Barragens: desconhecidas, desacompanhadas e perigosas

barragens

O site UOL traz  hoje uma matéria assinada pelo jornalista Carlos Madeiro que é uma verdadeira ode ao descalabro (Aqui!). A partir de dados fornecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA), Madeiro nos informa da dramática situação de falta de monitoramento de 96% das barragens existentes no território brasileiro, e que apenas 15% delas estão sequer cadastradas!

Mas o problema não para na falta de cadastramento ou na vistoria. É que faltam informações sobre a condição de risco em que se encontram os diferentes tipos de barragens que estão espalhadas pelo território nacional.

Merece detaque ainda o fato de que das barragens cadastradas, 4% (660) são de rejeitos de mineração e 1% (286) são de conteção de rejeitos industriais. Se tratarmos essa amostra de 15% como representativa da população total de barragens, teremos uma carga de rejeitos acumulada nessas áreas de deixar o incidente de Mariana como uma pálida representação do que pode acontecer.  E há ainda de se notar que a maioria das barragens cadastradas e avaliadas precariamente estão nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo que nem se destacam por serem áreas de mineração, por exemplo.

O mais preocupante nessa situação é que estamos em pleno desmanche da legislação ambiental que começou com a edição do “novo Código Florestal” e pode ter uma regressão ainda mais significativa com o “novo Código da Mineração”.  

O fato é que o Brasil está se encaminhando para se tornar um pária ambiental em nome da continuidade de sua dependência histórica na exportação de commodities agrícolas e minerais. Simples, porém tremendamente perigoso.

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