Uma epidemia de rompimentos de barragens explicita maldição da mineração

rompimento machadinho

Rompimento de barragem de rejeitos derrubou pontes e isolou moradores na região rural de Machadinho do Oeste (RO).

Este blog vem abordando com frequência cada vez maior os problemas sociais e ambientais causados pela mineração em diferentes partes do território nacional. O boom das commodities minerais que marcou o ápice dos anos em que o ex-presidente Lula optou pelo chamado “Neodesenvolvimentismo” como modelo estratégico para o crescimento da economia brasileira agora está mostrando uma face menos lustrosa. 

Se paulatinamente foram ocorrendo casos como os da Mineradora Samarco (Vale + BHP) em Mariana (MG), da Norsk Hydro em Parauapebas (PA), e o da Vale em Brumadinho (MG), as informações que estão cada vez mais disponíveis indicam que o Brasil está propenso a experimentar uma epidemia de barragens que deverão devastar rios em diferentes estados, onde hoje a mineração corre praticamente sem qualquer controle estatal.

O último rompimento ocorreu na última 6a. feira (29/03) no município de Machadinho do Oeste (RO) e deixou pelo menos 100 famílias isoladas em um distrito de difícil acesso em uma região que normalmente já é de difícil acesso (ver vídeo abaixo).

As incertezas associadas às barragens de rejeitos atualmente existentes começam pelo fato de que se sabe ao certo quantas delas existe. Esse fenômeno é associado ao processo de descentralização das responsabilidades de fiscalização que em muitos estados passou de órgãos governamentais para as próprias mineradoras.

No caso das barragens rompidas em Machadinho do Oeste é interessante notar que a mineradora responsável pelas mesmas é a METALMIG Mineração, Indústria e Comércio S/A, cujo controle societário é listado como “secreto“, o que deverá ampliar as dificuldades em torno de que será responsabilizado pelos custos derivados do rompimento de barragens cujo conteúdo e volume de rejeitos da mineração de cassiterita despejados nos rios da região são até agora desconhecidos das autoridades rondonienses.

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