Por que a mídia corporativa protege tanto Pezão?

pezão

O (des) governador Luiz Fernando Pezão tem demonstrado uma completa incapacidade de fazer frente à crise financeira que esvazia o tesouro estadual. Ainda assim, o tratamento que vem lhe sendo dispensado pela mídia corporativa estadual é, no mínimo, complacente. Nem a recente decisão de punir os servidores estaduais, que já se encontram entre os piores salários do funcionalismo brasileiro, com o atraso de seus salários serviu para que a mídia começasse a examinar com um mínimo de rigor as raízes da crise do tesouro estadual.

Para tanto a crise do Rio de Janeiro é submersa na crise nacional e, por extensão, na mundial. Esse submersão de responsabilidades é muito bem vinda por Pezão, pois dai ele não tem como explicar como outros estados com caixas menos aquinhoados com receitas estão continuando a honrar suas obrigações com os servidores dentro dos prazos estipulados por eles mesmos.  Analisar o peso de vergonhosas isenções fiscais e a contratação de obras bilionárias para beneficiar uma minoria dentro da cidade do Rio de Janeiro, isto poucos mostram o devido compromisso com a coisa pública para sequer tocar na superfície de situações escabrosas que marcam esse (des) governo estadual.

No caso de Campos dos Goytacazes, o tratamento de beneplácito que parte da mídia dá a Pezão beira o escândalo. É que enquanto se ataca de forma contundente (e convenhamos de forma justa em muitos momentos) o governo municipal comandado pelo grupo político de Anthony Garotinho, ainda temos que aturar a cantilena de que os aliados locais de Pezão são a solução para todos os males que afligem nossa cidade.

Como assim Pezão e, por extensão Sérgio Cabral, são a solução? Esse tipo de propaganda explícita nos coloca diante de afirmações insustentáveis, começando pela tal “venda do futuro”. Tanto Pezão e Rosinha estão tentando “vender o futuro”, e o que está realmente ocorrendo é que está faltando comprador. Entretanto, a incapacidade de Pezão de vender o nosso futuro no plano estadual é saudada por alguns áulicos da mídia como exemplo de compromisso público, quando evidentemente este não é o caso. Aliás, o nosso futuro já foi vendido por Pezão e Sérgio Cabral até no caso das gerações futuras do povo fluminense.  Essa é a dura realidade com que se defrontam hoje centenas de milhares de servidores públicos estaduais.

Mas uma coisa é certa: em 2016 vai ser interessante ver como os partidos que fazem oposição no plano local, mas se alinham com Pezão no plano estadual, vão explicar esta profunda contradição aos eleitores campistas, principalmente aqueles que são servidores públicos do estado.

 

 

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