Reitoria da UENF analisa implantação de ponto eletrônico para professores e servidores

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Acabo de ter acesso ao processo administrativo que analisa a implantação do ponto eletrônico da UENF, e que recebeu o número E-26/1736//2013. O parecer da ASJUR é direto: ou é para todos ou não é para ninguém. Mas curiosamente abre exceção para três funções: reitor, motoristas e, é claro, advogados.
Agora o processo deverá ser discutido nos laboratórios, conselhos de centros para ser levado ao CONSELHO UNIVERSITÁRIO para definição. Nesse caso, eu só espero que a mesma dinâmica adotada na minuta precarizante não seja seguida quando os laboratórios discutiram, a maioria dos centros não tomou posição formal, e a reitoria empurrou a decisão goela abaixo da comunidade universitária.
Apesar da forma de controle de ponto me ser completamente indiferente, pois venho na UENF de segunda a sexta e trabalho mais do que 40 horas semanais, a coisa que me deixa intrigado é a seguinte: essa coisa vai valer para todos mesmo? Se for, não vejo problema algum. Mas fico desconfiado quando vejo que a ASJUR apresenta um parecer em que seus próprios membros já são beneficiados com a exceção. Afinal, bate que bate em Chico tem que bater em Francisco, ou não?
Além disso, há que se lembrar a condição flagrante de corrosão salarial dos servidores da UENF, sejam professores ou técnicos.  Essa medida de controle mais apurado da frequência em meio a uma profunda crise salarial é quase um convite à debandada. É que as pessoas até aceitam trabalhar com salários corroídos, mas fazê-lo sob o tacão de um controle quase absoluto sobre entradas e saídas certamente não vai melhorar a disposição para cumprir tarefas básicas. Em suma, é mais um ingrediente para incentivar a debandada.
Por último uma curiosidade: esse ponto eletrônico será digital ou por íris?

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