Albaugh compra Rotam e sinaliza mais concentração na venda de agrotóxicos

tractor

O site especializado “Agrolink” informou que a a empresa estadunidense Albaugh anunciou nesta terça-feira (21/12) a “compra da Rotam Global AgroSciences Limited, que tem sua sede em Hong Kong.  Segundo a Agrolink, pelo acordo firmado, a Albaugh adquiriu todas as ações em circulação da Rotam em uma transação total de aproximadamente US$ 197,5 milhões líquidos“.

O interessante é que verificando a base de dados construída para o “Observatório dos Agrotóxicos” contendo a lista de 1.507 aprovados até o final de novembro pelo governo Bolsonaro, pode-se verificar que as subsidiárias brasileiras da Albaugh e da Rotam foram beneficiadas por 66 liberações, sendo a maioria produzidas por empresas chinesas.

O que isto mostra é que esta “fusão” não apenas a reforça o processo de concentração que está em curso na indústria química de produção de venenos agrícolas, mas também a posição da China no fornecimento de agrotóxicos no Brasil, muitos deles proibidos em outras partes do mundo por serem extremamente tóxicos e causadores de graves problemas ambientais e à saúde humana.

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