Segundo a CUT, denúncia será protocolada no MPT

Os casos foram identificados pelo Conselho Municipal de Saúde daquela cidade, confirmados por depoimentos, laudos médicos e laboratorial. As informações iniciais dão conta que existiria atualmente ao menos seis casos diagnosticados.
Há denúncias de que outros trabalhadores acometidos pela doença teriam sidos demitidos, o que levou o CES a solicitar que sejam realizados exames nos funcionários que foram demitidos nos últimos seis meses. Além do MPT, a denúncia foi encaminhada ao Centro de Referência de Saúde de Trabalho (CEREST) e à Agência de Vigilância Sanitária (AGENVISA). Outro fato denunciado é que os trabalhadores não estariam recebendo adicional de insalubridade, apesar de estarem submetidos a ambiente insalubres e sob constantes riscos de contaminação.
O CES requer do MPT, através do procurador do trabalho Bernardo Mata Schuch, a instauração de procedimento para investigar as denúncias e apurar responsabilidades; bem como, para assegurar os direitos dos trabalhadores infectados. Além disso, o caso serve de alerta sobre a qualidade da carne que está sendo oferecida à população, sendo necessário comprovar se estão sendo tomadas as medidas preventivas necessárias; essa fiscalização compete, especialmente, à AGENVISA. “Vamos acompanhar junto aos órgãos competentes todo processo de apuração”. Afirma o presidente do CES, Raimundo Nonato Soares.
TEXTO: ASSESSORIA (CUT)
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