Despejo durante a pandemia: nova gestão municipal de Macaé despeja UFF e UFRJ do prédio da FUNEMAC

A nova gestão da prefeitura de Macaé pretende desalojar a UFF e a UFRJ do prédio da Fundação Educacional de Macaé (FUNEMAC) localizado na Cidade Universitária. Os professores estão sendo desalojados sem que haja outro local que eles possam ocupar para continuar suas atividades

ufrj uff macae

No prédio da FUNEMAC funcionam a sala dos professores dos cursos de Engenharia, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Nutrição e Química e laboratórios de ensino e de pesquisa (importantíssimos para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade), bem como locais de guarda de materiais administrativos e didáticos. Destacamos que não há gabinete para professores no Polo Universitário e nem mesmo espaço para alojar os laboratórios que estão no referido prédio.

A UFF também está sendo despejada em dois serviços que atendem gratuitamente a população de Macaé. A UFF perderá o espaço o Centro de Assistência Jurídica (CAJUFF), que presta atendimento jurídico a quem precisa, e o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF), que auxilia na declaração do imposto de renda, em parceria com a Receita Federal.

Essa decisão do novo prefeito de Macaé foi recebida  muito espanto e consternação pela comunidade universitária da UFF e da UFRJ em Macaé. Mesmo em meio à pandemia, a produção acadêmica da UFRJ Macaé não parou, intensificou até por meio do GT COVID-19 UFRJ/MACAÉ, e esperamos que, em breve, todas as atividades presenciais sejam retomadas com qualidade e segurança.

De qualquer maneira,  o corpo docente da UFRJ se mantém aberto ao diálogo com o município de Macaé. Enquanto isso, os professores da UFRJ pedem a ajuda de todos e todas na divulgação desse fato em suas redes sociais, e convocam a toda a comunidade acadêmica e população de Macaé e região para o twitaço #ficaufrjmacaee#ficauffmacae às 18 horas deste sábado.

Prefeito Rafael Diniz, que semeou ventos, poderá acabar colhendo tempestade

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Abaixo posto imagens de uma manifestação realizada na manhã desta 2a. feira (12/06) para protestar contra o fechamento intempestivo do restaurante popular Romilton Bárbara pelo prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (PPS).

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Apesar de ter sido inicialmente liderada por estudantes da Universidade Federal Fluminense, as informações que me chegaram é que muitos populares se juntaram para expressar sua profunda irritação com o prefeito Rafael Diniz e os cortes que realizou nos programas sociais voltados para os segmentos mais pobres da nossa população.

Pelo jeito, o prefeito Rafael Diniz semeou ventos e poderá colher tempestades. A ver!

Semana Unificada da Consciência Negra

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PROGRAMAÇÃO

DIA 21 DE NOVEMBRO (segunda-feira)

16h. CORTEJO –  do Rio Paraíba na Beira Rio à Praça São Salvador.

17h. PELOURINHO/Pça São Salvador: Ato de denúncias no Pelourinho, com uma performance do “Coletivo Artístico Saravá”;  leitura de manchetes do Monitor Campista, fragmento de poemas e canto.

Coordenação: “Coletivo Artístico Saravá”.

DIA 22 DE NOVEMBRO (terça-feira)

11h20min às 12h.: Sessões de vídeos com debates

Local: Salas do Ensino Médio/IFF (Instituto Federal Fluminense) Auditório Miguel Ramalho

Público: Estudantes do Ensino Médio e demais participantes

Temática: Intolerância Religiosa e Maioridade Penal.

Coordenação: Alissan Silva

14h20min às 16h: Sessões de vídeos com debates

Local: Salas do Ensino Médio do IFF (Instituto Federal Fluminense Auditório Miguel Ramalho

Público: Estudantes do Ensino Médio e demais participantes

Temática: Intolerância Religiosa e Maioridade Penal.

Coordenação: Alissan Silva e Sérgio Risso

14h às 17h: Oficina Cozinha dos Quilombos de Campos dos Goytacazes Sabores, Territórios e Memórias.

Público: 20 (vinte) pessoas no máximo

Local: IFF SALA REFEITÓRIO DA OCUPAÇÃO (ANTIGA CIETEC BLOCO B)

Coordenação: Fabiano Seixas e Tamires Freitas

17h.: Encontro de Jongueiros e Grupos Culturais de Campos e Região

Local: Concha Acústica do IFF

Coordenação: Todas as entidades e instituições envolvidas

DIA 23 DE NOVEMBRO (quarta-feira)

RODA DE CONVERSA

14h30min. Abertura com Contação de Estórias por Carmem Eugênia Sampaio

15h: Roda de Conversa/Tema:– “A importância dos coletivos negros na afirmação das identidades e fortalecimento da autoestima”.

Local: Auditório 4 do Centro de Convenções da UENF

Coletivo Artístico Saravá – IFF: Barbara Melo

Coletivo Negro Geneci Maria da Penha (IFF): Laura de Almeida

Coletivo Negro José do Patrocínio (UENF): Jessica Oliveira

 Coletivo Negro Mercedes Batista (UFF): Lia Keller

Mediadora: Manuelli Ramos (Assessoria Direitos Humanos e MNU)

Coordenação: Clareth Reis (NEABI/UENF)

 RODA DE SAMBA

17h. Programação Cultural: Samba de Roda

Coordenação: Totinho Capoeira e Mestre Peixinho

Local: Centro de Convenções da UENF

MESA REDONDA

18:30min às 21h – “Olhares África –Brasil”

Local: Auditório 4 do Centro de Convenções/UENF

Componentes: Vera Lúcia Vasconcelos (ISEPAM/FAETEC)

                           Sérgio Arruda de Moura (UENF)

                           Dayane  Altoé (NEABI/IFF)

                           Carmem Eugênia Sampaio (PMCG)

DIA 24 DE NOVEMBRO (quinta-feira)

IFF – Sessão de vídeos (repetição da programação da terça)

18h às 21h: Roda de Conversa: “Mulher Negra, corpo, arte e identidade”.

Lúcia Talabi (PMCG)

Alissan Silva (NEABI/IFF)

Clareth Reis (NEABI/UENF)

Intervenções artísticas:

Luize Mendes Dias e Michele Pereira (Banda Auá)

Daiane Gomes (coletivo negro musical – banda KB\i/DE)

Local: IFF auditório Miguel Ramalho

DIA 25 DE NOVEMBRO (sexta-feira)

18h às 22h. – SARAUVÁ (Sarau com microfone aberto, poesia, musica, dança, etc.)

Local: concha acústica IFF

Organização:

NEABI/IFF

NEABI/UENF

 MNU

SMECE/ PMCG

ISEPAM/FAETEC

COLETIVO ARTÍSTICO SARAVÁ

COLETIVO ARTÍSTICO SARAVÁ

COLETIVO NEGRO GENECI MARIA DA PENHA

COLETIVO NEGRO JOSÉ DO PATROCÍNIO

Marketing cultural: Márcio Malta (Nico) lança livro de cartoons ecológicos

nico

O cientista político Márcio Malta, professor da Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes, acaba de lançar um livro “Poleiros” que é uma compilação de cartuns ecológicos da lavra sua outra persona, o cartunista Nico.

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Com um traço singular, o professor Malta tem produzido  uma enormidade de cartuns bastante marcantes, incluindo o da charge de Darcy Ribeiro que vem sendo popularizada como um dos símbolos da luta em defesa da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Quem desejar adquirir a obra, basta clicar  (Aqui!)

Marketing acadêmico: seminário irá discutir as “margens da cidade”

Divulgo abaixo folder do seminário “As margens da cidade falam” que é uma realização conjunta dos programas de pós-graduação de Políticas Sociais e Sociologia Política da Universidade Estadual do Norte Fluminense e também da UFF/Campos dos Goytacazes.

O seminário ocorrerá nos próximos dias 19 e 20 de agosto, e contará com diversas atividades que incluirão a participação de moradores, performances teatrais, mostra fotográfica e debates acadêmicos. A participação é aberta ao público e gratuita. 

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Festival Interuniversitário de Cultura: programação em Campos dos Goytacazes

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O Festival Interuniversitário de Cultura (Fest-FIC) irá acontecer do dia 2 a 12 de julho em várias cidades no interior do Rio de Janeiro. Em dos Campos dos Goytacazes, a programação foi definida em parceria com três universidades: IFF, UFF e UENF.

Durante esse período haverá uma série de atividades que incluirá, entre outras coisas, uma mostra de curtas, fotografia e também de música.

Os interessados em expor trabalhos bem como para se inscrever nas oficinas podem entrem em contanto com a equipe organizador enviando um e-mail para culturauenfuff@gmail.com , informando nome completo. A Oficina Aberta de Música não necessita de inscrições, pois será aberta a todos.

Mais detalhes serão postados no evento durante essas semanas.

Abaixo a programação já disponível.

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UFF: comunicado da direção da Escola de Engenharia expõe profundidade da crise financeira causada pelos cortes do governo Dilma

Foto de UFF - Escola de Engenharia.

A TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA ESCOLA DE ENGENHARIA

Vimos, inicialmente, esclarecer a todos alguns assuntos, sobre os quais estamos “debruçados” desde meados de 2014, mas, infelizmente, sem sucesso, em virtude da grave situação por que passa o País e, como consequência, as Universidades Federais.

Desde outubro último, fomos informados pela Reitoria, através do seu setor de compras, que os materiais pedidos com muita antecedência por nossos Departamentos e pela própria Escola, na verba de Livre Ordenação (LO), referentes ao “Custeio” de nossa Unidade e Departamentos não seriam comprados. Essa verba, que pertencia a nossa Unidade e que dividimos com nossos 8 departamentos, foi recolhida, bem como as verbas de todas as demais Unidades de Ensino da UFF.

Da mesma forma, em 2015, vem ocorrendo o mesmo com a verba destinada à manutenção de nossa Unidade e respectivos Departamentos, já que tínhamos dividido uma parcela de R$ 45.000,00 para cada Departamento – verba essa já prevista no orçamento da UFF. Entretanto, já estamos no meio do ano e, conforme informação da Reitoria, não existe perspectiva de nos enviar o “financeiro”, o que nos leva a crer que também não teremos como comprar os materiais e contratar os serviços solicitados para o corrente ano.

Como todos sabem, a Escola de Engenharia, além dessa verba de Livre Ordenação, possui uma receita própria (fonte 0250) que dá origem ao nosso PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), através do qual são fomentados diversos projetos, em andamento, tais como: Minibaja; Fórmula SAE Elétrico, Fórmula SAE, Aerodesign, Barco Solar, e ainda, apoio a pesquisas, apoio a empresas juniores etc.

Sabedores de que, em 2015, teríamos um ano muito difícil, nos preparamos, ainda em 2014, para produzir um crédito de R$ 267.000,00, de modo que, apesar da sensível queda das arrecadações mensais, pudéssemos fazer frente a todas as nossas despesas em 2015.

Entretanto, no início de março de 2015, fomos informados pela PROPLAN, através do memorando nº 03, de 09/03, do Departamento de Contabilidade e Finanças, de que o Governo Federal também havia recolhido todo o recurso da fonte 0250 (Receita Própria). Consequentemente, o montante de que dispúnhamos, que seria o nosso “pequeno fôlego”, face à escassez de recursos oriundos do Governo Federal, foi reduzido a nada, e tivemos que recomeçar, vivendo com uma quantia mínima de recursos para manutenção da Escola, que é a que é encaminhada mensalmente da UFF para a FEC, oriunda das taxas institucionais pagas pelos projetos e cursos autofinanciáveis. Mas, mesmo estes, caíram muito, tendo em vista a crise nas Empresas de grande porte do País, tal como a Petrobras, que estão recolhidas em seus atuais problemas, e não estão abertas a novos projetos com as Universidades no momento.

Assim, sentimo-nos na obrigação de lhes informar que nos encontramos hoje em sérias dificuldades para mantermos nossa Unidade aberta e funcionando minimamente, pois os estoques que possuíamos com o que nos foi fornecido no ano de 2013 estão chegando ao fim, quais sejam:

– Nosso estoque de papel para provas e xerox está no final;
– Nosso estoque de lâmpadas para suprir os projetores de datashow se esgotou;
– Nosso material de limpeza, incluindo papel sanitário, também chegou ao fim, pois, com a dificuldade que tem tido para receber suas faturas, a firma terceirizada de limpeza reduziu gradativamente o fornecimento de material;
– Com a drástica redução de nossos recursos de receita própria, não estamos tendo como prosseguir com a manutenção nos aparelhos de ar condicionado, pois a empresa que executa os referidos serviços está sem receber;
– Da mesma forma, estamos sem recursos para confeccionar carimbos, chaves para portas das salas de aula e laboratórios, para aquisição de material para reposição de lâmpadas, material de iluminação, material hidro-sanitário, material de pintura, material de carpintaria, equipamentos de multimídia etc.;
– Equipamentos como elevadores e máquinas de reprografia (xerox) estão funcionando precariamente, porque as firmas respectivas também estão sem pagamento;
– Também as firmas terceirizadas responsáveis pela vigilância, portaria, recepção e serviços administrativos estão com atraso em seus recebimentos.

Enfim, diante desse grave quadro, todos podemos constatar que está muito difícil manter a Unidade funcionando em condições mínimas que sejam e, por essa razão, vimos ao conhecimento de todos, pedir sua compreensão para esse difícil momento em nossa Unidade e em nossa Universidade.

Asseguramos que, de nossa parte, todos os esforços estão sendo empreendidos, diuturnamente, na busca de, ao menos, minimizar essa crise, mas estamos muito limitados em nossas possibilidades.

Agradecemos a sua atenção e, reiteradamente, contamos com sua compreensão!

Direção da Escola de Engenharia
Niterói, 09/06/2015

FONTE: https://www.facebook.com/escoladeengenhariauff/posts/1612796588965053:0

Daniel Aarão Reis e sua doce vida sem as obrigações do centralismo democrático

aarão reis

O professor titular de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) está tendo seus 15 minutos de glória ao declarar guerra à decisão da sua categoria em entrar em greve a partir de hoje (Aqui!).  Aarão Reis, ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) que  participou da luta armada contra a ditadura militar, integrou a direção do grupo que decidiu o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em troca da libertação de 15 presos políticos.

Agora, aparentemente mansado pela passagem do tempo, Aarão Reis repete os mesmos surrados argumentos de seus colegas de direita para não acatar uma decisão que ele diz não ter sido aprovada de forma democrática, mas para qual não oferece qualquer pista sobre alternativas para implementar a luta contra o desmanche em curso das universidades federais sob o tacão neoliberal da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy.

Como alguém que participa de greves desde que entrei na UENF, sempre ouço os mesmos exatos reclamos sobre a necessidade novas formas de luta, sem que quaisquer pistas sejam oferecidas sobre quais seriam elas. Esse tipo de postura antidemocrática que Aarão Reis coloca e encontra eco na mídia corporativa é um verdadeiro desserviço à luta a favor do sistema universitário público. É que, além de contribuir para os esforços do Estado que destrói nossas universidades, o questionamento das decisões tiradas em assembleias, às quais esses paladinos de supostas novas táticas de luta decidiram abandonar por livre e espontânea vontade, também nos coloca num beco sem saída sobre o que poderia ser feito. É a crítica pela crítica que tanta agrada ao status quo.

Ai é que eu penso: como deve ser doce poder trair sua categoria sem ter que passar por tribunais especiais que existiam nas organizações de esquerda durante o regime militar para dar cabo de traidores. E, de quebra, como deve ser satisfatório estar livre do centralismo democrático para poder trair e nem ter que se coçar.

Ao contrário de Daniel Aarão Reis, sou totalmente solidário aos professores da UFF que estão sendo empurrados por uma greve em função de uma política deliberada de destruição de nossas universidades. Simples assim!

Ato em defesa da UFF de Campos: comunidade universitária realiza ato público na Praça São Salvador

A UFF Campos está sofrendo com a crise financeira da universidade, as obras do campus novo estão paralisadas; o Serviço de Psicologia Aplicada, que atende a população de Campos, está com suas atividades suspensas por falta de estrutura; os trabalhadores terceirizados tiveram seus salários atrasados e não estão recebendo os auxílios; e até mesmo o atual campus pode perder sua estrutura e ter seu funcionamento suspenso.

Os professores, técnico-administrativos e estudantes se reuniram na praça São Salvador nesta quarta-feira (08/04) partir das 14h e seguiram para a sede do campus novo, na avenida XV de Novembro na altura da ponte de ferro.

O ato faz parte das Jornadas de Lutas dos Servidores Públicos Federais, que tem apoio da ADUFF – Associação dos Docentes da UFF, SINTUFF – Sindicato dos Trabalhadores da UFF e o DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFF.

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