Todos os amigos do (des) governador: a saga de Eike e Cavendish

 

O trágico desfecho de duas fortunas pessoais, as de Fernando Cavendish e Eike Batista. representa uma síntese do que tem sido e vivido o Rio de Janeiro desde que o (des) governador Sérgio Cabral sentou na cadeira no Palácio Guanabara. Numa sinistra e peculiar conjunção, a trajetória que mistura êxtase e depressão reúne esses três personagens de uma forma umbilical. Enquanto Eike e Cavendish receberam todas as graças dos diferentes níveis de (des) governo, Sérgio Cabral flanou pela cena política brasileira numa mistura de bufão e déspota sem um paralelo recente na cena política brasileira.

Agora como irmãos siameses que são, Cabral e seus dois amigos preferenciais (Eike e Cavendish) estão metidos em grandes apuros, a maioria deles por uso pouco republicano do dinheiro público. A recente operação que apreendeu carros e dinheiro de Fernando Cavendish é apenas mais um sinal de que a blindagem de Cabral pode estar perto do fim. Por isso é que devemos estar devendo aquela cara de menino chorão que ele sempre mostra quando a coisa aperta para o lado dele.

Mas como pau que nasce torto não endireita, Cabral continua suas práticas autoritárias que vem lançando em níveis de violência policial que eu não assisti nem no início da década de 1980 quando formalmente ainda vivíamos sob uma ditadura militar.

Entretanto, como muitos analistas já mostraram e repetiram, o fim trágico do (des) governador Sérgio Cabral está cada vez mais próximo. É que sem a proteção e as benesses de seus dois super-amigos, Cabral está sendo colocado no seu devido lugar e abandonado por todos os que têm um mínimo de amor à pele.

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