Cabral e Pezão quebraram o Rio de Janeiro? Pela carta da SEPLAG, parece que sim!

Acabei de comentar aqui neste blog a carta enviada pelo (des) subsecretário de orçamento da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG), Julio Cesar Mantovani, negando o reajuste de bolsas estudantis na Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Mas vejamos com mais detalhe o que diz a carta do subsecretário Mantovani

CI SEPLAG bolsas

Uma frase pinçada por um colega da UENF, e que também me chamou atenção neste documento, diz o seguinte:

“..estamos antevendo a necessidade de promover um provável contingenciamento orçamentário, no que trata dos recursos do Tesouro, que afetará, inclusive,o orçamento daquela Universidade

A única explicação para este contingenciamento adicional, visto que o orçamento estadual de 2014 está sendo contingenciado desde março quando foi “aberto”, é que os recursos existentes no tesouro estadual simplesmente não estão dando conta das dívidas existentes. E como se sabe que os gastos com salários dos servidores representam 29,5% e não os 50% da receita corrente líquida que a Lei de Responsabilidade Fiscal permite, o problema deve estar em outras áreas.

Agora, o que mais me impressiona é que “pari-passu” com essa situação nas contas estaduais, o (des) governador Luiz Fernando Pezão tenha anunciado em junho gastos adicionais de R$ 60 milhões para propagandear os feitos de seu (des) governo. Ai as contas definitivamente não fecham, pois afinal nas palavras do subsecretário Mantovani, as coisas parecer andar mais do que pretas para o tesouro estadual.

Ou será que o problema é só das universidades estaduais?

Agora é que são elas: Reitoria da UENF divulga nota dizendo que (des) governo Pezão não autorizou reajustes de bolsas estudantis

A reitoria da UENF acaba de divulgar uma nota que é uma verdadeira bomba. Para quem não se lembra, durante a última greve o reitor Silvério de Paiva Freitas assinou um documento (Aqui!) cujos um dos itens era justamente reajustar o valor das bolsas de auxílio cota e de apoio acadêmico!

Aliás, o próprio (des) governador Pezão em sua visita ao campus da UENF garantiu que iria se esforçar para que isso ocorresse. Da mesma forma, o (des) secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre “Tande” Vieira, também realizou uma reunião na SECT com representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF apenas para reafirmar o que o reitor e o (des) governador Pezão já haviam se comprometido a fazer.

Agora, passada a greve e retomada a “normalidade”, o  Sr. Júlio César Mantovani, (des) subsecretário de Orçamento da Secretaria de Planejamento e Gestão manda um documento usando desculpas esfarrapadas para manter o valor das bolsas na UENF com valores inferiores aos que já são praticados faz muito tempo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)!

Se isso não é quebra de palavra coletiva eu não sei mais o que seria. E o detalhe mais pernicioso em toda essa situação é que a UENF possui orçamento para aumentar o valor das bolsas, e o artifício de formar um processo para elevar o valor das bolsas me parece ter sido apenas uma forma do reitor lavar as mãos, deixando o custo político da quebra da sua palavra para algum burocrata desconhecido assumir o ônus. 

Resta agora saber o que irão fazer os estudantes da UENF e sua principal organização de representação, o DCE.

 

Nota da Reitoria

A Reitoria informa que, apesar de ter cumprido a tempo todos os trâmites burocráticos para o reajuste das bolsas de auxílio-cota e apoio acadêmico, a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) não autorizou a liberação dos recursos necessários.

A impossibilidade de atendimento foi justificada pelo subsecretário de Orçamento da Seplag, Júlio César Mantovani, por meio de correspondência interna.

A Reitoria continuará envidando esforços no sentido de implantar o mais breve possível o reajuste do auxílio-cota, conforme compromisso assumido com o movimento estudantil.

Veja o Ofício UENF/Reitoria nº 137/2014 e a resposta do Governo através da CI Seplag/Subor nº 121.

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2014/08/07/nota-da-reitoria-3/

Exame: Número de ultra-ricos no Brasil triplica em 10 anos

Número de multimilionários no Brasil triplica em uma década

Brasil tem hoje mais de 10 mil indivíduos com patrimônio líquido acima de 10 milhões de dólares, o 10º lugar no ranking mundial

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João Pedro Caleiro, de

Patrick Fallon/Bloomberg

Mulher caminha na frente de anúncio de loja de jóias em Beverly Hills, EUA

Mulher caminha na frente de anúncio de loja de jóias em Beverly Hills, nos Estados Unidos

São Paulo – Mais de 10 mil brasileiros tem hoje um patrimônio líquido de pelo menos US$ 10 milhões (R$ 22,8 milhões), de acordo com um estudo da consultoria sul-africana New World Wealth.

Isso coloca o Brasil no 10º lugar no ranking mundial de multimilionários, liderado por Estados Unidos (183.500) e China (26.600).

Já as cidades do mundo com mais multimilionários são Hong Kong, Nova York e Londres. São Paulo aparece em 17º, com 4.400 indivíduos, e o Rio de Janeiro em 27º, com 2.200. 

O número de pessoas com mais de US$ 1 milhão no Brasil é estimado pela consultoria em 197.600, a 14ª posição mundial em um ranking liderado por EUA, Japão e Reino Unido.

Entre as cidades com mais milionários, Londres, Nova York e Tóquio lideram e São Paulo aparece em 21º com 84.700 indivíduos. .

Mundo

No total, o mundo tem hoje 13 milhões de milionários, dos quais 495 mil podem ser classificados como multimilionários. 

Nos últimos 10 anos, o crescimento no número de indivíduos com mais de US$ 10 milhões foi de 71%, acima da taxa de 58% entre os que tem acima de US$ 1 milhão.

De acordo com a consultoria, o crescimento mais alto entre os multimilionários pode ser explicado por “uma maior desigualdade de riqueza no topo da pirâmide, uma taxa maior de conversão de milionários em multimilionários e crescimento forte em países com uma proporção alta de multimilionários para milionários (como Rússia e Índia)”.

Na América Latina, o número de multimilionários cresceu 265% em 10 anos. No Brasil, assim como em outros emergentes como China, Rússia e Índia, o crescimento ultrapassou 200%.

Os números são similares aos divulgados recentemente pelo estudo World Wealth Report, da Capgemini com a RBC Wealth Management, segundo a qual há 13 milhões de milionários no mundo, 172 mil deles no Brasil.

FONTE: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/numero-de-multimilionarios-no-brasil-cresce-200-em-10-anos

Passagem de som de trio elétrico, sob proteção da Guarda Municipal, perturba funcionamento da UENF

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Numa prova de que tudo que está ruim sempre pode piorar, o funcionamento do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) nesta tarde de quinta-feira (07/08) está sendo perturbado pela passagem de som do trio elétrico que deverá animar a versão 2014 da “Marcha para Jesus” que na nossa cidade recebe o nome de “Campos para Jesus”.

Apesar de não ter nada contra manifestações religiosas, acho o cúmulo que isto esteja ocorrendo num dia em que muitos estudantes da UENF estão em sala de aula e, em alguns casos, realizando provas. Aliás, a verdade é que todo o funcionamento da UENF nesta tarde está bastante prejudicado por causa do volume alto da passagem de som.

Alguém poderia dizer para chamar a Guarda Municipal, mas a imagem abaixo mostra que pelo menos uma viatura da GMC já está no local, mas para dar proteção ao fiéis e ao veículo em questão!

20140807_162059[1]O interessante é que esta marcha deverá ser encerrada na Praça Salvador para um show que entre outras estrelas da música gospel deverá contar com a presença da cantora Mariana Valadão (Aqui!).

MPF: Município de Campos dos Goytacazes é condenado por realização irregular de eventos na orla

 

Shows desrespeitam legislação e causam impacto ambiental em local de desova de tartarugas

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Shows desrespeitam legislação e causam impacto ambiental em local de desova de tartarugas

Após ação do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou o município de Campos dos Goytacazes (RJ) a abster-se de realizar quaisquer tipo de eventos em toda orla do município sem anuência prévia e específica por parte dos órgãos públicos competentes. A ação foi movida pelo MPF após identificar a realização irregular de shows e eventos na praia Farol de São Thomé, desrespeitando a legislação e causando impactos ambientais, uma vez que o local é área de desova de tartarugas marinhas, espécies em extinção e sob proteção do Projeto Tamar.

Na sentença, a Justiça Federal determina que o município só realize eventos culturais, artísticos ou esportivos na orla praiana ou na faixa de areia após a anuência prévia e específica da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), dos órgãos ambientais estadual (Inea) e federais (ICMBio ou Ibama) e com a necessária manifestação prévia do Projeto Tamar. A prefeitura deve também ter as licenças prévias e específicas das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. (Processo nº 0003121-80.2008.4.02.5103)

De acordo com a ação do MPF, movida pela procuradora da República Marta Cristina Anciães, o local de realização dos shows pela prefeitura de Campos está situado em praias marítimas, que são bem da União, e em área de preservação permanente, definida pelo Código Florestal e por resolução do Conama.

“A decisão judicial, além de ajudar na preservação da orla marítima, trará mais segurança a população, pois impede que eventos sejam autorizados sem passar por diversos órgãos do Estado. O MPF irá fiscalizar o cumprimento da sentença”, disse o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, atual responsável pelo processo.

Multa por descumprimento

A Justiça Federal confirmou na sentença que o município de Campos deve pagar multa de R$ 100 mil por ter descumprido decisão liminar que havia determinado que a prefeitura não promovesse shows, tampouco permitisse que quaisquer outras pessoas físicas e jurídicas os realizassem em toda a orla da cidade, sem prévia autorização dos órgãos competentes. O prefeito de Campos, à época da decisão liminar, deve também pagar uma multa de R$ 100 mil pelo descumprimento da decisão.

Após a intimação da sentença, a atual prefeita de Campos poderá ser também ser multada em R$ 100 mil caso descumpra a ordem judicial. A multa será devida em dobro no caso de descumprimento mais de uma vez. Todas as multas devem ser pagas após o trânsito em julgado do processo.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Disponibilizando os prometidos relatórios sobre o EIA/RIMA do TEPOR/Macaé

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Como prometi estou disponibilizando os dois relatórios produzidos por pesquisadores do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé  da UFRJ (NUPEM/UFRJ)  que tratam do Estudo de Impactos Ambientais (EIA) e o Relatório de Impactos Ambientais (RIMA) confeccionados para dar suporte ao processo de licenciamento ambiental do Terminal Portuário de Macaé (Aqui 1 ! e Aqui 2 !).  Uma rápida leitura dos dois relatórios mostra que existe uma série de questões que deveriam merecer um processo mais aprofundado de verificação por parte das agências ambientais quanto aos impactos sociais e ambientais do empreendimento.

Um dos aspectos que mais me chamou a atenção, até porque já vi esse filme no Porto do Açu, é dos possíveis impactos sobre a capacidade de pescadores artesanais, cujas áreas preferenciais de captura estão dentro da área de exclusão do futuro porto, de continuarem trabalhando, especialmente aqueles com poder aquisitivo e, consequentemente, com menores embarcações que terão menor capacidade de se adaptar a uma nova realidade marcada por forte trânsito de grandes embarcações. Para ilustrar melhor essa situação, coloco a imagem abaixo que foi usada pelos pesquisadores do NUPEM para demonstrar a baixa efetividade do EIA/RIMA em prever problemas futuros para a comunidade de pescadores.

áreas preferenciais de pesca

À guisa de corroboração acerca das críticas mais amplas que esses dois relatórios contém acerca do que está previsto pela EIA/RIMA do Tepor Macaé, informo em primeira mão que em meu grupo de pesquisa acabamos de concluir uma avaliação preliminar do RIMA do Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB), a qual será apresentada na XIV Mostra de Pós-Graduação da UENF que ocorrerá entre 13 e 16 de outubro de 2014, onde concluímos que, entre outras coisas, o mesmo não atendeu aos objetivos normativos do processo de licenciamento em dois aspectos básicos mas cruciais:

1) a descrição dos impactos foi realizada de forma a minimizar os aspectos negativos, e  o prognóstico ambiental e a avaliação estratégica foram apresentados com certa parcialidade, em favor do empreendimento.

2) não atendeu critérios internacionais de comunicação de resultados de estudos de impactos às populações afetadas por um determinado empreendimento, no caso o DISJB.

Assim, caso não se queira ver em Macaé mais uma reedição dos graves problemas que hoje afetam a área de entorno do Porto do Açu, o mais lógico seria que todas as partes interessadas levam em conta o que está apontado nesses dois relatórios produzidos pelos pesquisadores do NUPEM.  Depois poderá ser tarde demais!

 

 

Planta com cheiro substitui agrotóxico

Roberto Custódio / Jornal de Londrina
Roberto Custódio / Jornal de Londrina / O doutorando Mateus Carvalho comprovou a redução de 70% na incidência de mosca branca em meio à plantação de tomate
O doutorando Mateus Carvalho comprovou a redução de 70% na incidência de mosca branca em meio à plantação de tomate

Aposta em cultivo consorciado de plantas é alternativa pesquisada na UEL para o controle de pragas que afetam morango e tomate

O cultivo de frutas e hortaliças em consórcio com outros alimentos pode ser um método bastante eficaz no combate de pragas e doenças na agricultura. É o que constataram pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Eles escolheram o tomate e o morango – dois dos alimentos mais suscetíveis a pragas e, portanto, ao uso de agrotóxicos – para mostrar como técnicas alternativas podem ajudar a repelir insetos de forma natural. Os métodos deram certo e já estão sendo utilizados por produtores orgânicos da região Norte do estado.

Em um dos experimentos, o mestrando do programa de pós-graduação em Agronomia Fernando Hata utilizou o plantio de alho com o morango para afastar o ácaro rajado. A praga, que causa o apodrecimento das folhas da planta, foi repelida pelo cheiro forte do alho. “Podemos diminuir em até 50% a população de ácaro com o plantio do alho próximo ao morango. Isso reduz bastante o uso de veneno, se o agricultor tiver uma produção convencional”, comenta o pesquisador.

Fazenda Escola testa mais métodos e plantas

Criar condições para que inimigos naturais das pragas surjam para controlá-las também pode ser uma alternativa para eliminar o uso de agrotóxicos na agricultura. Pesquisador na área de controle biológico conservacionista, o professor de Agronomia Ayres de Oliveira Menezes Júnior, também da Universidade Estadual de Londrina, explica que a estratégia consiste na preservação da diversidade ecológica existente nas áreas naturais. “Se isso for conservado [a natureza], o produtor vai observar que os inimigos naturais das pragas farão o controle. Mas ele precisa ter consciência disso para aproveitar estes benefícios”, afirma o pesquisador.

Outra forma equilibrada ecologicamente de substituir a aplicação de veneno nas plantações é o cultivo paralelo de plantas com outras aptidões, como o apresentado na pesquisa do morango e tomate. Mas o produtor, salienta o professor, pode ir além, usando girassol, mamona e trigo sarraceno, por exemplo, para atrair inimigos naturais das pragas que atingem a cultura principal. Na Fazenda Escola da UEL, a estratégia é utilizada em meio ao plantio de soja e de milho. O trigo sarraceno atrai joaninhas que ajudam a combater pulgões do milho. Já a mamona atrai vespas que se alimentam, por sua vez, de lagartas que atacam a soja.

O professor do Departamento de Agronomia da UEL e orientador das pesquisas envolvendo morango e tomate, Maurício Ventura, observa que outra vantagem da pesquisa é a possibilidade de evitar o manuseio e aplicação de agrotóxicos, a partir destas estratégias.

Isso, destaca ele, ajuda a garantir mais saúde ao agricultor e ao consumidor final do produto.

Hata assinala que, no caso do produtor orgânico, a técnica também propicia um controle melhor sem o uso de agrotóxicos. A alternativa já é empregada por produtores de Pinhalão e Jandaia do Sul.

Ervas

O doutorando Mateus Gimenez Carvalho, por sua vez, plantou coentro e manjericão entre mudas de tomate. O resultado foi uma repelência natural à mosca branca, praga que transmite um vírus que afeta o desenvolvimento da planta. Assim como na outra pesquisa foi o odor liberado pelas plantas cultivadas em consórcio que espantou as moscas. Agora, Carvalho busca uma maneira de afastar outro inimigo dos agricultores – a traça do tomateiro. “Essas [mosca branca e traça] são duas pragas que causam muitos danos ao tomate. Quero me aperfeiçoar nesta pesquisa”, salienta.

O estudante observa que o experimento já realizado ajuda a reduzir em até 70% a mosca branca na produção. Além disso, a contribuição com o meio ambiente é garantida a partir da diminuição no uso de agrotóxicos, prática cada vez mais comum nesse tipo de cultura. “Tem produtor que aplica de duas a três vezes por semana agrotóxicos no tomate, ainda mais quando se cultiva em época de muito calor. A praga cria até resistência e tudo chega ao consumidor final”, alerta.

Quem aderiu à estratégia de Carvalho já relata benefícios. “A técnica ameniza bastante as pragas. Só usamos inseticida em último caso”, afirma Almir Almeida Ramos, que administra uma propriedade rural de Londrina. A plantação de tomate do local passou a contar com coentro desde a última safra.

Estratégia abre espaço para renda extra

Foi na propriedade do agricultor Lauro Wittmann, 52 anos, de Jandaia do Sul, que o pesquisador Fernando Hata viu pela primeira vez o plantio de morango em consórcio com alho. Na época, Wittmann já observava os benefícios da iniciativa no controle de praga e o pesquisador percebeu que a estratégia precisava ser mais bem estudada. “O plantio era sem muita certeza de que daria certo”, lembra Hata.

É por experiência própria, no entanto, que o produtor de morangos conta como o alho é útil para repelir o ácaro rajado. Agricultores conhecidos dele chegaram a tentar usar ervas, como o manjericão, no controle de pragas do morango, mas o resultado não foi semelhante. “As plantas faziam sombras no morango e atrapalhavam o cultivo. Com o alho, não. É algo que não compete com o morango e acaba sendo mais uma fonte de renda”, diz Wittmann. Ele abriu mão do uso de agrotóxicos em sua produção desde 1999 e comercializa o alho produzido com o morango em feiras orgânicas da região.

FONTE: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1446065

Mercúrio nos oceanos triplicou, aponta estudo

Uma das características do metal tóxico que mais preocupam os cientistas é sua capacidade de se acumular na cadeia alimentar

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Vanessa Barbosa, de

Jenny W / SXC

Peixes vermelhos

Ameaça: o mercúrio se acumula na cadeia alimentar e expõe espécies no topo a uma maior concentração

São Paulo – Um novo estudo publicado nesta semana na revista científica Nature indica que a concentração de mercúrio nos oceanos triplicou em comparação com os níveis pré-industriais.

Por trás desse aumento, segundo a pesquisa, está a poluição causada por atividades humanas, como mineração e queima de combustíveis fósseis.

Além disso, o lançamento de esgoto sem tratamento na água também pode criar condições que potencializam os efeitos da substância ao torná-la mais solúvel.

A contaminação ambiental pelo metal altamente tóxico é uma realidade mundial. Mas só agora começou a ser dimensionada. E os resultados preocupam.

O estudo destaca que a concentração do mercúrio triplicou nas camadas de águas superficiais, onde a presença de vida marinha é grande.

Uma das características do mercúrio que mais preocupam os cientistas é sua capacidade de biomagnificação.

Ele se acumula ao longo da cadeia alimentar, fazendo com que as espécies mais altas na cadeia sejam expostas a uma maior concentração tóxica, o que aumenta, eventualmente, a exposição humana ao metal.

No entanto, falta quantificar essa acumulação nos animais aquáticos e seus possíveis efeitos, incluindo os riscos para os seres humanos.

Em entrevista ao jornal birtânico The Guardian, Simon Boxall, professor de Universidade de Southampton, disse que é difícil dizer, a partir da pesquisa, o tamanho do dano que já foi feito para a vida marinha.

“Eu não iria parar de comer peixes por conta disso”, ponderou. “Mas esse aumento de mercúrio é um bom indicador do nosso impacto no meio ambiente marinho. É um alerta para o futuro”, disse.

Ameaça tóxica

Getty Images

Crianças fazem mineração de ouro em Kalimantan, na Indonésia Em um relatório de 2010, a organização ambiental Blacksmith Institute listou os principais poluentes tóxicos que ameaçam o mundo. O mercúrio é um deles.

Usado em centenas de aplicações, da produção de gás cloro e soda cáustica à composição de amálgamas dentárias e baterias, o mercúrio assume sua forma mais ameaçadora à saúde humana durante o garimpo de ouro.

Na mineração, ele auxilia o processo de purificação do metal valioso conhecido como “amalgamação”, sendo liberado na forma de vapor no meio ambiente.

Na literatura médica, o mercúrio é caracterizado como uma neurotoxina potente, capaz de causar danos irreversíveis ao cérebro.

Entre os sintomas da contaminação estão dormência em braços e pernas, visão nebulosa, letargia e irritabilidade, problemas renais e intoxicações pulmonares, além de prejudicar o desenvolvimento fetal.

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/mercurio-nos-oceanos-triplicou-mostra-estudo

Pareceres de pesquisadores da UFRJ apontam para série de riscos no novo porto em Macaé

Recebi hoje dois pareceres que considero tecnicamente sérios e bem desenvolvidos a respeito do segundo EIA/Rima do Tepor que está em processo de licenciamento ambiental para ser construído em Macaé, ambos elaborados por pesquisadores do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM) da UFRJ/Macaé.

Irei disponibilizá-los em breve através deste blog, pois considero que o debate público em torno das consequências potenciais de mais este empreendimento portuário não pode restrito ao empreendedor e os órgãos ambientais que hoje praticam uma modalidade de licenciamento ambiental que eu alcunhei de “licenciamento ambiental Fast Food”.

De toda forma posso adiantar que existem vários problemas apontados que, se não forem tratados de forma efetiva, renderam problemas gravíssimos não apenas para Macaé.

Carta aberta à atriz global Débora Falabella: a verdade sobre a educação de Minas Gerais

 Redação Pragmatismo, Editor(a)

Débora Falabella Educação Minas Gerais

Atriz encabeça campanha publicitária do governo de Minas Gerais

Abaixo, transcrevemos carta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais endereçada à atriz Débora Falabella em resposta à campanha publicitária mentirosa veiculada pelo Governo de Minas em horário nobre e que tem a atriz como protagonista.

Prezada Débora Falabella,

Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs.

Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar.

Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:

– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;

– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;

– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:

– nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;

– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;

– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.

Veja:

– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;

– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;

– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015.

Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais.

FONTE: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/02/carta-aberta-a-atriz-global-debora-falabella-a-verdade-sobre-a-educacao-de-minas-gerais.html