Dicas para o futuro prefeito: Campos dos Goytacazes precisa caminhar para frente

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Em que pese o fato de que até as pedras que se movem no Paraíba do Sul sabem que, salve o efeito do judicialismo eleitoral, o futuro prefeito de Campos dos Goytacazes. Mas como as urnas sempre podem render surpresas, vou me dedicar minhas humildes dicas para Caio Vianna.

Olhando o que os dois candidatos enviados pelo voto popular para o segundo turno, notei poucas propostas concretas. No caso Caio Vianna, identifiquei a ideia de retomar o financiamento de bolsas de estudos em instituições privadas como uma daquelas propostas que a experiência feita no governo de seu pai e mentor resultou em quase nada o que é muito próximo de ser nada. Já no rol de Wladimir Garotinho, apesar de visualizar a intenção de retomar as políticas sociais destroçadas por Rafael Diniz, mas sem muita convicção.

Entretanto, os dois candidatos compartilham para mim o mesmo problema: não ofereceram propostas que permitam tirar o município do atoleiro em que se encontra no período pós petrorrentismo. O baú de ideias dos dois parece repetir uma mistura de velhas ideias e práticas com a ignorância das urgências que estão postas.

Além disso, mesmo o bordão de que Wladimir é melhor do que Caio porque vai repetir a busca de recursos em Brasília, que marcou até aqui seu mandato para deputado federal, não é algo que pode ser tomado como sério por uma simples fato: a PEC do Teto dos Gastos impede qualquer tipo de investimento vultoso nos municípios, e não será com as migalhas fornecidas por emendas parlamentares que iremos criar um novo ciclo virtuoso na economia local.

As respostas que precisamos estarão no plano municipal, essa é a verdade. Nesse caso, o futuro prefeito terá que entender que há um potencial muito grande para que o município seja um criador e difusor de tecnologia. É que aqui existem instituições universitárias que produzem ciência e tecnologia e que já mostraram ter um enorme potencial para contribuir para o necessário alavancamento de iniciativas em prol do desenvolvimento econômico do município. Obviamente falo aqui do IFF, da Uenf, da Uff e UFRRJ, já que a pesquisa é algo incipiente (para não dizer completamente ausente nas instituições privadas de ensino superior). Uma forma de agilizar e potencializar a produção de tecnologia a partir das instituições públicas de ensino seria a criação da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, a quem seria destinada a tarefa de apoiar aquelas iniciativas de interesse direto do município. Aliás, o atraso na criação desta secretaria é algo que mostra quão atrasada tem sido a forma de gerir o município. Se tivéssemos imitado o que fez Campinas a partir da instalação da Unicamp, o mais provável é que Campos dos Goytacazes já estivesse auferindo ganhos econômicos com seus avanços no campo da ciência e da tecnologia.

Outro setor que os dois candidato a prefeito apenas murmuram propostas foi na área agrícola. Ambos falaram em apoiar a agricultura municipal, mas não deixaram explícito como fariam isso. No caso de Wladimir Garotinho, a presença do aplicado Frederico Paes já sinaliza que a agricultura que será privilegiada será a da monocultura da cana-de-açúcar, o que considero um equívoco colossal. A razão é simples: o ciclo sucro-alcooleiro está encerrado em Campos dos Goytacazes em função da concorrência desproporcionalmente mais capitalizada de outros centros, a começar por São Paulo. A saída aqui seria investir no processo de agregação de valor na agricultura familiar, aproveitando a existência não apenas de 10 assentamentos de reforma agrária, mas de centenas de pequenos produtores que produzem grandes quantidades de alimentos, os quais acabam sendo exportados para outras partes do Brasil. O futuro prefeito deveria criar uma secretaria do desenvolvimento agrário que focasse na criação de cooperativas e agro-indústrias de base familiar. Com isso, haveria uma dinamização de diversos setores da economia familiar e a ampliação da renda agrícola.

Um terceiro aspecto essencial que precisa ser atacado é a reconstituição das políticas sociais. Ao contrário do que pleiteiam as cassandras do fiscalismo, as políticas sociais são um elemento chave para a retomada da atividade econômica, especialmente em um período de forte desemprego causado, entre outras coisas, pela pandemia da COVID-19. Assim, o futuro prefeito deverá resistir às pressões e chantagens para ter a coragem de remanejar partes do orçamento que permitam não apenas a reabertura do restaurante popular, mas também a volta da passagem social e de algum programa assemelhado ao Cheque Cidadão. A verdade é que só com essas políticas sociais reestabelecidas teremos a capacidade mínima dos mais pobres de se alimentar todos os dias.  Aqueles que se opõe à volta dessas políticas sociais o fazem porque querem que esses recursos para si mesmos, mantendo a lógica de que a retirada de recursos públicos para as elites é investimento e o financiamento de programas que minimizem a miséria é “populismo”. 

Lembro ainda ao futuro prefeito de que vivemos um período de mudanças climáticas que irão afetar o município de Campos dos Goytacazes das mais diferentes formas. A inexistência de qualquer setor que possa discutir os ajustes às mudanças climáticas significa nos condenar a um futuro ainda miserável.  As modelagens científicas permitem dizer que partes da Baixada Campista deverão ser invadidas pelo mar, enquanto que a malha urbana principal deverá sofrer cada vez mais com eventos meteorológicos extremos, condenando vários bairros a permanecerem alagados por várias semanas por ano.  Nesse sentido, uma administração minimamente moderna terá que estar antenada com a questão das mudanças climáticas, pois elas e suas consequências são imparáveis.

Parando por aqui, um elemento final de reflexão: todas as indicações vindas da Europa e dos EUA (com a eleição de Biden) é de que o ciclo neoliberal entrou em seu processo de agonia final.  Com isso, teremos uma retomada da primazia do Estado como elemento norteador da economia global. Tentar impor a continuidade mesmo modelo de destruição do Estado implantando por Rafael Diniz e seus menudos neoliberais resultará no aprofundamento da crise atual.  Uma administração minimamente capacitada de ser chamada de democrática terá que entender essa mudança da direção dos ventos da economia global sob pena do eleito ser amanhã o que Rafael Diniz se tornou hoje.

Em Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz colheu o que plantou e ressuscitou o “Garotismo” como principal força política

Família-GarotinhoPopulação puniu Rafael Diniz por seu estelionato eleitoral, e promoveu a ressurreição do “Garotismo” que tem agora a chance real de voltar a comandar a prefeitura de Campos dos Goytacazes

Os resultados das eleições municipais em Campos dos Goytacazes marcam no caso das escolhas para quem será o próximo prefeito o enterro inapelável das políticas de extermínio das políticas sociais executadas pelo jovem prefeito Rafael Diniz. A colocação em quarto lugar, pouco acima da professora Natália Soares (uma candidata com muito menos dinheiro e tempo de TV) mostra que o estelionato eleitoral que Rafael Diniz cometeu não passou, felizmente, em brancas nuvens para a maioria da população que o elegeu de forma acachapante em primeiro turno em 2016. É a consumação do famoso bordão “colheu o que plantou”.

Mas além de afundar nas urnas de forma igualmente acachapante, Rafael Diniz propiciou a ressurreição do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho que quase logrou eleger em primeiro turno o deputado federal Wladimir Garotinho.  E nem as manobras feitas para judicializar mais uma vez as eleições municipais vão servir para obscurecer o fato de que o “Garotismo”, tal como uma Fênix, renasceu das cinzas para voltar a ser a principal força política do município. Até porque o “Arnaldismo” é uma espécie de gene mutante do Garotismo e que, dada a questão etária do principal representante dessa variante, tenderá a se confrontar com um beco evolutivo porque isso é o que acontece com variações mutantes na natureza. E  há que se lembrar que entre cópia e original, a população já mostrou muitas vezes que prefere o original.

Quero notar ainda a minha satisfação com os votos recebidos pela Professora Natália Soares do PSOL. É que com uma campanha bem menos turbinada financeiramente foi possível difundir uma proposta de gestão municipal que finalmente nos ofereça um caminho para além das disputas entre grupos cuja gênese é basicamente a mesma, e cuja diferenciação se deu por motivos que não são exatamente aqueles que deveriam ser.  A minha expectativa é que o bom trabalho iniciado pelo PSOL se amplie para além do cacoete identitário, e que os membros do partido consigam fazer conexões para aquelas amplas faixas da população que se movem mais pelas necessidades que lhes são historicamente negadas do que por identidades que não lhe caem bem por não resolverem uma questão básica: quem tem fome, tem pressa.

Um último detalhe. Há agora quem venha dizer que previu isso ou aquilo, e que se sabia desde sempre que esse ou aquele candidato chegaria aqui ou ali. Essa tipo de atitude chamada nos EUA de “Monday morning quarter back” (ou artilheiro de futebol de segunda-feira de manhã) é não apenas oportunista, mas de péssimo gosto já que ficava óbvio que as previsões feitas eram daquelas do tipo “joga-se o papel picado do alto do prédio para ver que bicho dá”.   Nesse caso, há que se notar que há “artilheiro de segunda feira” que questionou as pesquisas eleitorais da agência de monitoramento “Fonte Exclusiva“, ligada ao Portal Viu que acabaram sendo aquelas que chegaram bem mais perto dos resultados finais do primeiro turno.

Finalmente, quero dizer que os dois candidatos que foram para o segundo turno (Wladimir Garotinho e Caio Vianna) aproveitem a oportunidade que lhes foi oferecida pela população para apresentarem seus planos concretos de governo. Essa será a única garantia de que não sigam o mesmo destino trilhado pelo agora defenestrado Rafael Diniz. É que está mais do que demonstrado que a população de Campos dos Goytacazes não aceitará mais o tipo de estelionato eleitoral que foi cometido por Rafael Diniz. E que vença aquele que convencer a população que seu plano de governo é melhor. Afinal de contas, essa cidade precisa sair da beira do abismo em que se encontra.

Eleição para prefeito de Campos dos Goytacazes sob a égide do tapetão

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Antes que alguém se apresse a dizer que estou de braços dados com o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho, informo que a minha candidata a prefeita no pleito que se avizinha é a professora Natália Soares, candidata a prefeita pelo PSOL.  

Esclarecida a minha posição de eleitor, vamos para o fato que motiva esta postagem que é o esquisitíssimo indeferimento da candidatura a vice-prefeito do empresário Frederico Paes na chapa encabeçada pelo deputado federal Wladimir Garotinho.  Não tivesse sido a chapa sido deferida em primeira instância, inclusive com o voto favorável do Ministério Público Eleitoral, não estaríamos agora com a peculiar situação de uma chapa que tem a sua cabeça de chapa deferido, enquanto que o vice-prefeito está indeferido e sem condição legal de ser substituído. 

Não quero parecer prisioneiro de teorias da conspiração, mas fica a sensação inevitável de que o deferimento em primeira instância não passou de um “ambush” (que em bom português significa emboscada). É que se o indeferimento tivesse ocorrido já na primeira instância, o mais provável que a troca tivesse ocorrido dentro do limite legal, e as eleições municipais não teriam que estar agora mais uma vez sob a égide do tapetão.  Digo que isso porque até o pocaçu mais ingênuo que vive no campus da Uenf sabe que Wladimir Garotinho perigaria se eleger até se a minha falecida mãe fosse sua candidata a vice.

Também considero curioso que tenha sido a chapa do candidato Bruno Calil a que forçou o indeferimento de Frederico Paes, dado o apadrinhamento público que o pessoal da bandeira laranja recebe do deputado estadual Rodrigo Bacelar. Aliás, o mar de bandeiras laranjas que se espalha pela cidade, ainda que empunhada por pessoas com caras para lá de desanimadas, mostra que dinheiro não parece ser problema para Bruno Calil e seu padrinho político.

Falando em Bruno Calil, considero curioso que ele até recentemente propagava teorias negacionistas acerca da letalidade da pandemia da COVID-19, sendo ele um médico. Daí decorre que todo o discurso de que irá cuidar melhor das pessoas vai por água abaixo. Pois, afinal, quem nega a COVID-19

Mas o negacionismo em relação à COVID-19 talvez não seja o pior negacionismo impulsionado por Bruno Calil. É que ao tentar retirar Wladimir Garotinho do pleito com base em uma tecnicalidade, o que o candidato de Rodrigo Bacelar faz é colocar a legitimidade de todo o processo eleitoral em estado de risco. É que se ele tiver sucesso, as pessoas que querem eleger Wladimir Garotinho (e nas ruas elas não parecem ser poucas) para ser o próximo prefeito de Campos dos Goytacazes estarão na justa razão de se negar a reconhecer a legitimidade de qualquer que seja eleito a prefeito em sua ausência.

Se isso acontecer, à grave crise econômica e social que a cidade de Campos dos Goytacazes será acrescida uma de natureza política, levantando a possibilidade de consequências para lá de indesejáveis. Por isso, até para dar condições de governabilidade para o próximo prefeito, o melhor é que aqueles que não possuem votos suficientes para serem eleitos não apelem para a vitória no tapetão.

Eu, por exemplo, não vejo como grandes as chances da minha própria candidata chegar ao segundo turno. Entretanto, considero que o lançamento de uma candidatura do PSOL e a condução dada à sua campanha já representa uma retumbante vitória para os eleitores que não querem ficar presos nas velhas disputas paroquiais e familiares, preferindo apostar no fortalecimento na organização política dos trabalhadores e da juventude campistas. 

Sentindo a derrota no ar, Rafael Diniz, o “Exterminador do Futuro” convida Wladimir Garotinho para debate “solo”

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No dia 30 de Setembro de 2017, postei uma análise onde eu arriscava dizer que a “guerra aos pobres” que havia sido realizada pelo jovem prefeito Rafael Diniz em seus primeiros meses de governo ultraneoliberal estaria assegurando que o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho pudesse rapidamente se recompor e “ressurgir das cinzas” no plano político municipal.

Pouco mais de 3 anos desde aquela postagem, eis que minha análise está mais do que materializada, com amplas chances de que Wladimir, o primogenito de Anthony Garotinho, venha a ser o próximo prefeito de Campos dos Goytacazes. Essas amplas chances não estão vindo de nenhuma pesquisa feita por algum instituto de pesquisa pouco conhecido, mas do que ouço nas ruas e praças da cidade que um dia acreditou que a mudança viria pelas mãos do neto daquele que foi destronado como principal cacique político de Campos dos Goytacazes pelo próprio Anthony Garotinho.

Deixando de lado as idiossincrasias das disputas intra- e inter-oligarquias, me ponho a analisar o vídeo abaixo, produzido pela campanha de reeleição de Rafael Diniz, que representa um misto de desespero e espertice (porque não se trata de esperteza), onde o prefeito em exercício chama para um debate “mano a mano” o candidato que parece estar concentrando as preferências populares neste momento.

Não fosse Rafael Diniz o perpetrador de um dos maiores estelionatos eleitorais da história da política brasileira, eu até sentiria um mínimo de simpatia por sua ação claramente desesperada de tentar criar uma polarização que inexiste neste momento, visto que ao que se sabe o prefeito, que prometeu trazer a mudança e trouxe o extermínio das políticas sociais, não é de perto o candidato com maiores chances de enfrentar Wladimir Garotinho em um eventual segundo turno.

Mas qualquer inclinação à simpatia cessa quando se vê que além de tentar criar uma falsa polarização, Rafael Diniz simplesmente joga na lata do lixo todos os outros candidatos habilitados ao pleito, o que é claramente um gesto antidemocrático que não pode ser tolerado sob o risco de termos outros ainda mais perniciosos ao amadurecimento da nossa frágil democracia. A estas alturas do campeonato e dado o pântano em que ele afundou a gestão municipal, Rafael Diniz deveria ser o primeiro a exigir que todos os candidatos habilitados possam participar de todo e qualquer debate que venha a ocorrer. Seria, considero, pelo menos um gesto de grandeza por parte daquele que até agora só se apequenou na posse de um mandato que lhe foi entregue de forma avassaladora pela imensa maioria da população.

Mas é difícil esperar gestos de grandeza de quem acabou com todas as políticas sociais herdadas de diferentes governos, após ter prometido durante a campanha vitoriosa que não só as manteria, mas que também as aprimoraria. 

Finalmente, estranho esse convite intempestivo de Rafael Diniz, pois lembro que há um debate marcado com todos os 11 candidatos ao cargo de prefeito de Campos dos Goytacazes e que deverá ocorrer no dia 05 de novembro,  sob os auspícios do Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc). Ao lançar seu convite para um “mano a mano” com Wladimir Garotinho, Rafael Diniz parece estar dizendo que esperar o dia 05 de novembro pode ser tarde demais para ele sair do pântano em que se afundou.  De certa forma, sou obrigado a concordar com o jovem prefeito.

PEC do Fundeb: nota técnica desconstrói falácias do governo Bolsonaro contra o financiamento da educação pública

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Posto abaixo uma Nota Técnica elaborada pela Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca),  e divulgada no dia de hoje (20/07), que desconstrói com números e fatos, uma-a-uma, as falácias da posição do Governo Bolsonaro e dos grandes conglomerados que controlam a economia brasileira sobre a PEC do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb)

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É importante notar que o texto defende a aprovação do texto integral da deputada federal Profa. Dorinha (DEM-TO), explicando os motivos pelas quais a PEC deve ser aprovado e começar a sua vigência integral em 2021, e não em 2022 como quer o governo Bolsonaro.

Essa vai ser uma boa hora para que os deputados Marcão Gomes (PL) e Wladimir Garotinho (PSD) estejam juntos, mas do lado certo das disputas.  Aliás, o Blog do Pedlowski, vai acompanhar o placar desta votação para ver como votaram os dois deputados campistas nesta questão crucial para a Educação brasileira, para que ninguém depois venha alegar que estou divulgando “fake news“.

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O Blog do Pedlowski vai acompanhar a votação da PEC do Fundeb para monitorar se a parceria Marcão Gomes e Wladimir Garotinho desta vez vai estar do lado certo da História

Quem desejar ler a nota da Fineduca no formato pdf,  basta clicar [Aqui! ].

Wladimir e Marcão Gomes enfim juntos… só que não por uma boa causa

marcaovladimirMarcão Gomes e Wladimir Garotinho, normalmente em polos opostos na política municipal, votaram juntos contra a extensão do auxílio emergencial e prejudicaram milhares de famílias pobres em Campos dos Goytacazes

Todos que acompanham a política em Campos dos Goytacazes sabem que os deputados Marcão Gomes (PL) e Wladimir Garotinho (PSD) estão, ao menos em aparência, em polos opostos das disputas políticas que abalam frequentemente a terra do chuvisco

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Eis que agora Marcão e Wladimir colocaram suas diferenças de lado e votaram juntos em uma proposta. O problema é que essa união inédita não foi por uma boa causa. É que Marcão Gomes e Wladimir Garotinho estão entre os 309 deputados federais que votaram contra a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro deste ano.  Lembremos que este benefício foi criado pelo governo para auxiliar trabalhadores autônomos, informais, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs) durante a crise provocada pela pandemia da COVID-19 (para dirimir dúvidas assista ao vídeo abaixo).

Como esses dois deputados federais têm base política em Campos dos Goytacazes é impossível que eles não saibam que na primeira fase da liberação do Auxílio Emergencial, o número de beneficiários era igual ao daqueles que ainda detinham algum tipo de vínculo empregatício. Aliás, esse número de acordo com Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) era antes da eclosão da pandemia algo em torno de 130 mil pessoas.

Em função disso é que não surpreendeu o fato de que 128 mil campistas tenham sido reconhecidos como elegíveis pelo governo federal para receberam o Auxílio Emergencial.  Aliás,  é bom lembrar que cerca de 14 mil trabalhadores comprovadamente sem renda receberam o benefício do auxílio emergencial na primeira fase de pagamento. E, mais, foi esse auxílio que impediu que milhares de famílias campistas afundassem na miséria absoluta em um momento em que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes demonstra óbvia incapacidade de gestão para restabelecer as políticas sociais que foram exterminadas pelo jovem prefeito Rafael Diniz no ínicio do seu mandato.

Assim, dado que o valor médio recebido pelos campistas foi de R$ 800,00, a votarem contra a extensão do Auxílio Emergencial, Marcão Gomes e Wladimir Garotinho fizeram com que, em trocados e miúdos, cerca de R$ 102 milhões deixem de circular mensalmente na economia municipal, e exatamente nos últimos meses de 2020.

Tamanha incapacidade de zelar pelos campistas mais pobres, e também pela economia de um município que deve salários a uma quantidade desconhecida de servidores, é uma tremenda bola fora desses dois deputados federais que em péssima hora resolveram votar juntos. Que esse voto não seja esquecido nas próximas eleições municipais pelas milhares de famílias campistas que serão deixadas ao léu em meio a uma pandemia que não dá sinais de que vai passar em 2020. Estes são os meus sinceros votos.

Eleições 2018: Rafael Diniz é o melhor cabo eleitoral de Campos, mas para seus opositores!

Tendo lido e assistido a um série de materiais postados nas redes sociais sobre a atual campanha eleitoral em Campos dos Goytacazes e a impressão que tenho é que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) se tornou o melhor cabo eleitoral reverso da história das campanhas eleitorais recentes do nosso município.

O problema é que os beneficiários da “popularidade” angariada por Rafael Diniz em quase dois anos de governo da “mudança” são Caio Vianna (PDT) e Wladimir Garotinho (PRP) que parecem estar marchando para uma votação significativa para a Câmara Federal. Enquanto isso, o vereador Marcão Gomes (PR), o popularmente conhecido como “Marcão Gomes”, o mais fiel dos vereadores ao governo Rafael Diniz na Câmara de Vereadores, tem aparecido em vídeos nada abonadores, como um que vi sobre uma visita que ele fez a Morro do Coco.

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Mas como a atual eleição é revestida de elementos imprevisíveis, pode até ser que o cenário acima tenha uma reversão na hora do eleitor apertar o botão da urna. Agora, algo muito diferente vai ter que acontecer para que Caio Vianna e Wladimir Garotinho não saiam com votações que os habilitem a pleitear a vaga a que concorrem, e que o vereador Marcão Gomes tenha que se contentar com a vereança, pelo menos até as eleições de 2020. A ver!