Depois da venda da CEDAE, a Operação Delaware II

wilmington pezãoabutres

A disposição do (des) governador Luiz Fernando Pezão e do seu (des) secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, de tornarem o Rio de Janeiro num pasto para as grandes corporações financeiras mundiais parece mesmo inegostável, e sempre usando os servidores públicos como bodes expiatórios.

É que mal assinado o contrato desastroso com o BNP Paribas, o (des) governador Pezão anunciou ontem a repetição da desastrosa operação de captação de recursos via a securitização de recursos futuros do RioPrevidência [1].

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Eu que já abordei inúmeras vezes as características mal explicadas e os efeitos financeiros desastrosos da primeira operação realizada no paraíso fiscal de Delaware sob o codinome de “Rio Oil Finance Trust” [2, 3 e 4] não posso deixar de citar o fato de que nenhum órgão de controle ou, tampouco, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se dispuseram a investigar a Operação Delaware I, o que contribui para que o (des) governo Pezão anuncie a Operação Delaware II sem “nenhum medo de ser feliz”.

Mas que essa nova operação de “securitização” de recursos futuros seja permitida mesmo na vigência do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) que supostamente deveria recuperar a saúde financeira do Rio de Janeiro. É que já em Novembro de 2016, o dublê de banqueiro e ministro da Fazenda Henrique Meirelles esteve em Nova York e de lá anunciou as suas gestões para que o (des) governo Pezão embarcasse na fase II da Operação Delaware, numa operação que poderia alcançar de 3 a 4 bilhões de reais  [5]. Em outras palavras, tudo junto e misturado para vender novamente os recursos futuros do RioPrevidência!  

A coisa está tão bem “azeitada” que nem a permissão da Alerj será necessária na Operação Delaware II, ao contrário do que ocorreu na fase I realizada em 2015.

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Então que ninguém mais se deixe enganar pelo discurso da crise (seletiva) do governador Pezão. O que está em curso no Rio de Janeiro é uma operação de desmonte do Estado que está sendo feita às custas do caos nas vidas de mais de duzentos mil servidores.   Em outras palavras, os servidores e aposentados são apenas buchas de canhão e nada mais.

A questão que fica colocada para os sindicatos que representam o conjunto dos servidores, especialmente aqueles que se colocam debaixo da sombrinha do MUSPE, é a seguinte: vai ser permitido que o (des) governo Pezão continue o seu processo de sacrificar os servidores para privatizar o estado de forma impune? Essa questão obviamente se aplica também aos chamados órgãos de controle e os partidos de oposição na Alerj. 

Uma coisa é certa: não vai ser com distribuição de cestas básicas e discursos conformados que mais esse ataque ao futuro do Rio de Janeiro vai ser impedido.


[1] https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-admite-necessidade-de-outra-operacao-de-credito-para-colocar-salarios-em-dia-rv1-1-22199302.html.

[2] https://blogdopedlowski.com/2016/04/24/gracas-a-cabral-e-pezao-rioprevidencia-e-prisioneiro-de-fundos-abutres/

[3] https://blogdopedlowski.com/2016/04/27/acredite-se-quiser-operacao-que-quebrou-rioprevidencia-foi-feita-para-prepagar-dividas-com-bancos-estatais/

[4] https://blogdopedlowski.com/2017/02/12/os-impactos-da-operacao-delaware-no-rioprevidencia-de-superavit-milionario-a-deficit-bilionario-em-apenas-4-anos/

[5] http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/rio-de-janeiro-quer-antecipar-de-novo-receitas-do-petroleo-diz-pezao.html

 

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