Mário Magalhães pergunta: PM apreende ‘Marighella’ em protesto. Queimará livros, como os nazistas?

Por Mário Magalhães

Link permanente da imagem incorporada

Reprodução de tuíte da revista “Veja São Paulo” – 1º.julho.2014

Na versão do romance “A menina que roubava livros” para o cinema, as salas de exibição se iluminam com a luz das imagens das imensas fogueiras queimando livros na Alemanha nazista.

Nos tempos de barbárie, nos anos 1930 e 40, os mesmos algozes que incineravam seres humanos vivos em fornos dos campos de concentração eram os censores que destruíam bibliotecas inteiras e proibiam a leitura de um sem-número de obras.

Aqueles tempos se foram, mas parecem ter deixado saudade em alguns intolerantes.

Entre as 18h e as 19h desta terça-feira (1º de julho), a conta da revista “Veja São Paulo” (@VejaSP) no Twitter informou: “Livro encontrado pela polícia em mochila de manifestante na Praça Roosevelt”.

Abaixo da legenda, uma fotografia mostrava a biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”.

No fim da noite, o tuíte foi apagado pela @VejaSP. Entre as dezenas de pessoas que generosamente me informaram do episódio, houve quem copiasse e me enviasse a foto, reproduzida  lá em cima.

Escrito por mim e editado pela Companhia das Letras, o livro foi lançado em outubro de 2012. Já teve 38 mil exemplares impressos e recebeu seis prêmios literários e jornalísticos. Vai virar filme dirigido por Wagner Moura e produzido pelo diretor estreante e a produtora O2, de Fernando Meirelles.

Trocando em miúdos: durante um protesto pacífico, a Polícia Militar do Estado de São Paulo apreendeu a biografia “Marighella” que um manifestante carregava na mochila.

O ato na praça Roosevelt, na capital paulista, reuniu centenas de manifestantes que reivindicam a libertação de dois ativistas presos.

Apesar do caráter pacífico do protesto, a PM deteve dois advogados e no mínimo outras quatro pessoas, disparou balas de borracha, lançou bombas de gás e empregou, também contra repórteres, spray de pimenta (leia reportagem da ‘Folha’ clicando aqui).

Manifestantes tiveram as mochilas revistadas e o conteúdo exposto, inclusive o livro.

Por que os policiais militares procederam assim?

É crime ler a biografia de Carlos Marighella (1911-1969)?

Abre-se uma caça às bruxas a quem pretende, gostando ou não do personagem, conhecer a trajetória do revolucionário brasileiro?

Durante décadas, certa historiografia oficial se empenhou em eliminar Marighella da história do Brasil.

Mas livros sobre ele só eram apreendidos durante a ditadura instaurada em 1964.

A PM paulista poderia esclarecer se adotou a política _inconstitucional_ de recolher livros.

Em caso positivo, o que faz com os volumes? Queima-os, como os nazistas?

Ou o procedimento só se aplica à biografia de Marighella?

Se fosse outro o livro não teria sido subtraído do cidadão?

Quem determina, em flagrante ofensa à lei e à democracia, que livro é ou não autorizado?

Por que exibiram a biografia como “troféu de guerra”?

Não está em questão se o livro é bom, ruim ou mais ou menos _cada leitor tem sua opinião, legítima. Ou se o personagem vale ou não uma missa. Mas, sim, o direito à difusão de conhecimento histórico, bem como a liberdade de expressão e o acesso à informação.

Estamos em 2014, mas às vezes não parece.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2014/07/02/pm-apreende-marighella-em-protesto-queimara-livros-como-os-nazistas/

Ururau: noticia forte possibilidade de nova greve no Porto do Açu

Funcionários do Porto ameaçam parar as atividades na próxima semana

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

 Isaias Fernandes – O Diário / Marcelo Esqueff

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

Trabalhadores de empresas do Porto do Açu, em São João da Barra, compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), na tarde desta terça-feira (01/07), para formalizarem um aviso de manifestação contra suas empregadoras que não cumpriram com as reivindicações exigidas pela categoria.

Na última sexta-feira (26/06), cerca de 400 funcionários fecharam os dois acessos ao Porto, impedindo a passagem dos funcionários. As principais reivindicações eram: reajuste de 30% de periculosidade; uma área de convivência (lazer); alimentação adequada; reajuste por desvio de funções, Participação nos Lucros e Resultados das empresas (PLR) e horas in itinere. Outra reclamação dos funcionários se refere a maus tratos. 

A insatisfação é de trabalhadores das empresas FCC –Tarrio, Acciona e Armatek. De acordo com um dos funcionários da empresa FCC, a presença dos funcionários no sindicato é uma forma da manifestação ser regularizada.

“Na última sexta-feira, quando realizamos a manifestação ficamos sabendo que ela foi considerada ilegal, por não termos avisado ao Sindicato. Após a manifestação apresentamos um documento com as reivindicações às empresas, mas até o momento nenhuma posição positiva nos foi apresentada, portanto, decidimos vir aqui hoje para pedir uma liberação para realizarmos a manifestação que deverá acontecer até a próxima segunda-feira (07/07)”, explicou o funcionário ressaltando que na próxima manifestação cerca de 3 mil funcionários devem fechar a rodovia que dá acesso ao Porto.

Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos da Silva Eulálio, um ofício será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MPT) ainda nesta terça-feira, para que a manifestação seja feita de forma correta.

“Na primeira manifestação, que ocorreu na sexta-feira, não recebemos nenhum aviso dos trabalhadores, ou seja, ela se tornaria irregular para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, o que arrecadaria em uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato, o que nos impossibilitou de estarmos presentes”, disse José Eulálio.

Ainda de acordo com o presidente, estas mesmas reivindicações já foram enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego desde o mês de maio. “Desde o dia 19 de maio deste ano, quando também foi feita uma manifestação de trabalhadores, enviamos um ofício ao MPE para que alguma solução fosse dada, mas até agora nenhum fiscal compareceu ao Porto para constatarem estas irregularidades”.

A equipe do Site Ururau entrou em contato, por telefone, com  as empresas citadas. A advogada da FCC – Tarrio, Fernanda Santana, explicou a situação da empresa.

“A empresa FCC está absolutamente aberta para qualquer tipo de reivindicações que seja dentro dos limites legais. Com relação a Participação de Lucros e Resultados da empresa que os funcionários pedem, no próximo dia 07 de julho será iniciada uma negociação para tratar deste assunto, ou seja, estamos dentro do prazo. Com relação a área de convivência, ela está sendo construída, portanto, não tem porque a reivindicação. Já com relação aos maus tratos, precisamos que alguma prova seja apresentada, para que a partir daí possamos tomar uma providência penal e administrativa. Com relação a alimentação, constantemente são feitos teste bacteriológicos destes alimentos e nunca ficamos sabendo de alguma irregularidade quanto a isso, portanto a empresa acha que a esta manifestação prevista para os próximos dias é totalmente contra a lei de greve”, disse a advogada.

Já a assessoria de comunicação da Acciona, informou que as reivindicações nada tem haver com seus funcionários e que os compromissos trabalhistas da empresa estão em dia. A empresa Armatek não se posicionou.  

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46300_Funcion%C3%A1rios-do-Porto-amea%C3%A7am-parar-as-atividades-na-pr%C3%B3xima-semana

Servidores fecham entradas da UENF para protestar contra Pezão

O campus da UENF em Campos dos Goytacazes amanheceu fechado por servidores ligados ao SINTUPERJ numa forma de protesto contra o que eles consideram ter sido um processo de discriminação cometido pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão no envio do projeto de lei 3050/2014 que reajustou (precariamente devo dizer) os salários de professores e servidores da instituição.

Esse fechamento ocorre num momento bastante delicado, visto que a direção executiva do SINTUPERJ, que está localizada no campus Maracanã da UERJ, enviou correspondência desautorizando a greve dos servidores técnico-administrativos da UENF.

De toda forma, esse protesto demonstra que a fórmula adotada pelo Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) e pela própria reitoria da UENF não acalmou os ânimos, o que promete causar ainda outros protestos ao longo de 2014, coincidindo com um processo eleitoral que já se avizinha bastante problemático para Luiz Fernando Pezão, que agora se tornou o alvo da ira dos servidores da UENF.

Abaixo imagens do protesto.

IMG_9447 IMG_9448 IMG_9468

Audiência Pública no IFF discutirá o futuro da “Favela da Margem da Linha do Rio”

Em Campos dos Goytacazes, município do Norte Fluminense, uma de suas mais antigas comunidades usualmente chamada de favela se vê ameaçada de remoção.

A comunidade foi formada há mais de 50 anos por trabalhadores rurais da extinta usina do Queimado que, para morar perto do trabalho, ergueram seus barracos ao longo da linha férrea que naquela época fazia a linha Campos X Rio. Por isso, a comunidade foi batizada como Favela da Margem da Linha do Rio.

Em todos esses anos os moradores tiveram poucas experiências de presença do poder público. Em função disso, viveram por décadas sem serviços de água e esgoto e, tampouco, por obras de infraestrutura pública. Na verdade, ao longo desse tempo os moradores da Favela da Linha tiveram que caminhar por quilômetros para acessar a rede de ensino e de saúde.

No entanto nos últimos anos, a cidade de Campos passou a se desenvolver na direção da comunidade, e os moradores assistiram ao surgimento de condomínios residenciais de alto padrão, supermercados, galpões comerciais, etc.

Assim, não mais que de repente, os moradores da Favela da Linha passaram a sofrer ameaças de remoção dentro do Programa Municipal de Habitação Popular que aponta para a ameaça de remoção dos moradores para um distrito que fica 9 quilômetros mais afastado da atual localização.

 Assim para discutir todos estes temas, a Associação de Moradores e o IFF-Campos convidam para uma Audiência Pública a se realizar na sede do Instituto no dia 15/07/14 a partir das 18 horas. Essa audiência será fundamental para que os principais interessados (os moradores da Favela da Linha) possam se manifestar acerca do futuro que querem ter em nossa cidade.

 Para mostrar a importância de que se ouça e respeite o direito das comunidades em decidir o seu futuro coletivo, eu indico a leitura do artigo “Estado e Programas Municipais de Habitação em Campos dos Goytacazes (RJ)” que tive a oportunidade de ser o co-autor, e que pode ser acessado (Aqui!)

Alerj e as 40 mensagens: erro na publicação da lei da UENF explica diferença em relação ao decidido no plenário

Acabo de receber confirmação informal de que a mesa diretora da ALERJ já foi informada sobre o problema ocorrido na publicação da lei que reajustou os salários de professores e servidores da UENF, e o que parece ter ocorrido foi um erro no documento que foi enviado para sanção do (des) governador Luiz Fernando Pezão.

O interessante nisso tudo é que tal erro resultou da tática do (des) governo Pezão em enviar um número absurdo de mensagens de reajustes salariais, o que deixou pouco tempo para discussão pelos deputados, e ainda menos tempo para revisão do que foi aprovado pelo Colégio de Líderes, e finalmente levado a voto em plenário.

Assim, se ninguém na UENF estivesse prestando atenção no texto publicado pelo Diário Oficial no dia de ontem, o mais provável que não houvesse retificação e ficasse valendo a proposta original do (des) governo Pezão de que a segunda parcela de um reajuste minguado comece a ser pago em julho e não em março de 2015, como foi decidido pela ALERJ. Enfim, uma bagunça completa!

E o pior é que o próximo governador (ou seria (des) governador) já começará o seu mandato com vários reajustes para honrar. Se Pezão for eleito (e que o sofrido povo do Rio de Janeiro não permita!) tudo bem, mas e se não for? Essa “herança maldita” vai ser honrada?

Com um sindicato como esse, quem precisa de patrão?

Os servidores técnicos-administrativos da UENF se reuniram ontem em assembleia e decidiram retornar ao processo de greve que tinham suspenso para viabilizar a negociação salarial com o (des) governo do Rio de Janeiro. Ainda que eu tenha uma posição crítica sobre essa decisão por achá-la pouco eficiente neste momento de lei eleitoral se sobrepondo aos direitos dos servidores públicos, não posso deixar de mostrar uma curiosa correspondência enviada pela direção executiva do SINTUPERJ, sindicato ao qual os servidores da UENF estão ligados por meio de uma delegacia sindical. 

Vejamos o que diz a correspondência assinada pelo Sr Antonio V. Fernandes da direção executiva do SINTUPERJ:

 

Ofício nº102lSINTUPERJl2014 30 DE JUNHO 2014O problema é que além de anular, baseada supostamente no Estatuto, a direção executiva do SINTUPERJ não informa apenas aos seus delegados sindicais da UENF esta decisão, mas também à reitoria e a três secretarias de governo! Se isso não for entregar seus próprios membros ao carrasco, eu não sei o que é.

Por isso eu só posso lamentar a atuação da direção do SINTUPERJ.  E cabe ainda a pergunta: com um sindicato como esse, quem precisa de patrão?

 

Pescadores que denunciaram Petrobras se dizem exilados dentro do país

Retirados de Magé (RJ) depois de resistirem a megaprojeto da estatal na Baía da Guanabara, líderes de associação reclamam do tratamento do governo federal e pedem segurança para voltarem às suas casas. Quatro de seus colegas foram mortos desde 2009

POR EDSON SARDINHA

Paulo Negreiros

“Tenho de voltar com escolta e ser protegido enquanto perdurarem as ameaças”, diz Alexandre

Dois telefonemas disparados de Brasília atingiram em cheio três pescadores que desafiaram a Petrobras na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O primeiro acertou de uma só vez Alexandre Anderson de Souza e sua esposa, Daize Menezes de Souza, em novembro de 2012. O segundo chamado alcançou Maicon Alexandre Rodrigues, em setembro de 2013. Os três receberam ordens da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência para se retirarem de Magé (RJ), onde viviam e resistiam aos projetos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o maior investimento da história da estatal. O recado era claro: se não saíssem, seriam mortos por grupos armados da região, dos quais já haviam sofrido ameaças e atentados.

Incluídos no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), coordenado pela secretaria, abandonaram a cidade com a promessa até hoje não concretizada de que voltariam dois meses depois com segurança. Desde então, vivem como clandestinos. Não sabem se um dia voltarão a Magé, sede da Associação dos Homens do Mar (Ahomar), da qual são dirigentes. A entidade está com as portas fechadas desde agosto de 2012.

Os pescadores acusam a Secretaria de Direitos Humanos de atuar em parceria com a Petrobras para mantê-los longe da região onde a empresa toca o maior investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), avaliado em US$ 13,5 bilhões. O trio afirma que os telefonemas disparados pelo programa, ainda que eventualmente os tenham livrado da morte, mataram a resistência dos pescadores de sete municípios da Baía de Guanabara. De 2009 para cá, quatro dirigentes da Ahomar foram assassinados. Alexandre e Daize contam ter escapado de sete atentados.

Com manifestações no mar e ações na Justiça, a entidade virou obstáculo para a petroleira e seus fornecedores. Conseguiu paralisar trechos de obras por onde passariam dutos de gás. Desde que foi lançado, em 2006, o complexo petroquímico virou uma usina de problemas para o governo federal: o orçamento previsto dobrou e o início de sua operação está quatro anos atrasado.

“Para mim, quem mata não é só quem atira ou manda atirar. É também quem deixa atirar. Não tenho dúvida de que minha retirada foi determinada pela Petrobras. Houve um pedido político para eu deixar Magé”, acusa Alexandre, 43 anos, fundador e presidente da Ahomar. “Já são mais de 550 dias longe de casa. Tenho de voltar com escolta e ser protegido enquanto perdurarem as ameaças e os acusados não forem presos”, reivindica.E, para ele, as ameaças partem de empresas que prestam serviços à companhia.

Vice-presidente da associação, Maicon, 37 anos, relata viver os piores dias de sua vida. “O programa foi a pior coisa que me aconteceu. Se não nos matarem, vamos morrer de infarto ou depressão. Prefiro voltar para casa e morrer militando, como homem”, diz o pescador, também conhecido como Pelé.

Casada com Alexandre desde 2001, Daize, 47 anos, está arrependida de ter entrado para o programa. “A gente preferia ter morrido, levado um tiro na praia de Mauá, a sofrer o que fazem com a gente”, declara a diretora da Ahomar, pescadora desde os 14 anos.

O drama vivido pelos pescadores não expõe apenas a fragilidade do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, denunciada por outros militantes, mas também a prioridade dada pelo governo aos grandes empreendimentos que financia, avalia Renata Neder, assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional, ONG que monitora o caso. “A retirada é necessária em caso de risco extremo, mas em caráter temporário. Há quase dois anos, Alexandre e Daize não conseguem voltar para casa. O ingresso no programa não pode acabar com a luta do defensor, que precisa permanecer na sua comunidade”, adverte Renata.

O Ministério Público Federal (MPF) monitora a execução do programa. O caso está nas mãos da procuradora Gabriela Figueiredo. Por tramitar sob sigilo, os procuradores não quiseram dar entrevista sobre o assunto. Na última audiência mediada pelo MPF, em dezembro do ano passado, a coordenação do programa federal informou que estava trabalhando para que os pescadores voltassem a Magé com segurança e que pediria uma avaliação de risco para o retorno dos militantes. Os pescadores não receberam nenhum retorno do estudo até hoje. Na ocasião, a PM disse que não tinha policiais em número suficiente para garantir total proteção aos pescadores.

Questionada pela reportagem sobre a situação dos dirigentes da Ahomar, a Secretaria de Direitos Humanos não se manifestou. Em nota, a Petrobras negou qualquer envolvimento com o afastamento dos militantes e as ameaças. Disse que respeita os direitos humanos e dialoga com as comunidades do entorno do Comperj. “A Petrobras repudia quaisquer ameaças aos pescadores e entende que as investigações são de responsabilidade dos órgãos competentes”, afirma.

FONTE: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pescadores-que-denunciaram-petrobras-se-dizem-exilados-dentro-do-pais/

UENF: Pezão veta antecipação de reposição e prejudica professores e servidores

IMG_0319

A longa greve que paralisou a UENF por quase três meses teve um desfecho parcial na semana passada quando a ALERJ aprovou o projeto de lei 3050/2014 que majorava em duas prestações os salários de professores e servidores. Eu disse desfecho parcial porque a fórmula encontrada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) deixou parcela dos servidores técnicos-administrativos muito insatisfeito e, por isso, eles retornavam à greve em assembleia realizada no dia de ontem.

Agora uma outra novidade ruim deve acirrar os ânimos também entre os professores. É que na versão publicada da Lei 6828/2014, a única melhoria do projeto do (des) governo que a ALERJ havia concedido (qual seja, a antecipação da segunda parcela de julho para março de 2015) foi vetada pelo (des) governador Luis Fernando Pezão! Esta medida implicará na manutenção dos salários iniciais dos professores da UENF como os piores de todo o Brasil, o que implica na manutenção da dificuldade existente em atrair novos docentes e manter os que já estão na instituição.

lei uenf

Em suma, o (des) governo Pezão ao não respeitar nem os acordos feitos por suas lideranças parlamentares mantém o barril de pólvora aceso na UENF. Depois que Pezão não conseguir nem chegar perto do campus Leonel Brizola que não venha reclamar.

Mujica faz duras críticas à FIFA

O presidente uruguaio chama os dirigentes da instituição de “velhos filhos de puta” e diz que a sanção a Suárez é “fascista”

O presidente uruguaio, José Mujica, em uma entrevista. / BERNARDO PEREZ

O presidente de Uruguai, José Mujica, insultou duramente os dirigentes da FIFA ao chamá-los de “velhos filhos de puta” por causa da multa imposta ao jogador Luis Suárez, castigo que qualificou de “fascista”.
As declarações foram dadas no aeroporto de Montevidéu, ao qual o presidente uruguaio se dirigiu para receber os jogadores da seleção uruguaia, de volta ao país depois da derrota contra a Colombia no último sábado. Ao ser questionado sobre a expulsão de Suárez, Mujica não teve papas na língua e respondeu que “os [integrantes] da FIFA são um bando de velhos filhos de puta”.

Depois de fazer o comentário, Mujica tapou a boca com a mão, dando-se conta de que sua afirmação estava sendo gravada para a televisão. Mas, depois desse gesto, disse ao jornalista que a publicasse, se quisesse.

Podiam aplicar uma sanção, mas não multas fascistas”, continuou dizendo ao jornalista de La hora dos Deportes, um conhecido programa da televisão pública uruguaia, sobre a punição imposta sobre o atacante uruguaio.

Suárez foi castigado com nove partidas internacionais, quatro meses de inabilitação para qualquer atividade relacionada com o futebol e 82.000 euros de multa pela mordida que deu no jogador italiano Giorgio Chiellini durante o Mundial.

FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/30/deportes/1404131047_253558.html

Acciona emite nota sobre última paralisação de trabalhadores do Porto do Açu

Recebi e publicizo nota recebida da Assessoria de Comunicação da Acciona sobre a última paralisação dos trabalhadores do Porto do Açu que resultou de reclamações dos trabalhadores sobre o não-pagamento de salários e outras irregularidades trabalhistas que estariam sendo cometidas na construção do complexo portuário idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista.

Nota da  nota da Acciona sobre a notícia das manifestações no Porto do Açu

Devido a citação da Acciona nas matéria publicadas recentemente por conta da greve que aconteceu na localidade de São João da Barra no dia 27/06/2014, a empresa esclarece que seus funcionários trabalharam com normalidade e portanto, não integraram as manifestações que ocorreram no Porto do Açu.