
Por Douglas Barreto da Mata
Não é novidade para ninguém que uma das principais causas do esvaziamento dos centros urbanos é a insistência na ideia do uso de carros particulares pelos consumidores e por quem precisa estar lá por outros motivos. Como não há espaço, nascem os conflitos e os incômodos, e boa parte migra para shoppings e centros comerciais nos bairros.
A ausência de bons transportes públicos e a falta de combate à especulação imobiliária são outras causas da anemia dos centros, e obstáculos para a chamada revitalização. O fato é que o centro precisa de gente circulando, morando, usando os equipamentos públicos.
O centro tem que manter os carros no seu entorno, em locais específicos, apenas, e enquanto a mobilidade não for capaz de atender ao transeunte. Pois bem, querem a prova de que gente e consumo não combinam com carro?
Os mesmos comerciantes que gritam a todo pulmão por mais espaço para carros, e promovem rebeliões contra qualquer fiscalização do poder público, agora sorriem com o fechamento de ruas do centro para as compras de Natal. Uai? Como assim?
Então, agora o prefeito Wladimir Garotinho tem um argumento poderoso para determinar que o centro seja dos pedestres. Caso contrário, nada de fechar ruas no ano que vem, certo?