundo lugar, a reunião também possibilitou um debate sobre o cotidiano de vivências no quadro de uma crise que se intensifica a cada dia com o não pagamento de salários.

E por último, a reunião serviu para encaminhar a articulação de uma luta conjunta entre as comunidades universitárias da UENF, UERJ e UEZO para derrotar o projeto de destruição comandado pelo governador Luiz Fernando Pezão contra o ensino superior estadual.

A diretoria da ADUENF aproveita para informar que nesta sexta-feira (12/05) ocorrerá na UERJ Campos Maracanã um painel sobre a crise das Universidades Estaduais. Este painel ocorrerá a partir 14 horas no 1º. Andar, auditório 11.  Para viabilizar a presença da UENF nesta importante atividade de organização da luta contra o projeto de desmanche das universidades estaduais, uma van sairá da sede ADUENF às 7:30.  Em função disso, solicitamos que os interessados entrem em contato com a secretaria da ADUENF para fornecerem seus nomes e dados pessoais.

Unidos somos mais fortes!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência  & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/05/informe-da-diretoria-da-aduenf-sobre.html

Não, a situação não está “normal” na Uenf

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Em mais uma inserção de vídeo comento a situação caótica em que se encontra a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que se encontra sem verbas de custeio desde Outubro de 2015, e com salários de seus professores e servidores atrasados desde Fevereiro de 2016.

Em suma, apesar de alguns tentarem propalar o mito de que as coisas estão “normais” na Uenf, essa normalidade não resiste a uma análise minimamente criteriosa de sua realidade.  Enquanto isso o (des) governo Pezão quer conceder mais R$ 650 milhões de isenções fiscais para a AMBEV.

Assim, não há de normal na situação em que a Uenf se encontra!