No colapso do Império X, enquanto muitos perderam tudo, 14 executivos levaram 3,4 bilhões de dólares

O jornalista Lauro nos informa hoje em sua coluna que no meio dos escombros do ex-império X, quatorze executivos do conglomerado do ex-bilionário Eike Batista saíram do naufrágio com as contas contas bancárias inundadas de dólares (conferir nota abaixo). Juntos esse executivos amealharam uma bagatela que gira em torno de 3,4 bilhões de dólares!

Uma coisa que Lauro Jardim não nos contou (apesar dele certamente ter a chave desse segredo) foram os nomes desses executivos. Assim ficaremos sem saber, pelo menos neste momento, quem foram os que ganharam bastante com esse naufrágio de deixar o Titanic rubro de vergonha. Agora, os perdedores já sabemos de cor e salteado: os agricultores e pescadores do V Distrito de São João da Barra. Estes, ao contrário dos milionários executivos do ex-império X, perderam tudo, inclusive o direito de serem tratados com dignidade pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

Alguns ganharam

Muitos perderam, poucos ganharam muito

A conta foi feita, em detalhes, por quem conhece a alma do (ex?) grupo X.Entre os executivos que passaram pelas empresas de Eike Batista, nove saíram de lá com a carteira recheada com pelo menos 100 milhões de dólares.

 

Outros cinco felizardos mandaram para suas contas-correntes cerca de 500 milhões de dólares.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/grupo-x-35-bilhoes-de-dolares-a-executivos-de-saida/

A desapropriação das terras do falecido José Irineu Toledo assombra o Porto do Açu

Petição da CODIN ao TJ/RJ revela preocupação com a inviabilização do projeto do Porto do Açu

Já tive a oportunidade de abordar a rumorosa desapropriação do Sítio Camará do Sr. José Irineu Toledo no dia 01/08/2013 (Aqui!Aqui! e Aqui!) justamente no dia de sua morte. Há que se lembrar que o Sr. José Irineu passou toda sua vida, de quase 83 anos, trabalhando duro na localidade de Água Preta. Naquele dia, oficiais de justiça compareceram ao Sítio Camará para desapropriar as terras de um réu supostamente ignorado, sem que se respeitasse nem a dor da família ou, tampouco, os direitos básicos que a lei faculta aos cidadãos brasileiros.

Pois bem, a saga da família Toledo por seus direitos continua rolando firme no Tribunal de Justiça onde corre uma ação para anular a imissão provisória de posse que foi concedida pela justiça de São João da Barra. Em função desse processo, os advogados da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) apresentou uma petição para tentar dar a versão que justifica a expropriação de uma propriedade produtiva de quase 25 hectares.  Lendo a petição, encontrei dois detalhes que considero para lá reveladores sobre o imbróglio em que a família Toledo foi envolvida pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

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Alguém consegue como razoável, como alega a CODIN, que seja necessário desapropriar uma propriedade inteira para a instalação de uma torre de sustentação? Nesse caso, por que simplesmente a LL(X) (hoje PRUMO) não pagou simplesmente o direito de servidão para a família Toledo? Afinal, em outras propriedades ao longo do caminho isso foi feito, sem que fosse preciso cometer o tipo de arbitrariedade que foi cometido contra a família Toledo, que não teve sequer o direito de velar o seu patriarca em paz.

Mas é no parágrafo da mesma petição que os advogados da CODIN incorrem no que pode ser um exagero de retórica ou, simplesmente, uma confissão de desespero. Vejamos abaixo o que dizem os patronos da CODIN:

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Como assim? A anulação de uma única desapropriação poderá inviabilizar todo o projeto (do Porto do Açu)? Como os doutos representantes da CODIN não elaboraram nada em cima desta declaração, até o mais ingênuo dos observadores da situação do Porto do Açu poderá se perguntar se há mais do que caroço nesse angu. Para este observador do processo, a coisa está mesmo para o desespero. Afinal, foram tantos os absurdos cometidos contra centenas de agricultores humildes que podemos estar defrontados com um imenso castelo de areia que pode ruir de vez.

Ai é que eu digo. Se tivessem tratado as famílias do V Distrito com menos arrogância e mais respeito, talvez não estivessem tendo que apelar para argumentos tão, digamos, desesperados.  Mas no frigir dos ovos, o que importante mesmo é quando que os direitos da família do Sr. José Irineu serão plenamente respeitados. O resto, diria o falecido Francisco Milani, são chorumelas.

Ex-OGX confirma saída de gestoras do grupo de credores

Por Renato Rostás e Talita Moreira | Valor

SÃO PAULO  –  A Oleo e Gás Participações (OGP), nova denominação da OGX, de Eike Batista, confirmou nesta sexta-feira que algumas gestoras de recursos deixaram o grupo de credores que negocia com a empresa a reestruturação de sua dívida.

O Valor já havia noticiado que pelo menos BlackRock e GSO, braço de investimentos em ativos podres da Blackstone, venderam os bônus em seu poder e não participavam mais das rodadas de negociação.

Em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGP observou que não informou o evento em fato relevante porque a negociação de papéis de dívida é comum “e fora do controle da companhia”.

“Como é de conhecimento público, os ‘bonds’ de emissão da companhia são negociados livremente no mercado internacional, sem interferência [da empresa] nessas negociações”, diz o comunicado.

A petrolífera também afirmou que as vendas dos bônus não afetam em nada as tratativas com os credores. Os novos detentores dos papéis continuarão sujeitos aos acordos fechados no âmbito das conversas.

A interminável via crucis de Eike Batista: enquanto ciceroneia no Porto do Açu, acumula processos na CVM

Segundo o que nos informa em seu blog o Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!), o ex-bilionário Eike Batista anda dando uma de cicerone no Porto do Açu, aparentemente num esforçou de alicerçar a sua posição como acionista minoritário da Prumo (ex-LL(X). Outra possibilidade para esta retomada das visitas de Eike ao Açu é a tentativa de fazer caixa para enfrentar a tempestade de processos que está se formando no horizonte contra ele na justiça comum e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

É que, como mostra a mostra abaixo, de autoria da jornalista Mariana Durão, só na CVM já são quatro processos contra Eike Batista. E olha que estes podem ser apenas os primeiros de uma longa lista. A ver!

CVM abre quarto processo contra Eike Batista

A autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir uma instrução

Mariana Durão, do 
 
 AGNEWS
 Eike Batista, dono do Grupo EBX

 Eike: o empresário tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido para extinguir o processo sem julgamento

Rio – O empresário Eike Batista é alvo de um novo processo administrativo sancionador na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Dessa vez a autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir o artigo 6º da Instrução 358/02.

O dispositivo trata de exceção à regra da imediata divulgação de fato relevante, que se dá quando os administradores entenderem que sua revelação colocará em risco interesse legítimo da companhia.

Determina, entretanto, a obrigação de fazê-lo quando a informação escapar ao controle ou se ocorrer oscilação atípica na cotação, preço ou quantidade negociada dos papéis da empresa.

Eike tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido de termo de compromisso para extinguir o processo sem julgamento.

Este é o quarto processo sancionador aberto pela CVM contra o empresário desde o ano passado, quando as empresas do grupo EBX mergulharam numa forte crise de confiança. Há ainda casos que apuram infrações na OGX, CCX e LLX.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cvm-abre-quarto-processo-contra-eike-batista-2

(Des) governador Cabral exonera dois petistas e designa um membro do seu círculo interno para acumular as suas pastas.

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A edição do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz hoje a exoneração de três secretários estaduais: duas esperadas e uma designação surpreendente. Os dois petistas exonerados são Zaqueu Teixeira e Carlos Minc. Essas duas exonerações eram mais do que esperadas. Mas a designação de Regis Fitchner, secretário da Casa Civil, um dos homens com maior poder no (des) governo de Sérgio Cabral para ocupar as duas secretarias pode significar que os arranjos para ocupar o vácuo da saída dos petistas ainda estão sendo encaminhados

Mas isto só sinaliza a força de Fitchner, um dos membros da turma do Guardanapo. O interessante é que o próprio Fitchner anda anunciando que quer seguir o caminho de Sérgio Côrtes. Deve estar esperando o melhor momento para poder seguir o caminho da roça que, no seu caso, é o exterior.

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspende outra desapropriação no Porto do Açu

Desembargadora deferiu liminar de agricultor desapropriado que reclamou de não estar incluído nos decreto expropriatório

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acatando parecer da Desembargadora Elizabete Filizzola, concedeu liminar aos agricultores Denancy Gonçalves Azeredo e Henrique Viana Toledo que moveram ação contra a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN). Segundo as alegações apresentados ao TJ, a CODIN inclui indevidamente a propriedade de 10,52 hectares no processo de desapropriação de terras. Além disso, a CODIN não teria procedido com a avaliação das terras expropriadas antes da emissão de posse, o que fere o direito dos desapropriados de ter a prévia e justa indenização em dinheiro pela tomada de sua propriedade pelo Estado.

Confira abaixo os termos da decisão Tribunal de Justiça:

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Como esse não foi o único caso em que este tipo de violação dos agricultores do V Distrito ocorreu, é de se esperar que a CODIN veja suas vitórias na justiça de São João da Barra revertidas pelo TJ.

Mas o que mais me impressiona é o fato de que o TJ esteja tendo que entrar em ação para garantir direitos básicos que deveriam ter sido devidamente tratados no âmbito da justiça local.  Afinal, desapropriar terra que não foi incluída, sem indenizar previamente os proprietários é, no mínimo, estranho.

De toda forma essa é uma vitória importante para os que ao longo dos últimos cinco anos estão lutando para defender os direitos de milhares de famílias do V Distrito de São João da Barra.

Anistia Internacional faz campanha contra remoções forçadas por megaeventos esportivos no Rio de Janeiro

Participe da campanha Basta de Remoções Forçadas! Últimos dias! 

Assine, compartilhe a petição e nos ajude a chegar a 5.000 assinaturas ! Em fevereiro, elas ser ão entregues ao prefeito Eduardo Paes, junto com outras centenas que foram coletadas nas ruas.

Convoque seus amigos e grupos. http://ativismo.anistiabrasil.org.br/

Desde 2009, segundo a Prefeitura, mais de 100 mil pessoas removidas na cidade do Rio de Janeiro. Entre em ação para mudar essa realidade! Moradia é um direito!

 

Brasil fiscaliza agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300

País é o maior consumidor das substâncias do mundo. Segundo Anvisa, tendência é que monitoramento fique mais abrangente

Dos 50 ingredientes ativos mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia

Andrea Freitas, Clarice Spitz e Eliane OliveiraPreocupação. O aposentado José BarbosaFoto: Ana Branco / Agência O Globo

Preocupação. O aposentado José Barbosa Ana Branco / Agência O Globo

RIO E BRASÍLIA – Num momento em que se disseminam os benefícios de uma alimentação saudável, com frutas, verduras e legumes, especialistas alertam para os riscos dessa opção. Isso porque, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, mas a fiscalização é falha. De 2002 a 2012, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190%. O setor movimentou US$ 10,5 bilhões, em 2013, ano de ouro para a agropecuária, que teve supersafra e preços de commodities em alta. A análise dos alimentos que vão à mesa do consumidor, porém, é bem restrita. No último relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2012, foram analisadas 3.293 amostras de apenas 13 alimentos – 5% do que é avaliado por EUA e Europa. Desses, o resultado de apenas sete foram publicados até agora.

Nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), e na Europa, a European Food Safety Authority (EFSA), analisam cerca de 300 tipos de alimentos por ano, inclusive industrializados. No Brasil, produtos como carnes, leite, ovos e industrializados não são sequer pesquisados, apesar de especialistas alertarem que eles podem estar contaminados por agrotóxico.

A Anvisa confirmou que, em 2012, só 13 alimentos foram monitorados, mas informou que a tendência é de expansão do número de culturas. O enfoque do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, explicou, são os itens mais consumidos pela população e importantes na cesta básica. Segundo a Anvisa, o milho está sendo monitorado desde 2012 na forma de fubá, e o trigo passou a ser monitorado na forma de farinha desde 2013, mas o resultado ainda não foi divulgado.

Registro não tem prazo de validade

A falta de fiscalização de agrotóxicos faz parte da série “No país do faz de conta”, iniciada no domingo pelo GLOBO. Hoje, 434 ingredientes ativos e 2.400 formulações de agrotóxicos estão registrados nos ministérios da Saúde, da Agricultura (Mapa) e do Meio Ambiente e são permitidos. Dos 50 mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia. Mato Grosso é o maior consumidor, com quase 20%, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O contrabando, sobretudo via Paraguai e Uruguai, de produtos de origem chinesa, sem controle dos aditivos, representa outro problema. E o uso ilegal de agrotóxicos preocupa. O DTT, proibido em todo o mundo, foi achado em 2013 na Amazônia, usado por empresas, segundo o Ibama, para acelerar a devastação de áreas.

Sobre os 22 defensivos proibidos, os técnicos da Anvisa explicam que, no país, o registro de agrotóxico não tem prazo de validade. Uma vez concedido, só pode ser retirado ou alterado após reavaliação que mostre mudança no perfil de segurança do produto. A agência iniciou processo de reavaliação em 2008 que resultou, até agora, no banimento de quatro produtos e no reenquadramento de dois.

O custo dos agrotóxicos à saúde é grande. Segundo o professor Fernando Carneiro, da Universidade Brasília, a cada US$ 1 gasto em agrotóxico, há um custo de US$ 1,28 em atendimento ao intoxicado.

– A intoxicação aguda afeta o trabalhador rural e o da fábrica. A crônica atinge o consumidor, que fica mais exposto a doenças como câncer e alterações metabólicas. O Mapa e as secretarias de agricultura têm dinheiro para monitorar e vigiar gado por causa da exportação. Quando se fala em agrotóxicos, não há estrutura nem fiscais.

Para a professora Karen Friedrich, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fiocruz, a fiscalização na carne que chega aos lares deveria ser iniciada o quanto antes:

– A contaminação deve ocorrer em industrializados, como molho de tomate e suco em caixa.

Karen diz que é preciso que os municípios e estados atuem onde ocorre a contaminação e que falta investimento para ampliar a análise, embora a Anvisa “faça milagre com o que dispõe”.

Para os trabalhadores rurais, o cenário de fiscalização também é de restrições. Cerca de um quarto das fazendas recenseadas no país em 2006, ou 1.376.217, declaravam usar agrotóxicos. Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio, no ano passado foram autuadas 420 das 680 propriedades rurais fluminenses por irregularidades envolvendo agrotóxicos. Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, critica:

– Num país onde o clima favorece parasitas e pragas danosas, não há fiscalização. Há 60 anos acompanho a agricultura e é tudo muito mal feito, papo-furado, ilusões. Se dependermos da ação do governo, estamos num mato sem cachorro.

Para governo, lei é rígida e moderna

O coordenador geral de agrotóxicos e afins do Mapa, Júlio Sérgio Brito, assegura que o sistema de controle é tão avançado quanto os dos principais países do mundo. Segundo Brito, a legislação é “rígida, moderna e profunda”. Para ser aprovado para uso agrícola, explica, o produto é avaliado sob os pontos de vista agronômico, de saúde e ambiental.

Eloisa Dutra Caldas, professora de Toxicologia da UnB, diz que o problema está no fato de haver resíduos de agrotóxicos em produtos para os quais seu uso não está autorizado:

– Cerca de 50% das mais de 14 mil amostras analisadas por Anvisa e Mapa até 2010 continham resíduos de pesticidas. Este percentual não é muito diferente do encontrado no resto do mundo.

Henrique Mazotini, presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav), no entanto, reconhece que há desvios:

– Aqui falta gente e infraestrutura. Além disso, o Brasil sucateou sua extensão rural e falta orientação técnica aos produtores.

Frequentadores da feira livre da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, se mostram preocupados. O aposentado José Barbosa gostaria de saber quais agrotóxicos incidem sobre os alimentos:

– Deveria haver mais informações sobre a produção. Principalmente no caso do morango, que é uma fruta mais sensível, com uma casquinha fina, que absorve muita coisa.

A indústria de defensivos rebate o argumento de que há risco à saúde. O agrônomo Guilherme Guimarães, da Associação Nacional de Defesa Vegetal, diz que a segurança alimentar do consumidor é testada pelos órgãos que liberam os produtos. Quanto ao fato de que o Brasil ainda tem agrotóxicos já banidos no exterior, ele diz que isso se deve ao clima e a adversidades.

O Ibama diz que aplicou R$ 14,5 milhões em multa em 2013, a maior parte na apreensão de produtos ilegais importados. Colaborou Daiane Costa

FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/brasil-fiscaliza-agrotoxico-so-em-13-alimentos-enquanto-eua-europa-analisam-300-11446519#ixzz2rswyWwpA

A esquisita ignorância da “Águas do Paraíba” em relação aos micropoluentes emergentes na água que nos vende

O jornal O DIÁRIO traz hoje uma matéria sobre substâncias poluentes que estão presentes na água que é entregue aos campistas todos os dias pela concessionária “Águas do Paraíba” (Aqui!). Entre os compostos encontrados pela professora Maria Cristina Canela do Laboratório de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense estão a cafeína, atrazina e Bisfenol A, que estão presentes, respectivamente, no nosso cafezinho de todos os dias, em agrotóxicos e plásticos.

Esse tipo de micro-poluente das águas de consumo já foi associado a uma série de doenças graves como o câncer de testículo, de mama e de próstata, à queda da taxa de espermatozóides, deformidades dos órgãos reprodutivos, disfunção da tireóide e alterações relacionadas com o sistema neurológico (Aqui!).

A verdade é que essa informação não é nova, como não são novas as pesquisas feitas pela equipe da Profa. Maria Cristina Canela. Essas pesquisas forma objetos de várias matérias na Revista Somos que chegou a entrevistar o Prof. Wilson Jardim da Universidade de Campinas (UNICAMP) que é um dos maiores especialistas neste tipo de contaminação no mundo.

E por que estou citando isso? É que na matéria produzida pelo Jornal O DIÁRIO, há a informação de que “a assessoria de imprensa da concessionária Águas do Paraíba, responsável pelo abastecimento em Campos, solicitou à pesquisadora que apresente a pesquisa, para que a universidade colabore efetivamente com a população.” Se essa alegação for mesmo da assessoria de imprensa da “Águas do Paraíba”, eu diria que estamos diante de um problema mais sério. Afinal de contas, a informação sobre o problema já é de conhecimento da empresa faz quase  dois anos, sem que os pesquisadores envolvidos no projeto tenham sido contactados para que se estabelecesse qualquer tipo de processo de cooperação genuína (Aqui!). Assim, me parece que insinuar que a universidade não está colaborando efetivamente com a população é, no mínimo uma grosseria. Afinal, quem tem a obrigação de nos entregar água de qualidade e nos cobra um preço salgado por isso é a Águas do Paraíba, e nos os pesquisadores que investigam o problema.

A verdade é que se a “Águas do Paraíba” tivesse mesmo interesse de atacar o problema da maneira que o mesmo precisa ser atacado, logo após a primeira matéria publicada pela “Somos Assim” a empresa deveria ter procurado os pesquisadores da UENF. E não foi o que aconteceu. Mas dada essa nova matéria do O DIÁRIO, está ai novamente colocada a possibilidade de que a empresa procure os pesquisadores e não o contrário. Afinal, uma vez divulgada a informação ela se torna pública e notória. E só não age, quem não quer.

Aeródromo de Quissamã é investigado pelo Ministério Público Federal

MPF investiga construção de aeródromo no Norte Fluminense

Obra em Quissamã pode atingir entorno de unidade de conservação federal

O Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ) está investigando a construção de um aeródromo no município de Quissamã, no Norte Fluminense. A obra foi noticiada pela mídia e atingiria, em tese, terras do entorno do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação federal.

Desde 2010, um inquérito civil público instaurado pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira apura a responsabilidade por eventuais danos ambientais decorrentes do desmatamento, sem autorização, no entorno do Parque. Com a construção do aeródromo pelo município de Quissamã, a área no entorno da Parque pode ser diretamente afetada. Por essa razão, o inquérito do MPF foi ampliado para investigar os eventuais danos ambientais da obra.

O MPF requisitou ao prefeito de Quissamã, Octávio Carneiro da Silva, informações sobre a construção do aeródromo bem como o detalhamento do projeto e a delimitação das terras a serem utilizadas, especialmente se essas alcançam a área do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. O prefeito tem 10 dias úteis para responder ao ofício do MPF.

Assessoria de Comunicação Social

Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Tels.: (21) 3971-9488/9460

www.prrj.mpf.mp.br/

MPF pede suspensão de obras para garantir segurança viária da Rio-Petrópolis