Bolsonaro e sua guerra contra o ambiente: de Cancún a veganos…

bolsonaro-rio-de-janeiroPara Jair Bolsonaro, a questão ambiental só importa para veganos que só comem vegetais.

O presidente Jair Bolsonaro estava inspirado hoje em suas declarações. Em um momento ele fez o prenúncio de que o jornalista Glenn Greenwald do site “The Intercept” ainda poderá “pegar uma cana” no Brasil. Em outro, o presidente reduziu as preocupações ambientais aos veganos que “só comem vegetais“. De quebra, Jair Bolsonaro ainda prometeu uma “surpresa” na semana que vem sobre os dados do desmatamento produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ver mapa abaixo com áreas em amarelo sendo aquelas que já tiveram sua cobertura vegetal removida).

deforestation amazon

Em sua lista de declarações, o presidente do Brasil ainda teve tempo para ratificar o seu desejo de transformar o desejo de transformar a Baía de Angra em uma nova Cancún, sem que se tivesse oferecido qualquer detalhe de como se pretende repetir a tragédia que se acometeu sobre uma das partes mais belas da costa mexicana.

Curiosamente, no dia de hoje o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria assinada pelo jornalista Lucas Neves com posições do chanceler da França sobre o que será necessário para o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia seja chancelado pelo congresso francês no final de 2010.  E dentre as questões que serão observadas pela França, pasme-se quem quiser, estão os resultados das medidas sobre preservação ambiental que terão de ser adotados pelo governo Bolsonaro, incluindo aí o controle no uso de agrotóxicos e das taxas de desmatamento.

Em outras palavras, a continuar pela toada atual tanto na questão do desmatamento como dos agrotóxicos, não haverá a menor chance de que o congresso francês ratifique a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia.  Mas, aparentemente, o presidente Jair Bolsonaro adota a posição negacionista em relação à proteção ambiental na possível expectativa de que os franceses estejam apenas blefando, e que, no final, vão fazer vistas grossas às suas políticas anti-ambientais.

Diante desse quadro de aparente paradoxo entre o que os parceiros europeus dizem querer e o que está fazendo o governo Bolsonaro, o mais provável é que tenhamos mesmo é que esperar para ver quem está certo. Agora, para aqueles que hoje apostam nas commodities agrícolas como salvação da lavoura (a começar pelo próprio presidente da república), a melhor sugestão seria adotar um pouco de prudência e ingerir bastante caldo de galinho que, afinal, como diz o ditado, não fazem mal a ninguém.

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