
A Procuradoria da República de Minas Gerais, na pessoa do procurador Edmundo Antonio Dias Netto, rejeitou uma denúncia que requeria a instalação de uma Ação Cívil Pública contra o Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação (GEPMTE) da Faculdade de Educação ((FaE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A denúncia foi impetrada com o intuito de denunciar o grupo de pesquisa que estaria, na palavra dos denunciantes, fazendo “pregação política ideológica de vertentes socialistas (sic!).” Por sua vez, segundo os denunciantes, a UFMG estaria servindo de “ninho, de balão de ensaio para que militantes de esquerda fiquem trabalhando seus delírios ideológicos, bancados com recursos públicos e incutindo tais ideologias nos alunos (…)”.
A boa notícia é que essa afronta em particular à liberdade acadêmica foi sumariamente rejeitada pela Procuradoria da República de Minas Gerais em função de sua total ausência de substância, além da mesma ir de encontro a princípios básicos de diversidade que devem reger a vida universitária.
Entretanto, numa próxima tentativa, a qual deverá vir já que o ambiente de forte pobreza intelectual que vem cercando a conflagração política existente no Brasil propicia a ação deste tipo de aventureiros obscurantistas, talvez os pesquisadores da FaE/UFMG não tenham tanta sorte em termos de quem poderá analisar a denúncia. É que boa parte dos ataques à liberdade acadêmica de que tenho notícia tem recebido guarida em várias instâncias da justiça brasileira.
Por isso, é preciso mostrar uma ampla e irrestrita solidariedade aos membros do GEPMTE, de forma a demonstrar que a ingerência indevida em assuntos acadêmicos não será tolerada de forma alguma. Interessante notar que o GEPMTE possui uma página oficial na rede social Facebook, a qual pode ser acessada [Aqui!].
Aos interessados em acessar a íntegra da decisão do procurador Edmundo Antonio Dias Netto, basta clicar [Aqui!]
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