Depois de ficar oito anos em coma, morreu o general israelense Ariel Sharon. Agora ele está merecendo uma cobertura da mídia corporativa que quase se iguala à dada a Nelson Mandela. Esse tipo de cobertura visa apenas uma coisa: imunizar Sharon contra o julgamento da história, ao ocultar a face mais barbárica de sua política e militar contra o povo palestino. O pior é que Sharon escapa um outro julgamento, o das cortes internacionais, por causa dos inúmeros massacres que cometeu contra civis palestinos e libaneses e indefesos, dentre os quais os mais famosos são os que foram cometidos nos campos de refugiados de Sabra e Shatila no Líbano em 1982.
Felizmente nem todos deixarão que Sharon seja higienizado e que esqueçamos os crimes que comandou contra os palestinos. Abaixo seguem três charges do Carlos Latuff que expressam bem essa negativa que devemos abraçar em esquecer a verdadeira natureza de Ariel Sharon: a de um criminoso de guerra. Há que se lembrar que Em 16 de dezembro de 1982, a Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou o massacre declarando-o um ato de genocídio.


