Festival Interuniversitário de Cultura: programação em Campos dos Goytacazes

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O Festival Interuniversitário de Cultura (Fest-FIC) irá acontecer do dia 2 a 12 de julho em várias cidades no interior do Rio de Janeiro. Em dos Campos dos Goytacazes, a programação foi definida em parceria com três universidades: IFF, UFF e UENF.

Durante esse período haverá uma série de atividades que incluirá, entre outras coisas, uma mostra de curtas, fotografia e também de música.

Os interessados em expor trabalhos bem como para se inscrever nas oficinas podem entrem em contanto com a equipe organizador enviando um e-mail para culturauenfuff@gmail.com , informando nome completo. A Oficina Aberta de Música não necessita de inscrições, pois será aberta a todos.

Mais detalhes serão postados no evento durante essas semanas.

Abaixo a programação já disponível.

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UFF: comunicado da direção da Escola de Engenharia expõe profundidade da crise financeira causada pelos cortes do governo Dilma

Foto de UFF - Escola de Engenharia.

A TODA A COMUNIDADE ACADÊMICA DA ESCOLA DE ENGENHARIA

Vimos, inicialmente, esclarecer a todos alguns assuntos, sobre os quais estamos “debruçados” desde meados de 2014, mas, infelizmente, sem sucesso, em virtude da grave situação por que passa o País e, como consequência, as Universidades Federais.

Desde outubro último, fomos informados pela Reitoria, através do seu setor de compras, que os materiais pedidos com muita antecedência por nossos Departamentos e pela própria Escola, na verba de Livre Ordenação (LO), referentes ao “Custeio” de nossa Unidade e Departamentos não seriam comprados. Essa verba, que pertencia a nossa Unidade e que dividimos com nossos 8 departamentos, foi recolhida, bem como as verbas de todas as demais Unidades de Ensino da UFF.

Da mesma forma, em 2015, vem ocorrendo o mesmo com a verba destinada à manutenção de nossa Unidade e respectivos Departamentos, já que tínhamos dividido uma parcela de R$ 45.000,00 para cada Departamento – verba essa já prevista no orçamento da UFF. Entretanto, já estamos no meio do ano e, conforme informação da Reitoria, não existe perspectiva de nos enviar o “financeiro”, o que nos leva a crer que também não teremos como comprar os materiais e contratar os serviços solicitados para o corrente ano.

Como todos sabem, a Escola de Engenharia, além dessa verba de Livre Ordenação, possui uma receita própria (fonte 0250) que dá origem ao nosso PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), através do qual são fomentados diversos projetos, em andamento, tais como: Minibaja; Fórmula SAE Elétrico, Fórmula SAE, Aerodesign, Barco Solar, e ainda, apoio a pesquisas, apoio a empresas juniores etc.

Sabedores de que, em 2015, teríamos um ano muito difícil, nos preparamos, ainda em 2014, para produzir um crédito de R$ 267.000,00, de modo que, apesar da sensível queda das arrecadações mensais, pudéssemos fazer frente a todas as nossas despesas em 2015.

Entretanto, no início de março de 2015, fomos informados pela PROPLAN, através do memorando nº 03, de 09/03, do Departamento de Contabilidade e Finanças, de que o Governo Federal também havia recolhido todo o recurso da fonte 0250 (Receita Própria). Consequentemente, o montante de que dispúnhamos, que seria o nosso “pequeno fôlego”, face à escassez de recursos oriundos do Governo Federal, foi reduzido a nada, e tivemos que recomeçar, vivendo com uma quantia mínima de recursos para manutenção da Escola, que é a que é encaminhada mensalmente da UFF para a FEC, oriunda das taxas institucionais pagas pelos projetos e cursos autofinanciáveis. Mas, mesmo estes, caíram muito, tendo em vista a crise nas Empresas de grande porte do País, tal como a Petrobras, que estão recolhidas em seus atuais problemas, e não estão abertas a novos projetos com as Universidades no momento.

Assim, sentimo-nos na obrigação de lhes informar que nos encontramos hoje em sérias dificuldades para mantermos nossa Unidade aberta e funcionando minimamente, pois os estoques que possuíamos com o que nos foi fornecido no ano de 2013 estão chegando ao fim, quais sejam:

– Nosso estoque de papel para provas e xerox está no final;
– Nosso estoque de lâmpadas para suprir os projetores de datashow se esgotou;
– Nosso material de limpeza, incluindo papel sanitário, também chegou ao fim, pois, com a dificuldade que tem tido para receber suas faturas, a firma terceirizada de limpeza reduziu gradativamente o fornecimento de material;
– Com a drástica redução de nossos recursos de receita própria, não estamos tendo como prosseguir com a manutenção nos aparelhos de ar condicionado, pois a empresa que executa os referidos serviços está sem receber;
– Da mesma forma, estamos sem recursos para confeccionar carimbos, chaves para portas das salas de aula e laboratórios, para aquisição de material para reposição de lâmpadas, material de iluminação, material hidro-sanitário, material de pintura, material de carpintaria, equipamentos de multimídia etc.;
– Equipamentos como elevadores e máquinas de reprografia (xerox) estão funcionando precariamente, porque as firmas respectivas também estão sem pagamento;
– Também as firmas terceirizadas responsáveis pela vigilância, portaria, recepção e serviços administrativos estão com atraso em seus recebimentos.

Enfim, diante desse grave quadro, todos podemos constatar que está muito difícil manter a Unidade funcionando em condições mínimas que sejam e, por essa razão, vimos ao conhecimento de todos, pedir sua compreensão para esse difícil momento em nossa Unidade e em nossa Universidade.

Asseguramos que, de nossa parte, todos os esforços estão sendo empreendidos, diuturnamente, na busca de, ao menos, minimizar essa crise, mas estamos muito limitados em nossas possibilidades.

Agradecemos a sua atenção e, reiteradamente, contamos com sua compreensão!

Direção da Escola de Engenharia
Niterói, 09/06/2015

FONTE: https://www.facebook.com/escoladeengenhariauff/posts/1612796588965053:0

Daniel Aarão Reis e sua doce vida sem as obrigações do centralismo democrático

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O professor titular de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) está tendo seus 15 minutos de glória ao declarar guerra à decisão da sua categoria em entrar em greve a partir de hoje (Aqui!).  Aarão Reis, ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) que  participou da luta armada contra a ditadura militar, integrou a direção do grupo que decidiu o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em troca da libertação de 15 presos políticos.

Agora, aparentemente mansado pela passagem do tempo, Aarão Reis repete os mesmos surrados argumentos de seus colegas de direita para não acatar uma decisão que ele diz não ter sido aprovada de forma democrática, mas para qual não oferece qualquer pista sobre alternativas para implementar a luta contra o desmanche em curso das universidades federais sob o tacão neoliberal da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy.

Como alguém que participa de greves desde que entrei na UENF, sempre ouço os mesmos exatos reclamos sobre a necessidade novas formas de luta, sem que quaisquer pistas sejam oferecidas sobre quais seriam elas. Esse tipo de postura antidemocrática que Aarão Reis coloca e encontra eco na mídia corporativa é um verdadeiro desserviço à luta a favor do sistema universitário público. É que, além de contribuir para os esforços do Estado que destrói nossas universidades, o questionamento das decisões tiradas em assembleias, às quais esses paladinos de supostas novas táticas de luta decidiram abandonar por livre e espontânea vontade, também nos coloca num beco sem saída sobre o que poderia ser feito. É a crítica pela crítica que tanta agrada ao status quo.

Ai é que eu penso: como deve ser doce poder trair sua categoria sem ter que passar por tribunais especiais que existiam nas organizações de esquerda durante o regime militar para dar cabo de traidores. E, de quebra, como deve ser satisfatório estar livre do centralismo democrático para poder trair e nem ter que se coçar.

Ao contrário de Daniel Aarão Reis, sou totalmente solidário aos professores da UFF que estão sendo empurrados por uma greve em função de uma política deliberada de destruição de nossas universidades. Simples assim!

Ato em defesa da UFF de Campos: comunidade universitária realiza ato público na Praça São Salvador

A UFF Campos está sofrendo com a crise financeira da universidade, as obras do campus novo estão paralisadas; o Serviço de Psicologia Aplicada, que atende a população de Campos, está com suas atividades suspensas por falta de estrutura; os trabalhadores terceirizados tiveram seus salários atrasados e não estão recebendo os auxílios; e até mesmo o atual campus pode perder sua estrutura e ter seu funcionamento suspenso.

Os professores, técnico-administrativos e estudantes se reuniram na praça São Salvador nesta quarta-feira (08/04) partir das 14h e seguiram para a sede do campus novo, na avenida XV de Novembro na altura da ponte de ferro.

O ato faz parte das Jornadas de Lutas dos Servidores Públicos Federais, que tem apoio da ADUFF – Associação dos Docentes da UFF, SINTUFF – Sindicato dos Trabalhadores da UFF e o DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFF.

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Associação Campista de Imprensa sedia evento sobre os 50 anos do Estatuto da Terra

 

Núcleo de Estudos Rurais, o Centro de Estudos Agroambientais da América Contemporânea e a Associação de Imprensa Campista convidam para o Seminário

ESTATUTO DA TERRA 50 ANOS DEPOIS

 Dia 19 de novembro

 10:30 – 12:30 – O Estatuto e sua história

Vanderlei Vazelesk – Unirio

Wanderson Melo – Puro/UFF

Leonardo Soares – ESR/UFF

 14:00 – 16:30 – A questão agrária em Campos

Hermes Oliveira – MST/Campos

Paulo Honorato – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos

Local: Auditório da Associação Campista de Imprensa

Rua Tenente Coronel Cardoso, 460, Centro, Campos dos Goytacazes (RJ). Tel (22) 2722 7372

Erosão no Açu: MPF apura responsabilidade do Inea e do Porto

O avanço do mar no Açu pode ser uma das consequências dos já esperados impactos ambientais causados pelo Complexo Portuário)

O avanço do mar do Açu é tema de investigação do Ministério Público Federal (MPF). Com base nos pareceres técnicos emitidos por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Estadual Norte Fluminense (Uenf), o procurador Eduardo Santos Oliveira, acredita que a erosão do mar pode ser uma das consequências dos já esperados impactos ambientais causados pela implantação do Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu, no 5º distrito de São João da Barra.

No dia 23 de setembro, os moradores do Açu foram surpreendidos pela invasão do mar na principal avenida da localidade. No dia seguinte, uma equipe do MPF fez um levantamento na área, onde foram coletados depoimentos da população residente, além de fotos e vídeos. Segundo o procurador, durante a ação, a equipe técnica considerou que, do ponto de vista ambiental, as alterações observadas eram irreversíveis.

A pedido do MPF, os pesquisadores Eduardo Bulhões (UFF) e Marcos Pedlowski (Uenf) encaminharam pareceres técnicos nos quais afirmam que o avanço do mar acontecia em função das obras do Porto do Açu. Esses danos também foram apontados em alguns Relatórios de Impactos Ambientais (Rima) emitidos antes mesmo do Instituto Nacional do Ambiente (Inea) conceder a licença que autorizou o início das intervenções no local. “Ao que tudo indica, o avanço do mar não é natural como a erosão em Atafona, por exemplo. Mas o que podemos afirmar neste momento é que os danos não são surpreendentes”, disse o procurador.

Eduardo Oliveira ressalta que os impactos ambientais têm gerado preocupações, não somente ambientais, mas também sociais e de saúde pública. “No âmbito ambiental é possível notar que, além da perda da faixa de areia, existe ainda um mangue que provavelmente será coberto pelo mar. Já na questão social, a equipe técnica que esteve na localidade observou que a população está temerosa. E a saúde pública também é um ponto a ser levado em consideração porque, devido à salinização do rio Paraíba do Sul, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) em São João da Barra tem encontrado dificuldades para captar água”, explicou.

Neste momento, o MPF está analisando o levantamento coletado pela equipe técnica – em conjunto com os pareceres dos pesquisadores das universidades – para apurar quem são os responsáveis pelos danos. O próximo passo, segundo o procurador, seria intimar o Inea e a empresa responsável pela construção do Porto, Prumo Logística, para comparecer ao Ministério Público e explicar as razões pelas quais os riscos passaram despercebidos. A partir de então, o MPF vai avaliar se é possível corrigir o rumo e minimizar os impactos. “Ainda não podemos apontar um culpado, por isso estamos investigando o caso minuciosamente. Mas posso afirmar que estamos com os olhos voltados para o Inea por ter licenciado uma obra que cause tantos dados ao meio ambiente e à população”, declarou.

 
Outras investigações

O Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu vem sendo investigado pelo MPF desde 2008 quando foi instaurada uma ação civil pública para apurar o licenciamento do Porto do Açu, da extração do minério, em Minas Gerais, e do mineroduto. De acordo com o procurador Eduardo Oliveira, a obra do complexo logístico causa impactos em três estados brasileiros e, por esse motivo, a licença deveria ser concedida em conjunto por um órgão federal, como manda a lei.  “O MPF acredita que o Ibama deveria ser o órgão responsável por emitir o licenciamento, mas ao contrário disso, diferentes órgãos autorizaram as obras, o que não se sustenta legalmente”, argumentou.

O procurador salienta que o complexo portuário é privado, o que está fora dos padrões constitucionais. “O Porto será uma porta marítima para entrada no Brasil e o mar territorial pertence à União. Consta na Constituição Federal que os portos devem ser públicos, embora possam ser explorados por empresas particulares mediante concessão da União, como acontece no Porto de Santos. A preocupação do MPF é com a fiscalização dos contêineres que chegarão diariamente no Brasil. O porto possibilita uma entrada estratégica no país e esses contêineres podem abrigar materiais ilícitos – como drogas – e o Estado Brasileiro é obrigado a garantir que esses produtos não entrem no país. Queremos saber como a Receita Federal, a Alfândega e a Polícia Marítima vão fiscalizar essa nova rota”, questiona. Atualmente, essas investigações estão arquivadas.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste-fluminense/57374/eros

Marcelo Freixo divulga programação em Campos dos Goytacazes

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) virá a Campos dos Goytacazes onde cumprirá uma intensa agenda de reuniões cujo mote é a situação das lutas sociais em curso no Brasil. Eu terei a chance de estar numa conversa que ele manterá a partir das 15:00 horas na sede social da Associação de Docentes da UENF.

Pelo que o mandato de Marcelo Freixo vem representando em termos de apoio às lutas sociais, especialmente das universidades estaduais, esses encontros têm tudo para ser interessantes. Como serei observador privilegiado da atividade na sede da ADUENF, divulgarei aqui no blog o conteúdo principal das falas do Freixo.

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Audiência na Câmara de Vereadores de São João da Barra sobre erosão na Praia do Açu

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Acabo de ser informado que a audiência requerida pelo vereador sanjoanense Franquis Âreas para apurar os problemas erosivos que estão afetando a Praia do Açu (Aqui!) foi marcada para o dia 03 de setembro de 2014. Como espero que os representantes da Prumo Logística compareçam a esse evento para se eximir ou diminuir o impacto das obras dos quebra-mares e do terminal no temos monitorado, creio que o nobre vereador deveria cuidar para que convites sejam feitos ao Laboratório de Ciências Ambientais da UENF e ao Departamento de Geografia da UFF/Campos dos Goytacazes, onde existem pesquisadores capazes de oferecer explicações que tenham sólidas bases científicas, e não mercadológicas.

De quebra, que se convide também representantes do INEA e do IBAMA. Afinal de contas, estes órgãos é que estão legalmente obrigados a monitorar os efeitos deste tipo de empreendimento, especialmente o órgão estadual que concedeu as licenças ambientais em tempo, digamos, bastante veloz.

O interessante é que, como já disse neste blog, o processo erosivo já estava previsto e constava do Relatório de Impactos Ambientais. Outros itens que constavam do RIMA foram planos de monitoramento e ações de mitigação que pudessem minimizar e evitar efeitos duradouros sobre a linha costeira próxima ao Porto do Açu. Apenas para refrescar a memória dos leitores deste blog, coloco novamente as estimativas que realizamos no Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico sobre a perda de áreas de praia entre 2010 e 2014 no entorno do porto.

Alteração da Linha de Costa Açu