Confrontado com a falência das UPPs, Pezão que manter o exército nas ruas do Rio de Janeiro

A matéria abaixo, publicada pelo Valor Econômico, é curta mas muito reveladora. É que a mesma contem uma declaração de reconhecimento explícito de que o (des) governo do Rio de Janeiro não tem como controlar a segurança pública nas comunidades que formam o Complexo da Maré sem a ocupação contínua por tropas militares.

Tivesse essa declaração sido dada durante o processo eleitoral, talvez o (des) governador Luiz Fernando Pezão não teria sequer passado para o segundo turno. É que muito do pouco crédito que ele pode clamar dos anos em que está à frente do executivo fluminense depende muito da manutenção da falsa política de pacificação social representada pelas chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Agora que o exército brasileiro teve sua primeira baixa no processo de ocupação militar daquela área sensível da cidade do Rio de Janeiro, Pezão está quase implorando para que as tropas continuem por lá de forma aparentemente indefinida. Como essa receita é, quando muito, de validade de curto prazo, além de ser extremamente onerosa para o governo federal, é possível que em 2015 a coisa se complique ainda mais.

De toda forma, o que se vê é que a política de militarização da segurança pública, ainda que coberta por um espesso véu publicitário, não se sustenta mais. E o pior é que a única receita que Pezão parece ter é a manutenção inconstitucional das forças armadas no patrulhamento da segunda cidade brasileira. E para para definir essa situação esdrúxula há uma boa palavra: lamentável!

Governador do Rio pede extensão de permanência do Exército na Maré

RIO  –  O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse neste sábado (29) que pedirá a prorrogação da permanência do Exército no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A informação é da assessoria de imprensa do governo do estado. Por enquanto, o governo federal autorizou até dezembro a permanência das tropas militares, que ocupam o conjunto de favelas desde abril deste ano.

José Lucena/Futura Press/ Folhapress

Ontem (28), o cabo do Exército Michel Mikami, de 21 anos, foi morto durante confronto com criminosos no Complexo da Maré. Os militares abriram inquérito para apurar a morte de Michel. Baleado na cabeça, ele chegou a ser levado para uma unidade de pronto atendimento (UPA).

Por meio de nota, o governo do estado informou que Pezão pretende conversar com a presidenta Dilma Rousseff para pedir a prorrogação do prazo. A ideia é manter as tropas na comunidade até que novos policiais militares sejam formados e, assim, implantar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região.

Segundo a nota, o governador considera difícil o estado conseguir ocupar a Maré sem ajuda das tropas federais.

(Agência Brasil)

FONTE: http://www.valor.com.br/brasil/3798176/governador-do-rio-pede-extensao-de-permanencia-do-exercito-na-mare#ixzz3KUAM5Xgm

Um comentário sobre “Confrontado com a falência das UPPs, Pezão que manter o exército nas ruas do Rio de Janeiro

  1. Prezados,
    Apresento o documento “Ouvidoria – MPF 91759 – Encaminhamento ADPFs ao Procurador-Geral da República”, https://pt.scribd.com/doc/247070036/Ouvidoria-MPF-91759-Encaminhame… , onde estamos transferindo ao Procurador-Geral da República nossos esforços encaminhados ao Procurador-Geral Eleitoral frente ao fato de que o Chefe de Gabinete da Procuradoria Geral Eleitoral se recusa a encaminhar minhas SUGESTÕES calcadas no 5º Art. da Constituição Federal ao Procurador-Geral Eleitoral pelo simples fato de que Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental é atribuição do Procurador-Geral da República.
    Tal esforço, seria desnecessário, caso o Chefe do Gabinete da Procuradoria Geral da República não impedisse o Procurador-Geral Eleitoral de ter acesso às citadas SUGESTÕES, tendo em vista que teima em desconhecer que o Procurador-Geral Eleitoral é função exclusiva do Procurador-Geral da República, e por isso, o Procurador-Geral Eleitoral é, com toda a certeza, o Procurador-Geral da República.
    Apresento o documento “MPF 92447 – ADPF – Coligações à Câmara de Depuados Estaduais”, https://pt.scribd.com/doc/247818071/MPF-92447-ADPF-Coligacoes-a-Cam… , onde estamos completando nossos esforços para que o Pleito de 2014 seja de forma irrefutável, inquestionável, em essência, LEGÍTIMO, onde os sentimentos, os anseios, de TODOS os Cidadãos Brasileiros cônscios de suas Responsabilidades Constitucionais, não sejam traídos, em seus sentimentos MAIS NOBRES, representados pelo Orgulho de VOTAR RESPONSAVELMENTE.
    Aproveito para ressaltar o empenho, a dedicação, do Funcionário do Centro de Atendimento ao Cidadão da Procuradoria-Geral da República, Sr. Álvaro, uma vez que, em nenhum momento se furtou a escutar, e entender, minhas preocupações, quando então, me orientou de melhor maneira possível, para que o Procurador-Geral da República pudesse, ao menos, TOMAR CONHECIMENTO, de minhas propostas de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental relacionada a somente serem VALIDOS os registros de Coligações Partidárias que necessariamente são ATOS JURÍDICOS PERFEITOS.
    Abraços,
    Plinio Marcos

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