
Enquanto a maior parte dos brasileiros é distraída com os acontecimentos estapafúrdios no Congresso Nacional, o incidente causado pela Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) continua solenemente poluindo o Rio Doce, como informa abaixo matéria produzida pelo jornalista Danilo Emerich para o jornal O TEMPO
A principal informação que Danilo Emerich nos oferece é de que passados mais de 30 dias após a explosão da barragem do Fundão, A Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) ainda não conteve o vazamento da lama que está poluindo e intoxicando o Rio Doce. E, pasmem, sem data para que isso seja cessado!
Essa situação faz com que as previsões de tempo de recuperação do Rio Doce que foram feitas pelo Prof. Paulo César Rosman da COPPETEC/UFRJ e pela presidente do IBAMA, Marilene Ramos, entrem para o campo das elucubrações sem base científica. É que enquanto não cessar a chegada de lama, não teremos um tempo zero para o início de qualquer recuperação do ecossistema. E, mais, como não se vê qualquer mobilização integrada entre as empresas envolvidas e as diferentes esferas de governo para acelerar esse processo, o oferecimento de tempos para recuperação se torna simplesmente impossível.
Enquanto isso, o novo Código da Mineração continua tramitando em regime de urgência dentro da Câmara de Deputados comandada por Eduardo Cunha et caterva. E isso mesmo após ter se tornado público que a proposta havia passado pela camarada revisão de um advogado à Vale e à BHP Billiton!
Lama ainda chega ao rio Doce
Mais de um mês após rompimento de barragem, Samarco não tem data para parar de poluir curso d’água.

Samarco aposta em diques para conter resíduos, dragagem da barragem de Santarém, sacos de tecidos e limpeza de áreas afetadas
DANILO EMERICH, ESPECIAL PARA O TEMPO
Mais de um mês após o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na região Central do Estado, a lama de rejeitos de mineração continua a chegar ao rio Doce. E o plano para a contenção do material ainda não tem previsão para ser concluído. Enquanto isso, moradores dos municípios ao longo do curso d’água sofrem para conseguir água limpa.
Segundo a assessoria de imprensa da Samarco, proprietária da barragem, a mineradora começou a construir dois diques de 10 m de altura, capazes de reter 2,7 milhões de sedimentos. O objetivo é liberar a água mais limpa e barrar o material sólido, evitando que as chuvas levem sedimentos para o rio Gualaxo, que desemboca no rio Doce. Não foi informado o prazo para terminar as estruturas.
Outras ações informadas pela mineradora são a dragagem da barragem de Santarém, uso de sacos de tecido especial para o armazenamento dos rejeitos e limpeza das áreas afetadas nas cidades de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado.
FONTE: http://www.otempo.com.br/cidades/lama-ainda-chega-ao-rio-doce-1.1187025