
No dia 08 de janeiro publiquei neste blog um texto escrito por Douglas da Mata analisando a situação envolvendo as disputas em torno da Lei Orçamentária de 2024 do município de Campos dos Goytacazes. Nesse texto Douglas da Mata apontou para o que seriam perspectivas nada animadoras para o futuro do presidente da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, o honorável Marquinhos Bacellar.
Pois bem, ontem com a aprovação da LOA 2024 com um placar de 16 votos a favor e 8 abstenções, o que salta aos olhos é a solidão política em que os vereadores da “oposição” deixaram o presidente da Câmara, na medida em que a votação havia sido negociada por ele diretamente com o prefeito Wladimir Garotinho. Assim, ao se absterem de votar algo que foi acordado, os vereadores da “oposição” parecem indicar que o acordo foi feito sem sua permissão.
Por outro lado, ao analisar as concessões feitas pelo prefeito Garotinho para viabilizar a votação da LOA 2024, o que se percebe é que elas abrangem itens que até podem ser importantes, mas que deixam intacta a proposta apresentada pela executivo municipal. Se era para ter esse final, convenhamos que era mais eficiente que se tivesse votado o orçamento ainda em 2023.
Mas como Douglas da Mata apontou o objetivo nunca foi obter um melhor uso da dinheirama que compõe o orçamento municipal, mas desgastar a imagem do prefeito. E está claro que tal objetivo ficou longe de ser alcançado, apesar das encenações burlescas que ocorreram no plenário da Câmara de Vereadores.
Ah, sim. O que eu espero dessa situação é que a parte mais organizada da população possa se mobilizar para eleger uma bancada de vereadores que seja mais útil no sentido de resolver os problemas graves que afetam a vida da cidade.
Finalmente, depois dessa situação toda senti saudade dos tempos em que o ex-vereador Ruço Peixeiro fazia das suas dentro da Cãmara de Vereadores. Pelo menos ele era autêntico e comprometido com causas que, pelo menos, eram óbvias.