Enquanto milhares de servidores amargam o parcelamento de seus salários com graves prejuízos financeiros, uma notícia publicada pela Folha de São Paulo escancara o segredo mais público de todos no Rio de Janeiro: a tesoura do (des) governador Luiz Fernando Pezão é seletiva.
Pelo que mostra a matéria abaixo, quando o cinto das universidades estaduais e outros órgãos já estavam sendo furiosamente apertados, o secretário José Mariano Beltrame e outros membros da cúpula da segurança (ou seria insegurança?) do Rio de Janeiro viajaram em classe executiva para a Europa, pagando valores quatro vezes superiores às das classes econômicas!
A matéria informa que com Beltrame viajaram dois subsecretários, o subchefe de Polícia Civil e uma tradutora. A matéria revela que cada uma das passagens deve ter custado em torno de R$ 11 mil aos cofres estaduais, enquanto nas classes econômicas isto custaria em torno de R$ 2.500,00. Como ninguém é de ferro, essa delegação ainda deve ter recebido diárias para custeio de alimentação e hospedagem, o que coloca o custo desse viagem em torno de R$ 100 mil.
Agora que o caso veio a público, Pezão mandou avisar à imprensa que a classe executiva está proibida para as viagens oficiais. É a famosa tranca em porta arrombada! Enquanto isso, os servidores que fiquem esperando seus salários em posição de contrição. Afinal de contas, para a maioria deles, viagem internacional nem em sonhos, quanto mais custeadas com o dinheiro público.
