Gol da Oposição

 Aprovada emenda que destina 6% das receitas próprias do governo estadual para as universidades estaduais!

A manhã desta segunda feira (23) foi acalorada na Alerj. Conseguimos aprovar a emenda do deputado Comte Bittencourt que destina 6% das receitas próprias do governo estadual para a Uerj, Uezo e Uenf.

Sistematicamente a base do governo ganha as votações na Assembleia. Hoje, a oposição conseguiu marcar esse gol. Foi quase na trave: alguns deputados quiseram fazer manobras para anular a aprovação da emenda. Freixo e outros parlamentares da oposição se mantiveram firmes.

E a base do governo perdeu. Grande vitória da educação pública de qualidade!

>> Agora, o texto vai para a sanção do governador. É fundamental a pressão popular para que Pezão não recue nessa conquista de todos nós!

FONTE: ‪#‎AscomMarceloFreixo‬

ALERJ: situação sai cedo para ver jogo, e oposição aprova emenda que concede 6% do orçamento para as universidade estaduais

Precisar ser um dia de jogo do Brasil na COPA FIFA para que uma emenda do deputado Comte Bittencourt (PPS), presidente da Comissão de Educação da ALERJ, que concede 6% do orçamento estadual de 2015 para as três universidades fluminenses (UENF, UERJ e UEZO) fosse aprovada. É que muitos membros da base do (des) governo estadual saíram mais cedo, dando as condições aritméticas para que a aprovação ocorresse. 

Quando o placar marcou a vitória da oposição, o deputado Edson Albertassi (PMDB) que presidia a sessão tentou fazer uma nova votação, no que foi impedido pelo líder do seu próprio partido, Domingos Brazão, que ameaçou votar positivamente na emenda caso houvesse nova rodada de votos.

Agora vamos ver o que fará o (des) governador Pezão com essa questão, pois essa emenda apenas atende o que está determinado na Constituição Estadual aprovada em 1990, mas que nenhum governador cumpriu até hoje.

Imagens de crianças imigrantes mexicanas presas em “gaiolas” nos EUA geram revolta

Senadores pediram ao presidente mexicano que exija de Barack Obama a garantia dos direitos dos jovens; fotos foram divulgadas por senador democrata

Somente no ano passado mais de 24 mil crianças mexicanas foram detidas ao cruzar a fronteira rumo aos Estados Unidos. Em 2014, o número pode ser superior a 60 mil, segundo estimativa do Departamento de Segurança Nacional. A situação dos jovens que são detidos nos EUA e dos que são deportados ao México é classificada por autoridades do país como “preocupante”. Eles alertam que, se não houver uma política incisiva por parte do governo, a situação poderá se tornar uma “crise humanitária”.

Agência Efe

A foto foi tirada por Henry Cuellar através de seu telefone celular

Os jovens que tentam cruzar a fronteira em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos sofrem diversos tipos de violência: física, psicológica e sexual. Os maus tratos sofridos por crianças detidas nos EUA ganharam especial atenção dos senadores do país. Jornais mexicanos reportaram neste domingo (22/06) que a Comissão de Direitos Humanos do Senado pediu que o presidente Peña Nieto exija do governo norte-americano o “respeito irrestrito à integridade e garantias fundamentais das crianças imigrantes que se encontram nos centros de detenção dos Estados Unidos”.

No começo do mês, o congressista democrata, Henry Cuellar, divulgou imagens de crianças mexicanas e centro-americanas presas em “gaiolas”, chamadas de refúgios temporários pelas autoridades norte-americanas, em um centro de detenção no Texas.

[Jovens detidos em situação precária na fronteira dos EUA com o México]

Após as denúncias, os senadores pediram ao presidente Peña Nieto que a embaixada em Washington realize as visitas necessárias aos centros de detenção para verificar o estado das crianças que chegaram sozinhas ao país.

A presidente da comissão, Angélica de la Peña, afirmou que os jovens deportados são alvo fáceis de organizações criminosas e redes de tráfico de pessoas que atuam na região de fronteira.

Angélica ressaltou que, se o governo mexicano não atuar com “decisão” e não adotar “estratégias articuladas” diante do possível aumento da chegada de crianças imigrantes na fronteira, o país viverá uma “crise humanitária”.

Agência Efe

Mulheres e crianças no centro de detenção; Texas pediu US$ 30 mi ao Departamento de Estado para conter crise na fronteira

Entre as violências sofridas pelos jovens estão as agressões físicas e sexuais. De acordo com a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), instituição da OEA (Organização dos Estados Americanos), foram registrados pelo menos 100 casos de abusos sexuais e físicos por agentes da fronteira contra menores.

Cemitério clandestino

Muitos dos mexicanos que tentam cruzar a fronteira são mortos antes de chegar nos Estados Unidos. A quantidade de pessoas que morrem nesta situação, no entanto, é imprecisa, visto que muitos são enterrados em valas clandestinas.

Ontem, antropólogas independentes anunciaram a descoberta dos restos mortais de pelo menos 52 pessoas em fossas comuns no cemitério Sacred Heart (Sagrado Coração), no sul do Texas. Devido ao fato de que algumas ossadas foram armazenadas juntas, as investigadoras não têm o número preciso de quantas pessoas podem ter sido enterradas no local no último ano.

 A descoberta foi feita nas últimas semanas pelas antropólogas Lori Baker, da Universidade Baylor, e Krista Latham, da Universidade de Indianápolis, e pelos estudantes de ambas como forma do esforço plurianual para identificar imigrantes que perderam a vida na região fronteiriça entre México e Estados Unidos.

Os restos foram encontrados dentro de sacos de lixo, como informou o jornal Corpus Christi Caller Times. Em 2013, foram encontrados 110 ossadas no local. Latham classificou a descoberta como “abominável”.

Mais de 300 pessoas morreram ao cruzar o condado Brooks de 2011 a 2013, o que corresponde a mais de 50% das mortes registradas no período ao longo do Rio Grande no Texas.

FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/35761/imagens+de+criancas+imigrantes+mexicanas+presas+em+gaiolas+nos+eua+gera+revolta.shtml

Braullio Fontes do DCE/UENF faz balanço da greve e convoca assembleia estudantil

No retorno às aulas na UENF na manhã desta segunda-feira, estive com o diretor geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Apolônio de Carvalho que representa os estudantes da UENF. Ele aproveitou para fazer uma avaliação do movimento de greve dos estudantes, as questões que foram pautadas e as respostas que foram dadas pela reitoria da UENF e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.  Braullio também aproveitou para convocar uma assembléia estudantil para a próxima 4a. feira (25/06).

Abaixo vai o depoimento dado pelo diretor geral do DCE/UENF

Mensagem que enviei aos deputados estaduais na ALERJ

correspondencia

Senhor deputado

Sou professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense há 16 anos e fui atraído para o interior do Rio de Janeiro por uma proposta político-pedagógica idealizada por Darcy Ribeiro que já deu muitos frutos desde que aqui cheguei.
Lamentavelmente esse alto desempenho da UENF não foi acompanhado pela recomposição salarial sequer ao nível das perdas salariais, e eu que cheguei aqui com o melhor salário pago por uma universidade brasileira, amargo uma perda inflacionária de mais 90% no meu salário base.
Pior sorte têm meus colegas que estão chegando hoje na UENF, pois seu salário base para professor doutor trabalhando em regime de Dedicação Exclusiva é o pior do Brasil.
Em função dessa deterioração salarial, a UENF está ameaçada de não poder continuar cumprindo o seu papel estratégico idealizado para alavancar o desenvolvimento econômico e humano das regiões norte e noroeste fluminense.
Por outro lado, a proposta enviada pelo governador Luiz Fernando Pezão para recompor os salários de professores e servidores técnico-administrativos ficou muito aquém do mínimo necessário, pois não apenas manteve nossos salários com perdas inflacionárias acumuladas, mas como no caso dos professores nos alijou da remuneração de 65% pelo cumprimento do regime de Dedicação Exclusiva que foi garantida aos nossos colegas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Em face do exposto, venha solicitar que vossa excelência apoie as negociações entabuladas pela Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) para melhorar o projeto de lei 3050/2014.  A ADUENF é a única entidade que possui legitimidade para tratar dos interesses dos professores da UENF!
Sendo o que se apresenta, despeço-me.

Eleições 2014 no RJ: suruba ou bacanal?

Os últimos arranjos de alianças entre os partidos que dominam a política fluminense estão provocando reações inusitadas até mesmo dentre os que sempre ganharam com as opções que são feitas para garantir melhores chances eleitorais. O interessante é que essas reações estão sendo manifestadas por meio de metáforas que veiculam a ideia de praticas sexuais. O primeiro a usar uma metáfora nesse sentido foi o deputado federal Alfredo Sirkis (com certeza uma vestal ideológica) que equiparou a aliança que juntou Romário e Lindbergh numa mesma nominata como sendo uma “suruba”.  Agora ao reagir a uma aliança igualmente curiosa foi a vez do prefeito do Rio de Janeiro de classificar a chapa que unirá Pezão e César Maia como sendo um “bacanal”.

A primeira reação de todo cidadão fluminense que preza o seu voto e acompanhou a situação em que estamos neste momento é de dizer a Sirkis e Paes que eles deveriam se responsabilizar pelo que eles mesmos ajudaram a construir. Se chegamos a esse ponto agora, o fato é que esse tipo de aliança despudorada (só para usar um jargão que parece ser tão caro a Sirkis e Paes neste momento) se tornou capaz por sucessivas ocasiões onde o interesse da população foi colocado abaixo dos interesses fisiológicos dos partidos.

De minha parte, só posso dizer que felizmente existem alternativas de voto nessas eleições e que implicam em nos retirar de um tipo de política que oscila entre a suruba e o bacanal.

Sérgio Cabral sinaliza (novamente) que vai desistir da candidatura ao senado

O ex-(des) governador Sérgio Cabral Filho está enviando novos sinais de que não vai levar a cabo a ameaça de se candidatar a senador pelo PMDB. Embora, essa ameaça de recuar da ameaça não seja nova, agora parece que a coisa é séria. É que emparedado pela união entre Lindbergh Farias (PT) e Romário (PSB), Cabral não teria muitas chances de voltar ao senado, onde foi um dos maiores gazeteiros da história da república brasileira.

Agora, essa novidade vem acompanhada de outra novidade ainda mais curiosa. É que agora a justificativa para Sérgio Cabral chancelar uma desistência que é a pedra mais cantada dessas eleições é uma aliança com César Maia do DEM, político que saiu mais do que chamuscado das últimas eleições municipais na cidade do Rio de Janeiro.

Aliás, se pegarmos só as alianças formuladas por Lindbergh Farias (que se juntou ao PSB e ao PV) e Luiz Fernando Pezão (que agora deverá incluir também o PPS e o PSDB), o que se vê é a predominância de um nível de fisiologismo político raramente visto na história do Brasil.

Mas voltando a Cabral, essa aliança é mais do que providencial para que ele esconda a sua real condição de pária da política fluminense, que teve de sair pela porta dos fundos do Palácio Guanabara, e agora está sendo “aconselhado” a ficar na geladeira nas atuais eleições, até que o povo fluminense esqueça um pouco do seu desastroso (des) governo.

O estranho caso da invasão da propriedade rural do deputado Paulo Melo

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Venho lendo informações desencontradas sobre a invasão/assalto à fazenda que o presidente da ALERJ, deputado Paulo Melo (PMDB), possui no município de Rio Bonito.  Há várias questões nebulosas cercando o evento, incluindo a natureza do incidente (invasão ou assalto?) e a lesão sofrida por Paulo Melo que o obrigou a dar entrada neste domingo no Hospital Copa D´Or para passar uma segunda cirurgia por causa de uma fratura no pé que Paulo Melo teria sofrida durante a fuga que realizou para escapar dos invasores.

Este incidente vem num péssimo momento para milhares de servidores que estão esperando que a ALERJ analise e aprove mais de 30 mensagens enviadas pelo (des) governo Pezão para recompor salários. É que com Paulo Melo hospitalizado, as negociações em curso poderá ser completamente descarrilhadas. A ver!

De forma tardia e parcial, reitoria da UENF tenta interferir na negociação dentro da ALERJ

Sou testemunha de que nos últimos três anos apenas os sindicatos da UENF, principalmente a ADUENF, trabalharam dentro da ALERJ para melhorar a grave situação salarial dos servidores da universidade. A reitoria, por sua parte, ficou sempre em tratativas infrutíferas com o Sr. Sérgio Ruy, secretário estadual de Planejamento e Gestão, que em diferentes momentos deixou os gestores da UENF falando sozinhos.

Não é que hoje fui surpreendido com uma nota pendurada na página oficial da instituição (Aqui!) também apresentou duas emendas ao projeto de lei 3050/3014 que majora os vencimentos dos servidores e professores da UENF. E o pior que ao intervir tardiamente, a reitoria ainda atua para excluir uma categoria de técnicos (os de nível superior) de eventuais acréscimos à proposta enviada pelo (des) governo Pezão, e deixa de apresentar decisões aprovadas pelo Conselho Universitário (CONSUNI) referentes aos salários dos professores! 

E é importante notar que em ambos os casos, a reitoria não reuniu o CONSUNI para avaliar a oportunidade e correção das emendas que estão propondo, as quais desconhecem as emendas que já foram encaminhadas pela ADUENF, e que poderão implicar num conflito que prejudicará ainda mais os professores.

Finalmente, um detalhe curioso no informe da reitoria é que as tratativas feitas na semana passada na ALERJ foram feitas pelo chefe de gabinete e pelo secretário-geral da reitoria. Ai a questão que se coloca num momento tão crucial para o futuro da UENF: onde andam e que fazem nesses dias turbulentos o reitor, o vice-reitor e os quatro pró-reitores? Tomaram doril?

Está tendo Copa, e daí?

Estou vendo e lendo uma reação quase de orgasmo dos apoiadores do governo Dilma Rousseff sobre o andamento da COPA FIFA. Eu que nunca vi a questão do movimento “Não vai ter copa” como algo que tivesse como objetivo final a realização do megaevento da multinacional do futebol, penso que tanta celebração é apenas um elemento a mais na degeneração ideológica do PT e seus neoapoiadores. Digo isso porque não vejo e nunca vi os atrasos nas obras como o real problema da preparação deste megaevento. Afinal, quando estive em Londres em 2012, vi o mesmo tipo de problema acontecendo.

O problema real e que será uma das muitas heranças malditas desta COPA foi a remoção de milhares de famílias pobres para regiões periféricas das cidades-sede, apenas para beneficiar os ganhos já bilionários das empreiteiras e incorporadores imobiliárias. Além disso, o o superfaturamento das obras e o custo final dos estádios contribui de forma direta para a persistência, e quiçá o aprofundamento, do imenso fosso social existente no Brasil.

Além disso, há que se lembrar que qualquer tentativa de manifestação pública para denunciar os malfeitos deste megaevento está sendo duramente reprimida por uma mistura de tropas federais, estaduais e municipais. As graves violações de direitos constitucionais, com agressões e prisões arbitrárias de manifestantes e jornalistas, são uma expressão evidente de uma disposição de negar que seja dado voz aos que mais estão perdendo com todas as intervenções que foram feitas para realizar a terraplanagem social para viabilizar que os ricos possam maximizar seus lucros com a COPA FIFA.

Ao não fazerem o devido balanço do megaevento da FIFA, os seus apoiadores jogam para debaixo do tapete todas as suas questões em nome de um ufanismo sobre a capacidade do Brasil realizar algo cuja repercussão final será banal. Enquanto isso, muitos estádios continuarão sendo a expressão acabada de uma sociedade ancorada na segregação social e, também, espacial.

Finalmente, tenho que refletir sobre os aeroportos que foram turbinados para serem entregues à iniciativa privada, como é o caso do Aeroporto Internacional do Galeão. Como passei por vários deles ao longo de 2014, penso que muitos correm o mesmo risco da “Arenal Pantanal” e da “Arena Amazônia”, que é o de virarem elefantes brancos que, cedo ou tarde, serão retornados para a administração pública, já que o empresariado brasileiro gosta mesmo é de lucro fácil e, sim, de imensos e generosos subsídios estatais.