Em audiência, diretor da LLX reconhece que a situação dos moradores da Vila da Terra ainda não foi resolvida

Ouvindo o final da audiência da Comissão do Porto do Açu através da Rádio Barra de São João da Barra, ouvi o Sr. Luis Eduardo S. Baroni, diretor de implantação da LL(X), declarar que os 35 moradores da Vila da Terra ainda não possuem a documentação das unidades em que foram alocados.  É que, segundo o Sr. Luis Baroni, apesar da LL(X) ter feito o depósito em juízo o valor relativo à Fazenda da Terra onde o condomínio foi instalado, o processo ainda não foi concluído. 

Segundo o que ouvi do Sr. Baroni a LL (X) ainda aguarda o trâmite da documentação dentro do INSS e do INCRA para que a empresa possa então assumir a propriedade legal da Fazenda Palacete. Em outras palavras, neste momento, apesar de todos os compromissos públicos da LL(X), os agricultores que tiveram suas terras tomadas pela CODIN, ainda ocupam uma propriedade sem que tenham o devido resguardo legal.

Como o Sr. Baroni reafirmou o compromisso da LL(X) de que a nova dona do Porto do Açu, a EIG, vai honrar o compromisso de entregar os documentos de  propriedade aos agricultores que hoje se encontram na Vila da Terra sem as devidas garantias legais.  A ver.

Canal do Quitingute: mortandade de peixes pode ser a gota final na paciência dos habitantes do V Distrito

 

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Estou recebendo nesse feriado uma série de ligações de moradores do V Distrito de São João da Barra dando conta que peixes mortos estão aparecendo em pontos mais ao norte de Água Preta. A razão disso pode ser o transporte pela corrente dos peixes mortos ou um espalhamento da onda de anoxia que causou a mortandade inicial nas proximidades da ponte que liga Água Preta a Sabonete. De toda forma, esses ligações trazem indicativos ‘in loco” de que o problema que começou na semana passada ainda não seguir o seu curso completo.

Uma informação adicional que saiu dos resultados das análises que estão sendo realizadas no Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da UENF indica que há uma forte contaminação biológica nas águas do Quitingute neste momento, o que desaconselha qualquer tipo de uso de suas águas se forem seguidas as determinações da RESOLUÇÃO CONAMA Nº 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005. Como o LCA deverá continuar o monitoramento das águas do Canal Quitingute o certo é que teremos medidas confiáveis sobre a evolução do problema. Mas já parece seguro dizer que a situação está longe da normalidade.

A questão aqui é que o elemento ambiental está sendo agravado pela tensão social já existente, o que torna crítico que as autoridades responsáveis, a começar pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) venham a público dar a devida publicidade sobre o que realmente aconteceu e quais são os reais prognósticos para a normalização da situação.  É bom lembrar que depois de quase cinco anos de enfrentamentos com a CODIN e o Grupo EBX, a paciência dos moradores do V Distrito está por um fio.

De qualquer forma, a indignação das pessoas estão aumentando na medida em que o fenômeno persiste e causa mais danos à população de peixes no Canal de Quitingute da qual centenas de famílias dependem para obtenção de proteína animal e geração de renda.